Adolescentes continuam a partilhar informação que não devem na Internet

Junho 19, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site tek.sapo.pt de 14 de junho de 2014.

mais informações:

Cyberbullying Triples According to New McAfee “2014 Teens and the Screen study

http://blogs.mcafee.com/consumer/teens-and-screens

 

summer

Apesar dos vários alertas, os mais jovens continuam “descuidados” na utilização das redes sociais. O contacto com estranhos e a partilha de informação pessoal são comportamentos comuns.

As conclusões são da edição de 2014 do estudo Teens and Screens, da empresa de segurança McAfee, que sublinha que os adolescentes têm estes comportamentos, apesar de saberem os riscos que correm.

O relatório dá conta de que cerca de 75% dos adolescentes aceitam “amizade” de pessoas que não conhecem na vida real e 59% interage com estranhos online, sendo que um em cada 12 acaba por conhecer pessoalmente esse estranho. Relativamente à publicação indevida de informação pessoal, 50% partilha na Internet o seu endereço de email, 30% o número de telefone e 14% a sua morada. Tal acontece apesar de 77% saberem que aquilo que é publicado na Internet não pode ser apagado e 80% ter tido conversas com os seus pais acerca de comportamentos seguros online. Além disso, embora 90% acreditem que os seus pais confiam neles para fazerem o mais acertado, 45% mudariam o seu comportamento online se soubessem que são vigiados pelos seus educadores. Mais de metade (53%) costuma fechar ou minimizar as janelas de browser quando os seus pais entram na sala e 50% têm por hábito apagar o histórico da atividade online. Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

 

Ativo ou Hiperativo? Eis a Questão! – Sessão do programa “Ao Encontro dos Educadores”

Junho 19, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ativo

Na próxima sessão do Programa “Ao Encontro dos Educadores” a Dr.ª Susana Marques da Cunha abordará o tema “Ativo ou Hiperativo? Eis a Questão!”. Dia 21 Junho 2014, sábado, pelas 10h30. Inscrições gratuitas mas obrigatórias através do email eventos@soerad.com

Rua Cândido dos Reis 30

2560-312 Torres Vedras

http://www.soerad.com/

 

Apresentação da versão acessível do livro infantil : A menina que vivia no País Azul

Junho 19, 2014 às 1:30 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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convite

A Direção Nacional da ACAPO e a autora Cóia, têm o prazer de convidar V. Exa a estar presente na sessão de apresentação da versão acessível do livro infantil : A menina que vivia no País Azul que terá lugar na próxima quarta-feira, dia 25 de junho, às 17h30 na sede da ACAPO, Av. D. Carlos I, 126, 9.º andar, 1200-651 Lisboa.

 

O nosso agradecimento à:

Fundação Millennium BCP (Patrocinador Oficial) , ANA Aeroportos  de Portugal, Montepio, Magos  Irrigation Systems, EPCA (Patrocínios) e Vodafone que tornaram possíveis a produção em Braille, negro e relevo deste livro.

 

Agradecemos confirmação até ao dia 23 de junho para o Dep. de Relações Externas através do email rp.dn@acapo.pt ou pelo telefone 213 244 500.

www.acapo.pt

 

Escolas receiam retrocessos na educação sexual

Junho 19, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de junho de 2014.

Fernando Veludo Nfactos

Andreia Sanches

Mais de 80% das escolas cumprem carga horária prevista na lei para a educação sexual. Mas “muitas vezes a lei é cumprida na ‘forma’ e não na filosofia”, diz coordenadora da avaliação.

A lei que obrigava todas as escolas a desenvolver programas de educação sexual, com um número mínimo de horas por ano, e a ter gabinetes de informação e apoio aos alunos que poderiam fornecer contraceptivos, em articulação com as unidades de saúde, foi publicada em Agosto de 2009. O que aconteceu desde então, depois de toda a polémica? Três conclusões: a maioria das escolas e agrupamentos (83,2%) está a cumprir a carga horária prevista; a educação sexual entrou na rotina; mas os professores que coordenam a área estão “exaustos e também magoados com a falta de reconhecimento”. Há mesmo o risco de a lei deixar de ser cumprida.

A síntese é feita por Margarida Gaspar de Matos, coordenadora da equipa a quem coube inquirir directores de escolas, professores, pais e alunos para avaliar a lei n.º 60/2009 (a lei da educação sexual).

Esta avaliação estava prevista no próprio diploma de 2009, era então primeiro-ministro José Sócrates. O actual Governo abriu concurso público. Ganhou o projecto apresentado pela Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde, a que pertence Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica e investigadora da Faculdade de Motricidade Humana. Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira, em Lisboa.

A lei prevê que a educação sexual deve ser dada através de actividades várias, que podem incluir visitas, projectos, conferências de especialistas… Obrigatório é que se cumpram os objectivos previstos e uma duração mínima de seis horas por ano, no 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, e de 12 horas, no 3.º ciclo e ensino secundário.

Alguns dados da síntese da avaliação apresentada esta segunda-feira: mais de 80% (83,2) das unidades orgânicas (escolas e agrupamentos) cumpriram na íntegra a carga horária legal; a restantes cumpriram pelo menos parte do que estava previsto.

Em geral os estabelecimentos fazem saber que têm gabinetes de apoio ao alunos e que 71% destes funcionam até seis horas por semana; 60% dos directores acham que funcionam bem.

Na maior parte dos casos (85%), para o funcionamento destes gabinetes, foram estabelecidas parcerias com o centro de saúde local, como estipulava a lei de 2009. O problema, diz Margarida Gaspar de Matos em declarações ao PÚBLICO, é que “muitas vezes estes espaços são apenas um espaço físico que os alunos conhecem mal…”

E como ficou a distribuição de preservativos nas escolas? Regresso a 2009: a lei previa que o gabinete de informação e apoio da escola pudesse fornecer contraceptivos. Vários pais protestaram na altura. Mas Margarida Matos diz que a polémica diluiu-se com a articulação com os centros de saúde. “As consultas de planeamento familiar não são nas escolas.”

Preocupações e recomendações

Mais dados da avaliação: a disciplina de Ciências Naturais continua a ser o espaço curricular onde mais frequentemente são abordados conteúdos de educação sexual no ensino básico (61,9%). No ensino secundário é a disciplina de Biologia que aparece em primeiro lugar (31,8%). Mas a maioria das escolas (93%) também contrata agentes externos (organizações não governamentais, como a Associação para o Planeamento da Família, por exemplo) que as ajudam a cumprir a carga horária prevista.

Analisados os resultados dos inquéritos, os avaliadores decidiram deslocar-se a cinco escolas. A análise global levanta algumas preocupações: “Muitas vezes a lei é cumprida na ‘forma’ e não na filosofia”, prossegue Margarida Gaspar de Matos.

Por exemplo, diz, “se se contratam agências externas que vão fazer conferências e organizar ‘dias de…’ (o ‘dia da contracepção’, a ‘semana da prevenção do VIH/sida’) isso não resulta do ponto de vista da mudança de comportamentos, não cria uma cultura de escola” são acontecimentos que “caem de para-quedas”.

Os professores entrevistados lamentaram igualmente a não existência de uma redução da componente lectiva para o professor coordenador da educação para a saúde (que é quem coordena também a educação sexual) em cada unidade orgânica, “o que representa uma sobrecarga”. E leva, segundo os avaliadores, a que a solução mais fácil seja contratar fora.

Vários dirigentes e professores sublinham que para cumprir a lei estão a fazer “um enorme esforço” — “Vários questionam a capacidade para continuar este processo nas actuais condições”, lê-se na síntese.

“Os professores referem-se exaustos, não reconhecidos, os  mais novos não têm formação e as coisas tendem a sucumbir por burn-out”, diz Margarida Matos. E continua: é fundamental que os professores que se envolvem nestes projectos deixem de ser vistos como “carolas” e, por vezes, até, como “pessoas estranhas que não devem ter família porque dão horas e horas à escola”.

Ministério mantém prioridade

Os avaliadores deixam várias recomendações. Como estas: que seja feito um forte investimento na “formação de técnicos”; que haja mais formação de professores e que se reduza a componente lectiva para um professor por agrupamento, “mantendo a actual figura do professor coordenador”.

Sugere-se ainda o “restabelecimento de áreas curriculares não disciplinares” — porque muitos professores e directores disseram que com a recente extinção destas áreas (nomeadamente da Formação Cívica), são agora obrigados a utilizar tempos de aulas curriculares para cumprir a lei (nomeadamente de Biologia, o que faz com que alunos do secundário das áreas de artes e de ciências sócio-económicas, por exemplo, não tenham acesso fácil a estes conteúdos).

O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, presente na apresentação do estudo, lembrou a polémica de há uns anos. “Muitos perguntavam: como é que se pode dar educação sexual ao 1.º ano de escolaridade, ao 2.º, ao 3.º?” Na verdade, disse o governante, as escolas “mostraram a sua capacidade de responder de forma adequada a cada grupo etário”.

João Grancho diz que já leu o relatório e garante que a educação sexual vai continuar a ser uma prioridade, sublinhando a formação de professores e de pais como um aspecto “muito importante”.

A avaliação apresentada esta segunda-feira foi feita entre Agosto e Novembro do ano passado. Foram convidados a participar no inquérito nacional todos os agrupamentos e escolas não agrupadas (811) e 83 unidades orgânicas privadas (com contrato de associação). No ensino público, a taxa de resposta foi de 53% entre os directores escolares e de 52% entre os professores coordenadores de educação para a saúde.

 

 

Bullying : Inaceitável para um adulto, inaceitável para uma criança – Vídeo

Junho 19, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Ansiedade escolar prejudica desempenho e saúde de cada vez mais crianças

Junho 19, 2014 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 15 de junho de 2014.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança.

Adriano Miranda

Ana Bárbara Matos

Na época de exames o stress escolar intensifica-se e revela-se em sintomas físicos e psicológicos que podem tornar-se graves. As principais causas são a pressão familiar e as expectativas pessoais.

Carla Barbosa, estudante universitária, tem perturbações de ansiedade desde o secundário, que se manifestam em ataques de pânico, transtornos alimentares e do sono. Casos como o de Carla são cada vez mais frequentes e precoces, afectando crianças desde o primeiro ciclo. Os especialistas alertam para as doenças psicológicas que podem ser provocadas pela pressão pessoal, familiar e do próprio sistema educativo.

“Começa com as pontas dos dedos adormecidas, depois sinto-me com falta de ar, os músculos contraídos, sem conseguir andar e choro compulsivamente.” É assim que Carla, 21 anos, descreve os ataques de pânico provocados pela ansiedade escolar. A estudante da Faculdade de Direito da Universidade do Porto explica que as situações de stress eram mais graves na escola secundária. “Ao primeiro os meus colegas estranhavam, mas depois houve uma fase em que muita gente tinha”, continua.

Ainda hoje a ansiedade escolar tira sono e apetite à estudante: “na época de exames de Janeiro e Fevereiro perdi seis quilos.” O nervosismo é consequência da pressão social: “Sinto que tenho que me distinguir”, justifica.

Para Adelaide Telles, psicóloga dos Serviços de Acção Social da Universidade do Porto, a principal razão que leva os alunos a recorrer aos serviços de apoio é a dificuldade em lidar com a ansiedade, particularmente nos exames, acrescentando que “por vezes, a ansiedade leva a situações de depressão, isolamento e desistências.”

Mélanie Tavares é psicóloga e coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança. Convive de perto com a ansiedade escolar, que diz ser “bastante frequente e não escolhe idades.” Cada vez mais cedo as crianças apresentam sintomas de ansiedade porque também cada vez mais cedo são expostas a situações de avaliação.

De acordo com a Ordem dos Psicólogos, não existem dados concretos sobre o stress na escola, mas numa compilação de dados de estudos portugueses e internacionais, a Ordem revela que os jovens que experienciam ansiedade na infância têm 3,5 vezes mais probabilidade de sofrer de depressão ou perturbações da ansiedade na idade adulta. Os mesmos estudos alertam para o aumento das doenças psicológicas, concluindo que numa turma de 30 alunos existem cerca de seis crianças com problemas de saúde psicológica.

Ana Catarina Jesus está no 5.º ano e lembra-se bem dos exames que fez no ano passado na sede do agrupamento. “Não estava nervosa, mas não conhecia a escola, não conhecia muita gente e ninguém reparou que eu comecei a chorar”, conta. Ana Catarina deixou o exame em branco. A mãe, Susana Jesus, recorda que a filha “ficou chateada, andava triste nos dias seguintes”, já que costumava ter boas notas nos testes.

Psicóloga de crianças e adolescentes, Catarina Policarpo explica que actualmente “há uma grande competitividade entre os jovens que começa no 1.º ciclo, há pressão para o sucesso por parte da escola, dos pais, de todo o meio envolvente e há pressão que os jovens colocam sobre si próprios. Quem não é bem-sucedido, não é bem visto pelos pares e pode até ser rejeitado, e isto é muito stressante.”

A psicóloga Joana do Carmo explica o fenómeno da ansiedade: “a criança tem uma determinada percepção da tarefa que lhe é proposta [como um exame] e compara o grau de dificuldade desta com a percepção que tem das suas capacidades, daí podendo resultar uma discrepância que quanto mais acentuada, mais ansiedade provoca.”

O meio envolvente contribui para a percepção da dificuldade da tarefa e para a auto percepção da criança ou jovem. Pais, professores e psicólogos concordam que os exames têm uma dimensão exagerada. “Os órgãos de comunicação social e os pais exacerbam a situação dos exames, que já tem muita carga dos professores. Os pais não transmitem segurança, fazem pressão e muitas vezes numa base de ameaça”, lamenta Joana do Carmo.

Os pais tendem a projectar nos filhos as suas expectativas e idealizações, muitas vezes inconscientemente, outras não. A psicóloga Mélanie Tavares recorda o caso de uma criança de um colégio, de uma família aparentemente estruturada, a quem os pais bateram com violência por ter um “bom” e não um “excelente”.

Existem também casos em que são os jovens que colocam uma grande pressão sobre si próprios. Mélanie Tavares refere, como exemplo, uma criança que desenvolveu uma úlcera no estômago porque exigia muito dela. A psicóloga explica que com elevados níveis de ansiedade “uma pessoa pode descompensar e isso leva a doenças psicológicas.”

São casos muito pontuais, mas preocupantes, de acordo com o psicólogo Nuno Sousa. Há alunos que vêem o sucesso escolar como a única característica boa e quando falham a vida deixa de fazer sentido. “Fazem de uma falha o falhanço da vida”, explica. Dá como exemplo uma aluna que sentia que o elemento de ligação com os pais era o sucesso escolar. Quando falhou, começou a descompensar e “a mistura de tristeza com a revolta foi o ponto de partida para uma tentativa de suicídio.”

No entanto, Victor Coelho, membro da direcção da Ordem dos Psicólogos, afirma que níveis de ansiedade e de stress, com conta e medida, podem funcionar como protectores e motivadores. O importante, mas também difícil, é encontrar o ponto de equilíbrio: “É preciso dotar crianças de capacidades para lidar com situações de stress.”

Texto editado por Nuno Pacheco

 

 


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