A importância da e.segurança

Junho 17, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do site educare de 9 de junho de 2014.

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A cobertura mediática sensacionalista sobre certos perigos da Internet pode estar a funcionar como uma “barreira” que impede a “efetiva educação para a segurança online”, alertam os responsáveis pelo projeto EU Kids Online.

Andreia Lobo

Vítimas de predadores sexuais, trágicos encontros de crianças com estranhos conhecidos no mundo virtual são situações que geram um forte destaque noticioso. As crianças são bastante influenciadas por estas notícias sensacionalistas. Mas a atenção conferida a estes casos – pelas televisões, jornais e outros meios de comunicação-, pode estar a desviar a atenção das crianças de outros potenciais riscos da utilização da Internet. Perigos mais comuns e frequentes, como o cyberbulling ou a exposição a conteúdos violentos e pornográficos. O alerta consta do novo relatório EU Kids Online que foca o entendimento das crianças sobre situações problemáticas vividas na Internet. Esta descoberta reposiciona o debate sobre Internet segura. Os investigadores da London School of Economics and Political Science recomendam que a educação para a segurança não se fique pela questão dos perigos online e aborde também a cobertura dada pelos media a estes casos de menor ocorrência, mas maior destaque.

“A maioria dos programas de prevenção está demasiado focada em temas como a proteção de informação pessoal e o perigo de conhecer online pessoas estranhas offline, mas é mais provável que as crianças tenham de lidar com mensagens incómodas.” O alerta é de Leslie Haddon, um dos autores do estudo que através de 56 grupos de foco e de 114 entrevistas ouviu 378 crianças e jovens com idades entre os 9 e os 16 anos. Oriundas de nove países europeus (Bélgica, República Checa, Grécia, Itália, Malta, Portugal, Roménia, Espanha e Reino Unido). “As crianças precisam de uma educação mais vasta e detalhada sobre o mundo digital que as ajude a avaliar melhor situações problemáticas”, acrescenta Haddon. “Foi malcriado e reportei-o

” Relatos de trocas de mensagens agressivas. Discussões acesas com os amigos nas redes sociais. Piadas que não são entendidas assim. Publicidade inesperada ao abrir uma página. Ou o despoletar de imagens sexuais. São alguns exemplos dessas situações problemáticas que as crianças dizem encontrar quando utilizam a Internet, seja para entrar no jogo online, descarregar ou ouvir música em plataformas como o YouTube.

“Se estás no Minijuegos surgem coisas a dizer: Eiii liga a câmara e vê esta rapariga.” Queixa-se um rapaz espanhol de 14 anos. “Surgem umas publicidades com umas raparigas em sutiã, mas não consegues fechar a janela, está sempre lá”, explica outro rapaz espanhol de 16 anos. Em relação aos conteúdos, imagens ou vídeos sexuais, os investigadores verificaram que as crianças expressam sentimentos muito variados. Ainda que predominem os negativos. Quando estes conteúdos surgem por “engano”, as crianças entre os 9 e os 13 anos são as que mais depressa dizem sentir-se “enojadas”, “incomodadas”, “chocadas” ou “envergonhadas”.

Os mais velhos com idades entre os 14 e os 16 anos referem esses “encontros” como sendo “aborrecidos”, mas não se importam, nem se sentem incomodados quando eles aparecem no ecrã. Sentimentos mais positivos surgem quando os jovens procuram intencionalmente esses conteúdos. Por exemplo, para assistir a pornografia juntamente com os amigos: “Vi no meu PC, mas estava preocupado que os meus pais descobrissem ao ver o meu histórico”, conta um rapaz grego de 14 anos. Já entre as raparigas, a experiência da comunicação de carácter sexual faz-se através da publicação de fotografias em poses sensuais ou provocantes com o intuito de receber “gosto” dos amigos.

Pedidos de amizade Partilhar informações pessoais, senhas de contas do Facebook ou de jogos com membros da família e amigos é prática comum em todos os grupos etários. Não é algo visto como arriscado. Apesar de algumas crianças se queixarem de receber pedidos de amizade e de informações por parte de estranhos. Uma rapariga belga, entre os 14 e os 16 anos, relata aos investigadores a sua experiência: “Recebi um pedido de amizade de um velhote (31 anos) e foi assustador.”

Casos em que pessoas desconhecidas pedem contactos telefónicos, moradas ou nomes das escolas que frequentam, despoletam sentimentos de raiva e tristeza nas crianças. “Alguém me pediu o número de telefone, o Skype e a morada através de um jogo. Fiquei chateada e, então, ignorei-os”, conta uma rapariga portuguesa de 9 anos. A consciência do perigo na partilha de dados pessoais reflete também os avisos dos pais, como se percebe no depoimento de outra rapariga portuguesa de 9 anos: “No Facebook pediram-me o telefone e a morada. A minha mãe disse para não dar e eu apaguei a pessoa.”

De modo geral, os adolescentes entre os 11 e os 13 e os 14 e os 16 anos não veem com bons olhos quem partilha “demasiada informação privada”, “coisas estúpidas” ou percecionadas como “inapropriadas para que os outros vejam” nas redes sociais. Os sentimentos – sobre comentários do género “agora vou trabalhar” ou “agora vou comer”- variam: desde o simples “sinto-me incomodado” ao “aborrecido” ou “não gosto”.

O vício da Net

Muitas crianças reconhecem em si alguns sintomas de vício na Internet. Perda de contacto com a realidade, de interesse por outras atividades, dores de cabeça, problemas de visão, de sono e perda de amigos foram algumas das situações reportadas aos investigadores como uma consequência de passarem demasiado tempo online.

Na lista de “coisas viciantes” surgem os jogos online: “Queria ver como se jogava e não podia desistir. Era inverno, queria ir ver a neve. Gosto de fazer bonecos de neve, mas simplesmente não conseguia parar”, revela um rapaz romeno de 10 anos. Um comportamento que acabaria por gerar problemas com os pais: “A minha mãe estava-me sempre a chamar para jantar, mas eu dizia-lhe que eram só mais cinco minutos, e continuava e continuava, até que ela me veio buscar.”Outro dos vícios apontados foi a dificuldade em ficar offline, uma vez que com os smartphones é possível estar sempre ligado.

Esta certeza sobre o quão viciante pode ser a Internet é acompanhada por uma menor consciência de que certos comportamentos no mundo virtual podem causar bastantes danos. Prejuízos legais, como no caso do descarregamento ilegal de jogos, programas, vídeos e música. Ou sociais: quando as crianças percecionam situações de bullying online como algo que “simplesmente acontece”, em vez de as verem como atos de cyberbullying. Uma vez que podem levar as crianças a minimizar os problemas causados porque estes comportamentos online, resultando numa “normalização da agressão cometida pelos seus pares”, sustenta o estudo.

Irritantes e incómodos, os anúncios pop up que surgem nos ecrãs quando as crianças estão a navegar geram fortes sentimentos de frustração, com alguns inquiridos a relatarem que sentem vontade de “partir o dispositivo” no qual acedem à Internet sempre que isso acontece. Como confessa um rapaz britânico de 12 anos: “Quase parti o ecrã em dois… Quer dizer… a sério… Estava a segurá-lo ao meio e via pequena rachadelas a aparecer… e então parei e pensei: Não. É melhor não.” O papel dos mediadores

As preocupações dos pais sobre a Internet refletem também os relatos dos media ou experiências mais comuns que acontecem no mundo real, como os perigos de falar com estranhos. Mas mesmo entre os menos familiarizados com o mundo virtual, há formas de orientar as crianças e os jovens conversando sobre os riscos, garantem os autores do EU Kids Online.

Das entrevistas ressalta que são as crianças mais novas quem menos se importa com a intervenção dos pais, e até consideram “positivo” o seu apoio relativamente ao uso da Internet. Pelo contrário, os mais velhos acusam uma reação negativa à intervenção parental, considerando-a uma “invasão” à sua privacidade. Tal como acontece com os problemas do mundo real, os adolescentes preferem conversar com os amigos sobre o que lhes acontece online. Além dos colegas, tios, tias e avós são outros adultos a quem é mais fácil pedir ajuda ou conselhos.

Os autores do estudo defendem, por isso, que as políticas de promoção da segurança na Internet tenham em conta estes aspetos relacionais entre crianças e adultos. “Os pais devem ser encorajados a promoverem entendimentos através dos quais as crianças se sintam mais confortáveis em confidenciar experiências desagradáveis”, lê-se no relatório.

O mesmo clima de confiança é pedido aos professores para que os alunos se sintam à vontade para denunciar experiências problemáticas. À escola reserva-se ainda o papel de prestar “assessoria no amplo campo da Internet segura” (e.segurança), destacando os pontos positivos da sua utilização para “evitar a criação de um pânico moral causado por uma visão sobrecarregada do mundo online como um lugar perigoso e enganador”.

O que dizem as crianças e os jovens?

Experiências vividas e perceção dos riscos na utilização da Internet. Relatos contados na primeira pessoa pelas crianças e jovens com idades entre os 11 e os 16 anos entrevistados pelos investigadores do EU Kids Online.

“Estava num daqueles jogos online e há um chat que permite falar com todos os que estão no jogo. Eu estava a falar, não me lembro do quê, era principiante, e perguntei várias coisas e eles ofenderam-me. Eu disse-lhes para pararem. Mas foi pior. Até que um disse que me ia encontrar e me batia.” Rapaz, 15-16 anos, Roménia.

“Posso utilizar a Internet, desde que não publique fotografias, porque mais tarde os sequestradores podem conversar comigo… Os meus pais disseram-me para não conversar com pessoas que não conheço, no caso de serem sequestradores e se me querem encontrar cara-a-cara. Mas eu não me importo, porque isso não me vai acontecer. Na televisão vi casos de pessoas que começaram a falar com alguém, encontraram-se e acabaram por ser mortas.” Rapaz, 11-13 anos, Espanha.

“Há pessoas mais velhas que fingem ser da nossa idade para poderem usar as nossas fotos e nos fazer mal. Como já ouvi algumas vezes na televisão, algum pedófilo retira fotografias da Internet ou pede à pessoa fotos dela em roupa interior e depois usa-as para fazer mal a essa pessoa.” Rapariga, 15 anos, Espanha.

“O meu pai não diz isso, mas alguns pais dizem constantemente não jogues esse jogo ou ficas viciado e mentalmente afetado e vais tentar copiar o que acontece no jogo na vida real. Mas, para ser sincero, não concordo, porque acho que isso depende de como tu és e se és suficientemente inteligente para o fazeres ou não.” Rapaz, 11-13 anos, Reino Unido.

“Há uma página no Facebook que se chama ‘odeio esses maníacos sexuais bastardos’ (…) onde as pessoas que recebem mensagens de indivíduos, na minha opinião, com desordens mentais, fazem um print screen dessas mensagens e publicam-nas nessa página e às vezes veem-se conversas realmente assustadoras.” Rapariga, 14-16 anos, Itália.

“Primeira regra do Facebook, toda a gente me disse, é nunca adicionar os pais como amigos, porque eles vão poder ver tudo o que andas a fazer!” Rapariga, 14-16 anos, Reino Unido.

http://www.fcsh.unl.pt/eukidsonline/

 

” Afinal o caracol ” de Fernando Pessoa – apresentação do espetáculo para crianças desde os 6 meses aos 6 anos

Junho 17, 2014 às 5:06 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Associação de Profissionais de Educação de Infância é uma Associação de âmbito nacional, sem fins lucrativos, com estatuto de utilidade pública e dinamiza, através do seu Centro de Formação, ações de formação, acreditadas pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua de Professores, para Pessoal docente e não docente. No âmbito da sua intervenção, o Centro de Formação tem tentado descentralizar a sua oferta formativa, no sentido de fazer chegar ao maior numero possível de profissionais, nomeadamente aqueles que estão a trabalhar em contextos afastados dos “grandes centros educativos”.

Nesta perspetiva, está agendado um Sábado Temático, designado, ” Afinal o caracol ” de Fernando Pessoa – apresentação do espetáculo para crianças desde os 6meses aos 6 anos,  pela atriz Cristina Paiva da Andante Associação Artística – Discussão sobre o espetáculo e a sua importância e propostas para o trabalho com crianças. “Afinal o Caracol, revela-nos em cena a  história de um caracol, das cócegas que ele fazia, de como ele virava e girava, e de como acabou por não cair. Sobre este espetáculo referem “Brincamos com as palavras. São o nosso brinquedo favorito. Brincamos com a música das palavras, com a leveza das palavras, com o tamanho das palavras, com a pressa e a lentidão das palavras e também… com o silêncio.”…A Andante transforma livros de poesia, romances, contos, em espetáculos de teatro”.

Assim, vimos solicitar a Vª Exa. a divulgação do referido Sábado Temático. O mesma decorrerá já no dia 21de junho, horário: das 10h às 13h. Para aceder a informação detalhada poderá fazê-lo através dos seguinte links: http://apei.pt/formacao/plano-formacao/index.php?idf=547

https://www.youtube.com/watch?v=mxN2yV0DOXY

Esta ação de formação, num total de 3 horas destina-se a todos os profissionais de educação de Infância (também a pais). As inscrições deverão ser efetuadas no nosso site em: http://apei.pt/formacao/ficha-inscricao/

Exposição Bibliográfica Parentalidade & Criança na Biblioteca do ISCTE-IUL, em colaboração com o IAC

Junho 17, 2014 às 12:50 pm | Publicado em CEDI, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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iscte

Texto publicado no Facebook da Biblioteca do ISCTE-IUL no dia 1 de junho de 2014.

 

EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA – Parentalidade & Criança

Por ocasião da realização do Dia Mundial da Criança (1 de Junho), a Biblioteca do ISCTE-IUL, em colaboração com o IAC – Instituto de Apoio à Criança, tem patente, de 2 a 30 de Junho, uma exposição bibliográfica subordinada ao tema Parentalidade & Criança.

As obras apresentadas na Exposição Bibliográfica constam de brochura elaborada como material acompanhante da mesma, aceda à mesma através do seguinte link: http://iscte-iul.pt/Libraries/PDFs_SID2/exp_parentalidade_crianca_0614.sflb.ashx

Pode igualmente consultar as Brochuras relativas às Exposições anteriores na página Web da Biblioteca através do link: http://www.iscte-iul.pt/biblioteca/servicos/actividades_dinamizacao_cultural/exposicoes_tematicas_bibliograficas.aspx

A divulgação da exposição far-se-á através da Página Web (a partir da qual se acede ao catálogo da exposição), Blogue, e Facebook dos nossos serviços, assim como do Biblionews (a editar em Junho).

Ação Formativa – Avanços e Desafios na Defesa e Proteção dos Direitos da Criança

Junho 17, 2014 às 12:40 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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programa e inscrição:

http://www.gep.msess.gov.pt/

http://www.gep.msess.gov.pt/seminarios/programa_af.pdf

http://www.gep.msess.gov.pt/seminarios/ficha_inscricao_af.pdf

 

Ação de sensibilização sobre Prevenção de Acidentes nos Primeiros Anos de Vida (0 aos 6 anos)

Junho 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sines

https://www.facebook.com/cpcj.sines

Apresentação da canção feita para a Comemoração dos 25 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, pelos alunos da EB1 Bairro do Restelo

Junho 17, 2014 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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canção

ver o vídeo aqui

Apresentação da canção feita para a Comemoração dos 25 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, pelos alunos da EB1 Bairro do Restelo,

Plenário com a participação do Agrupamento de Escolas do Restelo, IAC, CPCJ e presidida por um representante dos alunos.

Com a participação e organização do encontro pelo Pelouro da Ação Social da Junta de Freguesia de Belém.

Parabéns a todos os envolvidos

 


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