“Notícias sensacionalistas sobre internet influenciam crianças”: Press Release de EU Kids Online

Junho 13, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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A EU Kids Online cujo objectivo é ampliar o conhecimento sobre o uso, risco e segurança na internet das crianças europeias lançou um Press Release intitulado “Notícias sensacionalistas sobre internet influenciam crianças” que pode ser lido AQUI.

O Relatório Anual (2011-2014), com dados sobre Portugal, está disponível AQUI.

Crianças europeias reconhecem riscos para a saúde do vício na Net

Junho 13, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’.

As crianças europeias reconhecem que o vício na Internet lhes pode provocar problemas de saúde, e mencionam dores de cabeça e problemas de visão como consequência do excessivo tempo despendido ‘online’, refere um relatório apoiado pela União Europeia.

A perda de contacto com a realidade, assim como a falta de interesse por atividades, foram reconhecidas como consequências do vício na Internet pelas crianças de nove países europeus que participaram num estudo da rede ‘EU Kids Online’, dedicado a analisar o que os mais novos percecionam como situações problemáticas ao usar a Internet.

“Depois de passarem demasiado tempo ‘online’, algumas disseram sentir dores de cabeça, problemas de visão, sonos irregulares e até mesmo a perda de amigos”, refere-se nas conclusões do relatório agora divulgado, que envolveu a participação de 378 crianças entre os 9 e os 16 anos de idade, com origem em Portugal, Bélgica, República Checa, Grécia, Itália, Malta, Roménia, Espanha e Reino Unido.

No entanto, o que os jovens mais receiam ao usarem a Internet é serem vítimas de assédio ou ‘bullying’, de acordo com as conclusões do relatório, que já tinham sido parcialmente divulgadas em fevereiro, a propósito do dia da Internet Segura.

As conclusões indicam também que as vítimas deste tipo de violência, frequentemente veiculada através das redes sociais, tendem a recorrer mais a estratégias proactivas de defesa que evitem a exposição a situações de risco, do que a procurar apoio social – junto da família, amigos e escola – para lidar com o problema, sendo que são as raparigas quem mais procura ajuda social.

No que diz respeito à mediação de potenciais situações problemáticas, os pais são uma importante rede de apoio junto dos mais novos, que são aqueles que têm menos relutância em recorrer à intervenção parental. Os mais velhos tendem a ver a intervenção dos pais nestas situações como uma invasão de privacidade, sobretudo quando estes pedem para verificar os aparelhos eletrónicos que os filhos estavam a usar.

“Isto é um problema, porque pode provocar conflitos no seio da família e tornar menos provável que as crianças confiem nos pais para lhes contar os problemas que surjam”, lê-se nas conclusões.

Sobre o envolvimento das escolas na mediação e prevenção de conflitos, o relatório refere que “variou consideravelmente, dependendo da cultura da escola, e das aptidões e conhecimentos tecnológicos dos professores”.

Em alguns casos, acrescenta-se, as estratégias de prevenção são incorporadas em atividades em sala de aula, ou organizam-se palestras para alertar para os riscos.

Os autores do estudo apontam algumas políticas que podiam ser adotadas para lidar de forma mais abrangente com as várias situações de vulnerabilidade que os mais novos podem enfrentar pelo uso da Internet.

De acordo com os responsáveis pelo relatório, a prevenção está demasiado centrada no ‘cyberbullying’, na proteção da informação pessoal e no contacto pessoal com estranhos que se conheceu ‘online’

“As crianças precisam de uma educação mais vasta e detalhada sobre o mundo digital que as ajude a avaliar melhor situações problemáticas. Também precisam de mais educação relativamente à exposição a conteúdos de cariz sexual ou a contactos de índole sexual, assim como de mais informação sobre vício digital e problemas comerciais”, refere o estudo.

Os autores defendem ainda que as estratégias de prevenção devem ter em conta o contexto social das crianças, a sua idade e deve valorizar o país de origem de cada uma, dando como exemplo o facto de aquelas que são de países da ex-federação soviética verem o ‘download’ ilegal como uma situação mais aceitável do que as crianças do Reino Unido, que identificam os problemas legais destas ações.

 

Jornal i em 2 Jun 2014

“Conheci crianças que pediam por tudo para voltar para os pais”

Junho 13, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do Público a Florence Bellone  no dia 9 de junho de 2014.

Nélson Garrido

Ana Dias Cordeiro

Quando a jornalista Florence Bellone começou a investigar a protecção das crianças no Reino Unido em 2010 não se apercebeu logo da “economia de serviços” que crescera em volta do sistema. Nessa altura, “ainda estava no estado de horror” de quem assiste, incrédula, a dezenas de casos de “crianças arrancadas à família que as ama e entregues a uma outra que não conhecem”, conta ao PÚBLICO. Só mais tarde percebeu que as decisões dos Serviços Sociais encaixam num sistema em que todos beneficiam: autoridades locais, agências de adopção (públicas, semiprivadas ou privadas), famílias de acolhimento temporário, peritos forenses, médicos, psiquiatras e psicólogos.

Ocultando a identidade de jornalista da Rádio Televisão Belga Francófona (RTBF), e desempenhando o papel (previsto no sistema) de defensora de famílias sem advogado, assistiu a audiências em tribunais de família. Também esteve presente em reuniões de responsáveis dos Serviços Sociais nas quais se preparava o processo da retirada de uma – ou várias crianças – de uma família.

Durante meses – e depois anos – investigou. Conseguiu que as pessoas lhe contassem a sua história fora do Reino Unido, porque no país podem ser presas se falarem enquanto decorre o processo. A sua reportagem, inserida numa série de várias sobre o tema e que venceu na Europa o Prémio de Jornalismo Lorenzo Natali 2011 na categoria de rádio, não pretende apagar os casos de menores a viver situações reais de maus-tratos, negligência e perigo. Antes expõe milhares de outras situações, desconhecidas, de crianças retiradas às famílias em processos “pouco transparentes”, com base em “queixas menores”, “erros de sinalização” ou suspeitas sem provas, defende.

Viu bebés a serem levados da maternidade, por as mães estarem referenciadas nos Serviços Sociais como instáveis ou vulneráveis – por elas próprias no passado terem pedido apoio psicológico, sofrido agressões dos companheiros ou terem sido abandonadas. Ouviu mães e pais a enlouquecer em tribunal e viu a sua loucura apenas reforçar, contra eles, o caso apresentado pelos serviços sociais. Conheceu crianças que pediam para não ficar nas famílias de acolhimento. “Suplicavam. Queriam voltar para os pais”, enfatiza.

E assistiu à inacção de consulados de vários países – que diziam nada poder fazer para ajudar as pessoas e se mostravam apenas dispostos a fornecer os nomes de possíveis advogados. Percebeu como aceitavam o sistema sem o confrontar. A tendência é “não afrontar” o Reino Unido, diz,  embora aponte excepções como o exemplo do Governo da Eslováquia, que ameaçou levar o país ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, conseguindo assim que duas crianças eslovacas voltassem para a sua família.

“Duras questões” 
O júri do Prémio Lorenzo Natali salientou o mérito da investigação de Florence Bellone em expor “duras questões para o Governo do Reino Unido” – no plano dos direitos humanos e da liberdade de expressão – e uma realidade “suprimida” pelas autoridades: a da retirada, na altura, de mais de 10 mil crianças por ano, e que hoje serão 30 mil, sustenta a autora da reportagem “Grã-Bretanha: As Crianças Roubadas”.

“São retiradas aos pais de forma arbitrária, ao mínimo pretexto, para serem colocadas em instituições ou no mercado da adopção”, defende a jornalista. “É o que acontece na maior parte das vezes. O Estado decide quem pode ser pai ou mãe.”

Foram muitas as pessoas que Florence Bellone conheceu a viver uma situação que “as destruiu” para a vida. E para cada uma dessas pessoas tem uma história. Marcaram-na especialmente o tom e das palavras de uma assistente social, ainda no hospital, a dizer a uma mãe que esta não seria capaz de criar o seu recém-nascido, porque sofrera muito no passado: fora violada em jovem e sofrera agressões do companheiro. Nunca faria, por isso, boas escolhas para si e para o filho. O bebé foi-lhe retirado.

Às experiências mais marcantes, Florence Bellone junta uma convicção: a partir do momento em que os Serviços Sociais tomam a decisão de levarem a criança é difícil parar a engrenagem. “Raramente vi que pudesse ser feita marcha atrás. O superior interesse da criança é sempre visto numa óptica extremamente estreita por todos os profissionais envolvidos no processo, desde juízes a peritos – como médicos ou psicólogos – chamados a intervir”, refere. “Nunca se coloca a questão de a criança poder ficar traumatizada por ser tirada aos pais ou por viver numa família de acolhimento.”

E mesmo quando o juiz expressa preferência por manter a criança com os pais, tende a ser mais sensível aos “receios” dos assistentes sociais, sejam estes fundados ou não. “Fiquei várias vezes com a impressão que a decisão do juiz já estava tomada desde o início.”

Ouvir a reportagem premiada de Florence Bellone  Great Britain: The Stolen Children no link em baixo:

http://lorenzonataliprize.eu/category/winners/2011/special-radio-prize-2011/?start=4720

Férias de verão no Museu Coleção Berardo

Junho 13, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Férias de verão no museu
30/06 – 05/09/2014

Estão abertas as inscrições para as atividades das férias de verão no Museu Coleção Berardo, que se realizam de 30 de junho a 5 de setembro, das 9h30 às 17h30, com almoço incluído (mais informações).

Semana a semana, vamos trabalhar o desenho, a pintura, a escultura; vamos fazer vídeo, fotografia analógica e digital; vamos aprender a fazer animação ou criar um programa de televisão, entre muitas outras atividades. Estas oficinas semanais, dirigidas a crianças dos 4 aos 13 anos, são compostas por atividades lúdicas e pedagógicas, desenvolvidas a partir das exposições patentes no museu.

Descubra aqui toda a programação do serviço educativo do Museu Coleção Berardo.
Inscrições e informações, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h00, pelo telefone 213 612 800 ou pelo e-mail servico.educativo@museuberardo.pt


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