Amigos com filhos

Maio 5, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Inês Teotónio Pereira publicado no i de 19 de abril de 2014.

Hoje existe uma terceira modalidade de amigos: os amigos com filhos a tempo parcial

Existem três tipos de amigos: os amigos com filhos, os amigos sem filhos e os amigos com filhos a tempo parcial. Eu faço parte dos amigos com filhos. Sou do pior tipo de amigos. Sei disso porque lembro-me bem do tempo em que não tinha filhos mas tinha amigos com filhos: era horrível.

Quando se tem filhos a nossa vida social muda. Basicamente hiberna-se. Deixamos de ter vida social digna desse nome e todos os conceitos de divertimento alteram-se ou evaporam-se. É como se tivéssemos emigrado para uma ilha no meio do Pacífico, sem telemóvel, acesso à internet e uma diferença horária de 12 horas. Quando eu não tinha filhos, tinha saudades dos meus amigos com filhos. Sentia falta deles. Podia vê-los todos os dias, mas não era a mesma coisa. Os filhos levavam os meus amigos e o pior era que os meus amigos queriam que eu gostasse tanto dos filhos deles quanto gostava deles. Impossível: ninguém gosta muito de alguém que nos rouba amigos.

Ainda assim insisti em manter as minhas amizades com os meus amigos pais. Combinava programas e acordava mais cedo para cumprir os programas. Os amigos com filhos têm uma particularidade: andam sempre com os filhos atrás, por isso, se queria manter os amigos sabia que tinha de levar com os filhos deles e às horas deles. Não havia alternativa. Se queria beber um café com um amigo que tinha filhos, já sabia que tinha de beber um café com os filhos deles e com tudo o que isso implica: ou seja, só se bebia o café, não conversava porque os filhos dos amigos não gostam de estar em cafés e também não gostam do amigo dos pais que disputa a atenção dos pais com eles.

O pior, no entanto, era fazer uma viagem com este tipo de amigos. Viajar com amigos com filhos não se tendo filhos é uma das experiências mais penosas que se pode viver. A música no carro é miserável e repetitiva. Os CD que acompanham as viagens são coletâneas de músicas infantis e está sempre a tocar a mesma música porque as crianças são absolutamente obcecadas e gostam pouco de variedade musical. Os horários são espartanos. Pára-se a toda a hora porque a criança tem de comer, tem de fazer xixi, tem de correr, não pode apanhar sol ou está a dormir e não se pode fazer barulho. Qualquer visita de estudo é menos metódica e chata que uma viagem com amigos que têm filhos.

Os amigos com filhos também nunca podiam. Nunca podiam jantar fora, ir ao cinema, sair até tarde, ir beber uma cerveja ao fim do dia ou ir à praia a horas decentes. Nunca “dá”. Ou porque tinham de se levantar cedo, ou porque não tinham com quem deixar os filhos, ou porque estavam cansados porque acordam cedo, ou porque a criança não podia apanhar sol. Por tudo isso nunca “dava”. A única coisa que dava para combinar era um lanche. E chegamos à segunda coisa mais penosa: os aniversários dos filhos dos amigos. Era nestas alturas que os meus amigos com filhos se lembravam que eu existia: para comer salame, gelatinas e passar a tarde com dezenas de crianças em êxtase.

Hoje existe uma terceira modalidade de amigos: os amigos com filhos a tempo parcial. São aqueles amigos divorciados que têm períodos de tempo sem crianças porque as crianças “estão no pai ou na mãe”. Estes amigos conseguem o pleno da amizade. Quando “estão sem os miúdos” são amigos dos amigos sem filhos, quando “estão com os miúdos” são amigos dos amigos com filhos. O divórcio transporta-os em períodos determinados de tempo para o mundo livre dos amigos sem filhos, enquanto nós, amigos com filhos a tempo inteiro, continuamos hibernados numa ilha perdida algures no Pacífico. Uma ilha paradisíaca, é certo, mas não deixa de ser isolada e nós não deixamos de estar hibernados.

Escreve ao sábado

 

 

Formação – Distorções Cognitivas em Agressores Sexuais: Perigos Associados

Maio 5, 2014 às 2:59 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto da CNPCJR

No âmbito do Plano Anual de Actividades para o ano de 2014, e no âmbito do Mês da Prevenção dos Maus Tratos, vai a CPCJ do Barreiro realizar no próximo dia 8 de Maio, entre as 14h e as 17h30m, na Biblioteca Municipal do Barreiro, uma acção, subordinada ao tema, Distorções Cognitivas em Ofensores Sexuais: Perigos Associados.

A acção é gratuita e as inscrições devem ser efectuadas junto da CPCJ do Barreiro, através da plataforma (respondendo às questões abaixo e submetendo), através do e-mail cpcj.barreiro@gmail.com ) ou através de contacto telefónico (212068017 ou 212068249).

Nota: Podem-se inscrever vários elementos da mesma instituição/entidade.

Inscrições até 6 de maio

Workshop: A Diferenciação Curricular na Inclusão de Alunos com Limitações Cognitivas Acentuadas: Currículos Específicos Individuais de Base Funcional

Maio 5, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Shield My School : a self-evaluation tool to combat bullying

Maio 5, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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a) What is the Self-Evaluation Tool for schools?

The ‘Shield My School’ self-evaluation tool is a component of the ISPCC Shield Campaign which aims to protect children from bullying.

The tool consists of ten statements, referred to throughout the document as Shield Statements. Each of these shield statements is based on international evidence in relation to the management of bullying. The series of questions that follow each shield statement reflect evidence informed practice that has been shown to have a positive impact on bullying.

The self-evaluation tool asks a group of teachers to consider a set of evidence informed statements and questions about their schools approach to bullying. The questions are designed to act as evidence informed prompts to the school to facilitate a self assessment of where they are in relation to the statement and known evidence based approaches to bullying. The process encourages participants to reflect on their approach to bullying, to identify the aspects where they are strong and the areas they would like to improve upon. The self- evaluation tool includes an action plan for schools to record the outcome of their evaluation, their proposed actions, time-frames and review schedule.

Conferência de lançamento do projeto BeatBullying com a presença de Melanie Tavares do IAC

Maio 5, 2014 às 11:46 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança irá participar na Conferência de lançamento do projeto BeatBullying dia 6 de Maio de 2014 pelas 16.30 h.

 

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Curso Prático “Avaliação do desenvolvimento da criança”

Maio 5, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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