Pesquisa verifica sobrepeso em crianças menores de 3 anos

Abril 21, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site exame.abril.com.br de 9 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Efeito do aconselhamento nutricional da estratégia Aidpi sobre práticas alimentares, estado nutricional e desenvolvimento infantil

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Um terço de 358 bebês avaliados em cidade paulista apresentou a condição, de acordo com levantamento feito na Escola de Enfermagem da USP

Karina Toledo e Fernando Cunha, da http://www.agencia.fapesp.br/

São Paulo – Uma avaliação nutricional de 358 crianças menores de 3 anos no município de Itupeva, no interior de São Paulo, revelou que quase um terço delas já apresenta excesso de peso, mas apenas 20% das mães têm a percepção do problema. Os dados ainda apontam evidências de atraso no desenvolvimento em 28% e anemia por deficiência de ferro em 38% das crianças avaliadas.

O levantamento foi realizado entre fevereiro e abril de 2013 por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela professora Elizabeth Fujimori.

A pesquisa, intitulada “Efeito do aconselhamento nutricional da estratégia Aidpi sobre práticas alimentares, estado nutricional e desenvolvimento infantil”, conta com financiamento da FAPESP e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, no âmbito de um acordo de cooperação firmado pelas duas instituições.

Resultados do estudo foram apresentados em março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado na FAPESP.

“Quando os pais não reconhecem o problema [de sobrepeso], levam muito tempo para buscar ajuda. Qualquer alteração na nutrição nessa fase de intenso crescimento pode afetar a criança de forma muitas vezes irreversível. A chance de crescer com excesso de peso e se tornar um adolescente e um adulto obeso e com riscos cardiovasculares aumenta muito”, afirmou Fujimori.

De acordo com a pesquisadora, o estudo tinha o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nutricional – por meio da estratégia de Ação Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi) – sobre a prática alimentar, o crescimento, o desenvolvimento infantil e ainda sobre a capacidade das mães de reconhecerem o estado nutricional das crianças.

“A estratégia Aidpi foi proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na década de 1990 e implementada em todos os países latino-americanos, mas parcialmente no Brasil. Temos trabalhado com essa estratégia na formação em enfermagem porque ela é muito importante na atenção integral à saúde da crianças”, disse Fujimori.

A pesquisa foi estruturada em três fases. O primeiro passo foi avaliar condições de saúde, nutrição e desenvolvimento infantil, além da prática materna relacionada à alimentação de crianças menores de 3 anos atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Itupeva.

Em uma segunda etapa, os profissionais de saúde foram convidados a participar da capacitação para aconselhamento nutricional por meio da Aidpi adaptada, que incorporou orientações da Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (Enpacs), uma iniciativa governamental que se propõe a qualificar os profissionais da atenção básica a fim de fortalecer as ações de promoção à alimentação complementar no Sistema Único de Saúde.

Um treinamento com carga horária de 24 horas foi realizado com um grupo de enfermeiros. Outros três grupos de auxiliares, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde receberam treinamento de 16 horas. Não houve adesão dos médicos convidados.

A capacitação foi realizada entre os meses de setembro de 2013 e janeiro de 2014, com dramatizações e exercícios práticos sobre a temática abordada.

A terceira fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2014, pretende avaliar o efeito da capacitação em amostra de pares mãe-criança atendidos nas UBS.

Segundo Fujimori, o índice de anemia encontrado no levantamento inicial é muito similar ao de um estudo anterior, de 2001. “Foi uma surpresa ver que os índices continuam altos mais de dez anos depois, apesar de políticas públicas como a da fortificação de farinhas com ferro e a suplementação medicamentosa profilática”, afirmou.

Os resultados preliminares apontam que apenas 45% das crianças na faixa dos 6 a 18 meses recebem a suplementação medicamentosa profilática de ferro como preconizado pelo Ministério da Saúde. Apenas 40% recebem regularmente o medicamento Aditil, que combina as vitaminas A e D. Ambos os suplementos são fornecidos gratuitamente na rede pública. Mesmo com a prescrição desses suplementos, há crianças que podem não usá-los rotineiramente, informou a pesquisadora.

As questões embasaram as capacitações na perspectiva de contribuir para que os profissionais atuem nos serviços de saúde buscando mudanças efetivas nos níveis de saúde infantil no município, disse Fujimori.

Linguagem unificada

Durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, foi apresentado um outro estudo, em andamento na Escola de Enfermagem da USP, que busca aprimorar a atenção à criança.

Intitulado “Qualificação das práticas do enfermeiro na promoção do desenvolvimento infantil integral”, o projeto é coordenado pela professora Maria de La Ó Ramallo Veríssimo e conta com financiamento da FAPESP e da FMCSV.

“A busca pela padronização da linguagem é algo recente, que está em construção na área de enfermagem. Uma linguagem científica unificada e mais ampla melhora a observação e refina as ações de enfermagem no atendimento a crianças de 0 a 3 anos”, afirmou Veríssimo.

Com base em uma revisão da literatura científica, o grupo propôs uma nova definição para o conceito de “desenvolvimento infantil” e elaborou um catálogo para ampliar a visão do profissional de enfermagem no atendimento realizado na rede de atenção básica à saúde.

“O novo conceito vai além do risco biológico, descrito com frequência na literatura, para abarcar a noção de riscos ambientais ao desenvolvimento infantil, que podem estar relacionados, entre outros, à gestação, ao parto, a doenças mentais maternas ou à falta de recursos para acesso a serviços de saúde”, disse Veríssimo.

O ponto de partida para a revisão do conceito foi a realização de entrevistas com profissionais que trabalham na rede municipal dos municípios de São Carlos, Itupeva, São José do Rio Pardo, Penápolis e Votuporanga. Todos já haviam participado de capacitação promovida pela FMCSV sobre a ampliação de ações de enfermagem, educação, assistência social e saúde em geral na prática de atenção à criança. Nas etapas seguintes, a equipe trabalhou com duas das classificações de Enfermagem mais conhecidas.

A classificação da North American Nursing Diagnoses Association – International (Nanda-I) foi revisada com a participação de 20 enfermeiros experientes na área de saúde da criança e validada por um grupo de especialistas. O trabalho foi realizado no projeto de doutorado de Juliana Martins de Souza.

A revisão da terminologia relativa a diagnósticos, resultados e intervenções no desenvolvimento infantil da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (Cipe) – programa do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN, na sigla em inglês) – foi coordenada pela bolsista de doutorado Soraia Matilde Marques Buchhorn. O estudo contou com 84 questionários respondidos por enfermeiros, em duas etapas, e a validação de grupos de especialistas em cada etapa.

As classificações de diagnósticos de Enfermagem relativos ao desenvolvimento infantil foram sistematizadas e ampliadas, considerando impactos do ambiente sobre o desenvolvimento da criança. Outras mudanças importantes foram a distinção entre os conceitos de crescimento e desenvolvimento e a ênfase na promoção do desenvolvimento por meio do estímulo à criança no ambiente familiar.

Dentre os produtos do projeto, haverá um aplicativo novo, que oferece ao profissional de enfermagem os possíveis diagnósticos e a lista de intervenções que devem ser consideradas na elaboração do plano de cuidados, segundo o modelo da Cipe. Também estão em andamento contatos com associações responsáveis pela sistematização e divulgação internacional das classificações revisadas.

 

Associações pedem mudanças na lei para proteger vítimas de violência doméstica

Abril 21, 2014 às 3:17 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de abril de 2014.

A notícia contém declarações da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança.

Miguel Manso

Existem mães que viveram histórias de violência doméstica, conseguiram “fugir”, mas continuam em perigo porque há uma lei que obriga as vítimas a encontrarem-se com o agressor, quando este é o pai dos filhos. O alerta é lançado pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC) e pela Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ), que pedem alterações legislativas urgentes ao regime de regulação das responsabilidades parentais para proteger as vítimas de violência doméstica.

Em causa está a segurança das vítimas nas questões de guarda e de visitas dos filhos depois do divórcio, dizem. A presidente executiva do IAC explica que “em nome do interesse da criança estão a colocar-se em perigo as mães e os próprios menores”.

“Muitos dos homicídios são praticados já depois das separações”, lembra Dulce Rocha, explicando que “os agressores servem-se dos encontros, a propósito dos convívios com os filhos, para continuar a amedrontar, ameaçar, bater e até matar as ex-companheiras”.

Teresa (nome fictício) conheceu este perigo após a separação. O ex-marido foi condenado a dois anos e três meses de prisão, com pena suspensa, e proibição de se aproximar dela. “Ele tornou-se mais agressivo porque não queria separar-se. Não aceitou a rejeição e ficou descontrolado.” Mas os contactos mantiveram-se, porque “não estava inibido de se aproximar dos filhos”.

Dulce Rocha diz que se “romantiza muito” a relação entre pais e filhos e ignora-se o risco de violência. “É urgente alterar esta lei de 2008. São direitos humanos que estão em causa”, defende, sublinhando ainda “o terror” a que muitas crianças são submetidas por assistirem àquela “luta permanente, que é muito má para o seu desenvolvimento”.

Esta opinião é sustentada pelo psiquiatra Emílio Salgueiro, que acrescenta ainda o facto de muitas crianças se culpabilizarem pelas discussões dos pais.

Teresa sentiu isso e considera que o processo em tribunal foi “outra violência”: “Estou há cinco anos em tribunal e não consegui que os meus filhos fossem protegidos”, lamenta, adiantando que os dois filhos têm de fazer psicoterapia. “Se o tribunal tivesse tido uma resposta em tempo útil e tivesse inibido o pai durante algum tempo das responsabilidades parentais, se calhar isto não tinha acontecido.”

Teresa diz que conhece situações em que o pai mantém os comportamentos violentos, mas não se faz nada. “A mãe tem de estar escondida e o pai tem direito a ver os filhos. Não sei que bem isto pode fazer às crianças”, interrogou-se Teresa, que admite fazer queixa ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre esta situação.

Emílio Salgueiro diz que os filhos mantêm uma ligação afectiva ao agressor, mesmo quando vivem com a mãe numa casa de acolhimento. Muitas crianças dizem “eu gosto do meu pai, só queria que ele não batesse na minha mãe”, conta o psiquiatra, ressalvando que os ofensores não são necessariamente agressivos com os filhos.

Sobre os encontros que os pais são obrigados a manter em nome dos filhos, considera que há casos em que “são impossíveis”: “Se estão gravemente desavindos como se vão entender? Só a presença um do outro desencadeia violência.”

As associações querem que haja uma alteração legislativa que vá ao encontro da Convenção de Istambul, que impõe aos Estados que garantam a segurança das vítimas nas questões de guarda e de visitas depois do divórcio. Diz a Convenção de Istambul, no seu artigo 45, que deve ser possível a “retirada da responsabilidade parental, se de outro modo não puder ser garantido o superior interesse da criança, o qual pode incluir a segurança da vítima”.

A APMJ já entregou uma proposta que está a ser analisada na subcomissão de Igualdade da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. A presidente desta subcomissão, Elza Pais, reconhece que “tem de se fazer alguma coisa”, mas afirma que é preciso garantir que as crianças “não perdem o direito” de ver os progenitores, a não ser que sejam agredidas.

Em Dezembro de 2013 estavam detidos 427 reclusos pelo crime de violência doméstica, mais 189 face a 2011, e havia 210 agressores com pulseira electrónica, contra 51 em 2011.

 

Lançamento do Livro “Histórias de Educar” com a presença de Manuel Coutinho do IAC

Abril 21, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança), irá estar presente no Lançamento do Livro “Histórias de Educar” como orador convidado.

Aumento da pobreza infantil em Portugal “é dramático”

Abril 21, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 15 de abril de 2014.

global imagens arquivo

O sociólogo Renato Carmo considerou, esta terça-feira, “dramático” para Portugal que “cerca de um quarto das crianças e jovens” esteja em risco de pobreza, com o aumento deste fenómeno nas famílias com dois ou mais filhos.

“Recentemente, estamos a verificar que a pobreza está a aumentar nas famílias que têm dependentes, nomeadamente mais de dois, ou nas famílias monoparentais”, o que “tem reflexo na pobreza infantil”, disse, aludindo a indicadores estatísticos recentes.

Quanto à pobreza infantil, indicou, “cerca de um quarto da população até aos 17 anos está em risco de pobreza”, sendo esta percentagem ainda mais elevada numa análise da linha de pobreza ancorada ao ano de 2009, um cenário já avaliado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A linha de pobreza é sempre relativa ao rendimento do ano e à mediana do rendimento disponível do ano em causa. Portanto, tendo em conta 2009, em que a mediana era maior, 30% das crianças está atualmente numa situação abaixo da linha de pobreza”, enfatizou.

Renato Carmo, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e do Observatório das Desigualdades, falava à agência Lusa à margem do VIII Congresso Português de Sociologia, a decorrer na Universidade de Évora (UÉ), até quarta-feira.

No âmbito da mesa-redonda “Formas de Pobreza em Contexto de Crise”, em que foi orador, o sociólogo disse que este incremento da pobreza infantil é “dramático” para Portugal, sobretudo no atual quadro demográfico do país.

“Num país que está a perder população ativa, que está a envelhecer e tem grandes problemas do ponto de vista da renovação geracional, verificamos que parte considerável das crianças vive em pobreza”, realçou.

O aumento da pobreza, sobretudo nestas famílias com mais de dois filhos, explica-se “em grande medida, pelo desemprego”, afirmou Renato Carmo, lembrando que, entre 2008 e 2012, o país “perdeu mais de meio milhão de empregos”.

“O rendimento decresce e isso tem implicações nas famílias mais extensas, em que é necessário haver uma maior distribuição do rendimento. Portanto, neste momento, o que nós estamos a assistir é ao aumento da pobreza em famílias que têm crianças, ou seja, na pobreza infantil”, frisou.

Portugal é, pois, segundo o sociólogo, um país “em morte lenta”, a qual “está a acelerar”.

“Isto não é sustentável. O futuro do país está gravemente ameaçado”, alertou, defendendo a necessidade de “respostas mais sistémicas” por parte do Estado e de “uma nova geração de medidas sociais, pensadas para os jovens e crianças”.

Como contraponto positivo, em Portugal, verifica-se que “o risco de pobreza na população mais idosa está a diminuir”, graças às “políticas sociais direcionadas, e bem, ao longo dos últimos anos”, para essa faixa populacional.

“E isso tem a ver com esse incremento de rendimento”, o qual, “provavelmente, pode até não ser suficiente em muitos casos, mas aconteceu”, disse, aludindo a indicadores estatísticos recentes.

 

Lançamento da obra “Desenvolvimento Motor na Infância”

Abril 21, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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convite

confirmação da sua presença até ao dia 23 de abril de 2014 para o e-mail  imorais@fmh.ulisboa.pt

Encontro Nacional de Jornais Escolares

Abril 21, 2014 às 9:33 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jornais

A participação no Encontro é gratuita mas está sujeita a inscrição. As inscrições encontram-se abertas até ao dia 25 de abril

mais informações aqui

Ilustradora de livros está há 30 anos em Portugal

Abril 21, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Entrevista vídeo do site swissinfo.ch no dia 24 de março de 2014.

ver o vídeo da entrevista aqui

danuta

Nasceu no Canadá, filha de pai polaco e mãe suíça. Aos 17 anos mudou-se para junto dos avós maternos, na Suíça, para estudar design gráfico e comunicação visual. Danuta Wojciechowska, mudou-se para viver e trabalhar em Lisboa há 30 anos. O trabalho de Danuta Wojciechowska, enquanto ilustradora, tem estado ligado aos livros infanto-juvenis, dando cor e formas a livros de autores lusófonos. Nos últimos anos, começou a desenvolver os livros na íntegra, através do seu atelier Lupa Design.

 


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