Fusão de cromossomas aumenta 2700 vezes o risco de subtipo de leucemia infantil

Abril 18, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 8 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Constitutional and somatic rearrangement of chromosome 21 in acute lymphoblastic leukaemia

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Instituto Nacional de Investigação do genoma Humano EUA

Lusa

Equipa internacional com participação portuguesa descobriu que alteração cromossómica pode causar um cancro infantil.

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que uma determinada alteração cromossómica aumenta em 2700 vezes o risco de um subtipo de leucemia linfoblástica aguda, o cancro infantil mais comum. O estudo, publicado recentemente na revista Nature, teve a participação do Serviço de Genética do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto.

A equipa internacional descobriu que os indivíduos que são portadores de uma fusão entre os cromossomas 15 e 21 têm uma predisposição 2700 vezes maior para aquele tipo de leucemia. O estudo descreve os mecanismos cromossómicos que estão subjacentes a este subtipo de leucemia aguda, que tem mau prognóstico.

“Este risco aumentado relaciona-se com o facto de aquele cromossoma alterado ter dois centrómeros, o que faz com que possa ser puxado simultaneamente para as duas células filhas durante a divisão celular. Este processo origina várias quebras cromossómicas que resultam em alterações genéticas mais complexas que depois originam a leucemia”, explicou Manuel Teixeira, director do Serviço de Genética do IPO/Porto.

Esta descoberta “ajuda a perceber que quem tem estas alterações cromossómicas, que são herdadas [dos pais], tem maior predisposição para este tipo de leucemia, permitindo, assim, que as pessoas fiquem mais atentas e possam fazer uma vigilância mais apertada”, disse Manuel Teixeira.

Os portadores dessa anomalia genética, “poderão fazer uma espécie de rastreio (uma análise ao sangue) regularmente para garantir que a doença é detectada o mais cedo possível, permitindo-lhes iniciar o tratamento precocemente”.

O investigador Manuel Teixeira salientou que “não é certo que todos os indivíduos com esta alteração cromossómica venham a sofrer de leucemia, embora o risco seja muito elevado”.

Este trabalho mostra ainda que as pessoas que não têm aquela alteração cromossómica podem também desenvolver leucemia linfoblástica aguda por um mecanismo cromossómico ligeiramente diferente, mas a probabilidade de tal ocorrer é muito inferior.

Este tipo de leucemia é o cancro mais comum em crianças e o subtipo de leucemia associada à fusão do cromossoma 15 com o 21 representa cerca de 2% dos casos.

A leucemia linfoblástica aguda mais comum em crianças está associada a outras alterações cromossómicas identificadas anteriormente e apresenta taxas de sobrevivência acima de 90%, mas o subgrupo estudado agora tem ainda um mau prognóstico.

Por não ser uma alteração muito comum, foi necessário reunir vários casos de países diferentes. Por isso, o trabalho envolveu a participação de laboratórios do Reino Unido, França, Bélgica, EUA e Portugal.

 

 

 

 

MEC volta a fechar escolas do 1º ciclo no próximo ano lectivo

Abril 18, 2014 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Noticia do Público de 11 de abril de 2014.

público arquivo

Samuel Silva

No ano passado não houve qualquer encerramento mas este ano ministério está a negociar com as autarquias nova vaga de estabelecimentos de ensino que deixam de funcionar. Número final não deverá chegar às 200 escolas fechadas nos anos anteriores.

No início do próximo ano lectivo haverá novamente escolas do 1º ciclo do ensino básico que vão deixar de receber alunos. Após um ano em que não houve encerramentos, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) prepara-se para voltar a desactivar os estabelecimentos de ensino frequentado por menos de 21 estudantes. O processo está em curso e ainda não há decisões definitivas, mas o número de encerramentos deverá ficar aquém das 200 escolas fechadas em cada um dos dois primeiros anos do mandato deste governo.

“O processo de encerramento de escolas do 1º ciclo com menos de 21 alunos para o ano letivo de 2014/2015 já se iniciou”, confirma ao PÚBLICO o gabinete de comunicação do MEC. A decisão sobre as escolas que vão encerrar em cada concelho está a ser feita em articulação com as respectivas autarquias e vai seguir a mesma metodologia utilizada nos anos anteriores. Ou seja, será tido em conta o número mínimo de alunos que tem servido de referência para os encerramentos, bem como a abertura de novos centros escolares.

O ministério garante que “uma vez que este trabalho ainda está em curso, não existem números definitivos”. O total de escolas a encerrar deverá ficar, porém, aquém do registado nos primeiros dois anos de mandato deste governo, expectativa que é confirmada por dirigentes escolares e responsáveis autárquicos contactados pelo PÚBLICO.

Entre as escolas do 1º ciclo a encerrar no próximo mês de Setembro estarão também estabelecimentos de ensino que este ano funcionam com uma autorização especial. O ano lectivo em curso foi o primeiro em mais de dez anos em que não houve encerramento de escolas. No Verão passado, o MEC informava que o programa de reorganização da rede do 1.º ciclo estava “concluído”, mas não esclarecia se a medida iria apenas vigorar em 2013/2014, como agora se confirma.

Nos primeiros dois anos de mandato, o ministério de Nuno Crato fechou mais de 500 escolas. Desde 2002, foram mais de 6500 as antigas escolas primárias que deixaram de funcionar. A reorganização arrancou pela mão de David Justino, no executivo liderado por Durão Barroso (PSD-CDS) e afectou principalmente as regiões norte e do interior do país. No primeiro governo de José Sócrates, com Maria de Lurdes Rodrigues, foram fechadas mais 2500, ao passo que com Isabel Alçada encerraram 700 escolas.

Na altura da última vaga de fecho de escolas, o ministério de Crato defendia que com o encerramento se dava “mais um passo na melhoria da escola pública”. Em todos os casos, argumentava ainda a tutela, os encerramentos iriam decorrer “em articulação com as respectivas autarquias, atendendo à melhoria da qualidade do ensino” e o MEC tem sublinhado que o encerramento das escolas com poucos alunos é importante para diminuir o número de turmas em que convivem alunos de diferentes anos de escolaridade.

Nos últimos anos, as escolas do 1.º ciclo têm perdido constantemente novos alunos, por via da quebra da natalidade. O fenómeno está a acentuar os seus efeitos sobre a população estudantil e os reflexos vão ser particularmente intensos nos próximos anos no primeiro nível do ensino obrigatório, conforme revelava um estudo divulgado no mês passado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). Os dados foram apurados pela aplicação de um modelo de previsão do número de alunos no ensino básico e secundário e apontam para uma perda de 40 mil inscritos no 1º ciclo até 2018, uma realidade que é transversal a todo o país, mas atinge sobretudo o Alentejo, o Norte e o Centro.

 

 

 

Mãe cria arnês que devolve mobilidade a crianças com deficiências motoras

Abril 18, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Artigo do P3 do Público de 6 de abril de 2014.

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upsee DR

Norte-americana criou uma espécie de arnês que permite a crianças com deficiências motoras levantarem-se e simularem a passada. À venda a 7 de Abril, o UpSee vai custar 365 euros.

Texto de Ana Maria Henriques

Debby Elnatan, mãe de um menino com paralisia cerebral, criou uma espécie de arnês para que o filho, Rotem, pudesse levantar-se e ver o mundo de uma outra perspectiva. Rotem passou a poder simular a passada estando preso a um adulto e, desta forma, fazer coisas que nunca tinha conseguido antes, num mecanismo que faz lembrar a forma como os pais ensinam os filhos a dançar.

“O UpSee permite que crianças com a mobilidade comprometida se levantem e andem com a ajuda de um adulto”, resume Debby Elnatan, em entrevista por e-mail ao P3. Esta norte-americana de 56 anos a viver em Jerusalém, Israel, resolveu assim atenuar a impotência que sentia por não poder ajudar o filho a levantar-se e caminhar — “Rotem não sabe o que são as suas pernas e não tem consciência delas”, disseram-lhe os terapeutas.

Debby, terapeuta musical, começou por fazer um “arnês primitivo” para Rotem, inicialmente com sandálias de madeira: foi aprendendo com o filho a melhor forma de o ajudar. “Mais tarde também fiz mudanças no meu arnês para que o peso de Rotem fosse suportado pelos meus ombros, deixando as minhas mãos livres para assistir quer Rotem, quer o irmão Shahar”, explica. Várias mudanças depois, o protótipo do Upsee estava encontrado: o arnês de Debby passou a ser um cinto e os passeios com o filho começaram a ser mais frequentes.

Segredo: encontrar o estímulo certo 

“O sucesso do UpSee depende de encontrar o estímulo certo para motivar uma criança a mexer-se”, justifica Debby. Como não tinha interesse em fundar a própria empresa, decidiu procurar um sócio — tarefa que levou vários anos. À venda a partir de 7 de Abril no site da Firefly Friends (e manufacturado pela Leckey), o UpSee vai custar 500 dólares (cerca de 365 euros).

O produto é composto por três peças: um cinto para os adultos usarem, um arnês para as crianças e dois pares de sandálias (um para os adultos e outro para as crianças). Por ter vários tamanhos, pode ser usado por crianças dos 12 meses aos 8 anos.

“É uma revelação para muitas crianças com doenças neuromusculares”, sublinha Debby. “Algumas puderam levantar-se e abraçar os seus irmãos ou irmãs pela primeira vez. Outras acenaram aos vizinhos no seu primeiro passeio a pé pela rua e houve até quem tivesse atravessado o parque de mão dadas com o melhor amigo, também pela primeira vez.”

“Fico emocionada quando vejo o que outras famílias estão a fazer com o UpSee e como dizem que isto mudou as suas vidas”, confessa. “Só fiz o que, para mim, foi natural. Tenho várias outras invenções, esta é apenas a primeira.”

 

 

Mais de 67 mil homens beneficiaram da licença de parentalidade em 2013

Abril 18, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 12 de abril de 2014.

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Por Agência Lusa

O acréscimo de 30 dias também pode ser requerido em caso de nascimento de gémeos

Mais de 67 mil pais usufruíram da licença de parentalidade em 2013, menos quase cinco mil do que em 2012, o que representa uma quebra de 6,89%, segundo os dados do Instituto da Segurança Social.

A contabilização exclui os trabalhadores da função pública, mas ainda assim é possível perceber que depois de um grande crescimento entre 2009 (ano em que foi criado) e 2010, quando passa de 43.327 para 75.139 licenças, o número de pais que pedem licença de parentalidade atinge o seu valor máximo em 2011 (77.407), para depois começar a cair para 72.116 licenças em 2012 e 67.141 em 2013.

O regime jurídico de proteção social na parentalidade entrou em vigor há cinco anos e visava incentivar a natalidade e a igualdade de género através do reforço dos direitos do pai e do incentivo à partilha da licença.

De acordo com os dados do Instituto da Segurança Social enviados à agência Lusa, em 2013, houve 57.567 homens que tiveram direito ao subsídio parental inicial, enquanto 374 usufruíram do subsídio parental alargado e outros 6.119 usaram o subsídio social parental inicial.

Por outro lado, dentro do ano de 2013, 947 pais pediram a licença de 120 dias e 719 pediram a de 150 dias. Houve ainda 17.523 homens que pediram a licença partilhada, entre 7.051 que usufruíram da licença 120+30 dias (150 dias) e outros 10.472 que optaram pela licença de 150+30 (180 dias).

Segundo a informação disponível no site do ISS, quando uma criança nasce, os pais têm direito a uma licença de 120 ou 150 dias que podem partilhar entre si. Em caso de partilha, a licença pode ter mais 30 dias e atingir a duração de 150 dias (120+30) ou de 180 dias (150+30).

O acréscimo de 30 dias também pode ser requerido em caso de nascimento de gémeos.

Comparando com os dados do ISS dos últimos anos, o número de homens que usufruiu da licença de 120 dias sofreu uma quebra de 97,3%, já que passa dos 36.015 em 2012 para os 947 em 2013. Ao nível da licença de 150 dias a quebra é ligeiramente superior e chega aos 97,8%, contabilizando-se em 2013 719 pais que usufruíram deste período, depois de em 2012 terem sido 33.573.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 


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