UNICEF alerta que 50 mil crianças do Sudão do Sul podem morrer à fome

Abril 14, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 11 de abril de 2014.

Mais informações no comunicado de imprensa da Unicef:

Má nutrição infantil no Sudão do Sul poderá vir a duplicar, alerta a UNICEF

kate holt

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou

Cerca de 250 mil crianças estão em risco de sofrer de desnutrição grave e 50 mil poderão morrer até ao final do ano, no Sudão do Sul, se não foram tomadas medidas rapidamente, alertou hoje a UNICEF.

O atual conflito agravou a insegurança alimentar que o país já estava a sofrer desde a sua independência em 2011, refere em comunicado a UNICEF, advertindo que se não forem tomadas medidas rapidamente 50.000 crianças menores de cinco anos poderão morrer de fome.

A agência das Nações Unidas estima em 3,7 milhões, incluindo 740 mil crianças, o número de sul-sudaneses mais ameaçados pela insegurança alimentar.

“Mas o pior ainda está por vir”, disse o representante da UNICEF no Sudão do Sul, Jonathan Veitch, alertando: “Se o conflito continua e os agricultores não podem semear, a desnutrição entre as crianças atingirá uma escala sem precedentes.”

“Se não conseguirmos mais fundos e melhores acessos para estas crianças, dezenas de milhares de crianças menores de cinco anos vão morrer”, acrescentou.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está a socorrer no imediato mais de 150 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave, fornecendo suplementos alimentares, vitaminas, remédios e comprimidos para purificar a água e ajudar as mulheres grávidas ou lactantes.

Para resolver completamente a escassez de alimentos no país, a UNICEF estima que sejam necessários 27,4 milhões de euros, mas ainda reuniu apenas cerca de dois milhões.

O conflito entre o Sudão e o Sudão do Sul, que já fez milhares de mortos e desalojou cerca de 900 mil pessoas, eclodiu a 15 de dezembro na capital Juba.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

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