O “Dream Teens” já chegou!

Abril 1, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

dream

mais informações http://dreamteens.aventurasocial.com/

A participação deverá ser feita através de uma candidatura, no período de 19 março a 07 de abril de 2014, através do site: dreamteens.aventurasocial.com e serão aceites as candidaturas entregues até ao dia 07 de abril de 2014 (inclusivé), até às 00h00. Quaisquer dúvidas ou questões relacionadas com o projeto devem ser enviadas para: dreamteens.as@gmail.com, ou através do telefone: 21 4149152.

No concelho de Pedrógão Grande só 13 crianças foram matriculadas no 1.º ano

Abril 1, 2014 às 1:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do Público de 23 de março de 2014.

Oxana Ianin escolas

Maria João Lopes e Samuel Silva

No agrupamento de escolas de Pedrógão Grande havia 401 alunos, no ano lectivo 2007/2008. Este ano, estão reduzidos a 296, do pré-escolar ao 9.º ano. Os professores reclamam condições para atrair pessoas para o interior. “As empresas não vêm para cá por causa do ar puro e das águas límpidas do rio Zêzere””, lembram.

António David, natural de Pedrógão Grande, tem 56 anos e é professor do 1.º ciclo naquele concelho há 33. Quando era miúdo, não o deixaram ir logo para a antiga 1.ª classe, porque a professora já tinha “muitos alunos”, eram 31. Teve de esperar um ano para aprender as letras e os números numa escola que ficava numa aldeia e que já fechou. Agora é António David quem ensina as palavras e as contas aos pequenos, mas numa sala com metade das crianças. Ao todo, a turma tem 16 meninos e já junta alunos do 1.º ano e do 3.º.

Este ano lectivo, no concelho de Pedrógão Grande, apenas se inscreveram no 1.º ano do 1.º ciclo 13 alunos: dois na escola de Vila Facaia, dois na da Graça e nove na Miguel Leitão de Andrada. Apesar de ser um número que, de acordo com a direcção do agrupamento de escolas, desceu para quase metade em relação a 2012 (no ano passado, a escola sede tinha cinco turmas do 1.ºciclo, este ano só tem quatro), este concelho do distrito de Leiria e da região do Pinhal Interior Norte não é sequer dos que mais alunos vai perder no país.

Segundo dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o Pinhal Interior Norte perderá 760 alunos até 2018 – 17% da actual população estudantil do 1.º ciclo, sobretudo no 1.º e 3.º anos. Em 2017/2018 só 854 alunos entrarão no 1.º ano do 1.º ciclo. Aliás, também no 2.º ano e 3.º ciclos haverá menos de 1000 alunos, em cada um dos níveis, na região toda.

A directora do agrupamento, Natércia Rodrigues, pega nas folhas com os dados globais do agrupamento que inclui alunos do pré-escolar ao 9.º. Ainda que a leitura não seja linear, porque há anos em que há mais alunos e outros menos, a docente destaca o ano de 2007/2008: havia 401 inscritos no agrupamento. Este ano há 296.

António David lamenta que não haja mais medidas para inverter os efeitos da baixa natalidade e da interioridade. “As pessoas não vivem do ar puro, por muito bem que faça. Como não há empregos, as pessoas têm de ir à procura e ficam aqui cada vez menos. Fecham os serviços todos, fecham tudo, daqui a pouco nem médico temos. É o litoral a afundar e o interior a desertificar. Não há condições de emprego que fixem as pessoas aqui. É preciso criar condições especiais para que as empresas venham para cá, não vêm para cá por causa do ar puro e das águas límpidas do rio Zêzere”.

Tendo em conta as crianças do concelho que frequentam o ensino pré-escolar, os professores da escola estão, porém, com expectativas de que para o ano em vez de 13 matrículas haja 18. “Para o ano que vem, já se antevê uma turma mais jeitosa, pelo menos uns 18…Mas a tendência é para ir descendo”, ressalva Natércia Rodrigues.

Memórias

A professora, com 48 anos, directora do agrupamento há oito e professora em Pedrógão há 15, pousa as folhas com os dados e recupera as memórias que tem. “No 2.º e 3.º ciclo dantes eram quatro turmas em cada ano e agora são duas: duas no 5.º, duas no 6.º, e por aí fora até ao 9.º”, enumera. António David acrescenta outras recordações: “Sou professor do 1.º ciclo em Pedrógão há 33 anos. Quando comecei havia 13 escolas em Pedrógão [hoje há três], em várias aldeias, algumas delas com dois professores. Eramos 15, 16 professores do 1.º ciclo, agora somos seis.”

O agrupamento de Pedrógão Grande tem boas instalações: a sede tem uma piscina municipal mesmo ao lado, escorregas e balizas no recreio, biblioteca. As outras duas escolas ficam nas freguesias de Vila Facaia e da Graça e as crianças que lá andam vão, uma vez por semana, num transporte das juntas de freguesia, até à sede usufruir dos equipamentos.

O agrupamento já chegou a ter uma turma entre o 10.º ano e o 12.º. “Agora, com o número de alunos que temos, não nos deixam abrir uma turma do secundário. Quando chegam ao 9.º, os alunos que quiserem ir para o curso geral vão para a Sertã ou para Figueiró [dos Vinhos]. Se ficarem em Pedrógão, têm de ir para a escola tecnológica e profissional”, explica Natércia Rodrigues.

A turma de António David tem nove alunos do 1º ano, com 6/7 anos, e seis meninos do 3º ano, com 8/9. Para além destas crianças, tem também uma miúda de 13 anos que chegou de Moçambique e que, por questões que se prenderam com o processo de transição, acabou por ir parar a esta turma.

António David desdramatiza a dificuldade de dar aulas a um grupo com diferentes níveis de aprendizagem. “Não é que cause dificuldade, mas claro que uma coisa é dar aulas a um grupo homogéneo e outra é dar a um grupo com vários anos de escolaridade. É preciso estratégias, pôr os alunos mais autónomos a fazer trabalhos, mesmo de grupo, porque os mais pequenos, no início, requerem muita atenção”, explica.

Na aula de informática, com outro professor, as crianças estão todas a interagir umas com as outras: espreitam o que estão a fazer os colegas nos computadores, alguns conversam, outros estão muito concentrados, há quem chame pelo professor para tirar dúvidas. Maria tem 8 anos e faz parte do grupo dos mais velhos desta turma. Garante que, na hora da brincadeira, não há diferenças entre os do 1º ano e os do 3º mas, nas aulas, “às vezes”, ajuda “os mais pequeninos”.

 

Primeiro ciclo perde 40 mil estudantes em sete anos

Abril 1, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Público de 23 de março de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Principais reultados do modelo de previsão do número de alunos no ensino básico e secundário de 2011/12 a 2017/18

oxana ianin

Samuel Silva

Em termos regionais, o Alentejo é a região mais afectada. Até 2018, deve perder 15% da população estudantil inscrita no ano lectivo 2011/2012.

As escolas do 1.º ciclo vão receber menos 40 mil estudantes até 2018. A quebra da natalidade está a acentuar os seus efeitos sobre a população estudantil e os reflexos vão ser particularmente intensos nos próximos anos no primeiro nível do ensino obrigatório.

A quebra do número de inscritos é transversal a todo o país, mas atinge sobretudo o Alentejo, o Norte e o Centro. Também o 2.º ciclo vai perder estudantes nos próximos anos e só o secundário e o 3.º ciclo conseguem colocar algum travão nesta tendência, fruto do aumento da escolaridade obrigatória.

Os dados foram apurados pela aplicação de um modelo de previsão do número de alunos no ensino básico e secundário feito pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). O relatório traça uma comparação entre o ano lectivo 2011/2012, o último para o qual existem já dados estatísticos definitivos relativamente ao número de inscritos em cada nível de ensino, e os sete anos lectivos seguintes, fazendo uma projecção até 2017/2018. Nesse período, o 1º ciclo deverá perder mais de 40 mil estudantes. As perdas estão concentradas sobretudo no 1.º e 3.º anos (menos 11 mil estudantes cada um deles). Este resultado representa uma quebra de 9% do número de inscritos no nível inicial do ensino obrigatório, num período de sete anos.

No entanto, metade desta perda já aconteceu nos últimos anos, de acordo com o mesmo relatório. Se a comparação for apenas feita entre o actual ano lectivo 2013/2014 e o de 2017/2018, a perda do número de alunos cifra-se em 23 mil, mais de metade do estimado para todo o período analisado. Estes resultados são explicados pela quebra da natalidade em Portugal. A DGEEC salienta no relatório que acompanha o estudo estatístico que “a diminuição do número de alunos do 1.º ciclo acompanha o padrão de decréscimo no número de nados-vivos” para os anos correspondentes.

Em termos regionais, o Alentejo é a região mais afectada. Até 2018, deve perder 15% da população estudantil inscrita no ano lectivo 2011/2012. Norte e Centro perdem, respectivamente, 14% dos seus alunos mais novos. A região Norte é aquela que perde mais estudantes em termos absolutos (cerca de 21 mil), mas é no Centro que se localizam as sub-regiões onde a quebra do número de estudantes é mais acentuada. A Beira Interior Norte (onde estão incluídos municípios como Guarda, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal) e o Pinhal Interior Sul (que agrupa Proença-a-Nova e Sertã, entre outros) perdem, respectivamente 22% e 25% dos seus estudantes.

Os reflexos da quebra da natalidade fazem também sentir-se no 2º ciclo, com cifras que se aproximam das projectadas para o 1.º ciclo do ensino básico. Assim, a DGEEC estima uma perda de 9% dos inscritos até 2018 (mais de 20 mil alunos) em apenas dois anos de escolaridade. O Norte e o Alentejo aparecem novamente como as regiões mais afectadas: a primeira perde 13% dos alunos (11.672), ao passo que a segunda perde 15%. As quebras menos acentuadas verificam-se no Algarve (2%) e Lisboa e Vale do Tejo (5%).

Secundário e 3.º ciclo crescem

A análise da DGEEC centra-se apenas em Portugal continental, excluindo as regiões autónomas dos Açores e Madeira. A análise é feita conjuntamente para os ensinos público e privado, por não ter sido possível apurar as taxas de mobilidade entre os dois sistemas. O modelo é apresentado como uma ferramenta de trabalho “para medir o impacto do alargamento da escolaridade obrigatória e da quebra demográfica no sistema educativo português”.

No somatório dos quatro ciclos de estudos do ensino obrigatório, a DGEEC aponta para uma perda global de mais de 50 mil alunos até 2018. A quebra não é mais acentuada porque no 3.º ciclo e no ensino secundário há aumento do número de estudantes inscritos, o que é reflexo do aumento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano.

No 3.º ciclo há um aumento de cerca de 2000 estudantes previsto nos sete anos em análise. O crescimento é mais acentuado até 2015/2016 (mais 6000 estudantes), mas, nos dois anos seguintes, “o decréscimo demográfico atinge também este ciclo”, afirma a DGEEC, e o número de alunos retorna aos níveis de 2011/2012. Apesar da tendência nacional de aumento do número de estudantes no 3.º ciclo, as regiões do Norte e Alentejo voltam, também neste nível de ensino, a ser penalizadas, perdendo, respectivamente, 4% e 1% da população estudantil inscrita nos 7.º, 8.º e 9.º anos.

No ensino secundário há também um crescimento, na ordem dos 5500 alunos. A partir do ano lectivo 2012/2013 começa-se a verificar um aumento progressivo no número alunos no 10.º e 11.º anos no ensino secundário regular e artístico enquanto no 12.º ano esse aumento progressivo só se deverá verificar a partir de 2014/2015. O crescimento é praticamente transversal a todas as regiões do país e é mais acentuado a Norte (mais 6%). No entanto, a região centro perde 3% dos inscritos no último nível do ensino obrigatório até 2018, de acordo com as projecções da DGEEC.

 

Lançamento do livro – Muito Obrigado! : Histórias de vida de voluntários com crianças internadas no hospital)

Abril 1, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

10013492_10152008621592966_789122785_n

Muito Obrigado!” (Histórias de vida de voluntários com crianças internadas no hospital) é um livro sobre voluntariado, cujo lançamento está agendado para sexta-feira, 4 de Abril, às 18 horas, no auditório da FNAC Chiado. Assinado por Maria Gabriel Sousa (coordenadora nacional do Dia do Gil, há 10 anos), a chancela é da editora Verso da Kapa. Trata-se da compilação de cerca de meia centena de testemunhos em discurso directo, iniciados com uma reflexão de Bernardo Buco, jovem vítima de atropelamento aos 11 anos, que superou uma tetraparesia (perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores), e que aos 21 continua a lutar pelo lugar a que tem direito na nossa sociedade. Seguem-se a mãe dele, e muitos dinamizadores gratos pelo que recebem (mais do que pelo que dão), educadoras, enfermeiros, médicos, e outros especialistas. A apresentação está a cargo de Fernanda Freitas, Helena Águeda Marujo e Margarida Pinto Correia.

 

Brincar na Universidade Sénior

Abril 1, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Ação realizada pelo sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança.

Participámos na Universidade Sénior da Junta de Freguesia de Alcântara a convite da Dra. Patrícia, coordenadora do módulo de Saúde, onde contámos com a participação de 30 alunos ao longo de duas sessões. Estas tiveram como mote “Brincar ao longo dos tempos” e como objetivo reforçar a importância do brincar e a intergeracionalidade da atividade lúdica.

Refletimos sobre o Brincar, como primeira atividade que a criança realiza com liberdade e prazer e sobre a participação cada vez maior que os avós têm na vida e educação das crianças.
Conversámos ainda sobre a aquisição de brinquedos e jogos para as diferentes faixas etárias e a sua qualidade e também sobre a seleção e os perigos das novas tecnologias, nomeadamente a internet e os videojogos. Neste ponto, abordou-se a necessidade de manter sempre uma atitude vigilante: mais do que controlar, é estar atento e envolver-se nos assuntos das crianças, saber do que trata cada site ou jogo.
Recordámos ainda como se brincava antigamente, de modo a perceber a evolução das brincadeiras nos dias de hoje e refletir sobre o universo lúdico atual das crianças. Partilhámos recordações de infância, criaram-se momentos de alegria e de prazer, nos quais se reviveram memórias e se contaram histórias!

“Quando eu era miúdo, nós é que fazíamos os brinquedos: a bola de trapos, a bilharda, o botão e aprendíamos a fazer, com as canas, cavalos, moinhos, cachimbos, gaiolas … e às vezes lá ganhávamos um boneco na loja.”   João dos Santos

Leonor Santos
Coordenadora da Actividade Lúdica

Veja o vídeo que preparámos sobre esta ação!

ludi


Entries e comentários feeds.