Com Síndrome de Down também se pode ser feliz (vídeo) – Dia Mundial da Síndrome de Down 21 de Março

Março 21, 2014 às 2:15 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto da Sábado de 19 de março de 2014.

 

Este vídeo mostrou a uma futura mãe que não há motivos para ter medo

Por José Varela Rodrigues

Vai ser mãe ou pai? Certamente das coisas que mais o assustam ou que o deixam maravilhado logo de início é a incerteza, a dúvida sobre como tudo vai acontecer. Será menino? Será menina? Vai ser parecido comigo? E se não for? E se nascer com algum problema de saúde?

São tantas as questões que surgem ao longo dos nove meses que o separam da notícia que faz parar o seu mundo e o nascimento do novo ser que invadirá a sua vida.

No meio de tantas questões, uma futura mãe descobriu que o seu filho irá nascer com uma alteração genética – síndrome de Down. Assustada, a mulher decidiu escrever uma carta à associação CoorDown, uma organização italiana de apoio à sindrome de Down.

“Espero um menino (…) descobri que ele tem síndrome de Down(…) Estou com medo(…) Que vida terá o meu filho?”: eram estas as palavras que preenchiam a carta enviada à associação em Fevereiro.

A resposta chegou em vídeo, durante a última semana. A CoorDown, aproveitando os receios da mãe lançou uma campanha de desmistificação do que é ter síndrome de Down. A campanha foi criada pela filial italiana da Saatchi & Saatchi, e traz 15 portadores da síndrome de Down para responder às perguntas da futura mãe.

O conceito da campanha é “Todo mundo tem o direito de ser feliz”, a fim de promover a diversidade e integração na sociedade, especialmente na escola e no trabalho e será utilizada para assinalar o Dia Mundial da Síndrome de Down a 21 de Março.

A Síndrome de Down, nome dado à Trissomia 21, é uma alteração genética que se caracteriza pela presença de um cromossoma supranumerário no par 21 – ou seja, é uma alteração causada pela existência de três cromossomas 21 (onde normalmente existem apenas dois).

Esta condição origina um atraso do desenvolvimento, motor e mental e alterações da estrutura corporal e da face. Consequentemente estas crianças precisam de acompanhamento especial mas isso não significará que na fase adulta não tenham autonomia e independência nas suas profissões e escolhas.

Portugal

Um em cada 800 bebés nasce com trissomia 21, de acordo com dados da associação Pais 21. Contudo, há um recuo no número de nascimentos de bebés portadores, já que quando a doença é detectada nos fetos, 95% dos pais optam por uma interrupção voluntária da gravidez, de acordo com a mesma associação. Estima-se que em Portugal entre 12 a 15 mil pessoas sejam portadoras da doença, segundo a Associação de Portadores de Trissomia 21 do Algarve.

Recorde-se que esta terça-feira, ocorreu um protesto, em frente à Segurança Social do Porto, contra os cortes nos apoios às crianças com necessidades educativas especiais (entre elas as portadoras de síndrome de Down).

Coordinamento Nazionale delle Associazioni delle Persone con Sindrome di Down, CoorDown Olnus

http://www.coordown.it

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