Como os smartphones podem afetar a relação entre pais e filhos

Março 11, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 10 de Março de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Patterns of Mobile Device Use by Caregivers and Children During Meals in Fast Food Restaurants

reuters

Um estudo do Centro Médico de Boston diz que as crianças sentem que têm de competir com os dispositivos pela atenção dos pais

Pessoas que ficam absorvidas por emails, jogos ou outras aplicações têm uma interacção negativa com os filhos, fazendo com que as crianças sintam que os dispositivos são mais importantes para os pais.

O trabalho do Dr. Jenny Radesky, especialista em pediatria no Centro Médico de Boston, consiste em aconselhar os pais em assuntos relativos ao desenvolvimento e comportamento das crianças. Uma vocação que levou ao interesse em estudar a dinâmica entre pais, filhos e smartphones.

Para estudar a forma como a ubiquidade e o efeito distrativo dos smartphones afecta a qualidade do tempo entre pais e filhos, Jenny Radesky e a sua equipa trabalharam undercover: Os investigadores observaram discretamente famílias com um ou mais filhos pequenos em restaurantes, e registaram o comportamento de crianças e adultos, assim como a frequência com que os últimos usavam os telemóveis.

O resultado traduziu uma visão crua de quão absorvidos os pais, na sua maioria, ficam pelos dispositivos, que usam durante toda a refeição. Nesses momentos, a interação com os filhos é menor e torna-se áspera, fria e negativa.

Uma criança tentou levantar a cabeça da mãe, sem sucesso, enquanto esta olhava para um tablet. Uma mãe que não parou de olhar para o telemóvel dava pontapés ao filho debaixo da mesa sempre que ele tentava chamar a atenção. Um pai respondia de forma curta e irritada ao filho que tentava convence-lo a afastar-se do smartphone.

Face aos resultados, e depois de aconselhar os pais sobre o tempo e forma de ver televisão nas interações entre pais e filhos, a Academia de Pediatria Norte-Americana prepara-se agora para criar directrizes sobre o uso de smartphones em frente dos mais novos.

Há escolas que têm um plano para “apagar o bullying”

Março 11, 2014 às 3:40 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 11 de Março de 2014.

A notícia contém declarações da Dra. Cláudia Manata do Outeiro do IAC-CEDI (Centro de Estudos, Documentação e Informação sobre a Criança) e menciona a Dra. Melanie Tavares, Coordenadora da Mediação Escolar do Instituto de Apoio à Criança.

Nelson Garrido

Eles nem sempre contam, mas, quando o fazem, falam em agressões e insultos sistemáticos como chamar “gordo” e “caixa de óculos”. Dizem que o recreio é uma “tortura”, que passam os intervalos “a fugir”. Um dos agressores admitiu que escolhia as vítimas sempre da mesma forma: ia ao quadro de honra e excelência e perseguia os melhores alunos. Em quase todas as escolas há uma história de bullying.

Há quem tenha mudado de cidade e de emprego, para pôr um ponto final na violência que o filho sofria. Diogo também mudou de escola. Tinha nove anos quando, e num acto de desespero, se atirou de uma janela: sobreviveu, mas ficou com problemas motores e com a fala afectada. Diz que já não aguentava ser gozado por colegas. A mãe não esconde que ele sempre foi frágil, mas que é precisamente essa fragilidade e baixa auto-estima que os agressores exploram. “Gostava de ter percebido, mas infelizmente nunca me apercebi de nada”, desabafa.

Maria, de 15 anos, era popular, a mais bonita. A meio do ano apareceu-lhe, porém, um tipo de acne agressivo e os colegas começaram a gozá-la e a espalhar o boato de que era contagioso. Cabisbaixa, deixou de falar nas aulas, ficava sozinha nos intervalos. Os professores chamaram a atenção dos miúdos para aquela atitude, puseram-nos a fazer pesquisas na Internet sobre acne e disseram à vítima para não se ir abaixo. Resultou.

Estas são algumas histórias que aconteceram em diferentes sítios. São contadas pelos próprios jovens ou pelos professores e pelos pais. É por causa delas que há cada vez mais escolas a apostar em estratégias de prevenção do bullying, diz Cláudia Manata, professora do Instituto de Apoio à Criança (IAC). É o caso do Agrupamento de Escolas Escultor Francisco dos Santos, Fitares, Rio de Mouro, Sintra. Apesar de já, em anos anteriores, terem desenvolvido acções em torno do tema, este ano começaram a pôr em prática um projecto que junta várias entidades, como a biblioteca, o gabinete de psicologia do agrupamento e o IAC.

As sessões são dirigidas a alunos do 4.º e 9.º ano – que vão passar as informações aos mais novos, incluindo aos do pré-escolar –, mas também aos encarregados de educação e professores. Ao longo do ano, haverá sessões de esclarecimento, de debate, exposições, teatro, tudo sobre bullying. Para além de Cláudia Manata e Melanie Tavares, do IAC, as actividades são dinamizadas pelo psicólogo e co-autor do livro Plano Bullying – Como Apagar o Bullying da Escola (ver entrevista ao lado).

A ideia é mostrar aos alunos que podem pedir ajuda e prevenir estes comportamentos, explica a professora bibliotecária, Luísa Fernandes. Ali todos se recordam que, durante três dias, miúdas do nono ano mantiveram uma página no Facebook com comentários sobre colegas: quem era bonito, feio, quem se vestia bem, mal, quem namorava com quem. Mas a escola actuou rapidamente e os professores descobriram as autoras que tiveram de dar uma aula sobre cyberbullying aos colegas.

Intervenção difícil
A presidente da Associação de Pais, Rosário Silva, acredita que, depois das sessões, os alunos “ficam mais sensibilizados”. Passam a conhecer histórias de figuras públicas que foram vítimas de bullying e são desafiados a colocarem-se em diferentes papéis: vítimas, agressores, observadores. “Ajudam-nos a perceber, a pormo-nos nos diferentes papéis. Fazem-nos cair na realidade”, diz uma aluna de 15 anos.

Andar à bulha e fazer as pazes no dia seguinte não é bullying, que se define por ser intencional e sistemático e que pode ser verbal, psicológico, físico, relacional (promove o isolamento), sexual e virtual. Segundo dados de 2010 do estudo Health Behaviour in School-Aged Children, que se realiza de quatro em quatro anos, 32,1% dos jovens portugueses tinham sido alvo de comportamentos de provocação/bullying uma vez por semana e cerca de 60% referiam já ter assistido a situações de provocação na escola, nos dois meses anteriores à entrevista. Os questionários dirigiram-se a alunos de 11, 13 e 14 anos de 139 escolas públicas do país.

A intervenção “não é fácil” não só porque os miúdos se remetem ao silêncio – têm medo de represálias e de serem chamados “queixinhas” – mas também porque os pais os tiram “logo” da escola: “Querem soluções rápidas e também têm medo”, nota a psicóloga Raquel Jerónimo.

No caso de Diogo, ninguém se terá apercebido da gravidade, nem em casa nem na escola. “Aparentemente, era feliz. Mas era reservado, guardava muita coisa para ele”, conta a mãe. Diogo esteve em coma três meses, internado oito. Esteve numa cadeira de rodas e teve longos processos de recuperação. Hoje já tem autonomia, anda de muletas, apenas a fala ficou bastante afectada.

“Há coisas que nem sei como consegui dar a volta, se devia ter feito isto ou não devia ter feito aquilo. Foi uma mistura de acontecimentos”, diz a mãe. O que Diogo conta é que, nos intervalos, era vítima de empurrões, que lhe chamavam nomes, que diziam que ele “tinha a mania”, que o ameaçavam, que o criticavam sistematicamente. Mas há um momento a partir do qual se remete ao silêncio: “Não me apetece falar disso.”

Conselhos para pais de vítimas e agressores
O psicólogo Luís Fernandes defende que, quando se trata de identificar uma vítima de bullying, “tudo o que se altere de modo repentino e aparentemente inexplicável no quotidiano da criança ou jovem” merece atenção. Por exemplo, se regressa da escola com a roupa rasgada, suja, se tem arranhões, cortes, nódoas negras e não sabe explicar porquê. Se perde, com frequência, dinheiro ou outros objectos, que muitas vezes são roubados pelos agressores. Se tem poucos amigos e pede frequentemente que alguém o acompanhe ou vá buscar à escola. Reparar se perdeu o interesse em hobbies, se parece ter medo da escola ou mesmo se muda de trajecto para lá chegar são outros dos sinais. Não desvalorizar se a criança perdeu o interesse pela escola ou baixou as notas, de forma repentina. Notar se anda deprimido, apático, ansioso, com oscilações de humor, baixa auto/estima, mais isolado e hipersensível a críticas. Também pode ser motivo de alerta se as queixas de dores de cabeça ou de estômago acontecem principalmente ao domingo. Convém ainda perceber se há perturbações alimentares e do sono, se a criança sofre de enurese nocturna e tem comportamentos de automutilação.

Já em relação aos pais de agressores, o psicólogo aconselha a “manter sempre a calma e demonstrar que a violência deve ser evitada”. Entre outras possibilidades, alguns caminhos passam por procurar saber as razões que levam a criança ou jovem a ter este tipo de comportamentos e ajudá-lo a encontrar formas mais assertivas para expressar as dificuldades, bem como encorajá-lo a pedir desculpa a quem agrediu.

*os nomes de vítimas de bullying são fictícios

Aumentam os pedidos de ajuda à linha SOS Criança

Março 11, 2014 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem da RTP Notícias de 5 de Março de 2014.

O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança) e a Drª Maria João Cosme, foram entrevistados nesta reportagem.

Ver a reportagem aqui

Sebastião Coelho

Dados relativos a 2012 revelam que houve um aumento em relação ao ano anterior. Dos mais de 2.700 telefonemas, 311 foram feitos por crianças preocupadas com a situação económica dos pais. Em média a linha SOS Criança recebe 249 chamadas por mês, 12 vezes por dia.

sos

Anti-bullying video

Março 11, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://childrenofprisoners.eu/

Many young people experience bullying at some point in their lives. Since the proliferation of the Internet with its chat rooms, social media sites and instant messaging, we have seen a serious increase in the phenomenon of cyberbullying.

Article 19 of the UNCRC clearly stipulates the right of every child to be free from violence: this includes also any form of bullying.

We at Children of Prisoners Europe are concerned about the increase of threats, intimidation and the serious psychological and social issues that result from cyberbullying. With the financial support of the Fundamental Rights and Citizenship Programme of the European Union, we have therefore created a video message aimed at adults and children alike to show how widespread this problem actually is and launch a call to action from all actors in different  sectors.

In June 2014 there will be a virtual march across global websites against all forms of bullying, including cyberbullying. This is being organised by BeatBullying which is an international bullying prevention charity working and campaigning to make bullying unacceptable, in the UK and across Europe. We need to stop this type of intimidation. Join The Big March 2014.

Atuação em caso de bebés engasgados tem novo método – Vídeo

Março 11, 2014 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 21 de Fevereiro de 2014.

As autoridades de saúde britânicas atualizaram os conselhos aos pais em relação ao que fazer quando um bebé está a sufocar.

Até aqui, a forma aconselhada de agir perante um bebé com algo a obstruir-lhe a garganta era colocá-lo de barriga para baixo sobre o braço do adulto, batendo-lhe nas costas. Agora, os especialistas em primeiros socorros concluíram que é melhor colocar a criança na mesma posição mas apoiada na coxa do adulto.

A atualização deste guia, que pode salvar a vida de um bebé, surge numa altura em que um estudo levado a cabo no Reino Unido concluiu que 38% dos pais com crianças até aos cinco anos já tinham visto um filho sufocar e que, dos 1000 inquiridos, metade confessou não saber como agir nessa situação.

 


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