Bullying pode afetar saúde de crianças a curto e longo prazo

Março 5, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site da Veja de 18 de Fevereiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Peer Victimization in Fifth Grade and Health in Tenth Grade

Thinkstock

Estudo mostra que efeitos negativos do assédio moral podem ser cumulativos e se agravar com o tempo

Quanto mais longo o período em que uma criança sofrer bullying, mais grave e duradouro será o impacto sobre a saúde da vítima. Essa é a constatação do primeiro estudo a avaliar os efeitos do assédio moral ao longo do segundo ciclo do ensino fundamental, em crianças e adolescentes de 10 a 15 anos. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no periódico Pediatrics.

“Nosso estudo mostrou que o bullying afeta severamente a saúde geral da criança a longo prazo e que seus efeitos negativos podem ser cumulativos e piorar com o tempo”, afirma a líder da pesquisa, Laura Bogart, do Hospital Infantil de Boston. “É preciso combater o bullying com mais veemência. Quanto mais cedo impedirmos que uma criança sofra assédio, menor é o risco de ela ter sua saúde prejudicada.”

Laura e sua equipe acompanharam 4 297 crianças e adolescentes do quinto ao décimo ano do ensino americano. Periodicamente, eles entrevistaram os participantes sobre sua saúde física e mental e sobre experiências com assédio moral. Os cientistas descobriram que, em qualquer idade, sofrer bullying estava associado a um pior estado mental e físico, sintomas depressivos e baixa autoestima.

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Participantes assediados cronicamente reportaram maiores dificuldades de correr e praticar esportes. Os que foram intimidados no passado também apresentavam índices inferiores de saúde no presente.

Laura e seu time dizem que mais pesquisas precisam ser feitas para desenvolver e testar métodos de prevenção e intervenção contra assédio moral. “Não há uma única abordagem que funcione no caso do bullying”, afirma Laura. “Mas fornecer a professores, pais e médicos práticas baseadas em evidências pode ajudá-los a ensinar crianças a lidar com este grave problema e a diminuir seu prejuízo.”

Ler para bebés é determinante para o sucesso escolar

Março 5, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Boas Notícias de 14 de fevereiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

How Talking to Children Nurtures Language Development Across SES and Culture

boas notícias

Ler uma história antes de adormecer aos bebés é determinante para o sucesso escolar e até profissional. As conclusões são de um estudo da Universidade de Stanford, na Califórnia, EUA, segundo o qual a leitura regular tem um grande efeito sobre os mais pequenos, pelo que os pais devem começar a ler-lhes histórias o mais cedo possível.
É um gesto que só precisa de 10 minutos mas que faz toda a diferença. Quem o diz é um grupo de especialistas norte-americanos que analisaram o impacto da leitura em bebés. Os resultados dão conta de que, quanto mais cedo se começar a ler para os filhos, mais depressa eles começam a compreender as palavras, o que pode vir a ter efeitos diretos no futuro da criança.
Por estranho que pareça, acelerar esse processo é determinante no sucesso escolar e pode vir a ter efeitos muitos anos mais tarde, como, por exemplo, a conseguir um bom emprego, um casamento feliz e a cumprir a lei.
Com base na investigação, levada a cabo ao longo dos últimos anos, Anne Fernald garante que o impacto da leitura nos bebés é tão profundo que deve ser encarado como um processo tão importante quanto a alimentação, pelo que nunca é cedo demais para começar.
“Quando trazemos uma criança ao mundo, estamos a assumir a responsabilidade de a alimentar, de a manter limpa e segura. No entanto, acho que agora temos a prova científica de que, afinal, há outro tópico a acrescentar a essa lista, que é ler-lhes e ajudá-los a aprender desde pequenos”, refere a psicóloga, citada pelo Daily Mail. “Muito antes de o bebé falar, ele vai estar a absorver informação sobre a linguagem”, acrescenta.
Ao acelerar o processo de compreensão das palavras, o cérebro das crianças liberta-se e torna-se autónomo mais depressa, que permite refletir sobre a palavra seguinte e, por sua vez, o mundo em geral, cada vez mais depressa. “Ao ler para os bebés, estamos a construir-lhes uma mente que vai concetualizar e imaginar o seu futuro”.
Segundo o estudo, as crianças que compreendem mais palavras tendem a ser também aquelas que mais ouvem mais palavras em casa, além de que, as que melhor processam o que lhes é dito aos dois anos de idade, revelam melhor desempenho escolar aos oito.

Saiba mais AQUI.

 

Homens, solteiros e sem rendimentos, a viver nas ruas de Lisboa

Março 5, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do site da SCML de 12 de Fevereiro de 2014.

Conclusões do trabalho desenvolvido pelo Programa Intersituações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foram apresentados esta quarta-feira.

São na maioria homens entre os 35 e os 54 anos, solteiros e sem fontes de rendimento, os “sem-abrigo” que vivem nas ruas de Lisboa. Foram, sobretudo, conflitos familiares e relacionais, desemprego e doença física ou mental os motivos que os “empurraram” para a rua e entre eles já há licenciados.

Estes são alguns dos resultados dos inquéritos realizados pelas equipas do “Programa Intergerações | InterSituações de Exclusão e Vulnerabilidade Social” da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) entre abril e dezembro de 2013.

O desafio foi lançado pelo provedor Pedro Santana Lopes, na sequência do trabalho desenvolvido pelo “Programa Intergerações”, que, em 2012 identificou, porta a porta, a população idosa em situação de exclusão e vulnerabilidade, em Lisboa.

As conclusões do trabalho que culminou com uma contagem dos sem-abrigo na capital realizada em 12 de dezembro passado, foram apresentadas esta tarde, na sede da SCML.

A administradora com o pelouro da ação social, Rita Valadas, agradeceu aos parceiros desta ação presentes na sessão e referiu a importância dos dados que compõem o diagnóstico para a reintegração das pessoas, dados esses apresentados pelo sociólogo Paulo Ferreira.

João Marrana, coordenador do InterSituações, frisou que o principal objetivo é “tirar as pessoas da rua”, o que exige a criação de condições para estimular as suas competências pessoais, sociais e profissionais. Estas pessoas “não estão zangadas com o mundo. Só estão à espera que uma janela se abra”, nota.

852 nas ruas, 21 licenciados

O trabalho desenvolvido sobre os sem-abrigo tornou-se possível graças à colaboração de vários parceiros da Santa Casa, como juntas de freguesia, Câmara Municipal de Lisboa (CML), PSP, IPSS, paróquias e associações. As equipas recorreram ainda aos “bons conhecedores” da noite de Lisboa,como os “homens do lixo”, os seguranças ou taxistas.

A “contagem” de 12 de dezembro realizada com a participação de centenas de voluntários, registou 852 pessoas a viver nas ruas de Lisboa, 21 das quais licenciadas.

Nos oito meses anteriores, as equipas do InterSituações contactaram 649 pessoas sem-abrigo, das quais 454 responderam a inquéritos. A mais nova tem 16 anos e a mais velha 85.

As respostas permitem concluir que 30,6% dessa população está na rua há menos de um ano, 17% entre um a três anos e 15%, entre três a seis anos. Cinco por cento encontra-se há mais de duas décadas em situação de vulnerabilidade.

Com o objetivo de mudar o paradigma de intervenção junto dos sem-abrigo, a Santa Casa vai criar um Núcleo de Ligação para acompanhar esta população vulnerável, com mediadores que incluirão pessoas que já viveram na rua, no passado.

Em estudo está igualmente um Centro de Recuperação de Competências Psicossociais, que proporcione o encontro entre as pessoas e contribua para a sua reinserção na vida ativa.

Em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a Santa Casa planeia ainda abrir um Centro de Alojamento de Transição, que facilite a reorganização da vida do dia a dia.

As entidades públicas e privadas têm de concertar estratégias e fazer evoluir as respostas da assistência para a reintegração daqueles que vivem na rua, defendem os responsáveis do InterSituações.

12 de fevereiro de 2014


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