Campanhas de Solidariedade a favor do IAC

Janeiro 30, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Na época de Natal 2013, o IAC foi beneficiário de campanhas de solidariedade promovidas por diversas instituições, às quais deixamos aqui o nosso MUITO OBRIGADO !

Assim, através da iniciativa “Donativos de Natal” do Montepio, que desde 2007 opta por converter o dinheiro que gastaria em presentes de Natal para os seus funcionários e associados em donativos para instituições de solidariedade social, o IAC foi uma das dez instituições selecionadas, tendo recebido vinte mil euros de um total de duzentos mil euros doados.

A APEDS – Associação Portuguesa de Engenheiros para o Desenvolvimento Social, com o apoio do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil, do LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia, e todos os seus colaboradores, levaram a cabo uma recolha de alimentos, brinquedos e livros infantis a favor do IAC.

Também a cadeia de restauração nacional Cascata Restaurantes contribuiu para que as nossas crianças tivessem um Natal com mais condições de bem-estar e dignidade.

BEM  HAJAM!

campanhas

Violência diminui mas Ministério da Educação quer intervir nas escolas com mais ocorrências

Janeiro 30, 2014 às 2:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 29 de Janeiro de 2014.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Relatório Segurança na Escola – anos letivos 2011-2012 e 2012-2013

escola

Maria João Lopes

O secretário de Estado João Grancho adiantou ainda que se pretende rever o Programa Escola Segura.

A violência nas escolas diminuiu para menos de metade, quando se comparam as ocorrências registadas nos últimos cinco anos lectivos. De acordo com o relatório Segurança na Escola, apresentado nesta quarta-feira em Lisboa, os actos contra a integridade física ou contra a honra das pessoas diminuiram e 95,5 % das escolas públicas não participou qualquer ocorrência durante o ano lectivo de 2012-2013. Ainda assim, o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, garantiu que as escolas que registaram mais situações de violência serão “objecto de avaliação” e poderão ser alvo de medidas como o aumento da resposta das equipas multidisciplinares.

“Quando falamos no reforço das equipas multidisciplinares e quando falamos no reforço da intervenção ao nível da segurança não estamos propriamente a falar exclusivamente de incremento de psicólogos ou agentes de segurança”, ressalvou, no entanto, João Grancho. O secretário de estado explicou que será feita uma avaliação caso a caso e que, se for necessário, as equipas multidisciplinares de acompanhamento das situações de violência, insucesso e abandono escolar serão reforçadas com “pessoal docente e técnico”, através de “crédito horário”, isto é, atribuindo horas a esses profissionais para essas tarefas de prevenção e combate à violência.

As medidas poderão ser postas em prática já neste ano lectivo, mas primeiro será feita uma avaliação da situação nas escolas com mais ocorrências – os distritos que registam os números mais elevados são Lisboa, Porto e Setúbal. “Os casos de escolas com mais ocorrências serão objecto de uma avaliação local por parte da equipa de coordenação da segurança escolar, com o objectivo de tipificar as situações, recolher informação mais circunstanciada sobre os casos e identificar o tipo de acções de resposta que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e os seus parceiros devem implementar”, afirmou João Grancho.

Em cima da mesa, está também a revisão do Programa Escola Segura da PSP, que deverá estar operacional já a partir do próximo ano lectivo. Pretende-se rever o programa “principalmente para conformar o seu enquadramento à alteração da lei orgânica do MEC”, mas também para o avaliar em termos de gestão de recursos, até porque “há várias escolas que hoje já não precisam dos meios que tinham quando começaram as intervenções”, salientou João Grancho.

Se em 2008/2009 as ocorrências registadas foram 3525, em 2011/2012 esse número desceu para 2218 e para 1446 em 2012/2013. As mais frequentes são os actos contra a liberdade e a integridade física das pessoas que passaram de 1577 em 2008/2009 para 1074 em 2011/2012 e 726 em 2012/2013. 94% das escolas não participou qualquer ocorrência em 2011/2012, percentagem que subiu para 95,5% em 2012/2013.

A maioria dos casos acontece durante o período normal de funcionamento das actividades lectivas e na sala de aula. Os alunos surgem simultaneamente em primeiro lugar como vítimas e como autores/suspeitos, sendo que neste caso a maioria tem entre 14 e 16 anos. Os familiares dos alunos surgem em segundo lugar na tabela dos autores/suspeitos. As ocorrências que conduziram a participação junto de entidades externas, como autoridades policiais, judiciais e comissões de protecção de crianças e jovens, representam cerca de 1/3 do total das ocorrências.

O Estatuto do Aluno e da Ética Escolar, os sistemas de videovigilância e monitorização remota em cerca de 1000 escolas, os programas de combate ao insucesso escolar e o trabalho das escolas, polícia, e autarquias foram apenas algumas das causas apontadas para esta redução.

 

 

 

Nos Estados Unidos um pobre é um pobre, é um pobre, é um pobre

Janeiro 30, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 23 de Janeiro de 2014.

Andrew Burton Getty Images AFP

Ana Dias Cordeiro

O Presidente dos Estados Unidos já tinha evocado em Dezembro a ameaça ao “sonho americano”. Agora, um projecto de economistas de Harvard e de Berkeley concluiu que o contexto social exclui muitas crianças de um futuro que podia ser brilhante.

O retrato varia muito de cidade para cidade dos Estados Unidos, e de região para região. Como se o país não se enquadrasse afinal na ideia clássica de “terra de oportunidades” mas fosse um conjunto de terras diversas – algumas de oportunidades, outras não.

Numa mesma cidade, as oportunidades podem também variar entre uma pessoa que viva numa zona de transportes fáceis, boas escolas, cuidados de saúde e uma boa rede comunitária de participação e ajuda, e outra que esteja confinada aos subúrbios, viva longe do trabalho, seja obrigada a passar várias horas nos transportes ou a deixar os filhos em escolas problemáticas.

Essa diversidade é uma das principais conclusões – mas não a mais surpreendente – do estudo resultante do Projecto de Igualdade de Oportunidades (“Equality of Opportunity Project”) – conduzido por um grupo de académicos das Universidades de Harvard e Berkeley, e publicado esta quinta-feira nos principais jornais dos Estados Unidos.

A descoberta mais surpreendente, para economistas especializados nas questões da mobilidade social e das desigualdades, como os próprios reconheceram em várias entrevistas, é esta: o mundo de oportunidades que se abre para uma criança nascida numa família pobre, hoje, é praticamente o mesmo que era há 40 anos anos nos Estados Unidos. E fica abaixo de muitos países desenvolvidos. As consequências para uma criança de nascer numa família pobre, essas, são maiores do que em décadas anteriores. Isso acontece, sintetiza o Washington Post, porque a diferença entre extremos – ricos e pobres – é maior. E subir os degraus da escala social não se tornou mais fácil.

Assim, a pergunta “É a América a ‘Terra da Oportunidade’?” está longe de ter uma resposta clara, escrevem os autores numa síntese do estudo, que pode ser consultado em http://www.equality-of-opportunity.org/. Nathaniel Hendren, Patrick Kline, Emmanuel Saez, Nicholas Turner e Raj Chetty, que lidera a equipa, preferem descrever os Estados Unidos do século XXI como “um conjunto de sociedades” e uma mistura de “terras de oportunidades” (com elevados níveis de mobilidade social entre gerações) e de terras onde afinal muito poucas as crianças conseguem escapar à pobreza.

Nascer pobre e ficar pobre é mais provável em cidades como Atlanta (Geórgia), Cincinnati ou Columbus (Ohio), Charlotte e Raleigh (Carolina do Norte) entre outras. O Sudeste do país e o Midwest industrial são as zonas cinzentas, no extremo oposto do Nordeste ou Oeste, onde é mais fácil atravessar barreiras sociais, por exemplo no estado da Califórnia, ou em cidades como Pittsburgh, Boston ou Nova Iorque.

A mobilidade social em cidades como Salt Lake City (Utah) ou San Jose (Califórnia) estão ao nível dos níveis na Dinamarca. Atlanta (Geórgia), no outro extremo, consegue estar abaixo de todos os países desenvolvidos (para os quais existem dados disponíveis).

A riqueza de uma região não é absolutamente decisiva. O que muda entre estas cidades é também o que os autores identificam como os cinco factores que abrem ou fecham oportunidades: a segregação (viver num gueto racial ou social), a desigualdade, a estrutura familiar, a qualidade da escola e o grau de envolvimento comunitário na vida das pessoas.

A partir da análise de dados relativos ao rendimento de milhões de pessoas (sem especificar quantas), o estudo posiciona-se como o mais próximo da realidade alguma vez realizado na tentativa de associar as oportunidades ao meio onde se nasceu e cresceu. E conclui que 70% das crianças nascidas em famílias pobres permanecem abaixo da classe média na idade adulta.

“Somos melhores do que isto”
Com o tempo, nas últimas quatro a cinco décadas, o que podia ter melhorado com uma mais vasta oferta de bolsas de estudo e novas oportunidades de carreira para as mulheres e para as minorias foi afinal contrabalançado pelo aumento acentuado das desigualdades entre ricos e pobres.

A imprensa norte-americana prevê que o tema da mobilidade – desta forma associado ao da crescente desigualdade – seja agora ainda mais susceptível de entrar pelo discurso político. E de alterar os contornos que definem a ideia do “sonho americano” (American Dream) e dos Estados Unidos como uma “terra de oportunidades”.

Num discurso no Center for American Progress, em Dezembro passado, o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama evocava o assunto ao qual deve voltar no discurso do Estado da União, no próximo dia 28.

“A ideia de que tantas crianças nascem pobres na mais rica nação do mundo já provoca consternação. Mas a ideia de que uma criança nunca será capaz de escapar à pobreza por não ter oportunidades de educação e de saúde deve indignar-nos a todos e obrigar-nos a agir. Enquanto país, somos melhores do que isto”, disse Obama.

 

Atelier de Gravura para Jovens e adultos

Janeiro 30, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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image004mais informações http://www.fundacaodomluis.com/

E-Maria – European Manual for Risk Assessment in the Field of Domestic Violence

Janeiro 30, 2014 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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maria

descarregar manual aqui

Intimate Partner Violence (IPV) is one of the most widespread forms of domestic violence and has complex and negative consequences that affect the physical, psychological and socio-economic condition of a victim/survivor. It also impacts her family and the community in which she lives. Intimate Partner Violence occurs in all societies and is transversal to all ages, social and economic status, religious, ethnic and cultural groups. IPV also occurs in the context of lesbian, gay, bisexual and transgender – LGBT – (long term) relationships. However, it mostly affects and has impact on women and girls, children, disabled (women and children), elder women or other persons in vulnerable situations.

For the purpose of this manual, we address only violence perpetrated by men against women and children, hereafter called Intimate Partner Violence (IPV), which is one of the many forms of gender-based violence and as such is addressed by several international and national instruments. IPV is a serious human rights violation and requires that Member States assume their responsibility in the elimination of violence against women, protection of victims/ survivors and accountability of perpetrators. To successfully combat and eliminate IPV and DV, the involvement of all relevant actors that constitute a national referral mechanism and the development of systematic measures both for prevention and elimination of violence and protection of victims/survivors are essential.


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