Janelas para bebês abandonados fazem sucesso

Janeiro 16, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site swissinfo.ch  de 9 de Janeiro de 2014.

Keystone

Por Sonia Fenazzi, swissinfo.ch

A expansão das “janelas” para depositar recém-nascidos abandonados levanta polêmica na Suíça. Enquanto muitos veem no instrumento como uma facilitação oficial para o abandono, poucos conhecem a alternativa do parto confidencial. Uma senadora solicita ao governo de preencher essa lacuna de informação.

As “janelas para bebês”, como são conhecidas na Suíça, encontram uma forte ressonância. Porém elas se encontram em uma situação indefinida do ponto de vista jurídico, além de suscitar críticas de ordem ética, médica e social.

Até o final de junho de 2012 havia apenas uma dessas janelas no país: ela foi inaugurada em maio de 2001 no hospital de Einsiedeln, no cantão de Schwyz por iniciativa da Ajuda Suíça à Mãe e às Crianças (ASME, na sigla em francês), uma fundação que luta contra o aborto e propõe ajuda e conselhos às mulheres e famílias que se encontram em dificuldade devido a uma gravidez ou o nascimento de uma criança.

Três novas janelas foram instaladas nos últimos dezoito meses: em Davos (cantão dos Grisões), Olten (Solothurn) e Berna. Três outras devem surgir proximamente no Ticino, no cantão do Valais e em Zurique. Parlamentos cantonais em outras regiões já receberam pedidos de abertura.

Isso indica que “existe claramente uma necessidade”, afirmou em dezembro a ministra suíça da Justiça e Polícia, Simonetta Sommaruga, respondendo uma interpelação da senadora Liliane Maury Pasquier. “Mas é igualmente claro que inúmeros problemas continuam sem solução apesar da criação das janelas para bebês”, ressalta a ministra, membro do Partido Socialista.

Fortes emoções

“Existe uma forte emoção, sem racionalidade, que leva a adotar esses dispositivos com a preocupação de salvar os recém-nascidos”, declara Liliane Maury Pasquier.

Na Suíça, os infanticídios e o abandono de recém-nascidos em lugares públicos são raros, mas cada caso choca a sociedade. Acontecimentos desse tipo estão na origem das solicitações para a criação das janelas de bebês. Políticos e responsáveis na área de saúde pública se dirigiram à ASME, conforma seu presidente, Dominik Müggler.

Dentre esses pedidos há a primeira janela para bebês na Suíça latina, cuja inauguração está prevista para ocorrer no fim de março de 2014 no hospital San Giovanni, em Bellinzona. Porém trata-se de uma decisão bastante amadurecida, ressalta seu diretor, Sandro Fioada. Ela foi adotada com base em uma avaliação racional feita através de encontros com Dominik Müggler e outros responsáveis pela gestão das janelas já existentes, assim como sobre uma discussão que implicou as autoridades médicas, administrativas e políticas.

Mães abandonadas

Sandro Foiada está consciente que a janela não resolve todos os problemas, mas estima que “é necessário ser pragmático e não fechar os olhos à realidade. O abandono de recém-nascidos existe infelizmente e se essas janelas permitirem de salvar mesmo um só deles, já valerá a pena ter tomado essa iniciativa.”

Saúde Sexual na Suíça, por outro lado, se opôs fortemente a esse dispositivo. A organização encarregada de promover o planejamento familiar e a educação sexual enviou em julho do ano passado uma carta a todos os diretores cantonais de saúde pública e aos parlamentares cantonais instando-os a “examinar ou reexaminar criticamente a criação de tal oferta.”

“É fundamental para ela mesmo, mas também para o bebê, que a mãe tenha acesso a todas as prestações sanitárias antes, durante e após o parto. É necessário garantir as condições de base permitindo o acompanhamento médico, psicológico e social. Ora, com uma janela para bebês, isso fica quase inexistente”, justifica Mirta Zurini, consultora independente atuante na organização

Informações muito discretos sobre o parto confidencial

Tudo isso, no entanto, é fornecido com o chamado parto “confidencial” ou “discreto”. Graças a uma série de medidas, ele permite à mulher de ser acompanhada por uma equipe de profissionais durante a sua gravidez e ter o parto no hospital sem que haja o risco que a informação chegue a terceiros. A mãe recebe também aconselhamento sobre as possibilidades e os direitos em termos de adoção.

O problema é que a “grande parte da população não sabe que existe a possibilidade de um parto confidencial e não vê, dessa forma, alternativa à janela para bebês”, retruca Liliane Maury Pasquier. A senadora lançou um apelo ao Parlamento para que essa possibilidade seja objeto de uma campanha de informação.

A senadora, parteira de profissão, solicita em um postulado que o governo faça uma apresentação completa da situação sobre as janelas para bebês e sobre outras medidas de apoio às mulheres em dificuldade. Se possível, este deve atuar caso necessário junto com autoridades cantonais e outros órgãos competentes. “Espero que isso permita tematizar o parto confidencial e difundir a informação para toda a população”, indica.

O parto confidencial tem apoio unânime. “Estamos plenamente de acordo com a necessidade de intensificar a informação sobre a possibilidade de ter o parto de forma confidencial”, declara Anita Cotting, diretora da Saúde Sexual na Suíça. Dominik Müggler tem a mesma opinião. “Sempre declaramos estar a favor de todas as opções que facilitam o parto. Apoiamos tanto o parto confidencial como o anônimo”, reforça a presidente da ASME.

Parto anônimo

Contrariamente ao parto confidencial, onde as coordenadas da mãe são conhecidas das autoridades competentes e onde a criança pode solicitar a revelação do nome da mãe quando chega à idade adulta, o parto anônimo bateu até agora contra os defensores do direito de cada indivíduo de conhecer suas origens biológicas.

No entanto, na resposta à interpelação de Liliane Maury Pasquier, o governo claramente indicou que “avaliará também a possibilidade de um parto onde o anonimato é garantido”. Essa é uma solução que a Saúde Sexual na Suíça será “disposta a aceitar sob a condição que a mulher seja corretamente acompanhada em nível médico, psicológico e social”, ressalta Anita Cotting.

Será necessário ter as bases jurídicas para realizá-lo, lembrou Simonetta Sommaruga no Parlamento. A legislação do parto anônimo não é algo que poderá entrar em vigor já amanhã.

Adaptação: Alexander Thoele

Janelas para bebês

As janelas são instaladas nos hospitais em colaboração com a Ajuda Suíça à Mãe e às Crianças (ASME, na sigla em francês), que assume todas as despesas e depois cuida do bebê até a sua adoção.

A janela dá para a parte externa. A mãe pode colocar o seu filho no espaço aquecido, que se encontra atrás da janela, e pega uma “carta para a mãe”. Ela fecha a janela e pode se afastar sem ser incomodada. O alarme é acionado três minutos depois e os enfermeiros do hospital podem pegar a criança.

A “carta à mãe” contém ofertas de conselhos gratuitos e apoio financeiro. Ela fornece igualmente à mãe todas as informações necessárias para colocá-la em contato com o hospital, a ASME ou a autoridade de tutela e lhe informa sobre os direitos. O pai ou a mãe biológica podem recuperar a criança até o momento quando a adoção se torna definitiva, o que pode levar até um ano.

Desde 13 de maio de 2001, oito bebês foram colocados no recipiente atrás da janela no hospital de Einsiedeln. Em apenas um caso a mãe recuperou seu filho. As mães de cinco crianças revelaram sua identidade à ASME.

Até o momento nenhuma criança foi colocada nos recipientes em Davos, Berna e Olten.

 

Ilustrarte 2014 – VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância

Janeiro 16, 2014 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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ilust2014

mais informações aqui ou aqui

16 janeiro a 13 abril 2014

Museu da Eletricidade

Av. de Brasília, Central Tejo
1300-598 Lisboa, Portugal

Entrada gratuita

Novo instrumento legal reforça o direito das crianças a serem ouvidas

Janeiro 16, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Nota de Imprensa da Unicef de 14 de Janeiro de 2014.

unicef

A UNICEF juntou-se a defensores dos direitos das crianças de todo o mundo, congratulando-se com a notícia de que as crianças poderão em breve apresentar queixas junto do Comité das Nações Unidas dos Direitos da Criança, o que reforça o seu direito a serem ouvidas. O Terceiro Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança estabelece um procedimento de comunicação que protege expressamente o direito das crianças a uma via de recurso eficaz em caso de violação dos seus direitos.

ler  a nota de imprensa aqui

Concurso de Poesia Faça Lá um Poema 2014

Janeiro 16, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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poema

No intuito de incentivar o gosto pela leitura e pela escrita, o Plano Nacional de leitura e o Centro Cultural de Belém, numa iniciativa conjunta, voltam a realizar o Concurso de Poesia FAÇA LÀ UM POEMA (FLP), para que convidam as escolas públicas e privadas, do 1º Ciclo ao Ensino Secundário, de todo o país, Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

O Concurso vai decorrer entre Janeiro e Março de 2014 e terá a sua Final no Centro Cultural de Belém, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Poesia.

Na data mais oportuna, o Plano Nacional de Leitura tornará disponíveis, nesta página, os instrumentos necessários para a divulgação, inscrição e participação no FLP 2014.

Na sequência de outras iniciativas ligadas ao incentivo à escrita e à leitura desenvolvidas pelo Plano Nacional de Leitura, chama-se a atenção para Semana da Leitura que tem como grande tema inspirador a Língua Portuguesa e propõe iniciativas para a celebração dos oitocentos anos de conhecimento dos seus textos escritos mais antigos.

Neste sentido e embora de participação totalmente isenta de constrangimentos temáticos, o Concurso Faça lá um Poema parece adequado à abordagem de temas relacionados, pelo que deixa essa indicação a todos os que nela estejam interessados.

mais informações:

http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/index.php?s=concursos&tipo=1&concurso=45

Operação STOP – O que anda bem e o que anda mal na escola? Documentário

Janeiro 16, 2014 às 10:27 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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stop

texto do site da Fundação Calouste Gulbenkian

Projetos Especiais

Operação STOP

O que anda bem e o que anda mal na escola?

Um projeto em que os alunos participam em todas as etapas de realização de um documentário que reflete sobre a realidade escolar. Duas visões opostas sobre a mesma realidade.

A imagem ganha um peso cada vez maior nos conteúdos de comunicação da sociedade contemporânea. Saber ler a imagem – conhecendo os seus mecanismos de produção, manipulação e construção de sentido – deve ocupar um lugar importante nas estratégias de aprendizagem, à semelhança do que acontece com a palavra e a língua.

O projeto Operação STOP juntou grupos de professores e alunos do ensino secundário em torno de uma oficina de vídeo para refletir sobre a realidade escolar e construir, a partir dela, pequenos documentários com mensagens contraditórias. Desta forma, a identificação dos fatores que condicionam a realidade escolar – instalações, equipamentos, relação professores/alunos, projetos extracurriculares, envolvimento dos encarregados de educação, parcerias com outros agentes locais, etc – tanto os que se constituem como fatores de inibição da inovação como os que, pelo contrário, podem ser considerados como incentivos à modernização e ao desenvolvimento, servem de base para a construção de visões opostas sobre essa mesma realidade: A minha escola NÃO / A minha escola SIM.

Ao envolver os alunos em todas as etapas da produção do documentário – guião, storyboard, escolha e preparação de cenários, condução de entrevistas, textos, filmagem e edição -, o projeto utiliza o processo de realização dos vídeo documentários como estratégia de aprendizagem.

O projeto foi desenvolvido em parceria com as Câmaras Municipais de Mondim de Basto, Óbidos, Paredes e Vila Nova da Barquinha e com as escolas Agrupamento Vertical de Escolas de Mondim de Basto, Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, Escola Secundária de Vilela e Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha.

Os oito vídeo documentários que foram produzidos nas escolas serão exibidos nas comunidades envolvidas durante o mês de janeiro. E no dia 5 de março serão apresentados no auditório 3, da Fundação Calouste Gulbenkian. Nesta sessão contaremos com a presença de alguns dos alunos e professores participantes.

10 janeiro, às 21h30
CENTRO CULTURAL DE VILA NOVA DA BARQUINHA
Vila Nova da Barquinha

15 janeiro, 21h00
CASA DA CULTURA DE PAREDES
Paredes

16 janeiro, 21h00
AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MONDIM DE BASTO
Mondim de Basto 

Data a confirmar
Óbidos

Todas as sessões têm a duração de 45 minutos, seguidas de debate.  

BÚ! Oficina para Miúdos – História, Experiência Sensorial no CCB

Janeiro 16, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bu

Adriana Pardal e Vera Alvelos

21, 22, 23, 24, 28 e 31 Jan 2014 – 10:00
25 Jan 2014 – 11:30
1 Fev 2014 – 11:30

Espaço Fábrica das Artes
Duração 2h
Público-alvo 1º, 2º, 3º Ciclos 
M/7 anos e famílias

Preços
Semana 3,2€
Fim de semana 5,35€

Mais info Assinaturas CCB

Num ambiente mágico e cheio de suspense, os participantes percorrem um caminho pontuado por zonas de luz, num labirinto onde vão à descoberta do medo, do escuro e da luz, possibilitando uma reflexão sobre as emoções.
A actividade desenvolve-se por um primeiro momento de exploração, em que se escutam histórias e se experimentam sensações, por um segundo momento de reflexão e de criação e por um último momento de partilha, em que construímos um pequeno objecto que ajuda a enfrentar o medo: numa história, numa noite escura, na solidão…

INSCRIÇÕES
As inscrições devem ser feitas pelos telefones +351 213 612 899/ 898 ou pelo fax +351 213 612 859.
fabricadasartes@ccb.pt
Contactos > Maria José Solla | Manuel Moreira | Tânia Guerreiro
Todos os dias úteis das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00.


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