Peritos defendem limitação do tempo de utilização de tablets em crianças

Janeiro 9, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 31 de Dezembro de 2013.

A notícia original é a seguinte:

Tablets a Hit with Kids, but Experts Worry

D.R.

Por Lauro Lopes*

Os tablets só chegaram ao mercado há três anos, mas já conquistaram um número muito significativo de adeptos. Mais simples do que um computador convencional, são especialmente intuitivos para os mais novos, que com facilidade aprendem a consumir conteúdos ou jogar nestes aparelhos

Não havendo dispositivos intermediários como o rato de computador, restam os gestos: intuitivos, especialmente quando as interfaces de utilizador que predominam nestes aparelhos estão concebidas para adoptar uma abordagem mais simples do que num PC convencional. O potencial pedagógico que estes aparelhos representam, no entanto, parece dividir e preocupar os peritos na matéria, segundo reportou recentemente a Techland.

Em mercados como os EUA, por exemplo, a adopção dos tablets é muito superior à adopção em Portugal, sendo por isso mais comum que as crianças daquele território tenham maior facilidade de acesso a estes aparelhos. Empresas como a Samsung têm vindo inclusive a lançar propostas direccionadas para as audiências mais novas (a empresa lançou recentemente uma variante para crianças do seu Galaxy Tab).

O facto de ser uma categoria de produto relativamente nova  ainda não reuniu um consenso absoluto e divide os peritos, uma vez que as análises sobre o impacto real destas tecnologias no desenvolvimento das crianças ainda se encontra numa fase algo embrionária.

Não fazer do tablet uma segunda ‘televisão’

Apesar de ainda não existirem provas concretas do valor educativo que um tablet pode proporcionar ao desenvolvimento de uma criança, uma das preocupações que os peritos levantam em relação ao uso destes equipamentos está directamente relacionada com o tempo dispensado à sua utilização.

Se o mesmo for superior ao tempo gasto em interacções com adultos, ou até mesmo a brincadeiras com aparelhos não-electrónicos, o principal receio está na sua potencial interferência em actividades que promovam o seu desenvolvimento cerebral.

O excesso de tempo passado em frente a um ecrã pode apresentar riscos e conduzir a problemas de adaptação social, além de potencialmente contribuir para um desenvolvimento social mais tardio.

Isto não significa que não existe valor em aplicações ou jogos pedagógicos, mas sim riscos associados à utilização concedida aos dispositivos – se um tablet ou smartphone for utilizado maioritariamente para consumo de vídeos, por exemplo, os seus efeitos poderão aproximar-se mais aos provocados pelo consumo excessivo de televisão.

Parece haver um consenso, contudo, sobre a necessidade dos pais estarem presentes durante o consumo de conteúdos em dispositivos móveis. Os peritos defendem medidas como a limitação do tempo dispensado para a utilização de tablets, de forma a não interferir com actividades como o sono, a leitura ou a interacção com adultos.

“A coisa mais importante para as crianças é tempo [passado com] os pais e educadores”, de acordo com Dimitri Christakis, pedriatra norte-americano, citado na Time. “Nada é mais importante em termos de desenvolvimento social. Se o tempo passado com o tablet vem à custa disso, isso não é positivo”.

Estas interferências em outras actividades podem resultar em efeitos colaterais negativos como um desenvolvimento da linguagem mais tardio, ou um retardamento do desenvolvimento social. Um dos motivos apontados está no facto de que a utilização destes dispositivos assenta frequentemente numa natureza solitária, e rouba tempo às crianças para fazerem novos amigos ou adquirirem competências sociais.

O outro lado da moeda revela-nos uma perspectiva mais positiva e optimista em relação à interacção das crianças com dispositivos móveis. Existem pediatras que acreditam haver benefícios em tecnologias como estas, incluindo a sua facilidade de uso – uma criança pode ter facilidade em absorver e compreender uma tecnologia destas ainda antes de entrar na escola, entrando no ambiente escolar melhor preparada do que uma criança que nunca teve qualquer contacto pedagógico com nenhum destes aparelhos.

*Telemoveis.com

 

Atividades gratuitas para crianças dos 4 aos 10 anos Rede Municipal de Bibliotecas de Almada

Janeiro 9, 2014 às 2:11 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Dia: 11 de janeiro

Horário: 16h00

Local: Biblioteca Municipal de Almada – Setor Infantil

Hora do conto “A fábrica do tempo” de Sílvia Alves

Na Grande Fábrica onde se faz o Tempo está a haver uma revolução! A escolha do Novo Ano, que era fruto do acosso, foi agora posta à consideração. Um Ano especialista em matemática propõe muita organização, outro, mais folião, quer festas todos os dias. O que irá acontecer?

Duração: 60m

Público-alvo: crianças dos 5 aos 10 anos

Lotação máxima: 10 famílias (máximo 20 participantes)

Marcação prévia: Sílvia Antunes

biblactividades@cma.m-almada.pt

212 724 923

Oficina Para fazer um retrato de um pássaro

 

Dia: 11 de janeiro

Horário: 16h00

Local: Biblioteca Municipal José Saramago – Sector infantil

 

Oficina “Para fazer o retrato de um pássaro”

Quando a palavra e a pintura se cruzam abrindo as portas do nosso imaginário, qual a melhor maneira de fazer o retrato de um pássaro é o que iremos descobrir. Para o poeta Jacques Prévert é necessário “Pintar primeiro uma gaiola com a porta aberta e pintar depois alguma coisa bonita, alguma coisa simples….”

 

Duração: 90m

Público-alvo: crianças dos 6 aos 10 anos

Lotação máxima: 12 famílias (máximo 24 participantes)

Marcação prévia: Sandra Martins

biblactividades@cma.m-almada.pt

212 508 210

Hora do conto a rebra camila

 

Dia: 11 de janeiro

Horário: 16h00

Local: Biblioteca Municipal Maria Lamas – Setor Infantil

 

Hora do conto “A zebra Camila” de Marisa Nunez

Ali, no país do fim do mundo, no país onde o vento dá a volta, vivia uma pequena zebra chamada Camila. Como naquele sitio o vento era tão revirado, Camila tinha que andar com muito cuidado, para não perder as suas roupas. Mas certo dia tudo mudou…

 

Duração: 90 m

Público-alvo: crianças dos 4 aos 10 anos

Lotação máxima: 10 famílias (máximo 20 participantes)

Marcação prévia: Catarina Reis

biblactividades@cma.m-almada.pt

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Bastien e Bastien, ópera juvenil de Mozart, no Teatro Ibérico, em Xabregas

Janeiro 9, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Bastien e Bastien, ópera juvenil do genial Mozart, no Teatro Ibérico, em Xabregas. Dias 10 e 11, às 21H30, e dias 12, 19, 26 de Janeiro, e 2 de Fevereiro, às 11H00. Direção musical e piano de Amândio Vidal e encenação de Laureano Carreira. Com as vozes dos jovens Calebe Barros, barítono, António Geraldo, tenor, e Leonor Robert, soprano. Venha descobrir esta ópera de Mozart com os seus filhos, os netos e os bisnetos. Ópera, o espectáculo total, já o dizia Wagner! No Teatro Ibérico, em Xabregas. Espectáculo disponível para escolas e itinerância.

mais informações aqui

Ilhas açorianas combatem baixa natalidade com “cheques bebé”

Janeiro 9, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Uncategorized | Deixe um comentário
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“Duas das mais pequenas ilhas dos Açores, e com uma população muito envelhecida, Flores e Graciosa, procuram combater a baixa taxa de natalidade apoiando financeiramente as famílias com bebés.

Com 4.300 habitantes, o município de Santa Cruz da Graciosa é um desses exemplos, já que dispõe desde janeiro de 2012 de “um apoio à natalidade”. Já a autarquia de Santa Cruz das Flores prepara-se também para implementar a partir do próximo ano um “cheque bebé”.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, Manuel Avelar Santos, adiantou à Lusa que o apoio à natalidade criado pelo município daquela ilha do grupo central abrangeu “em 2012 mais de 30 bebés e este ano mais de 20”.

“A ilha tem uma população muito envelhecida. Por ano morrem duas pessoas e nasce uma criança”, disse o autarca do único município da Graciosa.

Segundo Manuel Avelar Santos, o apoio à natalidade que vigora naquele município é atribuído em função da “apresentação de despesas relacionadas com o bebé em compras no comércio local”, também para incentivar os negócios na ilha.

“O apoio pode atingir o máximo de 500 euros, no primeiro ano de vida do bebé, e o mínimo de 200 euros, e é atribuído tendo em conta o rendimento do agregado familiar”, referiu, acrescentando que esta medida é para manter no próximo ano.

Também a Câmara de Santa Cruz das Flores vai apoiar o nascimento de bebés no município a partir de janeiro, através da atribuição de um “cheque bebé” para despesas dos recém-nascidos no concelho durante um ano.

“À semelhança do resto do país, há um défice de natalidade, os bebés que nascem são cada vez menos. As famílias optam por um filho devido à situação atual e às dificuldades que atravessam, pois elas até gostariam de ter mais um filho ou outro”, disse o presidente da Câmara de Santa Cruz das Flores, José Carlos Mendes.

O autarca sublinhou que o concelho e a ilha das Flores registam também “um elevado envelhecimento da população”, daí a necessidade de tentar inverter esta tendência.

O “cheque bebé” será pago em prestações mensais até ao montante máximo de 75 euros e mediante a apresentação de despesas feitas com a criança.

Segundo os Censos de 2011, a ilha das Flores tem 3.789 habitantes.

Um Inquérito à Fecundidade 2013 (IFEC), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), refere que a maioria das mulheres (51%) e quase metade dos homens (46%) residentes em Portugal têm filhos e não tencionam ter mais.

O Inquérito à Fecundidade decorreu entre 16 de janeiro e 15 de abril e foi dirigido a mulheres com idades entre os 18 e 49 anos e a homens com idades entre os 18 e 54 anos.

Relativamente ao número ideal de filhos numa família, as pessoas consideram, em média, 2,38 filhos como sendo o número ideal, valor próximo ao que desejariam para si próprias.

Notícias ao Minuto, 02 de Dezembro de 2013


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