Google e CIS.PT lançam guia para segurança online!

Janeiro 6, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site da Internet Segura de 23 de dezembro de 2013.

A Google e o Centro Internet Segura associam-se para promover o guia para segurança e proteção online «É Bom Saber» em versão portuguesa, com o objetivo de trabalhar para uma Internet mais segura. Esta iniciativa é mais uma das vertentes da parceria iniciada em 2012 no âmbito do website É bom Saber, em que a Google fornece dicas e orientações para que crianças e jovens naveguem na internet em segurança.

O material disponível nesta publicação pode ser utilizado por pais e professores, como um guia de fácil implementação para a educação sobre segurança na Internet. De forma simples e intuitiva, aborda temas chave da proteção online como palavras-passe, roubo de identidade e esquemas fraudulentos, a importância de bloquear o ecrã e/ou dispositivos e utilizar redes seguras e dá ainda a conhecer as ferramentas de segurança e privacidade da Google.

O Centro Internet Segura procederá à distribuição de 20.000 exemplares desta publicação, através da sua rede de parceiros e das ações de sensibilização que dinamiza por todo o país em escolas, bibliotecas, centros de inclusão digital e outras instituições. Fazer chegar esta informação a toda a população, mas particularmente a jovens que, por motivos de exclusão digital das famílias, não tem acesso aos conhecimentos sobre navegação segura na Internet, é um dos seus principais objetivos.

Através de parcerias com empresas líderes de mercado como a Google, o Centro Internet Segura pretende continuar o seu trabalho de prevenção e capacitação de crianças, jovens e adultos para o uso das tecnologias da informação e da comunicação de forma segura e em seu benefício.

Para informação complementar consultar o guia “É bom Saber” em www.google.pt/goodtoknow.

 

Como Proteger os seus Filhos de Predadores?

Janeiro 6, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da Internet Segura de 2 de janeiro de 2014.

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COMO PROTEGER OS SEUS FILHOS DE PREDADORES?

Ainda que a Internet não tenha criado predadores sexuais, aumentou significativamente as oportunidades para estes conhecerem e contactarem com vítimas reduzindo o risco de deteção, seja através de salas de chat, fóruns ou troca de mensagens no telemóvel. Muitos destes predadores recorrem ao aliciamento de menores através de prendas, elogios e/ou atenção, ganhando a confiança do jovem e aumentando as possibilidades deste ceder a um encontro pessoal.

Proteja os seus filhos ensinando-os a que NUNCA devem encontrar-se pessoalmente com alguém que conheceram online sem o seu conhecimento e permissão, bem como a evitar falar sobre sexo com contactos online. Para além disso, acompanhe as atividades do seu filho online e com quem este costuma comunicar. Aprenda a confiar no seu filho, mas não hesite em perguntar-lhe questões, quando este agir de forma suspeita. Explique ao seu filho que nunca deve ceder informações pessoais e dos familiares. Conheça e aprove as fotos e vídeos do seu filho antes de este as poder colocar online.

Aprenda a debater estas questões com o seu filho. Algumas formas de iniciar uma conversa sobre a segurança online poderão começar com algumas destas questões:

O que sabes sobre predadores sexuais?
Já te encontraste com alguém que tivesses conhecido online?
O que farias se alguém te pedisse para se encontrarem pessoalmente?
Já alguém teve conversas contigo impróprias ou sobre assuntos de foro sexual?
O que achas que alguém poderia fazer para ganhar a tua confiança, na Internet? Quais seriam os riscos se confiasses nele?
Porque achas que é importante falares comigo/com um adulto, quando alguém na Internet te deixa desconfortável?

Estas são algumas sugestões. É importante demonstrar-se aberto às respostas do seu filho e garantir que ele pode confiar em si, tal como confia nele. Se tiver dúvidas ou quiser saber mais sobre o que fazer nestes casos, contacte a nossa linha ajuda (saiba como em http://www.internetsegura.pt/linha-ajuda/como-contactar).
Navegue em segurança!

 

As crianças estão ganhando brinquedos demais?

Janeiro 6, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo do site BBC Brasil de 25 de Dezembro de 2013.

Joanne Furniss

BBC News

brinquedos

Enquanto o comércio usa suas melhores estratégias para vender os brinquedos que sobraram do Natal, outros têm uma preocupação diferente: fazer campanha contra o excesso de brinquedos comprados para as crianças.

“Será que meninos e meninas de hoje em dia têm brinquedos demais, especialmente nas sociedades ocidentais?”, foi o que me perguntei, quando me vi obrigada a decidir quais brinquedos empacotar para me mudar com a família da Suíça para Cingapura.

Muitos itens que estavam na estantes de casa não tinham sido tocados no último mês, entre eles bonecas, quebra-cabeças, trens, apitos, carrinhos de serviços de emergência de diversas nações e blocos de madeira suficientes para construir uma ponte até Cingapura.

Mas, como acumulamos toda essa quantidade de brinquedos?

O psicólogo Oliver James, autor do livro sobre paternidade Love Bombing (“Bombardeio de amor”, em tradução livre), acredita que as crianças não precisam de todo esse conjunto de brinquedos.

“A maioria das crianças precisam de um primeiro objeto de transição”, disse James. “Como o primeiro urso de pelúcia que carregam para todo lugar. Mas todo o resto é uma necessidade gerada socialmente”.

Assim, parece que somos nós que estamos dispostos a criar necessidades neles. Segundo a Associação de Lojas de Brinquedos da Grã-Bretanha, os britânicos gastam US$ 4,9 bilhões por ano em brinquedos.

Jogo predeterminado

No V&A Museum of Childhood, em Londres, Catherine Howell supervisiona uma coleção que tem desde um cavalo de madeira de 400 anos de idade até o boneco do personagem da Disney/Pixar Buzz Lightyear. Segundo ela, hoje as crianças têm muito mais brinquedos do que em qualquer geração anterior.

Mas enquanto os produtos licenciados tiveram grande êxito desde o lançamento de Guerra nas Estrelas na década de 1970, Howell afirma que os brinquedos tradicionais , como bonecas e blocos de construção, mantiveram uma popularidade constante. “Uma criança sempre volta a um conjunto de blocos, pois isso permite que ela use a imaginação”.

Certamente, uma menina de três anos desesperada por brincar com bonecos de uma série de animação é o sonho de todo vendedor. Contudo, após ganhar o presente no Natal, o entusiasmo da criança começa a minguar a partir de 26 de dezembro.

Segundo James, os brinquedos que predeterminam a brincadeira – e isso é quase certo em relação aos objetos foco de promoção comercial – oferecem possibilidades limitadas para a diversão. Assim, enquanto o boneco do Buzz Lightyear só pode ser um patrulheiro espacial, uma boneca poderia ser um bebê faminto, uma convidada para a festa do chá e até uma astronauta – de acordo com a imaginação da criança.

Os brinquedos que dificultam variações na brincadeira podem ser até prejudiciais, segundo James. “As crianças pequenas descobrem sua identidade através das brincadeiras de fantasia. Se os brinquedos oferecem um repertório limitado esse processo é prejudicado”.

O “valor do brinquedo” é o mais importante, segundo Joshi Liat Hughes, autora do livro Raising Children: the Primary Years (“Criando crianças: os primeiros anos”, em tradução livre). “Há enormes benefícios nos brinquedos, eles trazem alegría, criatividade e aprendizagem.”

Ela diz que há três fatores que fazem que um brinquedo seja excelente: “valor social, como o de uma casa de bonecas que permite que as crianças brinquem juntas; versatilidade, como a das peças de Lego que podem ser transformadas em qualquer coisa e durabilidade, como a de trilhos de trem de madeira, que serão utilizados por anos”.

Oliver James lembra que as crianças costumam transformar utensílios da casa em brinquedos. Panelas podem virar instrumentos musicais e caixas de organização arcas do tesouro.

Esse potencial criativo é muito explorado pelos fabricantes de brinquedos. A diferença, segundo Thierry Bourret, criador da premiação “Slow Toy” para brinquedos, é que os brinquedos são projetados para essa finalidade e normalmente não oferecem riscos para as crianças.

Minimalismo x Materialismo

Aqueles que advogam pela diminuição do número de brinquedos não reclamam apenas da natureza dos produtos, mas contra a disponibilização de grandes quantidades deles para as crianças. Enquanto os pais acham que a existência de mais brinquedos poderia diminuir as brigas entre irmãos, os críticos dizem que a abundância reforçaria ainda mais o egoísmo nas crianças.

“As pessoas dividem mais e compartilha melhor quando os recursos são limitados e o mesmo acontece com as crianças”, afirma o escritor americano Joshua Becker, pai de dois filhos.

Esse minimalismo se extende a toda família Becker. As crianças têm um espaço limitado para guardar seus brinquedos, o que os obriga a adotar uma política de “um entra e um sai”.

Becker diz incentivar suas filhos a “preencher seu tempo com criatividade” – andando de patinete no parque, jogando beisebol e futebol, convidando amigos para brincar com bonecos e criando projetos de arte. Dessa forma, afirma, eles cuidam melhos de suas posses e crescem com mais recursos.

O pai diz esperar que esses hábitos perdurem por toda a vida dos filhos.

Em seu livro Afluenza, James Oliver descreve como a população da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos sofre em alto grau com o tipo de materialismo que Becker combate. Porém, para os europeus, a probabilidade de sofrer de depressão por causa de um desejo frustrado cai pela metade.

Por isso, pode não ser coincidência o fato de que culturas educativas europeias promovam, com brinquedos e jogos, experiências de aprendizagem na vida real. Um exemplo é o jogo de grupo na floresta – chamado “Waldspielgruppe” – praticado na Suíça, onde vivemos por sete anos.

A partir dos três anos, meus filhos brincavam de lenhador no jardim com martelos e serras de tamanho real. Eles faziam fogueiras, cozinhavam alimentos e recolhiam pinhas. Não havia nenhum brinquedo à vista. Só crianças contentes e uma grande quantidade de enfeites feitos com pinhas.

Agora que as frentes frias da Suíça foram substituídas pelas monções de Cingapura, fico feliz por não ter deixado todos os brinquedos para trás. Talvez as crianças não precisem, mas seus pais ocupados precisarão.

A mudança também nos obrigou a minimizar a quantidade de coisas e com todas as caixas e embalagens vazias, esperando para serem transformadas em brinquedos, não faltarão às crianças formas de brincar mais com menos.

 

 

 


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