As crianças estão a ficar mais lentas e pesadas

Dezembro 3, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life&Style do Público de 21 de Novembro de 2013.

Notícia da American Heart Foundation

Children’s cardiovascular fitness declining worldwide

Manuel Roberto

Segundo o jornal The Guardian, uma nova análise da American Heart Foundation revelou que milhões de crianças por todo o mundo não conseguem correr tão rapidamente e durante tanto tempo como os seus pais conseguiam, na sua idade.

A instituição norte-americana que promove uma vida mais saudável, livre de doenças cardíacas, descobriu num novo estudo, que as crianças demoram hoje em dia mais 90 segundos a correr cerca de 1,5 quilómetros do que os seus pais, há 30 anos. O exercício cardiovascular, entre crianças dos nove aos 17, baixou 5% por década desde 1975.

A American Heart Foundation, que divulgou os resultados numa conferência na terça-feira, afirmou que foi a primeira associação a demonstrar o declínio deste tipo de exercício em crianças, a nível mundial, nas últimas três décadas. “Faz sentido. As nossas crianças são menos activas do que eram”, disse Stephen Daniels, um pediatra da Universidade do Colorado e porta-voz da associação.

Peritos em saúde recomendam 60 minutos de actividade vigorosa moderada acumulada durante o dia, para todas as crianças dos seis anos para cima. Mas os números da Organização Mundial de Saúde mostram que 80% dos jovens globalmente não faz exercício suficiente. “Muitas escolas, por razões económicas, não têm disciplinas de Educação Física”, declarou Stephen Daniels.

A análise liderada por Grant Tomkinson, um fisiologista do exercício da Universidade de South Australia, examinou 50 estudos de corridas de fitness – uma forma chave de medir saúde e resistência cardiovascular – que envolviam 25 milhões de crianças dos nove aos 17, de 28 países, entre 1964 e 2010. Os estudos mediam até onde estas crianças conseguiam correr entre 5 a 15 minutos e com que rapidez eram capazes de percorrer uma determinada distância, que variava entre um e três quilómetros.

Actualmente, as crianças estão 15% menos em forma do que os seus pais estavam quando tinham a sua idade, é a conclusão a que os investigadores chegaram. Este declínio parece estar nivelado na Europa, Austrália e Nova Zelândia e nos últimos anos, nos EUA. Mas na China o declínio é cada vez maior – os números demonstram que os estudantes estão a ficar cada vez mais lentos e gordos. Os educadores culpam a obsessão do país em relação às notas académicas e à proliferação de opções de entretenimento dentro de casa.

 

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