Número de famílias a receber abono é o mais baixo de sempre

Novembro 22, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 19 de Novembro de 2013.

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Instituições de acolhimento de crianças recorrem a parcerias, vendas e padrinhos para contornar a crise

Novembro 22, 2013 às 1:30 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de Novembro de 2013.

Público

Samuel Silva

Especialistas alertam para riscos de algumas estratégias que podem estar a colocar em causa os direitos das crianças.

Redução de donativos privados e falta de apoio do Estado estão a fazer com que as organizações tentem quase tudo para conseguir verbas. A parceria é um dos exemplos das formas alternativas encontradas por estas instituições para captar financiamento que permita fazer frente à dificuldades trazidas pela crise. A venda de produtos e o apadrinhamento são outras das estratégias testadas.

No entanto, este tipo de estratégias inovadoras de captação de fundos tem riscos, avisa Natália Fernandes, professora do departamento de Ciências sociais da Educação da Universidade do Minho. Desde logo porque “alimentam uma ideia de assistencialismo”. O Estado não tem aumentado os apoios a este tipo de organismos e o recurso sistemático a donativos privados “desresponsabiliza” os poderes públicos, que têm deveres para com estas crianças, avisa a especialista.

Outro perigo é o de, algumas vezes, as iniciativas chocarem com o direito à imagem e à privacidade dos menores. “Isto vale para todas as crianças, mas em crianças em acolhimento temos que ter muito mais cuidado”, aponta.

É o que terá acontecido com o programa de “apadrinhamento” de cerca de duas dezenas de crianças acolhidas na Mundos de Vida, de Famalicão. Na “loja dos Abraços”, no site da instituição, foram colocadas as fotografias dos menores, com uma pequena nota biográfica e uma lista das necessidades mais urgentes de cada um. Era então feito um apelo a particulares para que pudessem contribuir com uma verba fixa entre os 20 e 30 euros mensais, durante um determinado período de tempo.

A iniciativa causou, porém, mal-estar junto de especialistas e técnicos da Segurança Social, que fizeram chegar as críticas à instituição. Nas últimas semanas a página foi, por isso, sofrendo várias correcções. Primeiros as fotografias foram alteradas – as imagens reais dos menores mantêm-se no site, mas foram trabalhadas digitalmente de modo a assemelharem-se a uma ilustração –, as histórias pessoais reduzidas e os nomes desaparecerem, sendo substituídos apenas por iniciais.

“Estamos sempre a fazer alterações”, comenta Manuel Araújo, da Mundos de Vida, recusando que as alterações tenham sido motivadas pelas críticas recebidas. O dirigente da IPSS assegura que os nomes que chegaram a estar no site “nunca foram reais”, ao contrário das fotografias. “O uso de fotografias de banco de imagens seria demasiado artificioso”, justifica. A ideia da instituição era criar uma campanha que fosse “sobretudo educativa”, explica e toda a campanha foi feita com o acordo dos pais das a quem estas foram retiradas. Apesar da polémica, a iniciativa foi um sucesso e, em poucas semanas, todas as crianças foram apadrinhadas, com os contributos a chegarem um pouco de todo o lado, de Famalicão aos Estados Unidos.

Trabalhar o triplo para conseguir metade
Nos últimos anos, Movimento ao Serviço da Vida, a IPSS que gere a Casa das Cores, viu os donativos privados sofrerem uma redução drástica. Mesmo mantendo o número de contribuições estável, o seu valor desceu mais de 50% e a campanha anual de angariação de fundos recolheu este ano menos 40% das verbas que no ano anterior. “Estamos a ressentir-nos da crise ao mesmo tempo que aumenta o número de solicitações”, conta a presidente da instituição, Madalena Vasconcelos.

Por isso, o organismo teve que encontrar forma de chegar a novos públicos para tentar manter a sua actividade. A parceria com o Hard Rock é disso exemplo. Os tons garridos da Casa das Cores vão percorrer as ruas da cidade de Florença no próximo domingo (24 de Novembro). Será durante a maratona daquela cidade italiana, em que uma barmaid do Hard Rock de Lisboa vai vestir uma t-shirt do centro de acolhimento de menores em risco para o promover. A participação na maratona faz parte de uma iniciativa global do “franchising” de bares, a “Hard Rock Runners”, ao abrigo da qual cada estabelecimento escolhe uma pessoa da sua equipa para correr por uma causa local. A parceria engloba também workshops de cocktails e um concerto solidário, que acontece no bar da Avenida da Liberdade, em Lisboa, na próxima quarta-feira , com a receita de bilheteira a reverter para a instituição.

Num âmbito distinto, a AMA – Associação de Amigos do Autismo, uma IPSS de Viana do Castelo, será responsável pelo renascimento do festival de Vilar de Mouros, no próximo Verão, fazendo reverter os lucros para a construção da sua nova sede, orçada em 3,5 milhões de euros. Na próxima semana (20 a 27 de Novembro), será possível praticar várias modalidades como yoga, pilates ou natação no Centro de Desporto da Universidade do Porto, em troca de duas embalagens de bens alimentares não perecíveis ou bens de higiene pessoal, que reverterão para a Associação Protectora da Criança.

Face às dificuldades “é preciso trabalhar o triplo para conseguir metade”, diz Madalena Vasconclelos, da Casa das Cores. A instituição lançou recentemente um livro infantil – “Juca, amigo guardião da Casa das Cores”, com texto de Pedro Branco e ilustração de Vera Guedes – apostando na sua venda na quadra do Natal, que se junta à gama de t-shirts que vai vendendo no seu site. Aquela instituição faz uso também de um canal no Youtube e uma página no Facebook para tentar fazer chegar a mensagem a outros públicos.

Também nisso que pensou a Ajuda de Berço, em Lisboa, quando criou a sua página na rede popular mais popular. A instituição vai enfrentando as dificuldades com os proveitos de uma campanha lançada há três anos, quando esteve na iminência de encerrar uma das suas casas de acolhimento. Hoje, os donativos são praticamente nulos e o dinheiro em caixa “só chega para enfrentar 2014”, diz Sandra Anastácio, fundadora e dirigente da instituição há 15 anos. Por isso teve que inovar. Mas a aposta no Facebook foi um fracasso. “Era bom para a marca, mas prejudicial para as crianças acolhidas”, conta. Isto porque havia quem utilizasse a página institucional para ir criticar e comentar decisões judiciais envolvendo crianças institucionalizadas e as suas famílias. “Convém ter muita cautela porque estamos a falar de crianças”, sublinha Sandra Anastácio.

Há cada vez mais adolescentes internados em enfermarias psiquiátricas de adultos

Novembro 22, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 18 de Novembro de 2013.

Manuel Roberto

Catarina Gomes

Pedopsiquiatras dizem que tentativas de suicídio dos adolescentes estão a aumentar no contexto da crise.

No país inteiro existem apenas 20 camas para internar crianças e adolescentes com problemas mentais. Com a crise estão a chegar às urgências cada vez adolescentes que tentaram suicidar-se. Perante a falta de vagas, a solução para estas e outras situações tem sido, muitas vezes, o internamento em enfermarias psiquiátricas de adultos. “Em vez de ser uma experiência pacificadora, pode ser traumatizante”, alerta o director do Serviço de Pedopsiquiatria do Hospital Pediátrico de Coimbra, José Garrido.

Diz a Carta da Criança Hospitalizada que “as crianças não devem ser admitidas em serviços de adultos. Devem ficar reunidas por grupos etários para beneficiarem de jogos, recreios e actividades educativas adaptadas à idade, com toda a segurança”. Desde 2010 que a idade pediátrica em Portugal foi alargada dos 16 para os 18 anos.

Augusto Carreira, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, lembra o caso de uma rapariga de 16 anos do Algarve, “em situação psíquica grave”, que andou muito tempo para ser internada porque naquela região do país não há pedopsiquiatria e porque o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, onde há 10 camas, estava lotado. Além desta instituição só existem outras dez camas no Magalhães Lemos, no Porto.

Zulmira Correia, responsável pela unidade de pedopsiquiatria da zona Norte, que funciona no Hospital Magalhães Lemos, diz que os miúdos que, por falta de alternativas, são internados na psiquiatria de adultos aterram num mundo de doentes crónicos “e podem pensar “eu vou pertencer a este mundo do ‘voando sobre um ninho de cucos’”. A médica nota que o internamento na saúde mental de adultos é estigmatizante para a família e pode impedir a visita de colegas de escola e amigos do adolescente. Zulmira Correia fala no caso de raparigas que nestes internamentos ficam expostas a “relatos de experiências de vidas que não são simpáticas de ouvir fora do tempo, histórias de maridos… Não é favorável”. Zulmira Correia nota que a legislação e a acreditação internacional dos serviços de saúde não permite sequer que as salas de espera e os corredores para crianças e adolescentes sejam os mesmos que os adultos.

Foi com a ministra Ana Jorge que a idade pediátrica foi alargada para os 18 anos, uma decisão acertada, diz Augusto Carreira, mas que não foi acompanhada de reforço de meios. O problema é saber para onde mandar os adolescentes, sobretudo dos 16 aos 18 anos. Ou seja, quando é necessário internamento nestas idades “é uma aflição enorme para tentar arranjar lugar”. Não podem ser colocados em enfermarias de pediatria porque muitas vezes estão em estado de agitação e podiam colocar riscos para outras crianças, mas nunca deveriam ser colocados em enfermarias de adultos, como por vezes acontece, diz.

O problema é que o recurso às enfermarias psiquiátricas de adultos tende a ser mais frequente com o aumento do número de adolescentes que vão parar às urgências por tentativas de suicídio, diz Augusto Carreira.

Não há números para quantificar o fenómeno, mas a sua prática clínica diz-lhes que estão ao aumentar estes casos e que a crise contribuiu para este crescimento, defende José Garrido. Diz que só no primeiro semestre deste ano chegaram às urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra 33 adolescentes dos 13 aos 18 anos que se tentaram suicidar ingerindo medicamentos, embora à cabeça continuem a estar as situações de ansiedade e depressão, com 110 casos.

“A maior parte dos casos de comportamentos suicidários precisam de ser internados”, diz Augusto Carreira, “para avaliar da gravidade do gesto e existência de risco”. Além das tentativas de suicídio, Augusto Carreira fala do aumento de comportamentos violentos para com os outros e contra si mesmos, por exemplo com situações de automutilação, como os cortes dos pulsos. “As famílias estão muito desorientadas”, diz, sublinhando que “as crianças, para se desenvolverem de forma satisfatória, precisam de se sentir protegidas. No contexto em que nós vivemos as famílias não se sentem tranquilas, não sabem se chegam ao final do mês com dinheiro para dar de comer aos filhos”.

“Os recursos que se oferecem neste momento estão a rebentar pelas costuras” e estes, defende, ainda são mais importantes “nesta fase”. “Uma criança que atravessa a crise vai ficar com marcas, não é como uma empresa em que, passada a crise, volta a dar lucro. Perdura”.

“As enfermarias psiquiátricas não são sítios muito agradáveis. Estes internamentos são primeiras experiências de internamento”, nota, e “podem ser traumatizantes, até para a família que pode ver aquilo quase como se estivesse a vislumbrar o futuro do filho. É pesado, era importante que se pudesse evitar isso”, sublinha o presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência.

O director do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho confirma “uma maior pressão desde a crise, com maiores necessidades de internamento”. O responsável diz que “a situação de crise desencadeia tensões emocionais que muitas vezes criam estados de crise emocional, em que o internamento transitório pode ser uma solução”. Os últimos dados oficiais dizem que em 2011 houve 295 internamentos por perturbações mentais da infância, com uma média de quase nove dias de permanência.

“A única prevenção em saúde mental é na infância, na adolescência já é muitas vezes tarde demais”, reforça José Garrido. Está descrito em estudos internacionais que, em momentos de crise económica, aumentam as tentativas de suicídio também na adolescência, “são sintomas da crise”, que se faz acompanhar “de mais conflitos familiares, mais violência doméstica, mais consumo de álcool, pais que emigram. É uma sociedade em stress”.

49 dicas para ajudar o seu filho a ler e a escrever

Novembro 22, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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dicas

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Sábado em Família – Os médicos dos livros na Biblioteca Tomaz Borba Vieira

Novembro 22, 2013 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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medicos

Mais informações e inscrições:

Telefone 296 912 510

servicoeducativo.bmtbv@gmail.com

Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira

Rua de Santo António, s/n
Convento dos Franciscanos
9560
Santa Cruz – Lagoa (Açores)

 

 

 

 

Sessão de Divulgação das publicações, “Intervenção Psicológica e Social com Vítimas: Volume I – Crianças” e Volume II – Adultos”, 25 de novembro

Novembro 22, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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crc

A entrada é gratuita, com inscrição obrigatória.

Confirmação de Presença:

Tel. 21 844 56 71 | E-mail: ISS-CRC@seg-social.pt


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