Já alguma vez falou de sexting com os seus filhos?

Novembro 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no Facebook da Internet Segura no dia 11 de Novembro de 2013.

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Afinal o que é o Sexting? O conceito é definido como o envio de imagens e vídeos sexualmente reveladores, através de mensagens. Este conceito está presente na cultura dos adolescentes e estes fazem sexting para se exibirem, seduzirem ou mostrar interesse em alguém. Muitos deles usam o sexting para assinalar um compromisso, contudo no momento em que um relacionamento termina, alguém terá em sua posse uma imagem comprometedora que pode ser publicada e ter um acesso público.

Esta prática é preocupante na medida em que atualmente, todos os conteúdos podem ser copiados, reenviados, publicados e divulgados para públicos de grandes dimensões. Estes conteúdos nas mãos de adolescentes tendem a cair num contexto de humilhação, tornando-se um objeto do ridículo e podendo assumir graves consequências psicológicas para a vítima.

Sugerimos que nunca espere por um incidente destes acontecer. Converse sobre as consequências do sexting com os seus filhos. Poderá ser desconfortável, mas estará a garantir que estão informados das consequências para este problema:

– Relembre que uma imagem enviada não é recuperável. Uma vez enviada, o seu filho perderá o controle sobre ela;

– Questione-os sobre como se iriam sentir, se os professores, colegas, familiares e amigos vissem as fotos deles;

– Demonstre-se compreensivo, relativamente ao facto de os seus filhos poderem sentir-se impelidos ou desafiados a enviar algo, mas relembre-os que a humilhação social a que se sujeitam por isso, é bastante pior do que alguma pressão que enfrentem;

– Explique-lhes que como cidadãos responsáveis, se receberem uma foto sexualmente reveladora, que a devem eliminar, sendo parte de uma solução e não de um problema.

Não é preciso dramatizar o problema, tente manter uma postura aberta e prática ao conversar destas questões com os seus filhos, para evitar que se sintam constrangidos por falar nestes tópicos com eles. Mesmo que se possam sentir incomodados inicialmente, irão entender as nossas preocupações enquanto pais.

Fonte: Common Sense Media

Participação de Dulce Rocha na 3ª Mesa Redonda Crianças e Jovens em Risco no ISMAI (Maia)

Novembro 15, 2013 às 4:06 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá participar na 3.ª Mesa Redonda Crianças e Jovens em Risco : a construção de imagens sociais no dia 18 de Novembro no anfiteatro 1 do ISMAI pelas 14 horas.

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ISMAI

Comemoração do 24º Aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança – 20 de Novembro Picoas Plaza

Novembro 15, 2013 às 3:19 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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convite programa

Vamos conseguir desligar?

Novembro 15, 2013 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 8 de Novembro de 2013.

Público

Desligados conta três histórias de crimes na Internet a partir de casos reais. Há mais de um milhão de cibervítimas todos os dias no mundo. Falámos com o realizador, e com especialistas em cibercrime e segurança para perceber como lidar com este “faroeste”.

Redes sociais em que é fácil criar perfis falsos, chat rooms onde se pode falar com estranhos que a pouco e pouco nos vão conquistando a confiança, ou onde podemos ver adolescentes a despir-se, vozes que julgamos amigas do outro lado de um ecrã.

Em Desligados, o filme de Henry Alex Rubin que agora estreia em Portugal, a Internet é um mundo de potenciais ameaças. Mas, explica o realizador numa entrevista por email ao Ípsilon, este pretende ser mais “um filme sobre o poder e a importância das relações humanas do que sobre os perigos da Internet”.

Desligados conta três histórias: uma envolve dois adolescentes que assumem um perfil falso para enganar um terceiro; outra é sobre um casal que vê todo o dinheiro das suas contas bancárias desaparecer depois de a mulher se ter tornado amiga de um desconhecido num chat room de um site onde pessoas que perderam os filhos partilham a sua dor; e a terceira mostra como uma jornalista ambiciosa e ansiosa por conseguir uma história de adolescentes que fazem striptease online, acaba por cometer um crime ao pagar para falar com um deles.

Partem, todas elas, de casos reais retirados de jornais, conta Alex Rubin. “Quis realizar este filme porque se baseia em acontecimentos reais, e porque o guião tem uma visão de grande compreensão de personagens que têm falhas, que lutam para superar a dor e que anseiam estabelecer relações com os outros. Todos nós já sentimos isto”. A tecnologia pode ser o meio pelo qual se tenta chegar aos outros – mas por vezes é o meio errado. “Podemos estar a fazê-lo ignorando as pessoas sentadas ao nosso lado. Quantas vezes vemos pessoas a jantar e a olhar para os telemóveis em vez de falarem uma com a outra?”

Alex Rubin, que anteriormente realizou sobretudo filmes de publicidade e um documentário, diz ter mantido em Desligados um lado de documentário. “Para cada uma das histórias do filme falei com pessoas envolvidas em casos semelhantes para que todos os pormenores estivessem correctos. Podemos dirigir pessoas com a cabeça ou com o coração. Se sinto alguma coisa durante a rodagem de uma cena, sei que me estou a aproximar da verdade. A informação passa por nós como num passador nos dias que correm. Mas a verdade é como um murro no estômago. Há muito caos e não o vemos a aproximar-se, mas percebemos quando ele nos atinge. A minha grande esperança é ter feito um filme que é fiel aos nossos tempos”.

A técnica que utiliza para filmar é a do documentário, “usando duas câmaras em simultâneo, filmando à distância e quando os actores não se estão a aperceber e permitindo-lhes que improvisem ou façam cenas completas livres da tirania da continuidade”, explica.

As três histórias de Desligados são, portanto, reais – e, mais do que isso, frequentes. “O ciberbullying é tão comum que vários estados norte-americanos estão a aprovar legislação para o criminalizar”, diz Alex Rubin. “A pornografia na Internet é um negócio que vale três mil milhões nos Estados Unidos. E o Relatório Norton de Cibercrime de 2011 [um dos maiores estudos mundiais sobre cibercrime partindo de relatos de vítimas] calcula que existem 14 vítimas de cibercrime por segundo; ou mais de um milhão de vítimas todos os dias.”

Como utilizadores da Internet, somos todos potenciais vítimas (basta pensar nas revelações do antigo analista informático norte-americano Edward Snowden de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA realiza escutas e controla emails, violando a privacidade de milhões de pessoas em todo o mundo). Mas somos também potenciais criminosos – e, o que é particularmente grave, podemos estar a ser criminosos sem o saber, quer porque tenhamos cometido involuntariamente um crime, quer porque a nossa identidade foi usada para cometer um crime. E como lidamos com isto? Manuel Lopes Rocha, advogado especializado em questões de cibercrime, lembra que “há tentativas diárias” de nos enganarem, por exemplo com emails que nos anunciam que ganhámos um prémio ou em que alguém pergunta se pode fazer uma transferência de dinheiro para a nossa conta. São formas – neste caso pouco subtis – de conseguir acesso aos nossos dados pessoais. Muitas fraudes, refere Manuel Rocha, usam nomes de instituições bancárias ou outras para tentar dar mais credibilidade ao golpe.

Tito de Morais, fundador do projecto Miúdos Seguros na Net (www.miudossegurosna.net) sublinha que o primeiro nível da nossa defesa pode estar numa coisa tão básica como desligarmos as sessões que temos abertas quando saímos de um computador, sobretudo se este estiver num espaço público. “Os miúdos não têm a rotina de terminar as sessões. Se não criam essa rotina em casa, quando chegam a uma biblioteca, à escola ou a casa de um amigo, isso também não acontece, e o utilizador seguinte tem acesso a todos os dados, informações, pode mandar mensagens em nome dele, etc.”. Além disso, continua Tito de Morais, “as fotos de perfil são públicas por defeito e fáceis de copiar, e isso permite fazer perfis falsos”. Nestes casos o que há a fazer é denunciar esse perfil como sendo falso.

Formas de defesa

Há várias situações destas que são crime, e isso é algo que muitos jovens não sabem. “A Internet traz uma realidade diferente. Ao contrário dos media tradicionais em que os jovens eram meros receptores, agora são potenciais criadores de conteúdos, e muitas vezes não têm noção de que o que começa como uma brincadeira a certa altura deixa de o ser”. Como acontece no filme, “muitas vezes não têm noção de que ao entrarem numa conta de terceiros ou ao criar um perfil falso estão a cometer um crime e esquecem-se que as autoridades dispõem de mecanismos que permitem identificar o autor”.

Há também cada vez mais formas de defesa, mas, resume Francisco Fonseca da AnubisNetworks, empresa portuguesa que desenvolve produtos na área da segurança informática, “o que se passa hoje na Internet é um pouco um jogo do gato e do rato”, com as empresas a criarem produtos para combater os malware (o termo vem de malicious software), e os criadores de malware a inventarem formas cada vez mais sofisticadas de entrar nos computadores alheios.

“Na Anubis identificamos diariamente cinco milhões de dispositivos que estão comprometidos”, afirma. Estar comprometido significa que “houve um malware que se instalou num computador e que este está a ser controlado à distância”. Foi provavelmente isto que aconteceu ao casal do filme Desligados que vê a sua conta bancária desaparecer. “Um caso destes pode dar-se através da recepção de um email, em que basta abrir um anexo para ficar com o computador controlado. Ou então navegar num site comprometido para isso acontecer”.

Francisco Fonseca garante que “aquilo que vemos no filme acontece diariamente a muita gente”, e conta como ele próprio recebeu recentemente um ficheiro de um amigo que lhe pareceu suspeito apenas porque não correspondia a um comportamento habitual desse amigo. O problema é que este tipo de ataque está a ganhar sofisticação, e se no passado “usavam ferramentas de tradução automática”, hoje aproximam-se cada vez mais de uma linguagem que já quase não levanta suspeitas.

A Anubis criou alguns produtos que visam defender-nos enquanto navegamos por esse “faroeste” que é a Internet – a expressão é de Francisco Fonseca, que compara a rede ao Velho Oeste onde “quando as pessoas saíam à rua podiam apanhar uma bala perdida”. Criou, por exemplo, um produto para a segurança do correio electrónico que detecta os emails suspeitos e os bloqueia, outro que trava o acesso a “sites perigosos”, que tanto podem ser os que tem “conteúdo adulto” (a evitar por crianças) como os que estão “comprometidos”. E ainda um terceiro produto para que as empresas, sobretudo bancos e sites de comércio electrónico, identifiquem por seu lado a presença de utilizadores “comprometidos” e lhes travem a entrada. Sendo que estes utilizadores comprometidos na grande maioria dos casos não sabem que o estão. E é isto que torna tudo mais complicado: é particularmente difícil chegar ao autor do crime.

Vítimas e atacantes

E é essa uma das razões pelas quais não é fácil levar um cibercrime a tribunal e ter sucesso – como mostra o filme e confirma Manuel Lopes Rocha. “Quando se trata da Internet, a prova é muito complicada”, diz o advogado. “Portugal sempre teve uma lei da criminalidade informática muito avançada, e temos uma Polícia Judiciária competente, mas é tudo menos fácil”. E há ainda muito a fazer. “Grande parte da nossa vida transferiu-se para o ciberespaço e os tribunais continuam a ser analógicos. Mais cedo ou mais tarde, vão ter que se tornar mais cibernéticos”.

Nos tribunais surge “um pouco de tudo, desde casos de fraudes com cartões, a problemas de propriedade intelectual ou difamações, mas não são muitos os que chegam ao fim com sentenças”. Terríveis são os casos de vinganças, “de colocação de imagens íntimas na Internet”, por exemplo. Até porque, lembra o advogado, “tudo o que está na Net nunca mais de lá sai, é eterno, tira-se de um sítio e aparece noutro.”

Nos últimos meses surgiram notícias de casos de adolescentes que se suicidaram depois de terem sido vítimas de ciberbullying em redes sociais – em particular na Ask.fm. Em alguns casos parece haver uma acção concertada para encher a página de uma pessoa de insultos e incentivos ao suicídio. Qual é o perfil mais comum dos “atacantes” e o das vítimas nestas situações? Tito de Morais diz não ter dados que lhe permitam traçar esses perfis, mas é taxativo: “O que leva os jovens ao suicídio é a depressão, não são as redes sociais. A esmagadora maioria dos jovens está mentalmente equilibrada e consegue ultrapassar esse tipo de situação”.

Salienta, contudo, que a crise em Portugal deixa as pessoas “sob grande stress diário, e às vezes os pais acabam por passar essas pressões para os filhos e estes descarregam em quem está mais próximo”. Os conflitos que existem entre adolescentes – inveja de um ser mais popular do que o outro, problemas de namoros – são os de sempre. “A diferença é que hoje quem está mais perto é quem está na Internet, e aí não há o feedback imediato. Quando se insulta alguém pessoalmente isso pode, pela reacção do outro, criar uma empatia e levar-nos a perceber o mal que estamos a fazer. A Internet facilita o magoar os outros e sair-se impune.”

Até que ponto estamos preparados para lidar com isto?, perguntamos a Alex Rubin. “Não sei”. Devemos desligar? “Não, devemos apenas passar mais tempo com as pessoas que amamos”.

 

 

A Turma da Mónica já tem parque de brincadeiras na Amadora

Novembro 15, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Fugas do Público de 13 de Novembro

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Os pequenos e grandes fãs da Mónica, Cebolinha, Cascão e companhia têm festa garantida no Parque da BD que a Amadora inaugura este sábado e que homenageia os heróis criados pelo brasileiro Maurício de Sousa. E este é também um parque que se quer muito ecológico

São cerca de 4 mil metros quadrados de parque, localizado na zona da Falagueira, na Amadora. Ocupa espaços da Fábrica da Cultura, área que se encontrava degradada e onde se chegou a realizar o festival internacional de Banda Desenhada – a 24.ª edição terminou precisamente esta semana. Este sábado, 16 de Novembro, apresenta-se a renovação completa da zona e abre portas oficialmente o Parque da BD – Turma da Mônica / Maurício de Sousa, precisamente no ano em que se celebra o 50.º aniversário da célebre personagem.

Para o dia da inauguração (a partir das 10h), o parque conta com animação no local e insufláveis para as crianças. Além de incluir diversões e equipamentos baseados no universo criados pelo autor brasileiro homenageado, este é também um parque onde os mais crescidos podem viajar por memórias de infância e recordar personagens como a comilona Magali, o matreiro cão Bidu, o afável mas pouco higiénico Cascão, o receoso Cebolinha ou, claro, a imponente Mónica, a menina de temperamento difícil que dá nome à banda desenhada e a que alguns chamam “dentuça”, arriscando-se a levar umas boas “coelhadas”.

Quem faltará à festa será o “pai” da Mónica: Maurício de Sousa não estará presente na inauguração, apesar de este ano ter passado pelo festival de BD da Amadora e pelo local da construção. Porém, o autor e os Estúdios Maurício de Sousa estiveram, sublinha a autarquia, associados a todo o processo.

O parque representa um investimento de cerca de 670 mil euros, suportados pela Valorsul (empresa responsável pelo tratamento dos resíduos urbanos em municípios da Grande Lisboa e Oeste) e a obra foi responsabilidade da Vedap, especializada em espaços verdes.

O projecto passou também por fazer deste um parque ecológico. Entre outros exemplos, recorreu-se para construções a vários materiais reciclados, alguns deles provenientes de estruturas que estavam no local. No total, foram reutilizados na obra 100m3 de material orgânico, 1000 m3 de resíduos de demolição e construção retirados das edificações que se encontravam erigidas no local e 14 m3 de borracha reciclada.

A câmara informa ainda que foram instalados 21 bancos de jardim totalmente reciclados. E que, “durante a manutenção do parque, o corte da relva, que ronda os 2 m3 em cada operação de corte é entregue no Ecocentro e, posteriormente, reencaminhada para a Estação de Tratamento e Valorização Orgânica.” Graças ao projecto de reciclagem e reutilizações, o parque foi submetido pela Valorsul a uma candidatura no âmbito da Semana Europeia da Prevenção dos Resíduos”, que se realiza de 16 a 24 de Novembro.

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Informações
Parque da BD – Turma da Mônica / Maurício de Sousa
Rua das Indústrias/Rua Maria Alda Barbosa Nogueira
(Falagueira-Venda Nova) – Amadora
Horário do parque: das 9h às 18h

 

Quase 350 detidos por pornografia infantil em megaoperação mundial

Novembro 15, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de Novembro de 2013.

Reuters

Romana Borja-Santos

Investigação liderada pelo Canadá e que demorou três anos permitiu deter pessoas em vários países que enviavam ou consumiam imagens e vídeos de site com base em Toronto.

Uma investigação liderada pelo Canadá relacionada com pornografia infantil permitiu que as autoridades detivessem em todo o mundo 348 pessoas — num grupo muito diverso onde se incluem também professores, profissionais de saúde, padres ou treinadores desportivos.

As autoridades policiais de Toronto, citadas pela Reuters, anunciaram na quinta-feira à noite que 108 das detenções aconteceram no Canadá, 76 nos Estados Unidos e que as restantes 164 foram feitas em vários países, desde Espanha à Austrália. O trabalho foi o resultado de três anos de investigação a uma empresa com sede na capital canadiana e que distribuía pornografia infantil.

“As detenções incluem 40 professores, nove médicos e enfermeiros, 32 pessoas que trabalhavam como voluntários com crianças, seis pessoas ligadas à área judicial, nove pastores ou padres e três pais adoptivos”, esclareceu a inspectora Joanna Beaven-Desjardins, responsável pela unidade de crimes sexuais de Toronto, durante uma conferência de imprensa.

386 crianças resgatadas

Na mesma conferência foi avançado que a operação envolveu 30 forças policiais da Austrália, Espanha, Irlanda, Grécia, África do Sul, Hong Kong, México, Noruega e Estados Unidos, entre outras, que permitiram resgatar 386 crianças — a maioria das quais não tinha sequer entrado na adolescência. Mas Joanna Beaven-Desjardins, citada pela AFP, salientou que “as suas vidas foram transformadas para sempre”.

A operação começou quando a polícia começou a acompanhar a actividade da empresa chamada Azovfilms.com e do seu dono, Brian Way, ainda em Outubro de 2010. Com a ajuda dos Estados Unidos, conseguiram aceder à base de dados e perceber não só quem produzia os conteúdos mas também quem os consumia.

O advogado do homem de 42 anos não quis comentar o caso e o site já está desactivado. Alguns jornais referem que o site renderia por ano 3,8 milhões de dólares (cerca de 2,8 milhões de euros). Brian Way está detido e é acusado de 11 crimes, diz a AFP.

Segundo relatou a inspectora, muitos dos filmes foram feitos em Washington por um treinador de basebol de jovens (cerca de 500) e outros eram enviados a partir da Geórgia por uma empregada de uma escola que colocou uma câmara numa casa de banho de estudantes para obter imagens dos genitais. No total, foram encontradas 350 mil imagens e mais de 9000 vídeos de abusos sexuais, sendo que as autoridades esperam fazer ainda mais detenções. Foi também mencionado o caso de um oficial de polícia no Texas.

750 mil predadores sexuais ligados a cada minuto
O número de crianças vítimas de abuso sexual online continua a crescer, em parte devido ao facto de ser cada vez mais fácil aceder à Internet nos países em desenvolvimento. Com base em dados das Nações Unidas e do FBI, a organização não-governamental holandesa Terre des Hommes estima que existam 750 mil predadores sexuais infantis ligados à Internet em cada minuto. Foi esta organização que recentemente criou Sweetie, a menina virtual filipina de dez anos que ajudou a encontrar predadores sexuais na Internet.

Também no final de Outubro, o PÚBLICO avançou que a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, decidiu centralizar no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) a investigação dos crimes sexuais cometidos contra crianças através da Internet e outros meios informáticos. Em causa estão os crimes sexuais comunicados às autoridades portuguesas por outros países ou entidades não-governamentais estrangeiras, como é o caso das que gerem motores de busca e redes sociais.

Na origem da decisão, que versa sobre crimes de “posse, fabrico e distribuição de pornografia infantil, a instigação de menores à prática de actos sexuais, a prostituição infantil e o envio de material de natureza obscena a crianças”, está a necessidade de uma maior celeridade na obtenção de provas e de um tratamento centralizado da informação para identificar a “existência de redes criminosas”.

 

 

Sábados no Museu da Ciência – Atividades para Crianças

Novembro 15, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Este ano, os Sábados estão em festa! Há cinco anos que preparamos atividades para que as tuas tardes de Sábado sejam diferentes! Portanto, já sabes: se a ciência faz parte dos teus interesses, inscreve-te num dos muitos ateliers que temos para ti!

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