Sinais de alerta nas crianças problemáticas

Outubro 24, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 21 de Outubro de 2013.

sol

por Margarida Davim

Psicólogos e psiquiatras ouvidos pelo SOL explicam como pais e educadores podem perceber que os filhos precisam de ajuda e dão estratégias para lidar com os problemas.

Os certinhos

Adolescentes que não quebram as regras não estão bem. Ser introvertido, ter poucos amigos e passar horas fechado em casa no computador ou com consolas pode ser um sinal de alarme. Mesmo que as notas sejam boas, pode haver problemas. Os especialistas aconselham a tentar perceber por que é que o filho não sai e a estimular outros interesses.

Os que contam tudo

“Quando uma mãe me diz que a filha não tem segredos, há um problema”, adverte José Morgado. “Na adolescência, dá-se a construção da identidade e isso implica uma reserva de privacidade. Por isso, ou o adolescente omite coisas ou é um problema partilhar tudo”. Pelo mesmo motivo, o especialista não aconselha os pais a exigirem as passwords de computadores e redes sociais. “Eles vão sempre arranjar maneira de esconder as coisas”.

As vítimas

Um jovem que fica sistematicamente doente no domingo à noite, que tem dores de cabeça e de barriga, que chora sem motivo aparente e perde o apetite pode ser vítima de bullying. “Raramente, os adolescentes contam as agressões de que são vítimas. É preciso estar atento a todos estes sinais”, diz Susana Carvalhosa, especialista em bullying.

Os que se afastam dos pais

O conselho mais repetido por psicólogos e especialistas é estar atento e manter o diálogo sem o forçar. “É bom criar situações de convívio familiar entre gerações. A princípio podem reagir mal, mas vão acabar por gostar”, sugere Álvaro de Carvalho, que explica que isso deve acontecer ainda antes de chegar a adolescência. Impor limites às saídas nocturnas e ao valor das mesadas também é importante.

margarida.davim@sol.pt

 

Adolescentes que fizeram cyber-bullying acusadas de crime de perseguição

Outubro 24, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 17 de Outubro de 2013.

Nelson Garrido

Ana Gomes Ferreira

Se o julgamento das menores, de 12 e 14 anos, acontecer, poderá marcar uma mudança na atitude do aparelho judicial

A polícia da Florida, nos Estados Unidos, prendeu na terça-feira duas adolescentes ao abrigo da lei sobre cyber-bullying. Foram formalmente acusadas de crime agravado de perseguição, cometido contra Rebecca Sedwick, que tinha 12 anos e se suicidou a 9 de Setembro.

Numa conferência de imprensa, o xerife de Polk County, Grady Judd, explicou que decidiu agir porque, na sexta-feira, uma das adolescentes, Guadalupe, de 14 anos, admitiu na sua página no Facebook que tinha perseguido Rebecca e que não lamentava a sua morte. Judd contou que, ao ser presa, a rapariga se manteve muito tranquila, não mostrando “qualquer emoção”. “Ela provocou o que lhe está a acontecer”, disse Judd. “Decidimos que não podíamos deixá-la à solta. Quem sabe quem mais iria atormentar, quem mais iria perseguir”.

A outra adolescente, Katelyn, tem 12 anos e ficou em prisão preventiva domiciliária. Ainda não foi marcada a data de um julgamento, mas esse será o passo seguinte, uma vez que foi formalizada uma acusação. O julgamento pode marcar uma viragem na atitude do aparelho judicial perante este tipo de crime, uma vez que a lei ainda tem ambiguidades e aconselha que sejam as escolas a resolver, juntamente com os pais, este género de acosso. A lei não prevê a acusação de homicídio.

Nos EUA, onde entre 2010 e 2013 pelo menos doze pessoas se suicidaram devido ao cyber-bullying, já vários adolescentes foram formalmente acusados de terem provocado o suicídio de outros menores. Mas poucos julgamentos foram em frente e alguns, em que houve condenações, seriam depois anulados no recurso. No ano passado, três menores do estado do Indiana foram acusadas de crime de perseguição, que provocou o suicídio de uma adolescente, mas os advogados de defesa conseguiram anular o julgamento com o argumento da liberdade de expressão – fizeram ameaças através das redes sociais ou escreveram livremente o que lhes ia no pensamento?, questionou a defesa.

As adolescentes da Florida estavam a ser vigiadas desde a morte de Rebecca Sedwick. O xerife Grady Judd explicou na terça-feira que Rebecca viveu durante um ano um “sofrimento atroz”, provocado pelas mensagens que as duas acusadas lhe enviavam nas redes sociais. “Vários estudantes confirmaram que ambas fizeram bullying contra Rebecca em várias ocasiões, chamando-lhe nomes, intimidando-a, fazendo-lhe ameaças e, pelo menos uma vez, agredindo-a fisicamente”.

A perseguição com o objectivo de provocar sofrimento (a definição de bullying) começou quando Guadalupe começou a sair com um antigo namorado de Rebecca. “Ela não gostou [da antiga relação do namorado] e começou a atormentar Rebecca”, disse Judd, acrescentando que a outra acusada, Katelyn, chegou a ser a melhor amiga da vítima. O xerife explicou que depois de terem entrevistado outros alunos do liceu Crystal Lake, em Lakeland, os investigadores perceberam que houve uma manobra para que as raparigas, em bloco, deixassem de falar com a vítima, o que muitas fizeram receando ser elas alvo de bullying de Guadalupe e Katlyn. O resultado foi que 15 alunas se juntaram em grupo para atormentarem Rebecca, só porque ela tinha namorado o rapaz. A vítima mudou de escola, mas a perseguição continuou.

No dia 9 de Setembro, Rebecca Sedwick mudou o seu nome nas redes sociais para “Rapariga morta” e atirou-se de cima de um silo de uma fábrica abandonada, a meio caminho entre a sua casa e a escola.

Lanches Escolares : Guia de Bolso

Outubro 24, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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lanches

Descarregar o guia Aqui

Este guia de bolso apresenta sugestões de lanches fáceis de transportar, saudáveis e adequados às faixas etárias indicadas.

As quantidades e tipos de alimentos foram calculados e escolhidos de acordo com as necessidades nutricionais referenciadas para crianças saudáveis e das faixas etárias envolvidas. Os grupos escolares foram divididos de acordo com a idade:

• Pré-escolar: dos 3 aos 6 anos de idade

• 1º ciclo: dos 6 aos 10 anos de idade

• 2º ciclo: dos 10 aos 12 anos de idade

Estas propostas de lanches estão enquadradas numa alimentação completa, equilibrada e variada.

Exposição sobre a vida e obra de João dos Santos no Centro de Exposições de Odivelas

Outubro 24, 2013 às 11:34 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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exposição

Exposição decorre até o dia 31 de Outubro de 2013.

 

Tu e a Internet, ab(uso), crime e denúncia

Outubro 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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net

Descarregar a brochura Aqui

ÀS CRIANÇAS, JOVENS, PAIS E PROFESSORES: A Internet é uma realidade omnipresente. Por via dela estudamos, trabalhamos e procuramos informação para o dia-a-dia. Muitos de nós estão quase permanentemente ligados a esta rede das redes, por necessidade profissional ou outras ou, pura e simplesmente, porque não queremos sentir-nos offline, ou desligados.

Isto é ainda mais aplicável às crianças e jovens que – esses sim -, vivem permanentemente conectados, sobretudo às redes sociais: cada vez mais querem estar em constante contacto com os seus colegas de escola e com os seus amigos. E, claro, também com tudo aquilo que de mais possa existir no mundo virtual: as notícias, as novidades, as tendências.

A Internet ganhou assim uma dimensão incomensurável. Além disso, é um espaço não regulado e livre, onde se podem facilmente exercer os mais variados direitos – a começar pelo exercício da liberdade de expressão e comunicação. Mas é também um terreno fértil para o desenvolvimento de novas e criativas atividades ilícitas.

Existem várias publicações e iniciativas de entidades vocacionadas para alertar para os perigos da Internet e recomendar a sua utilização de forma segura. Não é propósito desta brochura substituir-se a essas entidades e iniciativas. O nosso objectivo é contribuir, através da informação, para uma utilização ainda mais segura da Internet. Esclareceremos que algumas atitudes e atuações são crime e que delas podem ser vítimas crianças e jovens. Falaremos sobre a queixa criminal, como fazê-la e a quem dirigi-la. Finalmente, alertaremos para a existência de uma resposta que, não sendo criminal, pode completar a defesa dos direitos das crianças e jovens vítimas de uso ilícito da Internet.

Joana Marques Vidal,

Procuradora-Geral da República


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