APSI alerta para situações de risco que podem matar crianças dentro de viaturas

Setembro 16, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário Digital de 10 de Setembro de 2013.

 

Diário Digital

A presidente da Associação de Promoção da Segurança Infantil (APSI) alertou hoje para a existência de várias situações de risco que podem levar à morte de crianças dentro das viaturas e divulgou recomendações para as prevenir.

O alerta de Sandra Nascimento surge na sequência da morte de uma criança de oito anos, que foi encontrado inanimado na segunda-feira, por um familiar, dentro de um automóvel da família, em Castro Verde, Beja.

“A APSI não tem conhecimento de muitos casos de crianças que morrem dentro de um carro. Pelo menos, em Portugal parecem ser relativamente raros, apesar de poder haver outras situações que não são conhecidas”, disse à agência Lusa Sandra Nascimento.

A presidente da associação lembrou um caso relativamente recente de uma criança que estava numa festa de anos e teve acesso ao carro dos pais.

“Entrou, deve ter adormecido e acabou por falecer por estar demasiado tempo fechado dentro do carro”, contou.

Para evitar este tipo de situações, Sandra Nascimento disse que o veículo da família deve ficar sempre trancado quando for estacionado e as chaves colocadas num local inacessível às crianças.

“As crianças têm interesse em brincar no carro, para fingir que estão a conduzir, mas a viatura também pode ser um refúgio para algumas crianças”, disse a responsável, adiantando que algumas vezes as crianças também vão ao carro para ir buscar um brinquedo esquecido e acabam por ficar.

Nesse sentido, defendeu, “é importante que o acesso ao carro esteja limitado, mesmo quando está estacionado dentro da garagem ou no quintal”.

Sandra Nascimento advertiu também que as crianças nunca devem ser deixadas sozinhas no carro, “nem por breves instantes”.

“Muitas vezes, a criança é deixada no carro porque está dormir e os pais vão apenas fazer uma compra ou dar uma volta supostamente rápida, mas acontece que às vezes passa mais tempo do que foi avaliado inicialmente”, adiantou.

Nesse tempo, advertiu, pode acontecer uma situação de sobreaquecimento no interior da viatura e a criança acaba por falecer por falência respiratória.

Em Portugal, foi apenas registado um caso destes, mas noutros países é mais comum, observou.

“São situações distintas que devem ser prevenidas de forma diferente”, adiantou Sandra Nascimento, recomendando: “Nunca se deve deixar a criança sozinha no carro, por pouco tempo que seja, nem deixar o carro aberto ou a chave num local acessível”.

Relativamente ao esquecimento das crianças no carro, a responsável lembrou algumas recomendações da Aliança Europeia de Segurança Infantil que podem servir de lembrete, como pôr uma chucha, a fralda ou um boneco ao lado do condutor ou colocar no banco de trás um objeto muito importante, como a chave de casa.

Há outras situações associadas à brincadeira que também podem ocorrer, como a criança destravar o carro, uma situação que ocorreu há alguns anos e a viatura caiu numa ravina, ou ficar presa no vidro elétrico.

Pode também acontecer a criança sair do carro para ir à procura dos pais e acabar por ser atropelado, frisou.

Segundo a GNR, o menino que morreu na segunda-feira tinha chegado à sua residência, em Castro Verde, cerca das 13:30, após uma viagem de automóvel com os familiares, “tendo todos saído do carro”.

A mesma fonte adiantou que cerca das 17:00 os familiares deram por falta da criança, que foi depois encontrada inanimada dentro do veículo. As causas só serão apuradas após a autópsia.

Diário Digital com Lusa

 

 

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