Fumar na gravidez provoca problemas de comportamento nos filhos

Setembro 9, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapo Crescer de 24 de Julho de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Media Release

Maternal Smoking During Pregnancy Associated with Offspring Conduct Problems, Study Suggests

Artigo

Maternal Smoking During Pregnancy and Offspring Conduct ProblemsEvidence From 3 Independent Genetically Sensitive Research Designs

Estudo britânico analisa a relação entre o tabaco na gravidez e transtornos comportamentais nos filhos.

Fumar durante a gravidez parece ser um fator de risco pré-natal associado a problemas de comportamento em crianças, de acordo com um estudo publicado hoje na revista JAMA Psychiatry.

Transtornos comportamentais representam uma questão de interesse social e clínico, com destaque nas taxas cada vez mais elevadas de conduta desviante infantil a nível global.

O tabagismo durante a gravidez é conhecido por ser um fator de risco para problemas psicológicos da descendência, incluindo défice de atenção e problemas comportamentais, afirmam os autores na contextualização do estudo agora publicado.

Gordon Harold e Darya Gaysina, ambos da Universidade de Leicester, no Reino Unido, examinaram a relação entre o tabagismo durante a gravidez e problemas comportamentais em crianças criadas pelas mães biológicas e em crianças criadas por mães não biológicas.

Os investigadores recorreram a três outros estudos: o Estudo para a Saúde e Desenvolvimento de Christchurch (um estudo longitudinal de coorte que inclui filhos biológicos e adotados), o Estudo de Crescimento Inicial e Desenvolvimento (um estudo longitudinal sobre a adoção no momento do nascimento) e o Estudo de Fertilização In Vitro de Cardiff (um estudo de adoção na conceção entre famílias geneticamente relacionadas e famílias não geneticamente relacionadas). O tabagismo materno durante a gravidez foi medido como o número médio de cigarros fumados por dia durante a gravidez.

De acordo com os resultados do estudo, foi observada uma associação significativa entre o tabagismo durante a gravidez e filhos com problemas comportamentais entre as crianças criadas por mães geneticamente relacionadas e mães não geneticamente relacionadas. Os resultados de uma meta-análise confirmaram este padrão de resultados entre as amostras agrupadas do estudo.

«Os nossos resultados sugerem uma associação entre o tabagismo na gravidez e problemas de conduta da criança que é improvável de serem totalmente explicados por fatores ambientais pós-natais (ou seja, as práticas parentais), mesmo quando a correlação pré-natal passiva genótipo-ambiente foi removida.»

Os autores concluem que «A explicação causal para a associação entre o tabagismo na gravidez e problemas de conduta dos descendentes não é conhecida, mas pode incluir fatores genéticos e outros perigos ambientais pré-natais, incluindo o ato de fumar.»

Maria João Pratt

 

 

 

 

Peso das mochilas das crianças volta a levantar problemas

Setembro 9, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Porto Canal de 6 de Setembro de 2013.

Ver o vídeo da notícia Aqui

peso

Mais informações sobre este tema pode consultar o Infocedi nº38 – A criança e as mochilas escolares

Os direitos das nossas crianças. Como garantirmos que se concretizem? Debate na ACV

Setembro 9, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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caboverde

Mais informações Aqui

Pretende clarificar e desmistificar estereótipos sobre as medidas de proteção das crianças em perigo – do género “tiram-nos as crianças para dar aos europeus, que não fazem filhos” ou “vão para instituições que mal sabemos o que são” – contribuir para o esclarecimento e corresponder às preocupações da comunidade cabo-verdiana sobre vários casos que têm ocorrido no seu  seio. As pessoas mais afetadas  são gente simples, com défice de informação. A possibilidade das associações constituirem um gabinete de  aconselhamento e apoio a famílias mais frágeis, será também equacionada.

Crianças tecnológicas. Tablets estão a chegar às salas de aulas

Setembro 9, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 31 de Agosto de 2013.

Por Marta F. Reis

O i esteve num colégio que arranca este ano com tablets no primeiro ciclo. E numa sala de pré-escolar onde as novas tecnologias não deixam ninguém atrapalhado

“Acho que acabei de descobrir uma coisa que nem sei bem o que é.” Guilherme, de sete anos, navega pelo Espaço numa aplicação no iPad. No ecrã, um pedregulho com poeira à volta. Toca num painel para saber a resposta. “Ah, é um comets”, diz. A aplicação está em inglês, mas isso não atrapalha a experiência na sala de aula, um exemplo das muitas que vão ter no próximo ano lectivo. Agora é uma nave espacial, apontamos. “É um satélite”, corrige.

As aulas começam dia 9 no Colégio da Fonte Velha, em Sintra, um dos três do mesmo grupo educativo que este ano arranca com uma parceria com a Apple, que vai reforçar o uso de novas tecnologias na sala de aula. Guilherme e outros colegas do primeiro ciclo mostram as aplicações que já têm instaladas. Mapas-múndi onde podem navegar por diferentes eras geológicas ou conhecer culturas distantes, aplicações com exercícios de matemática ou instrumentos musicais são alguns dos exemplos que sacam em menos de nada, cada um a querer mostrar que tem mais aplicações do que o outro. Mariana conta que nas férias a mãe já a ensinou a tocar os parabéns e o pau ao gato no xilofone do tablet. E alguma vez viste um xilofone a sério, perguntamos. “Tenho um em casa, mas não dá tanto jeito.”

A empresa que lançou o tablet há três anos tem vários projectos destes espalhados pelo mundo e em Março lançou o desafio às escolas nacionais. O grupo educativo com oferta de pré-escolar e primeiro ciclo em Sintra, e que este ano arranca com um colégio que terá todos os ciclos em Braga, foi o primeiro a agarrar o desafio e começa este ano a usar tablets. No pré-escolar, estarão nas salas para apoio aos educadores. A partir do primeiro ciclo, cada aluno terá o seu. A maioria já os usava em casa, para brincar. Vasco, de sete anos, diz ter começado aos três, a jogar “Subways Surfs.” Todos sabem de que é que ele está a falar, menos as jornalistas. “Agora é para brincar e para aprender”, resume Vasco. “Vamos aprender mais.”

Sofia Homem Cristo, directora curricular, chama-lhe o início da desmaterialização do ensino. Podiam ter optado por um formato radical, onde se eliminaria manuais escolares ou cadernos, mas entenderam que ainda não é altura. “Talvez daqui a dez anos”, diz. Para isso, defende, é preciso isto generalizar-se a todas as escolas, é preciso uma mudança maior no ensino, para uma aprendizagem mais activa. “Começámos a fazer esse trabalho nos colégios. Além dos currículos normais, incentivamos a investigação e trabalho em grupo desde o pré-escolar”, diz. Nas salas de aula, as carteiras não estão viradas para o quadro, mas em grupos. Apesar de dizer estarem já num paradigma diferente, onde cada sugestão dos alunos pode tornar-se matéria de ensino – há dois anos um ataque de soluços levou a sala dos 4 anos a estudar o sistema nervoso central – optaram por ir com calma. Materiais convencionais e avançados vão assim conviver em todas as disciplinas, mesmo em educação musical. Quer dizer que os alunos vão deixar de tocar piano a sério? “Não, mas por vezes vão poder tocar todos ao mesmo tempo, algo que até aqui não era possível. Vão poder experimentar outros instrumentos que não temos fisicamente, como bateria ou guitarra eléctrica. Vem aumentar as experiências e o potencial de aprendizagem”, defende a responsável.

Nesta revolução, há outros elementos que podem causar estranheza. Sofia conta que vão poder usar uma aplicação que serve de microscópio e ampliar animais 20 mil vezes. E deixam de usar o microscópio real, insistimos, ou de dissecar uma rã? “Se calhar as crianças não precisam de manter um animal para ter essa experiência. Podemos ir para a serra de Sintra e aumentar animais e plantas vivos. Ganhamos mais do que perdemos.” Perdem o herbário em papel, por exemplo. Em vésperas de o programa arrancar a sério, não há espaço para nostalgia? “Esta é a tendência. Houve dúvidas e medos dos pais, até sobre se os filhos conseguiam adaptar-se. Por isso começámos a trabalhar em Maio, para que todos soubessem utilizar os aparelhos e para que fossem eles a instalar as aplicações que os filhos vão usar. A nostalgia não nos vai dar de comer daqui a 20 anos. Eles têm de dominar as tecnologias, têm de saber falar um bom inglês. O ensino tem de se ir adaptando.”

Entre os sinais de mudança, há estudos, ideias, mas poucas respostas. Ainda esta semana, resultados da participação portuguesa no projecto EU Kids Online, revelaram que as crianças até aos oito anos usam cada vez mais internet. “Ainda não estão estudados os seus aspectos positivos e negativos”, concluíram os autores.

Nos Estados Unidos, peso pesado da indústria das aplicações, a desmaterialização do ensino vai mais avançada. Amy Jordan liderou entre 1996 e 2013 o departamento de media e desenvolvimento de crianças da Universidade da Pensilvânia, um dos pólos académicos mais especializados no tema.

Ao i, resume o que se pensa sobre esta geração tão cedo habituada a ecrãs tácteis, aplicações e internet. “Como qualquer tecnologia, os efeitos dependem de como é usada. As crianças que têm acesso a aparelhos de ecrã táctil podem usá-los para aprender e explorar o mundo, sobretudo se houver um pai ou professor a guiá-los”, diz. “Mas se as crianças não tiverem espaço para ficarem aborrecidas, então estes aparelhos podem tirar-lhes a capacidade de ser criativos na forma como utilizam o seu tempo para brincar. Há também preocupações com o acesso a conteúdos pouco apropriados ou que no futuro estas crianças tenham mais dificuldade em concentrar-se em tarefas difíceis.”

Nos EUA, há uma recomendação oficial: gadgets não devem ser usados por crianças com menos de dois anos. Amy Jordan concorda. “A Associação Americana de Pediatria fez essa recomendação com base em décadas de investigação sobre a forma como as crianças precisam de interagir fisicamente com o ambiente que as rodeia e de ter feedback de pessoas reais para se desenvolverem.” A partir daí, defende que a integração deve ser progressiva. “Uma das coisas interessantes acerca das novas tecnologias é que mudaram tanta coisa na forma como vivemos mas não mudaram ainda a educação. Devemos reconhecer que já têm um papel significativo na vida das crianças e que estes aparelhos podem ser aproveitados para tornar a aprendizagem mais cativante.” Só quem nunca viu uma criança de três anos pegar num tablet é que duvida da naturalidade com que dominam a máquina.

Estamos na sala do pré-escolar do colégio O Barco do Mimo, dos três aos cinco. Gabriel, de três, aprende em segundos a vencer o jogo que levamos no tablet, que implica fazer a personagem deslizar por túneis e prender-se a lianas para ganhar moedas. Se no colégio de Sintra este tipo de gratificações dos jogos vão servir para aumentar o interesse em matérias curriculares, com aplicações que dão bónus por bom raciocínio matemático ou uma redacção bem feita, ali são, por agora, uma experiência lúdica. Mas a tecnologia está presente como ferramenta de ensino, conta Vanessa Marques, educadora de infância de 38 anos. Na sala, há um portátil para comunicar com os pais mas também para pesquisar temas que vão surgindo. “Dantes muitas vezes não podíamos dar uma resposta imediata. Agora há uma trovoada ou um deles diz que no fim-de-semana esteve numa duna e podemos dar logo resposta à curiosidade, com imagens e sons.”

Mostramos o iPad e perguntamos o que é. “Um tablet”, respondem em uníssono. E serve para quê? “Para brincar.” Seguem–se os jogos preferidos. Inês, de cinco anos, gosta de vestir bonecas no telemóvel do pai. Catarina, de três, gosta de pintar animais. Mais do que nos livros? “Sim”, arrancamos, porque há mais desenhos e mais cores. Miguel, de quatros anos, dispara que só gosta de jogos de guerra. “Só jogo com o meu pai e matamos os maus.” Outra aplicação popular dá para cortar melancias. “É o ninja da fruta”, diz Vanessa, que domina o assunto. Tem uma filha de dois anos que, na hora de dormir, pede a chucha, o iPad e o leite. “Usamos para ler histórias”, diz a educadora, que agora lê menos vezes as histórias em livro, outra tendência partilhado pelas crianças na sala. “Pede para ver a mesma história uma vez, duas vezes e às vezes negociamos a terceira. Depois digo que o iPad vai dormir e ela responde logo que ele não faz óó. Mas adormece mais rápido do que dantes.”

Se o que mudará mesmo ainda está a ser estudado, Vanessa vai recolhendo sinais. “O recurso à internet para explicar o que os rodeia faz com que tenham mais cedo contacto com o mundo real quando dantes usávamos bonecos. Como as aplicações e os jogos não simplificam a linguagem, podem começar a falar mais tarde mas usam menos linguagem de bebé”, conta. São cada vez mais exigentes com as perguntas e sente-se que a famosa idade dos porquês começa mais cedo. E com a ajuda da internet na sala, sabem mais. “Com a idade deles não sabia que havia flores que comiam moscas ou o que era um icebergue. Noto que os que têm menos contacto com tecnologias conseguem concentrar-se mais tempo em actividades manuais. Por outro lado, o uso parece desenvolver um raciocínio mais rápido. ”

Certo é que de tablet ou telefone na mão, a conversa flui menos. “Pode ser o efeito novidade, mas ficam imersos”, diz Vanessa. Na sala do primeiro ciclo em Sintra, a experiência é a mesma. Num inquérito que fazemos junto de 18 pais, essa é das preocupações mais consensuais: que os miúdos se viciem. Mas a maioria entende que os efeitos no desenvolvimento cognitivo são sobretudo positivos, ainda que o lado social possa sofrer. No que estão diferentes? Das características que pomos à discussão – se estão mais criativos, concentrados, sociáveis, perspicazes, hiperactivos, sedentários, espertos ou birrentos – as que colhem mais consenso são a criatividade, a perspicácia e o sedentarismo. Certo é que quando estes pais eram pequenos, eram uma raridade os pais preocupados com a tecnologia. E agora todos têm de pensar nisso. Vanessa Faria Lopes, de 38 anos, é mãe de dois alunos que este ano terão tablets na sala. O maior receio? “A velocidade a que eles vão evoluir e se vamos ser capazes de acompanhar”, diz.

 

 

Os olhos roubados de Binbin

Setembro 9, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 31 de Agosto de 2013.

olhos

Criança foi atacada numa província do Norte da China, por uma mulher que lhe arrancou os olhos. Suspeita-se que seja um caso de tráfico de órgãos

Um rapaz de seis anos, Binbin, ficou sem os olhos, na China, num ataque cruel que estará relacionado com o tráfico de órgãos humanos. A criança encontra-se no hospital. Os olhos terão sido recuperados, mas sem as córneas

Segundo o relato da CCTV, um canal de televisão, Binbin terá sido drogado e os olhos ter-lhe-ão sido arrancados depois de ter perdido a consciência. “Ele tinha a cara toda ensanguentada”, disse o pai da vitima, natural de Linfen, na província de Shanxi, no norte do país, segundo relata a agência oficial chinesa, Xinhua. “Não demos logo conta que lhe faltavam os olhos. Pensámos que ele teria caído e ferido a cara”, disse o progenitor, citado pelo Daily Mail.

De acordo com a mãe, a criança desapareceu a 24 de Agosto, enquanto brincava perto de casa. Cerca de quatro horas depois, foi encontrado, por familiares. Segundo o próprio rapaz, terá sido levado por uma mulher, que falava com uma pronúncia estranha.

De acordo com a imprensa local, citada por alguns media internacionais como o International Business Times, os olhos foram encontrados por perto, mas sem as córneas – facto que levanta a suspeita de se tratar de um caso ligado ao tráfico de órgãos humanos. As autoridades procuram os responsáveis e anunciaram um prémio financeiro pela pista que permita capturar os culpados.

Embora deva ficar cego para o resto da vida, Binbin está num hospital em Shanxi. Imagens dele foram exibidas na televisão chinesa. Um especialista norte-americano ouvido pelo Daily Mail, de Londres, diz que tudo aponta para que se trate de obra de alguém ligado ao tráfico de órgãos. “Córneas usadas em cirurgias correctivas podem vir de qualquer pessoa, de qualquer idade, ao contrário do que sucede com o coração, fígado ou rins, que têm de vir de doadores compatíveis com o receptor”, afirma Arthur Caplan, ouvido a propósito deste caso.

O mercado negro é alimentado na China pela recusa da maioria da população em se tornar doador de órgãos. Segundo media estatais chineses, também citados pelo Daily Mail, por ano há 300 mil pessoas à espera de um transplante.

No ano passado, sete pessoas foram presas depois de um jovem ter vendido um rim, num transplante ilegal, usando o dinheiro para comprar um smartphone e um tablet.

A venda de órgãos foi proibida pelas autoridades chinesas em 2006, após a morte de seis cidadãos japoneses que tinham viajado para a China para ser operados, mas não faltam anúncios na Internet a oferecer dinheiro por rins ou fígados.

 

 

 


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