Amamentação reduz risco de Alzheimer nas mães

Agosto 24, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Boas Notícias de 6 de Agosto de 2013.

As mães que amamentam os seus bebés têm menor risco de vir a desenvolver doença de Alzheimer. A conclusão é de um novo estudo britânico, que vem mostrar que a amamentação, em especial a amamentação prolongada, tem potencial para reduzir as probabilidades do surgimento de demência.
Embora a investigação, da autoria de especialistas da Universidade de Cambridge, em Inglaterra, se tenha debruçado apenas sobre uma pequena amostra de 81 mulheres, os investigadores dizem ter descoberto uma correlação constante e muito significativa entre a amamentação e o risco de Alzheimer, o que torna as conclusões relevantes.
Segundo a equipa, coordenada por Molly Fox, o estudo, publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, sugere que a associação entre os dois elementos poderá estar relacionada com certos efeitos biológicos produzidos pela amamentação e pode vir a ajudar a encontrar novos caminhos para lutar contra o problema a nível mundial.
No âmbito deste trabalho, os investigadores observaram três tendências principais. Em primeiro lugar, explica um comunicado da Universidade, as mulheres que amamentavam os filhos apresentavam um menor risco de Alzheimer do que as que não o faziam. Além disso, um historial mais longo de amamentação estava significativamente associado a uma menor probabilidade de virem a sofrer da doença.
Por outro lado, salientam os investigadores, as mulheres que estiveram grávidas durante um número de meses superior ao número de meses que amamentaram estavam em maior perigo de desenvolver demência ao longo da vida.

Proteção mais vincada quando não há historial na família
Estas tendências mostraram ser menos vincadas entre mulheres que tinham um familiar (em especial irmão ou irmã) com Alzheimer, sendo que, neste caso, o impacto positivo da amamentação foi menor do que nos casos em que não havia historial de doença. Os resultados não mudaram quando foram tidos em conta variáveis como a idade, historial de educação, idade em que deram à luz, idade em que entraram na menopausa ou hábitos tabágicos.
“O Alzheimer é o distúrbio cognitivo mais comum a nível mundial e afeta cerca de 35,6 milhões de pessoas. No futuro, espera-se que a doença se vá espalhar em países em desenvolvimento e onde as pessoas têm menores rendimentos, pelo que é vital desevolver estratégias de baixo custo e larga escala para proteger as pessoas desta doença devastadora”, afirma Molly Fox.
De acordo com esta investigação, o efeito protetor da amamentação poderá estar relacionado com o facto de a mesma ajudar a “conter” os níveis elevados de progesterona durante a gravidez, uma hormona que torna menos sensíveis os recetores de estrogénio do cérebro (que o resguardam deste tipo de doenças cognitivas).
Outra hipótese, adiantam os especialistas, tem a ver com o facto de a amamentação aumentar a tolerância das mulheres à glicose, restaurando a sensibilidade à insulina após a gravidez. Tal é relevante porque, esclarecem, o Alzheimer é caraterizado por uma resistência à insulina (e consequentemente intolerância à glicose) no cérebro, a um ponto que faz com que a doença também seja, por vezes, considerada a “diabete tipo 3”.
“As mulheres que passam muito tempo grávidas sem uma fase de compensação durante a qual amamentam podem ter, mais frequentemente, a tolerância à glicose comprometida, o que é consistente com a nossa conclusão de que estas mulheres têm um risco superior de vir a ter Alzheimer”, conclui Fox.

Clique AQUI para aceder ao estudo (em inglês).

Rede Europeia propõe estratégia nacional para pobreza

Agosto 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 12 de Agosto de 2013.

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, Jardim Moreira, propôs hoje a criação de uma estratégia nacional de combate à pobreza e exclusão social, manifestando “particular preocupação” com o número de crianças em situação de carência.

“Portugal está entre os países da Europa com maior índice de pobreza infantil, estamos com cerca de 28% de crianças com nível de pobreza”, salientou o responsável, alertando para o perigo do abandono escolar e de isso contribuir para “uma sociedade futura frágil”.

O dirigente da EAPN Portugal defendeu, por isso, a necessidade de uma estratégia nacional de combate à pobreza e exclusão social que possa beneficiar de fundos comunitários e identificar os públicos e territórios prioritários e a respetiva alocação de verbas.

A EAPN Portugal considera que o próximo período de programação dos Fundos Estruturais (2014/2020), especialmente do Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), vai ser decisivo na promoção de mudanças significativas nas condições que mantêm a desigualdade, a pobreza e a exclusão social.

Por isso, e com o objetivo de contribuir para a definição dos programas operacionais nacionais, a Rede Europeia enviou ao Governo e aos partidos políticos um documento onde avança propostas concretas para o acordo de parceria com a Comissão Europeia (CE).

No documento, a que a Lusa teve acesso, a EAPN Portugal propõe planos locais de combate à pobreza e à exclusão social que tenham em atenção as necessidades locais e dos grupos mais vulneráveis.

Estes planos deveriam igualmente privilegiar o trabalho em rede entre diferentes organizações, as próprias pessoas em situação de pobreza e exclusão social e o intercâmbio de boas práticas.

No texto, que o dirigente da rede pretende discutir “em breve” com o novo secretário de Estado da Segurança Social, a EAPN Portugal manifesta-se “de forma particular, preocupada com a pobreza infantil, dado que a probabilidade de aumento do número de crianças em situação de pobreza é máxima”.

“Importa distinguir a pobreza infantil de outras formas de pobreza, dado o seu impacto sobre as crianças, enquanto categoria social que se caracteriza por uma dupla dependência dos adultos, biológica e social, o que agrava a sua vulnerabilidade aos efeitos da privação, da exposição ao risco, a adversidade e a discriminação social, tanto no curto como no longo prazo”, lê-se.

A principal proposta passa pela criação de um programa de ação, assumido como instrumento de política para a prevenção e combate eficaz das situações de pobreza infantil e exclusão social em Portugal, que priorize ações de intervenções de longo prazo em detrimento de projetos que proponham soluções de curto prazo, o princípio da intervenção precoce, projetos fundamentados a partir de indicadores de bem-estar infantil e a sua avaliação com base em evidências.

No âmbito das pessoas idosas, a EAPN Portugal propõe, entre outras medidas, que sejam definidos indicadores de caráter quantitativo e qualitativo que permitam avaliar as políticas e as medidas existentes não só em termos do número de pessoas idosas abrangidas, mas também em termos de expectativas das pessoas e das suas necessidades.

No âmbito das comunidades ciganas, a ONG propõe que os programas operativos incluam no próximo Quadro Comunitário medidas específicas para a sua inclusão, no sentido de reduzir significativamente o fosso das desigualdades entre estas comunidades e a restante população portuguesa.

Na área do emprego/desemprego, a EAPN Portugal propõe a adoção de uma Estratégia de Inclusão Ativa tendo em vista a ação integrada das três áreas centrais da estratégia: acesso a um rendimento adequado, a um mercado de trabalho inclusivo e o acesso a serviços de qualidade.

 

Conflito na Síria fez mais de um milhão de crianças refugiadas

Agosto 23, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de Agosto de 2013.

Jim Lopez AFP

Segundo a ONU e a UNICEF, mais de 740 mil têm menos de 11 anos. E algumas atravessaram a fronteira  sozinhas.

O número de crianças forçadas a abandonar a Síria chegou nesta sexta-feira a um milhão, o que representa metade do total de refugiados do conflito sírio. Mais dois milhões de jovens menores de idade continuam no país, a serem atacados ou recrutados como combatentes, alertaram nesta sexta-feira a UNICEF e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

“Esta milionésima criança refugiada não é apenas mais um número”, declarou o director executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),  Anthony Lake. “Trata-se de uma criança com nome e com rosto, que foi arrancada da sua casa, talvez até de uma família, enfrentando horrores difíceis de imaginar”, reforçou.

“Os jovens da Síria estão a perder as casas, os familiares e o futuro. Mesmo depois de atravessarem uma fronteira em busca de segurança, continuam traumatizados, deprimidos e a precisarem de uma razão para ter esperança”, afirmou, por seu turno, o alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.

Num comunicado conjunto, as duas agências das Nações Unidas referem que as crianças representam metade do total de refugiados do conflito. Muitas fugiram para a Turquia, o Líbano, o Iraque, a Jordânia, o Norte de África e até para a Europa. Os números mais recentes mostram que mais de 740 mil crianças sírias refugiadas têm menos de 11 anos.

A par da revolta física, do medo, do stress e do trauma, estas crianças refugiadas enfrentam outras ameaças, como o trabalho infantil, o casamento precoce e o risco de exploração sexual e tráfico.

“É uma vergonha para todos nós porque ainda que estejamos a trabalhar para minorar o sofrimento daqueles que são afectados por esta crise, a comunidade  internacional falhou nas suas responsabilidades. Devíamos parar e perguntarmo-nos  como podemos, em plena consciência, continuar a falhar para com as crianças  da Síria”, criticou Anthony Lake.

7000 vítimas mortais
Na Síria, segundo o gabinete liderado por Guterres, cerca de 7000 crianças foram mortas durante o conflito. As duas agências estimam que mais de dois milhões de crianças estejam deslocadas no interior do país.

“Mais de 3500 crianças que estão na Jordânia, no Líbano e no Iraque atravessaram a fronteira síria não acompanhadas ou separadas das famílias”, frisam a UNICEF e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), na mesma nota informativa.

Para dar resposta às enormes carências, as duas agências da ONU puseram em marcha uma operação humanitária que descrevem como “a maior de sempre” e que incluiu a vacinação contra o sarampo de 1,3 milhões de crianças nos campos de refugiados e nas comunidades de acolhimento, ou o fornecimento de água a mais de 222 mil pessoas. Ainda assim, apenas 118 mil crianças conseguiram continuar a estudar depois de abandonarem o seu país.

Além de fornecer abrigo, o ACNUR diz ainda ter registado “todas estas crianças – 1 milhão – dando-lhes uma identidade”, o que passou também por ajudar as famílias a obter “registos de nascimento dos bebés nascidos no exílio, evitando que se tornem apátridas”.

Mas os dois responsáveis advertem que ainda existe muito por fazer. O Plano Regional de Resposta aos Refugiados Sírios, que precisa de 2259 milhões de euros para responder às necessidades dos refugiados até Dezembro deste ano, está financiado em apenas 38%.

As agências salientam, no entanto, que o financiamento “é apenas uma parte da resposta precisa para acudir às necessidades das crianças”, defendendo uma intensificação dos esforços para encontrar uma  solução política para o conflito.

Este comunicado é divulgado numa altura em que o Conselho de Segurança da ONU pediu uma clarificação sobre o que aconteceu em Damasco na quarta-feira. As forças do Presidente Bashar al-Assad são acusadas de terem lançado ataques químicos, aparentemente com recurso a gás sarin, em várias zonas próximas da capital. A oposição síria fala em 1360 mortos, incluindo muitas crianças.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira à Síria que autorize os inspectores da ONU a investigarem o alegado ataque de quarta-feira com armas químicas, deixando-os visitar os arredores de Damasco.

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Descobertos 500 contos-de-fadas da época dos Irmãos Grimm

Agosto 23, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da exame.abril.com.br de 8 de Agosto de 2013.

branca

Segundo o jornal britânico The Guardian, volumes ficaram guardados na Alemanha por 150 anos, antes de serem encontrados

Luciana Carvalho,

São Paulo – Os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm foram os responsáveis povoar a infância de crianças do mundo todo com histórias e seres fantásticos de seus contos-de-fadas. Mas o domínio da dupla que viveu no século 19 e criou personagens como Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel e Chapeuzinho Vermelho poderá ser dividido com Franz Xaver von Schönwerth, outro historiador alemão que viveu na mesma época (de 1810 a 1886).

Segundo o site do jornal The Guardian, a curadora cultural Erika Eichenseer encontrou 500 novos contos na cidade de Ratisbona (Regensburg), na Alemanha, após ficarem escondidos por mais de 150 anos. Quando em vida, Von Schönwerth passou anos conversando com pessoas de diferentes povos e culturas para descobrir seus hábitos, costumes e tradições que, depois, ele transformaria em literatura fantástica.

O achado foi o livro “Aus der Oberpfalz – Sitten und Sagen” (“Do Alto Palatinado – Costumes e Lendas”, tradução livre), dividido em três volumes, escritos em 1857, 1858 e 1859. Lá estão diversos textos que não ficaram conhecidos por outros livros, assim como há versões de clássicos como Cinderela.

De acordo com o Guardian, a principal diferença entre o trabalho dele e dos Irmãos Grimm é o verniz literário que o primeiro não apresentava, já que tinha uma linguagem mais direta e menos romanceada. Além disso, os contos presentes na obra não são exclusivos para crianças, pois têm temas que servem de ajuda para adultos conseguirem lidar com os desafios dessa fase.

 

Participação de Manuel Coutinho no Programa Sociedade Civil na RTP 2 sobre “Birras : Como Evitar?”

Agosto 23, 2013 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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sociedade civil

O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança), esteve presente no Programa da RTP 2, Sociedade Civil, no passado dia 21 de Agosto, subordinado ao tema Birras : Como Evitar?

Não quero, não vou, não faço, não gosto, não deixo. Quem nunca teve de lidar com uma birra do filho na rua, no supermercado, numa festa de família ou à porta da escola? Afeto, persistência e calma são trunfos para lidar com o mau temperamento dos filhos. Mas como se impõem limites? Como se leva uma birra até ao fim? “O pai/mãe vai ficar triste” é um bom argumento? É mesmo necessário explicar sempre porque têm que fazer o que lhes dizem? Como se dá a possibilidade aos mais pequenos de ganharem pequenas batalhas? E a pergunta que todos fazem: é mesmo necessário castigar?

Assista ao programa Aqui

 

Quando a educação dos filhos passa pelo Sudoeste

Agosto 22, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 11 de Agosto de 2013.

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Quando a educação dos filhos passa pelo Sudoeste

Ask.fm. O site perigoso em que os miúdos se insultam mortalmente

Agosto 22, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 22 de Agosto de 2013.

Por Marta F. Reis

O suicídio de uma adolescente levou empresa a mudar regras, mas só a partir de Setembro. Na comunidade portuguesa as ofensas são comuns

Não é uma tradução. É uma pergunta recebida na segunda-feira por uma adolescente portuguesa de 13 anos na rede social Ask.fm: “Eras capaz de te matar?” Ana (nome fictício) respondeu: “Eras capaz de dizer quem és?” Não é preciso navegar muito pelo site para chegar a perfis de miúdos mais novos, com conteúdos ofensivos e até “perversos”, para usar o adjectivo com que o primeiro-ministro britânico David Cameron classificou o site após o suicídio de uma adolescente de 14 anos, que terá sido vítima de bullying online nesta plataforma.

A empresa que gere o Ask.fm anunciou esta semana que pretende tornar o site mais seguro, com informação para pais e botões mais visíveis para denunciar agressões. As intenções são conhecidas menos de um mês depois da morte de Hannah Smith, a quinta associada a bullying nesta rede social, mas as alterações só entrarão em vigor em Setembro.

Apesar da polémica, as perguntas inofensivas e até filosóficas na rede social, como “achas que o dinheiro pode comprar o amor?” continuam a coexistir com insultos e exposições de privacidade, mesmo por quem nem tem idade para ter conta no Ask.fm, só para maiores de 13 anos.

A comunidade portuguesa na rede não é excepção. Uma rapariga de 11 anos, do Norte do país, publica diariamente vídeos de resposta a desafios como “mostra os lábios pintados” ou “como estás vestida”. Dois gémeos de 16 anos fazem o mesmo. “Puta é quem te fez as orelhas”, responde outra adolescente às críticas de um anónimo que dá a entender ser uma ex-amiga a quem roubou o namorado.

Na parte institucional dedicada à segurança, e enquanto não mudam as regras, há notas de preocupação: recomenda-se a denúncia de conteúdos ofensivos e que se fale com adultos se forem alvo de agressões. Por outro lado, é possível alterar as configurações para só receber perguntas identificadas. Mas alguém o faz numa rede social em que o objectivo é perguntar e responder e o anonimato – na gíria da rede social “anon” – faz parte do desfile de perguntas, elogios e críticas em que assenta a dinâmica da rede. Esta solução não passou pela cabeça de Pedro (nome fictício). Tem 15 anos e é um dos adolescentes que contactámos através da rede social. Aderiu em 2012 e já foi ofendido por anónimos: “Chatearam-me por ter acabado com a minha namorada e no dia seguinte terem–me visto com outra rapariga”, conta. Chamaram-lhe “player”, insulto para quem anda sempre a trocar de companhia. “Não fiquei abalado, tenho uma maneira de ver simples: quem critica em anónimo desce a um nível baixo e não me afecta muito.” Se no seu caso a distinção basta, já teve de aconselhar a melhor amiga a desactivar a conta por causa dos insultos. “Os pais não têm noção do que se diz, muitos nem têm conhecimento de que a rede existe e não podem ajudar os filhos”, diz.

O ask.fm pode ser seguro? A pergunta foi feita pelo “The Guardian” após a morte de Hannah Smith, de 14 anos. Em Inglaterra, além do apelo de Cameron ao boicote deste tipo de sites, o Partido Trabalhista quer uma comissão parlamentar para propor medidas, a começar por mais informação nas escolas. Mas como evitar que um site com atmosfera de recreio, como descreveu o jornal britânico, não seja perigoso? E que isso, se acontece nesta rede social, não aconteça noutras? Tânia Paias, psicóloga especialista em ciberbullying, diz ao i que mais que haver um espaço online de perguntas e respostas, adultos e educadores devem ter uma função mediadora das discussões, o que implica ter noção de que existem. “Eles falam de temas de forma aberta, mas apresentam muitas vezes as questões sem filtro e são muito permeáveis”, avisa. Os pais devem fazer um esforço por estar a par, mesmo que não gostem de tecnologias.

A capacidade de prevenir situações prejudiciais vai depender da relação de confiança com os filhos, sendo o ideal fomentá-la desde cedo, recomenda a psicóloga. Nas páginas no Ask.fm, e apesar da linguagem com bolinha, à pergunta sobre em quem mais confiam, muitos dos adolescentes portugueses respondem “os pais”. “Mesmo que mais tarde haja um afastamento, deve aproveitar-se a maior abertura no início da adolescência para criar laços de confiança.” Para os dissuadir e proteger de comportamentos abusivos, explica Paias, mais que proibir, é preferível uma sensibilização construtiva: apesar da interacção anónima, é possível chegar ao IP do utilizador. “Esse argumento pode servir para os dissuadir de se vingar de um colega só porque estão anónimos.” Outra sugestão é explicar que estão a deixar uma marca. “Houve uma campanha em que um vidente adivinhava gostos e experiências dos jovens. Quando se desmontava o esquema, percebia-se que usava o que tinham escrito nas redes sociais. Eles são sensíveis a este tipo de imagens.”

Para Tito de Morais, fundador do projecto de sensibilização MiudosSegurosna.Net, a facilidade com que os conteúdos partilhados nesta rede saem do controlo do jovens é dos maiores riscos. As novas regras, entre as quais passar a dar resposta a denúncias em 24 horas, pecam por tardias, diz o especialista, considerando que este é o caso típico de uma rede que cresceu sem investir em segurança e moderação. Tito de Morais lembra o vídeo que circulou nas redes sociais, em que uma jovem portuguesa dizia, no Ask.fm, “adorar pila”. A jovem mantém a conta e ainda recebe provocações. “És puta”, lia-se ontem. “Vadia. Puta é a tua mãe e nng abre boca”, respondeu. Apesar de haver um botão para denunciar o conteúdo como “spam”, “discurso de ódio”, “violência” ou “conteúdo pornográfico”, clicar nestas opções não tem efeito imediato.

E se só o caso de Hannah Smith parece ter feito a empresa alterar as regras do jogo, já há outras aplicações a fazer soar o alarme lá fora, avisa o especialista, que entende que não se deve “demonizar” sites de pergunta e resposta como o Ask.fm, mas antes estar atento a ambientes que podem ter uso indevido por parte dos jovens. É o caso do snapchat, serviço de troca de mensagens fotográficas que por vezes os adolescentes usam para trocar fotografias mais íntimas com amigos e que acabam a circular na net. Outra aplicação que pode tornar-se preocupante se começar a ser usada pelos internautas mais jovens, avisa, chama-se Bang with Friend. Visa o encontro de parceiros para relações sexuais entre os amigos do Facebook e tem mais de 50 mil utilizadores.

 

Bolsa de Manuais Escolares “Um Sorriso por Um Livro”

Agosto 22, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bolsa

Mais informações Aqui

Preferência pelos doces definida na vida fetal

Agosto 21, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 1 de Agosto de 2013.

Estudo citado na notícia:

A maternal junk food diet alters the response of the mesolimbic reward system to naloxone in offspring post-weaning

Media Alert da Society for the Study of Ingestive Behavior (SSIB

Os bebés que sofrem subnutrição durante a gravidez tornam-se indivíduos com tendência a comer mais açúcar e gordura e menos frutas e vegetais, aumentando o risco de sofrerem de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e aterosclerose.

A conclusão foi apresentada na Reunião Anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento de Ingestão (SSIB), nos Estados Unidos.

Segundo os investigadores, os recém-nascidos reagem ao sabor doce demonstrando expressões de prazer, tais como mexer a língua ou chupar o dedo. No estudo, crias de ratos descendentes de fêmeas que experimentaram subnutrição (e, portanto, tiveram um crescimento intra-uterino restrito) receberam uma gota de solução de sacarose (açúcar) ou água no seu primeiro dia de vida. Quando comparados aos controlos, os recém-nascidos cujas mães haviam sofrido com a falta de nutrientes demonstram uma resposta mais intensa e prolongada ao açúcar.

Desta forma, é natural que ao longo da vida procurem mais estes sabores e, consequentemente, tenham maior risco de doenças consequentes de uma má alimentação.

Os cientistas destacaram ainda o facto de a “programação” dos hábitos alimentares ser criada ainda dentro da barriga.

Hackers à caça de pedófilos portugueses na internet

Agosto 21, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 11 de Agosto de 2012.

por Margarida Davim

Há um grupo de piratas informáticos, ligados ao Anonymous Portugal, que patrulha sites em fóruns à procura de abusadores de menores. Garantem que todos os dias encontram centenas de portugueses.

Há um grupo de hackers portugueses a patrulhar a internet à caça de pedófilos. A «operação» – como eles próprios lhe chamam – começou a 10 de Junho e está a ser levada a cabo por elementos do grupo Anonymous Portugal, uma organização de piratas informáticos com ligações a todo o mundo e uma filosofia política de luta. Infiltrados em fóruns e chats, detectam adultos que tentam aliciar crianças ou partilham pornografia com menores. Garantem que, todos os dias, «são centenas» os casos que encontram e que denunciam às autoridades internacionais.

Abusos de bebés e cadáveres de crianças

«Por dia, serão centenas, arriscamos a dizer milhares. Não é possível quantificar correctamente, não temos meios para estarmos presentes em todos os chats 24 horas», revela uma fonte do colectivo Sud0h4k3rs – que integra os Anonymous Portugal –, explicando que foi o «sentimento de impunidade» em relação aos crimes de abuso sexual e pornografia de menores que os fez iniciar esta cruzada pela web. «Somos pais, mães, filhos e temos consciência dos perigos que estão na internet».

E os perigos são muitos. Infiltrados na deep web, onde se alojam sites só acessíveis através do pagamento de taxas, estes piratas informáticos encontraram já um «fórum de pedofilia de uma comunidade de portugueses». As conversas relevadas pelos print screens são chocantes. Há relatos de actos sexuais com bebés e um homem que se gaba de trabalhar numa funerária onde tem acesso a cadáveres de menores, explicando com pormenor o que faz e como apaga os seus vestígios.

Mais pedófilos a Norte

Graças aos seus conhecimentos informáticos, o grupo Sud0h4k3rs já localizou alguns dos homens que participam nestes fóruns. «Claramente, a zona do país onde identificámos mais indivíduos foi no Norte, mas isso também pode estar relacionado com a facilidade de acesso à internet ou com o grau de instrução». Mais difícil é chegar às vítimas. «Nos fóruns de pornografia infantil, normalmente as imagens já foram partilhadas o suficiente para que não consigamos detectar a origem e perdemos-lhes o rasto. Ou já são demasiado antigas», confessa um elemento dos Sud0h4k3rs. Outro problema é o facto de estes conteúdos «não estarem à superfície da internet, mas na deep web».

Ainda assim, estes hackers têm encontrado «desde crianças com menos de um ano até aos 13 ou 14 anos». Nos chats nacionais, o principal alvo de aliciamento são as raparigas. «Mas nos fóruns ou chats internacionais ou no próprio Facebook, os alvos são de ambos os sexos».

Sempre que se deparam com tentativas de aliciamento ou partilha de pornografia de menores, os Sud0h4k3rs denunciam estas actividades às «entidades internacionais responsáveis pelo alojamento de sites». E até já enviaram denúncias ao FBI, «que, ao contrário das nossas autoridades, pedem ajuda para identificar indivíduos suspeitos de serem pedófilos ou para identificar locais ou objectos presentes em fotos ou vídeos de teor pedófilo».

Estes piratas informáticos queixam-se, porém, de nunca terem sido contactados pela Polícia Judiciária (PJ) para partilhar informação e de verem ignoradas as denúncias feitas ao Facebook contra páginas «com fotos de perfil ou capa com conteúdo sexual explícito» ou mesmo «álbuns inteiros de fotos de menores em poses adultas ou nus». Os Sud0h4k3rs não têm, contudo, muitas ilusões sobre a eficácia do que estão a fazer. «A pedofilia é uma indústria que gera dinheiro, quer em pagamentos de taxas para visualizar os conteúdos quer no pagamento de alojamentos de sites ou da troca de material. É difícil conseguir encerrar estes sites com apenas uma denúncia», dizem.

PJ não quer comentar cruzada de hackers

Os métodos que usam, ao infiltrarem-se em fóruns e provocarem as conversas, também não se compadecem com a lei portuguesa, já que a legislação não permite a figura do agente instigador e torna todo o material conseguido desta forma impossível de ser usado por via legal.

Talvez por isso, a PJ recusa pronunciar-se sobre a actividade que o grupo ligado ao Anonymous Portugal tem desenvolvido.

Carlos Cabreiro, coordenador de investigação criminal responsável pelos crimes na internet, admite, porém, que há «uma tendência de algum aumento, embora ténue, de situações de aliciamento de menores» através da net, nomeadamente das redes sociais e dos chats.

Segundo dados da PJ, só em 2012 foram detidos 24 suspeitos por crimes relacionados com pornografia de menores na internet. Este ano, já foram cinco os suspeitos identificados. «De 2011 para 2012 notou-se um aumento destas situações», afirma Carlos Cabreiro, explicando que é, contudo difícil falar em redes. «Só numa das situações identificámos dez pessoas, porque se tratava de alguém que fazia distribuição de material pornográfico com crianças. Mas, pelas próprias características da internet, é difícil falar em associação ou rede criminosa nos termos em que é definida pela lei».

Cabreiro reconhece também a dificuldade de identificar os menores expostos no material apreendido. «Comunicamos sempre à Interpol, porque muitas vezes estes materiais têm origem internacional. Mas seja porque as crianças estão noutro ponto do mundo ou porque as imagens são antigas e os menores cresceram, torna-se quase impossível identificá-las», assume o coordenador da PJ, que admite não haver portugueses identificados. «Não sabemos é se é por não existirem ou por não os conseguirmos identificar».

Essenciais para as investigações da PJ têm sido as denúncias «sobretudo de pais e escolas» sobre conteúdos impróprios. «Quase sempre temos de contar com a ajuda dos pais, porque não temos grandes possibilidades de andar a patrulhar a internet».

Por isso mesmo, a Judiciária prefere apostar num trabalho de prevenção, alertando para os riscos da net e para a importância de os pais estarem atentos ao que os filhos fazem online. A mesma mensagem é passada pelos Sud0h4k3rs, que recomendam aos pais que ponham os computadores na sala e que alertem as crianças e jovens para «o perigo de fornecer informações pessoais ou que as possam localizar», bem como de enviar fotos pessoais. Além disso, os hackers aconselham os pais a verificar o histórico de utilização dos computadores e a apresentarem queixa na esquadra mais próxima ou no site http://linhaalerta.internetsegura.pt sempre que detectem comportamentos estranhos ou conversas impróprias.

margarida.davim@sol.pt

 

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