Rede Europeia propõe estratégia nacional para pobreza

Agosto 23, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 12 de Agosto de 2013.

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal, Jardim Moreira, propôs hoje a criação de uma estratégia nacional de combate à pobreza e exclusão social, manifestando “particular preocupação” com o número de crianças em situação de carência.

“Portugal está entre os países da Europa com maior índice de pobreza infantil, estamos com cerca de 28% de crianças com nível de pobreza”, salientou o responsável, alertando para o perigo do abandono escolar e de isso contribuir para “uma sociedade futura frágil”.

O dirigente da EAPN Portugal defendeu, por isso, a necessidade de uma estratégia nacional de combate à pobreza e exclusão social que possa beneficiar de fundos comunitários e identificar os públicos e territórios prioritários e a respetiva alocação de verbas.

A EAPN Portugal considera que o próximo período de programação dos Fundos Estruturais (2014/2020), especialmente do Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), vai ser decisivo na promoção de mudanças significativas nas condições que mantêm a desigualdade, a pobreza e a exclusão social.

Por isso, e com o objetivo de contribuir para a definição dos programas operacionais nacionais, a Rede Europeia enviou ao Governo e aos partidos políticos um documento onde avança propostas concretas para o acordo de parceria com a Comissão Europeia (CE).

No documento, a que a Lusa teve acesso, a EAPN Portugal propõe planos locais de combate à pobreza e à exclusão social que tenham em atenção as necessidades locais e dos grupos mais vulneráveis.

Estes planos deveriam igualmente privilegiar o trabalho em rede entre diferentes organizações, as próprias pessoas em situação de pobreza e exclusão social e o intercâmbio de boas práticas.

No texto, que o dirigente da rede pretende discutir “em breve” com o novo secretário de Estado da Segurança Social, a EAPN Portugal manifesta-se “de forma particular, preocupada com a pobreza infantil, dado que a probabilidade de aumento do número de crianças em situação de pobreza é máxima”.

“Importa distinguir a pobreza infantil de outras formas de pobreza, dado o seu impacto sobre as crianças, enquanto categoria social que se caracteriza por uma dupla dependência dos adultos, biológica e social, o que agrava a sua vulnerabilidade aos efeitos da privação, da exposição ao risco, a adversidade e a discriminação social, tanto no curto como no longo prazo”, lê-se.

A principal proposta passa pela criação de um programa de ação, assumido como instrumento de política para a prevenção e combate eficaz das situações de pobreza infantil e exclusão social em Portugal, que priorize ações de intervenções de longo prazo em detrimento de projetos que proponham soluções de curto prazo, o princípio da intervenção precoce, projetos fundamentados a partir de indicadores de bem-estar infantil e a sua avaliação com base em evidências.

No âmbito das pessoas idosas, a EAPN Portugal propõe, entre outras medidas, que sejam definidos indicadores de caráter quantitativo e qualitativo que permitam avaliar as políticas e as medidas existentes não só em termos do número de pessoas idosas abrangidas, mas também em termos de expectativas das pessoas e das suas necessidades.

No âmbito das comunidades ciganas, a ONG propõe que os programas operativos incluam no próximo Quadro Comunitário medidas específicas para a sua inclusão, no sentido de reduzir significativamente o fosso das desigualdades entre estas comunidades e a restante população portuguesa.

Na área do emprego/desemprego, a EAPN Portugal propõe a adoção de uma Estratégia de Inclusão Ativa tendo em vista a ação integrada das três áreas centrais da estratégia: acesso a um rendimento adequado, a um mercado de trabalho inclusivo e o acesso a serviços de qualidade.

 

Conflito na Síria fez mais de um milhão de crianças refugiadas

Agosto 23, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 23 de Agosto de 2013.

Jim Lopez AFP

Segundo a ONU e a UNICEF, mais de 740 mil têm menos de 11 anos. E algumas atravessaram a fronteira  sozinhas.

O número de crianças forçadas a abandonar a Síria chegou nesta sexta-feira a um milhão, o que representa metade do total de refugiados do conflito sírio. Mais dois milhões de jovens menores de idade continuam no país, a serem atacados ou recrutados como combatentes, alertaram nesta sexta-feira a UNICEF e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados.

“Esta milionésima criança refugiada não é apenas mais um número”, declarou o director executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),  Anthony Lake. “Trata-se de uma criança com nome e com rosto, que foi arrancada da sua casa, talvez até de uma família, enfrentando horrores difíceis de imaginar”, reforçou.

“Os jovens da Síria estão a perder as casas, os familiares e o futuro. Mesmo depois de atravessarem uma fronteira em busca de segurança, continuam traumatizados, deprimidos e a precisarem de uma razão para ter esperança”, afirmou, por seu turno, o alto comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres.

Num comunicado conjunto, as duas agências das Nações Unidas referem que as crianças representam metade do total de refugiados do conflito. Muitas fugiram para a Turquia, o Líbano, o Iraque, a Jordânia, o Norte de África e até para a Europa. Os números mais recentes mostram que mais de 740 mil crianças sírias refugiadas têm menos de 11 anos.

A par da revolta física, do medo, do stress e do trauma, estas crianças refugiadas enfrentam outras ameaças, como o trabalho infantil, o casamento precoce e o risco de exploração sexual e tráfico.

“É uma vergonha para todos nós porque ainda que estejamos a trabalhar para minorar o sofrimento daqueles que são afectados por esta crise, a comunidade  internacional falhou nas suas responsabilidades. Devíamos parar e perguntarmo-nos  como podemos, em plena consciência, continuar a falhar para com as crianças  da Síria”, criticou Anthony Lake.

7000 vítimas mortais
Na Síria, segundo o gabinete liderado por Guterres, cerca de 7000 crianças foram mortas durante o conflito. As duas agências estimam que mais de dois milhões de crianças estejam deslocadas no interior do país.

“Mais de 3500 crianças que estão na Jordânia, no Líbano e no Iraque atravessaram a fronteira síria não acompanhadas ou separadas das famílias”, frisam a UNICEF e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), na mesma nota informativa.

Para dar resposta às enormes carências, as duas agências da ONU puseram em marcha uma operação humanitária que descrevem como “a maior de sempre” e que incluiu a vacinação contra o sarampo de 1,3 milhões de crianças nos campos de refugiados e nas comunidades de acolhimento, ou o fornecimento de água a mais de 222 mil pessoas. Ainda assim, apenas 118 mil crianças conseguiram continuar a estudar depois de abandonarem o seu país.

Além de fornecer abrigo, o ACNUR diz ainda ter registado “todas estas crianças – 1 milhão – dando-lhes uma identidade”, o que passou também por ajudar as famílias a obter “registos de nascimento dos bebés nascidos no exílio, evitando que se tornem apátridas”.

Mas os dois responsáveis advertem que ainda existe muito por fazer. O Plano Regional de Resposta aos Refugiados Sírios, que precisa de 2259 milhões de euros para responder às necessidades dos refugiados até Dezembro deste ano, está financiado em apenas 38%.

As agências salientam, no entanto, que o financiamento “é apenas uma parte da resposta precisa para acudir às necessidades das crianças”, defendendo uma intensificação dos esforços para encontrar uma  solução política para o conflito.

Este comunicado é divulgado numa altura em que o Conselho de Segurança da ONU pediu uma clarificação sobre o que aconteceu em Damasco na quarta-feira. As forças do Presidente Bashar al-Assad são acusadas de terem lançado ataques químicos, aparentemente com recurso a gás sarin, em várias zonas próximas da capital. A oposição síria fala em 1360 mortos, incluindo muitas crianças.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira à Síria que autorize os inspectores da ONU a investigarem o alegado ataque de quarta-feira com armas químicas, deixando-os visitar os arredores de Damasco.

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Descobertos 500 contos-de-fadas da época dos Irmãos Grimm

Agosto 23, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da exame.abril.com.br de 8 de Agosto de 2013.

branca

Segundo o jornal britânico The Guardian, volumes ficaram guardados na Alemanha por 150 anos, antes de serem encontrados

Luciana Carvalho,

São Paulo – Os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm foram os responsáveis povoar a infância de crianças do mundo todo com histórias e seres fantásticos de seus contos-de-fadas. Mas o domínio da dupla que viveu no século 19 e criou personagens como Branca de Neve, Cinderela, Rapunzel e Chapeuzinho Vermelho poderá ser dividido com Franz Xaver von Schönwerth, outro historiador alemão que viveu na mesma época (de 1810 a 1886).

Segundo o site do jornal The Guardian, a curadora cultural Erika Eichenseer encontrou 500 novos contos na cidade de Ratisbona (Regensburg), na Alemanha, após ficarem escondidos por mais de 150 anos. Quando em vida, Von Schönwerth passou anos conversando com pessoas de diferentes povos e culturas para descobrir seus hábitos, costumes e tradições que, depois, ele transformaria em literatura fantástica.

O achado foi o livro “Aus der Oberpfalz – Sitten und Sagen” (“Do Alto Palatinado – Costumes e Lendas”, tradução livre), dividido em três volumes, escritos em 1857, 1858 e 1859. Lá estão diversos textos que não ficaram conhecidos por outros livros, assim como há versões de clássicos como Cinderela.

De acordo com o Guardian, a principal diferença entre o trabalho dele e dos Irmãos Grimm é o verniz literário que o primeiro não apresentava, já que tinha uma linguagem mais direta e menos romanceada. Além disso, os contos presentes na obra não são exclusivos para crianças, pois têm temas que servem de ajuda para adultos conseguirem lidar com os desafios dessa fase.

 

Participação de Manuel Coutinho no Programa Sociedade Civil na RTP 2 sobre “Birras : Como Evitar?”

Agosto 23, 2013 às 6:00 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança), esteve presente no Programa da RTP 2, Sociedade Civil, no passado dia 21 de Agosto, subordinado ao tema Birras : Como Evitar?

Não quero, não vou, não faço, não gosto, não deixo. Quem nunca teve de lidar com uma birra do filho na rua, no supermercado, numa festa de família ou à porta da escola? Afeto, persistência e calma são trunfos para lidar com o mau temperamento dos filhos. Mas como se impõem limites? Como se leva uma birra até ao fim? “O pai/mãe vai ficar triste” é um bom argumento? É mesmo necessário explicar sempre porque têm que fazer o que lhes dizem? Como se dá a possibilidade aos mais pequenos de ganharem pequenas batalhas? E a pergunta que todos fazem: é mesmo necessário castigar?

Assista ao programa Aqui

 


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