Sinalização de casos de maus tratos a menores com aumento significativo

Agosto 16, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 12 de agosto de 2013.

Lusa

Relatório do primeiro semestre do ano.

A sinalização de casos de maus tratos a menores regista um aumento significativo, segundo dados da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR), que vai apresentar, em breve, um relatório do primeiro semestre do ano.

O presidente da CNPCJR, Armando Leandro, disse hoje à agência Lusa que “as pessoas sinalizam bastante os casos de maus tractos a menores”, mas esse aumento não corresponde necessariamente a um maior número de crianças maltratadas.

Armando Leandro vincou que a sinalização de casos de maus tratos “é algo de muito positivo”, por se tratar de uma intervenção importante para “a protecção de crianças e jovens”. “Há uma consciência pública mais aprofundada de que não podem ocorrer estas situações e que a sinalização é crucial”, sublinhou.

Nos elementos recolhidos este ano pela CNPCJR, de acordo com Armando Leandro, o número de situações em que as crianças foram maltratadas, desceu desde Janeiro a Junho.

O responsável do CNPCJR, no entanto, admitiu que os dados das unidades de saúde possam revelar acréscimo relativamente ao primeiro semestre de 2012, como noticia hoje o Correio da Manhã.

“Pode acontecer que alguns destes dados dos hospitais não tenham sido comunicados às comissões de protecção”, disse, explicando que as entidades de saúde estão “na primeira linha”.

Armando Leandro salientou que os hospitais “captam muitas situações na primeira linha e nem todas são comunicadas às comissões de protecção, na medida em que, porventura, conseguem resolvê-los”.

Apesar disso, notou que “basta um caso de maus tratos de menores” para que haja uma preocupação, e defendeu que “é preciso averiguar” os dados dos hospitais, pelo que declarou que a CNPCJR vai “contactar as entidades de saúde para conhecer melhor o significado da situação”.

Armando Leandro vincou, no entanto, a descida das situações de maus tratos infligidos a crianças e a jovens.
“Os dados objectivos que a Comissão Nacional tem através do relatório semestral de 2013, não há esse aumento de casos de maus tratos ou mesmo negligência. Pelo contrário, há até agora uma diminuição dos casos de negligência”, afirmou.

Armando Leandro esclareceu que os casos de negligência “passam para terceira causa de sinalização, depois das situações face aos comportamentos que podem comprometer o bem-estar da criança e o direito à educação, e os maus tratos físicos não há e abusos sexuais não há aumento relativamente ao primeiro semestre de 2012”.

O presidente da entidade nacional de protecção a crianças e jovens adiantou, porém, que se regista um aumento no primeiro semestre do ano de situações “que podem comprometer o direito à educação, designadamente o absentismo e o abandono escolar.

Estatísticas dos serviços de pediatria de hospitais do Baixo Vouga, Porto, Évora, Portalegre, Portimão, Montijo e Coimbra, citados pelo Correio da Manhã, apresentam, para os primeiros seis meses deste ano, valores que, em alguns casos, já ultrapassam ou já se aproximam dos dados totais de 2012.

Especialista comenta a importância de proteger crianças da exposição à pornografia

Agosto 16, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Epoch Times de 31 de Julho de 2013.

Autor: Joy Smith

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou novas medidas para proteger as crianças da pornografia. O primeiro-ministro destacou os dois principais objetivos destas medidas: proteger as crianças da exposição à pornografia adulta através de um filtro fornecido pelo governo e combater as imagens de abuso sexual de crianças disponíveis na rede.

Acredito na abordagem ousada do primeiro-ministro Cameron quando se trabalha com provedores de internet para desenvolver soluções que protegem as crianças. Nessa luta enorme contra a exploração de crianças e sexualização, cada passo que damos faz a diferença.

Efeitos danosos experimentados por crianças expostas à pornografia

A eliminação do fácil acesso à pornografia por crianças deve ser uma abordagem de senso comum. Há muitos estudos que mostram as consequências nefastas sofridas pelos jovens expostos à pornografia (é alarmante que 12 anos é a idade média da primeira exposição à pornografia).

Por exemplo, ver pornografia é considerado um fator de abuso sexual entre as crianças. Além disso, estudos recentes revelam que a pornografia pode, de fato, “reconfigurar” o cérebro. Isso é alarmante para as crianças que estão em uma fase crítica do desenvolvimento físico e pode ter consequências negativas em longo prazo.

Dirigindo-se à censura

No entanto, desde que manifestei meu apoio ao plano britânico, vi reações de surpresa , acusações  imediatas e desinformadas que é uma iniciativa de censura contra a liberdade ou a supervisão do governo, por pessoas que não tenham  tempo para realmente entender os problemas abordados e as soluções propostas.

O objetivo do filtro pornô não é para censurar ou bloquear pornografia para adultos, mas para evitar que as crianças tenham acesso a ele. Acusações de censura são tão absurdas quanto sugerir que a proibição da venda de vídeos adultos para as crianças seja censura.

Qualquer pessoa com mais de 18 anos no Reino Unido terá o controle total do seu acesso à pornografia legal. Provedores de internet britânicos desenvolveram um filtro para bloquear pornografia legal para adultos e deve ser ativado para todos os clientes, a menos que decidam desativá-lo. Desativar o filtro é tão simples como entrar em sua conta de e-mail e desmarcar uma mensagem que seria deletada.

Algumas pessoas mencionaram que existem filtros domésticos disponíveis. Na verdade, não são. No entanto, o software só funciona em computadores onde ele foi instalado. Em tempos de redes sem fio em casa, onde muitas crianças e seus amigos têm smartphones , instalar um filtro anti-pornografia em seus computadores domésticos tem eficácia limitada.

Colaborar com o governo e não regulá-lo

O regime do Reino Unido também tem sido rotulado como um exemplo de grande intrusão do governo no setor. Ao invés de impor regras aos prestadores de serviços de Internet, o filtro foi o resultado do acordo e colaboração entre o governo e os grandes provedores de internet no Reino Unido. Isso desenvolve um meio de proteger as crianças da exposição ao material adulto disponível online. Isso é o que eu gostaria de ver no resto do mundo: acordos de colaboração entre o governo, fornecedores e as esferas federais interessadas. É uma conversa que realmente vale à pena.

Eu acredito fortemente na proteção dos direitos e da liberdade, da democracia e de uma internet aberta. Como o  primeiro-ministro David Cameron tem razão ao destacar que “ter uma Internet livre e aberta é a chave … Mas em relação à internet no equilíbrio entre liberdade e responsabilidade, nós negligenciamos a nossa responsabilidade para com nossos filhos”. Claro, desmarcar um filtro não é um preço alto a se pagar para garantirmos a proteção e a educação de nossas crianças.

Joy Smith é bacharel e mestre em Educação. Também atua como membro do Parlamento de Kildonan, em Winnipeg, Inglaterra. 

 

Todos os dias há seis crianças maltratadas em Portugal

Agosto 16, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 13 de agosto de 2013.

A notícia contém declarações do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

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