Pornografia infantil escondida em sites legítimos

Agosto 15, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site TEK Sapo de 6 de Agosto de 2013.

Vários sites legítimos de conteúdo adulto estão a ser pirateados para redirecionarem os seus utilizadores para páginas onde são apresentadas imagens de pornografia infantil.

O aviso é feito pela entidade britânica Internet Watch Foundation que nas últimas semanas diz ter recebido uma quantidade incomum de relatos por parte dos internautas, a darem conta de tal tendência.

A situação sucede num primeiro momento com a visita ao site de conteúdo adulto onde, ao clicar num vídeo ou imagem, os utilizadores são redireccionados para um directório de ficheiros apresentado num site de mobiliário, por exemplo.

Os internautas acabam por deparar-se aí com imagens de abuso infantil, sem qualquer conhecimento do que está a suceder por parte dos webmasters de ambos os sites, alerta a Internet Watch Foundation.

“Mostra que qualquer pessoa, longe de estar à procura deste tipo de imagens, pode deparar-se com elas”, refere-se no comunicado que dá conta do novo esquema malicioso.

Casos idênticos costumam ser denunciados em Portugal, mas o volume de relatos à Linha Alerta não tem registado alterações significativas, como sucedeu com a congénere britânica, segundo referiu Gustavo Neves, gestor do serviço de Segurança da FCCN, ao TeK.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Estudo conclui que existem traços ligeiros de autismo em raparigas com anorexia

Agosto 15, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 6 de Agosto de 2013.

Através da medição de três quocientes, investigação concluiu existirem semelhanças quando à obsessão por sistemas e detalhes.

Um estudo realizado com raparigas anorécticas revelou que estas manifestaram comportamentos com características ligeiras de autismo, o que pode abrir caminho a novos métodos de tratamento de pessoas que sofrem deste distúrbio alimentar. Segundo Simon Baron-Cohen, que liderou a equipa do Centro de Investigação de Autismo da Universidade de Cambridge, que realizou o estudo, “a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Para esta investigação foram analisados dois grupos de adolescentes. Um com 66 raparigas com anorexia confirmada clinicamente, com idades entre os 12 e os 18 anos. Um segundo grupo era formado por 1609 adolescentes sem o distúrbio alimentar, com o mesmo intervalo de idades. Ambos foram submetidos a testes de medição dos quocientes do espectro de autismo, de sistematização e de empatia.

Quando comparadas com raparigas sem qualquer perturbação no quociente do espectro de autismo, as adolescentes anorécticas mostraram um número de traços autistas acima da média. O mesmo se passou ao ser analisado o seu interesse em repetição de padrões e sistemas com regras previsíveis. Ficaram, no entanto, abaixo da média quanto à empatia, uma característica semelhante, ainda que menos pronunciada, ao verificado em pessoas com autismo.

Segundo o estudo, divulgado esta terça-feira, estas conclusões sugerem que as duas disfunções podem ter em comum traços subjacentes. Simon Baron-Cohen, citado no comunicado publicado pela Universidade de Cambridge, sublinha que “tradicionalmente, a anorexia tem sido vista apenas como um distúrbio alimentar”. O especialista em autismo diz tratar-se de uma conclusão “razoável”, uma vez que “o perigo do baixo peso e o risco de malnutrição ou mesmo morte tem que ser a principal prioridade” em casos de anorexia.

Mas Baron-Cohen argumenta que há novos dados que podem mudar a forma como deve ser abordado um determinado caso de anorexia. “Esta nova investigação sugere que subjacente ao comportamento superficial, a mente de uma pessoa com anorexia pode partilhar muito com a mente de uma pessoa com autismo”.

Semelhanças
O investigador realça depois algumas semelhanças encontradas no estudo, nomeadamente o facto de na anorexia e no autismo existir “um forte interesse em sistemas”. No caso das raparigas com anorexia, estas adoptam sistemas rotineiros centrados no peso, alimentos ingeridos e estrutura do corpo. Surgem assim traços semelhantes quanto à existência de comportamentos e atitudes rígidas ou a obsessão com os detalhes.

Bonnie Auyeung, um dos elementos da equipa que realizou o estudo, sublinha outra das conclusões que podem ser retiradas deste trabalho. A especialista, que trabalha no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, realça que o autismo é “diagnosticado mais frequentemente nos homens” mas que a “proporção de mulheres com autismo pode estar a ser negligenciada ou mal diagnosticada, por serem casos que chegam às clínicas com sendo de anorexia”.

E de que forma o estudo agora apresentado pode ajudar? Tony Jaffa, outro dos responsáveis pela investigação, explica que, por exemplo, nas anorécticas pode tentar alterar-se os seus interesses obsessivos pelo peso e dietas para uma forma equilibrada de trabalhar o modo como vêem o corpo. “Reconhecer que alguns doentes com anorexia podem também precisar de ajuda com competências sociais e de comunicação e na adaptação à mudança, também nos dá um novo ângulo de tratamento”, defende.

 

Crise leva mulheres a serem mais severas com filhos

Agosto 15, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 6 de Agosto de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

The Great Recession, genetic sensitivity, and maternal harsh parenting

Mas apenas aquelas com um determinado perfil genético, revela um estudo norte-americano

Por: tvi24 / CLC

Em período de crise, a ansiedade leva algumas mulheres com um determinado perfil genético a terem um comportamento mais severo em relação aos seus filhos, como gritar-lhes ou bater-lhes, indica um estudo norte-americano.

«Sabemos que as dificuldades económicas que atingem uma família muitas vezes degradam o comportamento dos pais em relação aos filhos», disse Dohoon Lee, professor adjunto de sociologia na Universidade de Nova Iorque e principal autor do estudo divulgado na segunda-feira.

Mas esta investigação, sobre a última recessão de 2007 a 2009 nos Estados Unidos, a pior desde a grande depressão dos anos 1930, mostra que as crises «afetam a atitude de certos pais» mesmo quando estes não são diretamente afetados, devido ao receio de perderem os seus empregos e segurança.

Os investigadores constataram que o aumento dos maus tratos ocorria sobretudo nos casos de mulheres com uma determinada mutação genética que afeta a síntese da dopamina, uma substância química que desempenha um papel fundamental na regulação das emoções, do sono e da concentração.

O estudo, divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostra que a crise económica de 2007-2009 não levou ao endurecimento do comportamento das mães sem aquela mutação, pouco mais de metade dos participantes na investigação.

Os investigadores constataram igualmente que quando a situação económica norte-americana melhorou, diminuíram os comportamentos severos nas mães com a variação genética.

Os resultados «são importantes» porque mostram que o efeito dos genes sobre o comportamento de certas pessoas depende da qualidade do seu ambiente, assinalam os cientistas.

O estudo envolveu cerca de 5.000 crianças nascidas em 20 grandes centros urbanos norte-americanos entre 1998 e 2000. As mães foram entrevistadas pouco depois do parto e quando os filhos tinham aproximadamente um, três, cinco e nove anos.


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