Estudo britânico detectou sete crianças com mais de 120 quilos

Agosto 14, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Agosto de 2013.

Medições feitas a crianças com menos de 12 anos duas vezes em seis anos revelaram resultados preocupantes para o serviço nacional de saúde britânico.

As últimas estatísticas sobre a obesidade entre crianças britânicas revelaram resultados preocupantes. Em medições realizadas entre 2006 e 2012 no âmbito de um programa do Serviço Nacional de Saúde britânico, foram encontradas sete crianças com menos de 12 anos com mais de 120 quilos de peso. Um dos casos mais graves de obesidade mórbida detectado foi o de uma menina, de dez anos, com mais de 150 quilos.

Os números são avançados esta segunda-feira pela imprensa britânica e referem-se ao programa nacional de medição infantil, que inclui o registo do índice de massa corporal (IMC) e altura. Segundo medições realizadas duas vezes ao longo de seis anos a crianças em idade escolar com menos de 12 anos, uma em três tinha excesso de peso e cerca de 20% era obesa.

De acordo com as estatísticas agora avançadas, sete crianças sujeitas às medições tinham mais de 120 quilos. Uma menina de dez anos, de Hounslow, arredores de Londres, ultrapassou em cerca de 30 quilos esse peso, enquanto um rapaz de 11 anos tinha 146 quilos quando subiu a balança pela última vez, no âmbito do programa de saúde do Governo britânico. A menina tinha cerca de 1,50 metros de altura, enquanto o menino tinha pouco mais de 1,30. O IMC da rapariga era de 71 e o do rapaz de 84.

As restantes crianças que revelaram um peso superior a 120 quilos foram pesadas em escolas de Lancashire, Cum­­bria e Sul de Londres. Os dados oficiais indicam que 30% das crianças analisadas tinham excesso de peso quando terminaram o ensino básico.

O IMC é um cálculo que tem em consideração o peso corporal e a altura da pessoa. O resultado ajuda a saber se a pessoa tem um peso baixo, normal ou se pelo contrário tem peso a mais. O índice é calculado dividindo o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros). Se o resultado for inferior a 18,5 o peso é baixo e é normal se se situar entre 18,5 e 24,9. Entre os 25 e os 29,9 a pessoa tem peso a mais e acima de 30 é considerada obesa.

Abuso infantil?
Tam Fry, porta-voz do fórum nacional de obesidade britânico, uma organização que se dedica a alertar para os perigos do excesso de peso, disse ao Sunday Times que os dados agora revelados tornam-se ainda mais preocupantes quando se fala de crianças. “Acabámos por aceitar que 26% dos adultos no Reino Unido são obesos mas devíamos sentir-nos chocados quando 20% das crianças também o são”.

Para Fry, permitir que uma criança se torne “super, super obesa é em si um abuso infantil”, numa referência à falta de actuação dos pais quando têm filhos com excesso de peso.

A posição do porta-voz do fórum nacional de obesidade britânico surge numa altura em que as direcções das escolas foram aconselhadas pelo Serviço Nacional de Saúde britânico a não utilizarem um tom que seja considerado ofensivo quando alertam os pais por carta sobre o resultado das medições dos filhos. Até aqui, e segundo o The Mirror, quando era verificado que a criança tinha excesso de peso, os pais recebiam a seguinte mensagem: “Os resultados do seu filho ultrapassam em muito a escala de sobrepeso. Os médicos chamam a isso obesidade”.

Ao Sunday Times, Mitch Blair, do Royal College of Paediatrics and Child Health (o equivalente britânico a uma Ordem dos pediatras e da saúde infantil), alertou, por sua vez, que além do bem-estar físico da criança, o seu estado mental deve ser também acompanhado. “Ser obeso numa idade tão jovem tem claras implicações na saúde mental, além de incluir um maior risco de diabetes, problemas cardíacos e de articulações. Além disso, podem ocorrer sérias repercussões psicológicas. Os anos de adolescência são já duros o suficiente sem o fardo extra de ser obeso”, diz o professor.

 

 

Comunicado da Direção do IAC, a propósito do aumento dos casos de maus tratos

Agosto 14, 2013 às 2:30 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança, face às notícias preocupantes que nos últimos dias vieram a público sobre o aumento do número de maus tratos em crianças, com base em estudos da Sociedade Portuguesa de Pediatria, entende dever pronunciar-se, não apenas pela gravidade dos factos, mas sobretudo para mais uma vez sensibilizar a comunidade sobre as entidades a quem poderá dirigir-se, com vista à denúncia dessas graves violações dos Direitos da Criança e também com intuitos de prevenção.

Com efeito, os dados que agora foram tornados públicos revelam um aumento significativo dos casos de negligência e maus tratos detetados nos Serviços de Saúde e designadamente nos Hospitais, tendência que já era sentida há cerca de um ano, com especial destaque para dados fornecidos também pela Sociedade Portuguesa Pediatria no final do passado ano.

O Instituto de Apoio à Criança, que desde há 30 anos elegeu como sua prioridade as crianças em risco, em particular as crianças maltratadas e abusadas sexualmente, entende ser seu dever salientar que todos temos responsabilidades para com as nossas crianças, todos somos eticamente chamados a contribuir para que lhes seja permitido viver numa sociedade que respeite os seus direitos à integridade pessoal e à dignidade.

Neste contexto, e porque pese embora a adversidade da crise económica e financeira, que atravessamos, continua a não ser admissível a utilização da violência contra as crianças, que nada justifica, entendemos ser oportuno informar que, a nível do município existem já mais de 300 Comissões de Proteção de Crianças e Jovens, que são entidades oficiais não judiciárias a quem deve ser participado qualquer caso que o comunicante considere em perigo.

Mais uma vez, entende o IAC ser adequado informar que dispõe de um Serviço da Apoio Jurídico e de duas linhas telefónicas de ajuda no SOS Criança, serviço anónimo e confidencial, criado em 1988 e que desde então já atendeu cem mil apelos. Estes serviços têm profissionais competentes e especializados no atendimento e encaminhamento dos casos que lhe são participados. A excelência do serviço SOS Criança mereceu-lhe, em 2007 o justo reconhecimento para atribuição dos Números Únicos Europeus, 116 111 e 116 000, sendo o último especialmente vocacionado para a Criança Desaparecida e Explorada Sexualmente.

Este Serviço já salvou muitas crianças, e queremos que continue a contribuir para que qualquer criança possa viver num mundo de mais felicidade e bem-estar, onde sinta que os seus direitos são respeitados e a sua dignidade é valorizada.

A violência contra a criança é inaceitável.

Decorre a nível mundial, uma campanha da Unicef “Tornar visível o invisível”, que visa a erradicação da violência contra a criança e o IAC associa-se, desta forma, a essa campanha, cumprindo a sua missão de defesa da criança e dos seus direitos.

A Direção do IAC

InfoCEDI n.º 46 subordinado ao tema Crianças Soldado

Agosto 14, 2013 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 46. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Crianças Soldado.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line e pode aceder a eles directamente do InfoCEDI, Aqui

Solidão Infantil – Tantos brinquedos e ninguém com quem brincar

Agosto 14, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de Catarina Castro no site da Clínica da Educação  2 de Agosto de 2013.

Por Catarina Castro

Um dos maiores problemas sentidos atualmente pelas nossas crianças prende-se com a diminuição do tempo de brincadeira e dos momentos de convívio – as famílias são cada vez menores, as pessoas passam cada vez mais tempo no local de trabalho e o aumento da violência e da criminalidade fizeram diminuir o contacto e os jogos de rua com os vizinhos. Embora os brinquedos de que dispõem sejam mais diversificados e abundantes, as brincadeiras, essenciais para que a criança se desenvolva e construa as suas representações mentais sobre o mundo, são cada vez mais vividas de forma individual e solitária.

O ritmo de vida mais agitado a par com a crescente exigência profissional, que tanto caracterizam os meios urbanos, têm levado a maioria das famílias a conviverem muito menos com amigos e familiares. Embora estas alterações tenham conduzido a algumas melhorias significativas, os momentos de convívio e interação social (fundamentais para o bem-estar individual) têm vindo a ser descurados, facto que se reflete num aumento generalizado do sentimento de solidão por parte das crianças.

A solidão tem sido vista como uma experiência negativa, caracterizada por um sentimento de isolamento e ausência de interações sociais satisfatórias. Esta condição é fonte de perturbação emocional afetando o funcionamento psicossocial, a saúde e o bem-estar e provocando um sentimento de tristeza generalizada.

Quando sentida e vivida durante a infância, o sentimento de solidão irá repercutir-se ao longo da vida da criança, refletindo-se nas várias relações que irá experienciando. Frequentemente as crianças solitárias tendem a tornar-se adultos tímidos e ansiosos, demonstrando também algumas dificuldades em estabelecer relações empáticas com as pessoas com que se cruzam no seu dia-a-dia.

Um dos fatores que mais condiciona a perceção de solidão das crianças é a relação que estabeleceram com os seus pais – se sentem que têm suporte emocional, conforto e proximidade com os seus progenitores, é muito menos frequente viverem os momentos em que não estão acompanhados de forma angustiante. Por contraponto, quando as crianças sentem que a relação que têm com os seus pais nas relações parentais que são vividas com ansiedade ou ambivalência, é frequente as crianças demonstrarem mais sinais de angustia quando são deixadas sozinhas. Os pais dispõem de menos tempo efetivo para estar com os filhos, responder às suas questões, brincar com eles e mimá-los. Em muitos dos casos, segundo um estudo recente, a média de tempo despendida diariamente pelos nossos pais exclusivamente com os seus filhos é pouco mais de 30 minutos. Sendo estes a sua figura de referência, principalmente durante os primeiros anos de vida, esta ausência esta muito associada a níveis elevados de solidão e tristeza demonstrados por várias crianças e jovens.

A par com as alterações familiares, também a vida citadina modificou as brincadeiras das crianças e a sua relação com os seus amiguinhos. As pessoas passaram a morar em apartamentos ou em casas menores, os jardins diminuíram ou desapareceram e as ruas tornaram-se perigosas. Os jogos sociais ao ar livre tais como “as escondidas”, “a apanhada” e “a macaca”, responsáveis pela expressão coletiva do lúdico, foram perdendo o seu espaço provocando uma diminuição do contacto com o seu grupo de pares e um aumento do seu sentimento de solidão.

Com estas alterações. a televisão, a par com o computador e com os jogos virtuais, têm-se destacado como as atividades de tempos livros prediletas das crianças e jovens uma vez que para além de serem bastante cativantes estão disponíveis e podem ser jogados dentro das paredes de casa. No entanto, o tempo despendido com estes brinquedos interativos deve ser gerido e supervisionado pelos pais, para que não se tornem formas lúdicas de cultivar o isolamento, ao tornarem as crianças cativas dos écrans e dos jogos solitários.

A solidão, pode também estar na base do aparecimento de sintomas ou quadros depressivos, devendo os pais estar muito atentos a este tipo de sintomatologia dadas as suas consequências futuras. Quando tal acontece pode ser necessário recorrer a ajuda especializada.

O lado positivo da solidão

A solidão é descrita, habitualmente, como algo bastante angustiante e perturbador. Embora a socialização seja fundamental e preponderante para o crescimento saudável, é de referir que os momentos de solidão também têm um papel muito importante para o desenvolvimento e amadurecimento emocional das crianças, (desde que não sejam vividos por ela de forma extremamente ansiosa), uma vez que lhes permitem experienciar alguns períodos de individualidade, nos quais se vão tornando mais autónomos e independentes face aos pais.

Estes momentos permitem-lhe conhecer os seus limites, gerir o seu espaço individual, criar as suas brincadeiras e explorar o mundo de uma forma pessoal. Quando se sentem seguras na relação que têm com os seus pais é mais fácil para as crianças aproveitarem os momentos em que não estão acompanhadas para “mergulhar” nas suas brincadeiras, sem despoletar nelas um sentimento de abandono ou de rejeição.

É igualmente importante que os pais respeitem a sua necessidade de, por vezes, poderem estar a brincar sozinhas, sem que isso signifique que estão deprimidas ou infelizes. A partir dos 2 anos de idade, os momentos de solidão podem ser igualmente enriquecedores ao permitirem às crianças aprender a ter o seu próprio espaço.
Algumas estratégias para superar a solidão:

  • Dinamize momentos de interação social – um passeio no parque com outras crianças, uma ida ao cinema com amigos ou um lanche em casa para os coleguinhas da escola são ótimos momentos de convívio e de fortalecimento das relações interpessoais;
  • Fomente a participação em atividades de grupo e de equipa – o desporto, os escuteiros ou a música são alguns dos locais privilegiados para desenvolver o espirito de companheirismo e a amizade entre crianças e jovens;
  • Estimule as brincadeiras manipuláveis e os jogos de tabuleiros – estas atividades favorecem o diálogo e o conhecimento das regras de interação social;
  • Realize jogos de mimica e de expressão corporal com a criança – de uma forma lúdica e divertida a criança tem espaço para aprender a comunicar e a expressar-se corporalmente;
  • Valorize o tempo de qualidade – desligue os aparelhos de comunicação e tire algum tempo para estar em família, conviver, brincar e conversar. Estes momentos permitem estreitar os laços familiares e estimular a capacidade de comunicação e de interação  entre os vários elementos da família, dando estratégias à criança para se relacionar com os demais elementos do seu contexto;
  • Fomente comportamentos afetivos nos mais diversos momentos, de forma simples e espontânea, através de gestos ou de palavras – aprender a expressar e a gerir os afetos é essencial para aprender a relacionar-se de forma mais ajustada;
  • Elogie os comportamentos  positivos e pró sociais em detrimento dos desajustados, a valorização sincera é uma das melhores formas de estimular a autoestima e fomentar a autoconfiança, necessárias para o estabelecimento de relações intersociais ajustadas;
  • Esteja disponível para a criança, demonstrando-lhes que gosta de comunicar e partilhar os seus assuntos, sem assumir uma atitude crítica e destrutiva – crianças mais confiantes têm mais facilidade em relacionar-se com outras pessoas.

A reação dos adultos, em especial a dos pais, é muito importante para que cada criança aprenda a agir em sociedade visto que eles são, para elas, o modelo a seguir. Deste modo é fundamental que procurem dar exemplos construtivos de relações sociais ajustadas permitindo que a criança aprenda e interiorize as ferramentas mais adequadas para construir relações emocionais saudáveis com as pessoas com que se irá cruzar ao longo da sua vida.

 

Pôr fim à violência contra as crianças – Campanha da Unicef

Agosto 14, 2013 às 6:00 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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unicef

Escravatura, tráfico, trabalho perigoso, prostituição. Estes tipos de trabalho infantil são todos eles formas de violência contra as crianças.
Mais de 115 milhões de crianças são exploradas desta forma.
Junte-se ao movimento global ‪#‎ENDviolence‬ against children/Pôr fim à violência contra as crianças: http://uni.cf/endviolence


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