Não dê férias a todas as regras

Julho 24, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Life & Style do Público de 18 de Julho de 2013.

Andy Gao

Por Rita Pimenta

A família anseia por férias, mas isso não significa que o período de ausência de trabalho resulte em verdadeiro descanso. Mais ainda quando há crianças por perto. Não ceda à tentação de eliminar todas as regras ou correrá o risco de chegar ao final do Verão a precisar de férias.

A pediatra Ana Paula Simões diz que esta época “deve ser uma oportunidade para descansar da azáfama louca do dia-a-dia”, mas defende que não se pode abandonar “regras básicas e que há limites a ser cumpridos, embora com alguma flexibilidade”. Ou seja, se os horários não devem ser tão rígidos como no período escolar, há no entanto que manter algumas rotinas, “nomeadamente em relação ao sono e à alimentação”. Pode haver alguma trégua nas regras, mas elas não deverão desaparecer totalmente.

Os miúdos nunca deverão ir muito tarde para a cama, mesmo que não tenham de se levantar cedo no dia seguinte. “Se a criança não tiver uma boa noite de sono, fica mais irritada durante o dia e facilmente faz birras quando é contrariada”, diz ao Life&Style a especialista da clínica Cuf de Alvalade, em Lisboa. E já todos assistimos a “medições de forças” entre crianças e adultos na praia, por exemplo. Uma boa noite de sono poderia ter evitado alguns desses conflitos e contribuído para o bem-estar da criança (e da família).

“O mesmo se aplica às refeições”, prossegue Ana Paula Simões, “mesmo nas férias, deve ser mantido um horário de refeições regular, com pequenos lanches nos intervalos. Deve optar-se por soluções saudáveis, como fruta, iogurtes ou barras de cereais”.

Actividades a mais
Outro equívoco por parte de algumas famílias em relação aos mais novos “é a convicção de que é preciso proporcionar-lhes diversão a todo o momento”. Para a pediatra, essa “é uma característica do nosso tempo”, já que as pessoas “têm imensa dificuldade em parar”.

Esse excesso de actividades acaba por ser cansativo para todos e deixa os miúdos demasiado excitados. “É necessário encontrar o equilíbrio certo e ensinar as crianças a aproveitar os momentos de ócio. Assim, desfrutarão melhor dos momentos de diversão”, acredita Ana Paula Simões.

As férias de Verão são, segundo a pediatra, uma óptima oportunidade para compensar a falta de convívio entre todos durante o resto do ano. Por isso sugere que estejam “simplesmente juntos, sem pressas, vejam um filme, passeiem e durmam a sesta”. A especialista não tem dúvidas de que “isto vai criar uma aproximação entre todos e reforçar laços”.

Proibido falar de escola
Se as demonstrações de afecto e carinho aos filhos são importantes sempre, e “indispensáveis para o seu desenvolvimento emocional equilibrado”, as férias proporcionam momentos de descontracção que devem ser bem aproveitados nesse sentido. “Estar bem-disposto e disponível para brincar com as crianças, observá-las e desfrutar do seu convívio vai tornar as férias especiais”, diz a médica. E acrescenta: “É importante aproveitar para pôr a conversa em dia, conhecer melhor as suas preferências em relação a brincadeiras, música e Internet. Os pais devem tentar transmitir aos filhos princípios e valores, mas também saber ouvi-los, não esquecendo a sua própria personalidade e individualidade.”

Se o momento é de pausa escolar e de trabalho, esses assuntos passam a ser tabu. Conselho de Ana Paula Simões:“Liberte-se do stress do trabalho e liberte as crianças das preocupações escolares.” Garantia: “O regresso será feito com mais motivação e vontade.” E nada de tarefas escolares, nem mesmo para aqueles que tiveram maus desempenhos. “Não se deve tentar recuperar nas férias aquilo que não foi feito durante o ano lectivo.”

A pediatra sugere que se “estimule o gosto pela leitura como um prazer” e não “como um trabalho de casa”. Para isso, diz aos pais que dêem liberdade à criança para “fazer as suas próprias escolhas, de acordo com os seus gostos e com o seu ritmo”. Uma boa regra.

 

 

UNICEF preocupada com efeitos da crise nas crianças portuguesas

Julho 24, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Notícias ao Minuto de 23 de Julho de 2013.

unicef

A diretora da UNICEF Portugal manifestou-se hoje preocupada com as crianças portuguesas devido aos efeitos do desemprego nas famílias e defendeu que as medidas de austeridade deviam ter em conta o seu impacto nos mais novos.

“A UNICEF está naturalmente preocupada com a situação que as crianças portuguesas estão a viver porque [com] o desemprego, a capacidade económica das famílias tem vindo a ser muito afetada”, disse hoje à agência Lusa Madalena Marçal Grilo.

Esta mudança “obviamente reflete-se nas crianças, por um lado, em termos absolutos, pela disponibilidade que os pais têm, e por outro lado, pela tensão que pode criar a nível familiar”, referiu a responsável, que falava à agência Lusa a propósito da realização da mini maratona UNICEF, a 03 de agosto, em Albufeira.

A diretora da UNICEF Portugal recordou ainda que há muitas famílias em que ambos os país estão desempregados, o que tem “um efeito negativo nas disponibilidade que os pais têm para as suas crianças”.

A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para as Crianças) “tem vindo a alertar para que as medidas de austeridade, algumas terão de ser tomadas, mas antes deviam ter em conta o impacto que têm na situação das crianças hoje, a longo e médio prazo”, realçou a responsável.

“Sabemos que há hoje em dia muito mais situações complicadas do que há uns anos atrás e isso é motivo de preocupação”, acrescentou.

Madalena Marçal Grilo salientou a generosidade dos portugueses, que continuam a ajudar a UNICEF, apesar das dificuldades económicas enfrentadas.

“Os portugueses são generosos e contribuem para a UNICEF, o que acontece é que estão a atravessar uma fase difícil e é natural que as contribuições tenham vindo a diminuir”, no entanto, há doadores a continuar a ajudar, não só esta organização internacional, mas também outras causas, pois “há muitos anos que o fazem e querem continuar a faze-lo”, referiu.

O relatório da Unicef relativo a 2012, recentemente divulgado, revela que Portugal foi o segundo país que menos contribuiu para a UNICEF, tendo cada português dado, em média, perto de 36 cêntimos, só à frente dos gregos.

Na mini maratona, a UNICEF convida todos, atletas e profissionais, a correr 10 ou três quilómetros para ajudar as crianças do mundo. Pretende ser uma forma de angariar verbas e dar a conhecer a actividade da organização.

 

 

Ventilação nos infantários deve ser melhorada

Julho 24, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Pais & Filhos de 12 de Julho de 2013.

Apresentação dos resultados preliminares do Projecto Ambiente e Saúde em Creches e Infantários (ENVIRH)

Os infantários em Portugal devem melhorar os seus sistemas de ventilação, embora a qualidade do ar destes espaços e a saúde das crianças que os frequentam não sejam uma situação preocupante, conclui uma investigação da Faculdade de Ciências Médicas. “Não há impactos graves na saúde das crianças que frequentam os infantários em Portugal. Não temos uma situação catastrófica, mas temos que tentar melhorar o panorama que encontrámos”, resumiu o investigador Nuno Neuparth.

Uma das conclusões do estudo “Ambiente e Saúde em Creches e Infantários” é de que a fraca ventilação dos infantários está associada a uma maior probabilidade de as crianças terem asma ou pieira. Aliás, os investigadores concluíram que três em cada dez crianças que frequentam infantários têm asma, uma prevalência acima da população em geral.

Abrir janelas, arejar espaços ou recorrer a ventilação mecânica são algumas das recomendações dos investigadores para os infantários, sugestões que até outubro serão compiladas num livro.

Quase 2800 crianças precisaram de apoio social dos hospitais D. Estefânia e São José

Julho 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Julho de 2013.

Rui Gaudêncio

Quase 2800 crianças precisaram, em 2012, do apoio dos serviços sociais do Centro Hospitalar Lisboa Central, que inclui os hospitais D. Estefânia e São José, a maioria por causa de dificuldades económicas.

Em resposta a um pedido da agência Lusa, o Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) revela que, “ao longo dos anos 2011 e 2012, se verificaram muitos casos que necessitaram da intervenção do serviço social”.

Em 2011, o CHCL contabilizou 2492 casos de crianças que precisaram de intervenção, número que aumenta quase 12% em 2012, chegando aos 2789 casos. “Dentro destes valores temos diagnósticos sociais (…) que se podem caracterizar como fruto da crise económica que o país atravessa”, explica o CHLC.

No diagnóstico que é feito, no âmbito de intervenções com doentes menores, o CHLC verificou que 77% dos 2789 casos registados em 2012 tinham que ver com precariedade económica, ou seja, 2149 casos, um aumento de 17% face a 2011, quando verificaram 1834 situações.

Há também um aumento das situações originadas por problemas relacionados com emprego ou desemprego, como indica o CHLC. Os números mostram que, em 2012, houve necessidade de intervenção junto de 1107 crianças, por causa dos problemas de desemprego dos pais, mais 440 casos do que em 2011.

O CHLC registou igualmente 386 casos relacionados com problemas relativos ao sistema de protecção, 327 por causa de problemas relacionados com habitação e outros 316 por causa de confirmação ou suspeita de maus tratos.

À excepção dos dois primeiros, que registaram, respectivamente, um aumento de 13,8% e 11,7%, os maus tratos sofreram uma diminuição de 11,3% face a 2011, quando houve 449 casos de crianças vítimas de maus tratos.

De acordo com os hospitais, os apoios internos dados a estas crianças têm normalmente que ver com alimentação, compra de medicação, transportes para garantir consultas ou tratamentos, roupa ou brinquedos. O CHLC garante não ter verificado qualquer episódio de abandono por parte dos pais, por não terem como cuidar da criança.

Acrescenta que o serviço social só intervém em casos seguidos clinicamente e que em todas as situações, “sempre que se justifique, é dado encaminhamento para as estruturas locais da Segurança Social ou da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ou serviços de acção social escolar”.

 


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