Crianças ao sol a horas impróprias é o mesmo que maus-tratos, diz dermatologista

Julho 11, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário Digital de 28 de Junho de 2013.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia avisou, esta sexta-feira, os pais que, ao exporem os filhos ao sol nas «horas impróprias», estão a contribuir para «um risco desmesurado» de baixarem a imunidade das crianças e contraírem cancro de pele.

Américo Figueiredo explicou à agência Lusa que as queimaduras solares na infância determinam duas situações «extremamente importantes»: o risco aumentado de contrair melanoma ao longo da vida e a imunossupressão.

«Uma intensidade muito grande de sol na criança pode levar a situações de imunidade diminuída», que «também é importante na saúde global da criança», adiantou o dermatologista.

Recentemente, o presidente da Associação Espanhola de Dermatologia e Venereologia, José Carlos Moreno, classificou de maus-tratos infantis o facto de uma criança estar na praia sem proteção.

Questionado se concorda com esta afirmação, Américo Figueiredo afirmou que não o diria dessa forma.

«Eu diria que os pais, ao exporem uma criança ao sol, às horas impróprias, estão a contribuir para um risco desmesurado, quer do ponto de vista da imunidade, quer do ponto de vista do risco futuro de vir a contrair cancro da pele e o pior de todos, o melanoma», sublinhou.

Para o especialista, a afirmação do responsável espanhol «faz sentido, na forma bombástica como o fez», para alertar as pessoas.

As pessoas já sabem dos riscos que correm ao exporem-se ao sol sem proteção e nas horas de maior risco, mas muitas mantém o mesmo comportamento.

«A última forma que falta é transmitir informação agredindo», disse, sustentando: «A transmissão agressiva dos factos, que o professor José Carlos Moreno fez, será de alguma forma aquilo que falta ouvir.»

«Se um pai ouve que às horas impróprias [11:00/16:30] ter uma criança ao sol é a mesma coisa que maus-tratos infantis (…) leva a que este reaja, interiorize e se comporte de forma diferente», acrescentou.

As crianças não devem apanhar sol antes de um ano de idade. Depois desta idade, os cuidados devem ser redobrados, disse, alertando que «os melanomas surgem habitualmente em pessoas que tiveram queimaduras solares em criança».

«Os casos de melanoma estão a aumentar de forma consecutiva, teremos durante 2013 cerca de mil novos casos de melanoma», alertou.

Os casos são diagnosticados cada vez mais precocemente e com melhor prognóstico, mas o número de casos aumenta sete a oito por cento em Portugal e na maioria dos países europeus, acrescentou.

O melanoma vai estar em debate no sábado, no «Primeiro Simpósio Nacional sobre Melanoma», promovido pelo Intergrupo Português de Melanoma.

«É essencial alertar as pessoas para a importância de se diagnosticar precocemente o melanoma, para que seja possível curar mais doentes», adiantou a fundadora do intergrupo.

Maria José Passos adiantou que esta doença, que representa 10% de todos os cancros da pele, sendo responsável por cerca de 80% das mortes, «tem aumentado de incidência e mortalidade e atinge muitas vezes jovens, constituindo um grave problema de saúde pública».

«Um em cada cinco doentes com melanoma desenvolve uma forma avançada e agressiva da doença. O melanoma aparece inicialmente na pele, mas na fase avançada pode tornar-se muito agressivo e atingir outros órgãos», alertou a responsável.

Diário Digital com Lusa

 

 

Horas de deitar irregulares podem afectar cérebro das crianças

Julho 11, 2013 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 9 de Julho de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Time for bed: associations with cognitive performance in 7-year-old children: a longitudinal population-based study

PÚBLICO

Estudo comparou aprendizagem de crianças que iam para a cama sempre à mesma hora e daquelas cujos pais não tinham uma rotina. Raparigas são mais afectadas.

As crianças que durante a semana não conseguem manter uma rotina que passe por irem para a cama sempre às mesmas horas poderão ficar com o cérebro afectado, nomeadamente com mais dificuldade em assimilar as novas informações.

As conclusões são de uma equipa de investigadores da University College London e acabam de ser publicadas no Journal of Epidemiology and Community Health. De acordo com os cientistas, quando não há uma rotina do sono, ainda assim, os efeitos negativos são mais sentidos pelas raparigas do que pelos rapazes, explica o diário britânico The Guardian.

O estudo procurou perceber os efeitos de horários de sono irregulares no desenvolvimento cerebral em crianças ainda pequenas. Para isso, os investigadores utilizaram informações do UK Millennium Cohort Study, uma base de dados que contém informações de várias áreas. Os investigadores escolheram uma amostra de adolescentes cujos dados eram acompanhados desde a infância e compararam os dados relativos ao ciclo de sono com os resultados em alguns testes.

O trabalho contou com a participação dos pais. Os que responderam que os seus filhos iam para a cama “sempre” ou “quase sempre” às mesmas horas foram colocados no grupo dos regulares e os que responderam “algumas vezes” ou nunca” foram para os irregulares.

A equipa, liderada por Amanda Sacker, olhou em especial para as informações das crianças quando estavam casa dos três anos de idade e percebeu que tanto os rapazes como as raparigas que tinham irregularidades no sono apresentavam mais tarde dificuldades em áreas como a leitura, a matemática ou exercícios que implicassem abstracção. O problema afectava mais as raparigas, tanto aos três anos como mais tarde, aos cinco e aos sete anos.

Pelo contrário, as crianças cujos pais mantinham uma rotina mais apertada tinham mais facilidade em apreender a informação de situações novas. Além disso, de acordo com o estudo, aparentemente quanto mais tempo perdurar a irregularidade maiores vão ser os efeitos no futuro. Um dado curioso é que a hora a que as crianças se deitam parece não ter influência, desde que seja sempre a mesma, ainda que seja mais tarde.

“Os três anos parecem ser a idade onde se vê um efeito mais claro” da privação de sono, disse Amanda Sacker ao The Guardian, explicando que contrariar o relógio do corpo humano tem implicações directas na aprendizagem. “Se uma criança tiver irregularidades na hora de ir para a cama numa idade prematura, não estará a sintetizar toda a informação à sua volta, e terão o trabalho mais dificultado em fazê-lo quando fores mais velhas”, acrescentou. “Dormir é o preço que pagamos pela plasticidade [do cérebro] no dia anterior e o investimento necessário para permitir aprender com a cabeça fresca no dia seguinte”, escrevem os autores, citados pelo mesmo jornal.

Dia Mundial da População, 11 de Julho de 2013 – ONU destaca a gravidez na adolescência

Julho 11, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mensagem do Secretário-Geral da ONU para o Dia Mundial da População, 11 de julho de 2013

Mais informações e recursos digitais sobre gravidez e maternidade na adolescência, saúde sexual reprodutiva no site da UNFPA

 

Brincar no Hospital – Hospital D. Estefânia

Julho 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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As crianças que estão doentes têm problemas, sofrem, mas têm também necessidade de rir, de sonhar, improvisar, imaginar, esquecer o tempo e o espaço brincando e jogando e utilizando a sua criatividade! No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia!

A ida ao hospital é vivida pela criança como uma experiência impressionante durante a qual vai aprender a conhecer o meio hospitalar: os lugares, os cheiros, os sabores, o ritmo de vida, as pessoas desconhecidas, os objetos desconhecidos, as máquinas,…
A atividade lúdica é fundamental para o desenvolvimento equilibrado da criança pois permite-lhe restaurar a sua segurança.

Adaptar o hospital às necessidades das crianças traduz a vontade dos adultos em encontrá-las no seu espaço. É importante desenvolver um espírito de brincar no seio da instituição hospitalar de forma global. Por espírito de brincar, entende-se que toda a equipa do hospital considere o brincar como uma necessidade vital da criança, uma fonte de prazer que favorece a expressão pessoal. Na instituição, é necessário que o brincar faça parte integrante da terapêutica e do ambiente geral. Abrir a porta do hospital à atividade lúdica permite que a criança compreenda quase instantaneamente, o esforço feito pelo serviço para a acolher. É como se fosse um sinal intermitente “Aqui as crianças são bem-vindas!”.

Brincar “aos médicos”, aos ”doentes”, com as bonecas, os ursos, os companheiros de quarto, com batas, máscaras, estetoscópios, seringas, etc., a criança brinca e representa a sua própria condição de criança hospitalizada. Por este meio ela encontra mecanismos para enfrentar os seus medos e angústias. Estimular tais brincadeiras é auxiliá-la na sua recuperação.

No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia! Veja o nosso vídeo em baixo!

Leonor Santos

 

 

Exibição do filme Meninos de Parte Nenhuma, hoje no Centro de Acolhimento do Cidadão da Assembleia da República

Julho 11, 2013 às 9:37 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Plataforma Portuguesa das ONGD, o Centro Regional de Informação das Nações Unidas (UNRIC) e a Assembleia da República têm o prazer de o/a convidar para a exibição de “Meninos de Parte Nenhuma”, um filme de Isabel Noronha e Vivian Altman.

Sinopse: Situado no Moçambique de hoje, o filme narra as histórias de quatro crianças – Arnaldo, Fernando, Belucha e Lina – e a sua luta quotidiana por uma vida com dignidade e direitos.

 Pode ver o trailer do filme aqui.

 A exibição terá lugar no dia 11 de Julho no Centro de Acolhimento do Cidadão da Assembleia da República (entrada pela porta lateral – Rua de S. Bento) pelas 18h30 (após o final da Sessão Plenária).

 A projecção será antecedida pela inauguração da exposição de desenhos e ilustrações de crianças dos PALOP e Timor-Leste, “Vozes de Nós”, uma iniciativa da ACEP.

 Entrada livre, condicionada à capacidade da sala (aproximadamente 100 lugares).

 O Ciclo de Cinema “Cine-ONU / Direitos e Desenvolvimento” é uma iniciativa conjunta Plataforma Portuguesa das ONGD e UNRIC. Para mais informações, poderá contactar-nos através do e-mail cesar.neto@plataformaongd.pt

 

 

Juvenile Justice in the CEE/CIS region: Progress, Challenges, Obstacles and Opportunities

Julho 11, 2013 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Descarregar o relatório Aqui

Throughout the Central and Eastern European/Commonwealth of Independent States (CEE/CIS) region, children in conflict with the law are among the most vulnerable citizens. They routinely suffer violations of their rights – generally out of sight of the general public, behind closed doors – and with very little opportunities to complain formally and receive support. Reports from many countries in the region show that arrested and detained children are often subjected to violence – including torture, beatings, rape and humiliation. Stigmatization, isolation and desocialization resulting from long periods of detention greatly jeopardize their chances of reintegration into society.

Yet, the majority of these children do not represent a threat and might not need being detained in the first place. These children are accused of petty or non-violent offences ; many have committed ‘status offences’ (i.e., acts classified as offences only when committed by children) such as truancy, alcohol or substance use and ‘being beyond parental control’ ; others, sometimes living on the streets, are engaged in survival behaviours such as substance abuse or prostitution. Often, the interventions of the police, prosecutors, judges and facilities’ staff bring a repressive response where the solution would be in terms of social support to the child and his/her family. Many observers confirm that children of minority and lower income groups are overrepresented in juvenile justice systems, and even more so in detention. Their contact with the justice system often pushes them deeper into poverty and exclusion instead of extending a supportive hand.

As per the Convention on the Rights of the Child and other international and European standards, children in conflict with the law are entitled to specialized and adapted treatment, consistent with their age, and the promotion of their reintegration as fully fledged citizens able to play a constructive role in society. Reintegration should be the ultimate aim of all juvenile justice interventions. It is now well established that early, supportive and tailored responses to conflict with the law are the most eficient way to reintegrate the child, prevent recidivism and ensure public safety.


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