Amamentação aumenta hipótese de ascender socialmente

Julho 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 25 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Breast feeding and intergenerational social mobility: what are the mechanisms?

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

A amamentação aumenta em 24 por cento a hipótese de ascender socialmente e reduz em até 20 por cento a possibilidade de descender, indica um estudo da University College London divulgado hoje.

“O nosso estudo junta-se a evidências sobre os benefícios da amamentação, mostrando que pode haver benefícios sociais ao longo da vida”, disse a equipa de cientistas britânica, que publicou os resultados do estudo na revista Archives of Disease in Childhood.

Os investigadores analisaram dados de mais de 30.000 pessoas nascidas no Reino Unido, 17.419 em 1958 e 16.771 em 1970, comparando a sua classe social quando tinham 10 ou 11 anos e 33 ou 34 e se tinham ou não sido amamentados.

A classe social foi classificada numa escala de quatro pontos, variando entre não-qualificado ou semi-qualificado e profissional ou administrativo/diretivo, segundo a agência France Presse.

No grupo de 1958, 68 por cento das pessoas tinham sido amamentadas, em comparação com apenas 36 por cento no grupo de 1970, indica o estudo, cujos autores dizem ser o maior até agora a investigar a relação entre a amamentação e a mobilidade social.

Os investigadores recolheram informação através de um acompanhamento regular, com um intervalo de poucos anos, e tiveram em conta outros fatores potenciais como o desenvolvimento do cérebro e os níveis de stress emocional.

“Intelecto e stress são responsáveis por cerca de um terço (36 por cento) do impacto do aleitamento materno: a amamentação melhora o desenvolvimento do cérebro, o que aumenta a inteligência, que por sua vez aumenta a mobilidade social ascendente. As crianças amamentadas também mostram menos sinais de stress”, indica um comunicado.

Os autores do estudo referem que o leite materno contém os designados ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa (LCPUFA), que são essenciais ao desenvolvimento do cérebro. No entanto, estudos anteriores indicaram que aqueles ácidos só por si não melhorarão o crescimento cognitivo.

A equipa considerou ser impossível dizer o que é mais benéfico para a criança: se os nutrientes no leite materno, se o contacto físico e a ligação entre a mãe que amamenta e o seu filho, se a combinação dos dois.

 

 

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