EUA vão reforçar protecção das crianças na Internet

Julho 10, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 29 de Junho de 2013.

PÚBLICO e AFP

Facebook vai dificultar acesso a sites pornográficos ou violentos

Os EUA vão reforçar, já na segunda-feira, a protecção de dados para as crianças, cada vez mais expostas a aplicações móveis e às redes sociais. Muitos temem que estas medidas venham a reduzir as ofertas para os mais novos, mas outros dizem que não vão mudar a forma como as crianças têm acesso online. Por sua vez, a empresa Facebook vai impedir a entrada de anúncios de páginas com pornografia ou violência.

As novas regras, impostas pela comissão federal do comércio (FTC) dos EUA alargam a noção de “informação pessoal” e proíbem o acesso à geolocalização, às fotografias e aos conteúdos áudio e video das crianças. “Os serviços online deixam de poder monitorizar secretamente o que uma criança faz na internet e orientá-la com publicidade”, de acordo com seu perfil, explica Jeffrey Chester, do Centro para a Democracia Digital, que há quatro anos defende a mudança das regras. “Esta é uma importante vitória para o direito à privacidade na internet.”

Numa declaração comum, 19 grupos de defesa dos consumidores defendem medidas novas que consideram necessárias para proteger as crianças e ajudar os pais a ensiná-las a usar telemóveis e tablets.

Daniel Castro, da Fundação para a Informação, considera que as regras estão muito focadas na protecção de danos e menos na funcionalidade. Isso significa que os sites vão “ignorar as regras e a idade dos utlizadores ou, se forem dirigidos a crianças, vão reduzir as suas funcionalidades”.

Outros especialistas dizem que as regras vão ter pouco impacto porque as crianças sabem usar melhor do que os seus pais as novas tecnologias. Portanto, vão arranjar meios de contornar os controlos impostos. “É incrivelmente fácil para as crianças”, nota Stanley Holditch, especialista em segurança online da McAfee que acrescenta que, segundo um estudo recente, 85% das crianças norte-americanas, entre os dez e os 12 anos, usam o Facebook – este está pensado para jovens a partir dos 13 anos. Na mesma faixa etária, um quinto confessou ter excluído o seu histórico de busca ou navegou na Internet em modo privado para evitar ser detectado; e 10% cria ou configurações de segurança para esconder algum conteúdo dos pais.

Stanley Holditch reconhece que a internet é um “verdadeiro perigo” para os mais novos que “dão informações sem pensar”, mas que é “difícil, senão mesmo impossível” que as redes sociais respeitem as novas regras, a não ser que se crie um sistema draconiano baseado em identificações biométricas ou em bases de dados nacionais. Mesmo o Facebook não tem recursos humanos suficientes para identificar os milhões de menores que usam o seu site e para não permitir a sua geolocalização. Para isso, teria de desactivar a geolocalização de todos os seus clientes, aponta.

Facebook impede publicidade
A empresa Facebook vai endurecer as regras e impedir que publicidades com conteúdos sexuais ou violentos possam surgir nas suas páguinas, anunciou na sexta-feira.

Até agora, do lado direito da página, onde surgem as publicidades, podem aparecer conteúdos para adultos. “O nosso objectivo é manter a liberdade de compartilhar no Facebook e, ao mesmo tempo, proteger as pessoas e marcas de conteúdos”, explica a empresa no seu blogue.

Crianças que vêem muita televisão têm maior risco de obesidade

Julho 10, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 8 de Julho de 2013.

Lusa

Estudo da Universidade de Coimbra envolveu 17.424 mil crianças de jardins-de-infância e escolas de várias regiões do país.

As crianças que passam mais tempo a ver televisão apresentam um maior risco de obesidade e tensão arterial alta, revela um estudo coordenado por Cristina Padez, da Universidade de Coimbra.

O estudo, divulgado esta segunda-feira e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, envolveu 17.424 mil crianças de jardins-de-infância e escolas de várias regiões do país, com idades entre os três e os 11 anos. Já resultou em seis artigos científicos publicados em revistas internacionais.

A investigação pretendia avaliar a alteração dos valores de obesidade infantil da população portuguesa, de 2002 a 2009, e conhecer a associação entre a obesidade infantil e os comportamentos familiares, hábitos sedentários e o ambiente onde vivem.

Cristina Padez, citada num comunicado da Universidade de Coimbra, explica que a televisão tem o maior impacto no excesso de peso e no aumento da tensão arterial, “pelo facto de as crianças estarem mais expostas a publicidade de produtos alimentares, induzindo-as à ingestão de comida normalmente pouco saudáveis”.

“Por outro lado, a televisão é mais passiva. O computador e os jogos electrónicos exigem mais concentração e interacção”, sublinha a investigadora.

O estudo determinou a percentagem de crianças que passam mais de duas horas diárias em frente ao televisor, ultrapassando os limites considerados de referência (da Academia Americana de Pediatria): 28% de meninos e 26% de meninas vêem mais de duas horas de televisão por dia durante a semana. Mas, ao fim de semana, a percentagem dispara: 75% nos meninos e 74% nas meninas.

“É urgente corrigir este e outros hábitos errados para que não se perpetuem e tenham implicações sérias na idade adulta. Os hábitos criados na infância tendem a prolongar-se para a vida adulta. Nos adultos encontramos uma forte associação entre o tempo que eles vêem televisão e valores de obesidade, hipertensão arterial, diabetes tipo II, entre outros problemas”, refere a investigadora.

“O simples facto de uma criança ser obesa apresenta três problemas: em 60% dos casos as crianças obesas apresentam já pelo menos um factor de risco que normalmente apenas se associam aos adultos, como hipertensão, colesterol elevado, triglicéridos; cerca de 40% permanece obesa na vida adulta e, mesmo as crianças que normalizam o seu peso com o crescimento, o simples facto de terem sido obesas é um risco para o aparecimento de algumas doenças principalmente cardiovasculares na vida adulta”, alerta ainda Cristina Padez. “Por isso, os pais devem limitar o tempo de televisão e estimular as brincadeiras activas.”

Segurança perto de casa e da escola

A equipa centrou-se igualmente na relação entre o ambiente onde as crianças vivem e o excesso de peso. O tipo de lojas, supermercados ou centros comerciais da zona de residência foi analisado, bem como a existência, ou não, de locais para a prática de actividades ao ar livre.

Foi também tida em conta a segurança junto à habitação: “A segurança das zonas frequentadas pelas crianças junto à habitação e à escola pode ter influência no peso. Nas sociedades urbanas, por questões de segurança, as crianças têm poucas actividades ao ar livre. Ficam em casa, vêem mais televisão e maior é o risco de serem obesas”, realça Cristina Padez.

Este estudo sócio-demográfico da obesidade infantil confirmou ainda a associação entre o grau de instrução dos pais e o peso das crianças: “Quanto menor é o grau de ensino, maior é o valor de obesidade.”

 

 

 

What Children Do Online – Infografia Eu Kids Online

Julho 10, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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kids

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Amamentação aumenta hipótese de ascender socialmente

Julho 10, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 25 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Breast feeding and intergenerational social mobility: what are the mechanisms?

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

A amamentação aumenta em 24 por cento a hipótese de ascender socialmente e reduz em até 20 por cento a possibilidade de descender, indica um estudo da University College London divulgado hoje.

“O nosso estudo junta-se a evidências sobre os benefícios da amamentação, mostrando que pode haver benefícios sociais ao longo da vida”, disse a equipa de cientistas britânica, que publicou os resultados do estudo na revista Archives of Disease in Childhood.

Os investigadores analisaram dados de mais de 30.000 pessoas nascidas no Reino Unido, 17.419 em 1958 e 16.771 em 1970, comparando a sua classe social quando tinham 10 ou 11 anos e 33 ou 34 e se tinham ou não sido amamentados.

A classe social foi classificada numa escala de quatro pontos, variando entre não-qualificado ou semi-qualificado e profissional ou administrativo/diretivo, segundo a agência France Presse.

No grupo de 1958, 68 por cento das pessoas tinham sido amamentadas, em comparação com apenas 36 por cento no grupo de 1970, indica o estudo, cujos autores dizem ser o maior até agora a investigar a relação entre a amamentação e a mobilidade social.

Os investigadores recolheram informação através de um acompanhamento regular, com um intervalo de poucos anos, e tiveram em conta outros fatores potenciais como o desenvolvimento do cérebro e os níveis de stress emocional.

“Intelecto e stress são responsáveis por cerca de um terço (36 por cento) do impacto do aleitamento materno: a amamentação melhora o desenvolvimento do cérebro, o que aumenta a inteligência, que por sua vez aumenta a mobilidade social ascendente. As crianças amamentadas também mostram menos sinais de stress”, indica um comunicado.

Os autores do estudo referem que o leite materno contém os designados ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa (LCPUFA), que são essenciais ao desenvolvimento do cérebro. No entanto, estudos anteriores indicaram que aqueles ácidos só por si não melhorarão o crescimento cognitivo.

A equipa considerou ser impossível dizer o que é mais benéfico para a criança: se os nutrientes no leite materno, se o contacto físico e a ligação entre a mãe que amamenta e o seu filho, se a combinação dos dois.

 

 


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