Observatório alerta alunos para perigos do excesso de ansiolíticos e antidepressivos

Junho 7, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 3 de Junho de 2013.

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Lusa

Observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra adverte que os medicamentos nem sempre têm o efeito desejado quando tomados da forma errada ou misturados com outras substâncias.

No arranque na época de exames em muitas universidades e escolas, o Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIPM) deixa um alerta aos estudantes: o “uso excessivo” de ansiolíticos e antidepressivos apenas num período específico pode “funcionar em contracorrente”, porque a memória fica diminuída.

Os jovens são, por isso, o alvo desta semana da campanha “Aprender Saúde entre as Plantas e os Medicamentos”, do observatório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).

“O uso de medicamentos na época dos exames traz vários problemas aos alunos”, disse à Lusa a investigadora Ana Rute Nunes, adiantando que “muitas destas substâncias aumentam os níveis de neurotransmissores, mas o custo na actividade neuronal a curto e longo prazo pode ser muito elevado, dado que muitas [destas substâncias] são produzidas sem nenhum controlo e o impacto que causam no organismo muitas vezes é imprevisível”.

Riscos de mistura com álcool e drogas
Por outro lado, alertou, “o uso excessivo de ansiolíticos e de antidepressivos”, em época de exames, “pode funcionar em contracorrente, dado que a memória é diminuída com o seu consumo”. Aconselhou ainda as pessoas a quem forem prescritas benzodiazepinas (ansiolíticos), como clonazepam, diazepam, flunitrazepam, ou antidepressivos (amitriptilina, citalopram, clomipramina, fluoxetina, nefazodona) a evitarem o consumo de álcool, de plantas ou extractos, como a erva de São João (hipericão), sumos de laranja, de toranja e gingko.

Já a coordenadora do observatório, Maria da Graça Campos, alertou os jovens para os riscos de misturarem álcool, drogas e outras substâncias psicoactivas com medicamentos, afirmando que podem causar danos em saúde, “muitas vezes irreversíveis”. “O consumo de álcool, drogas, incluindo as smartdrugs e outras substâncias psicoactivas, como antidepressivos e ansiolíticos, continua a aumentar em Portugal”, disse.

“Os malefícios do álcool são sobejamente conhecidos e um excelente exemplo para explicar que uma dose elevada única pode conduzir ao coma alcoólico e consequente morte, enquanto o consumo crónico pode induzir toxicidade hepática (cirrose)”, adiantou. Misturá-lo com medicamentos “pode causar várias falhas terapêuticas, desde a ineficácia de antibióticos ao efeito cumulativo de depressão do sistema nervoso”, advertiu.

Do sistema imunitário à pílula
Relativamente às drogas ilegais, a docente lembrou que muitas destas substâncias são de origem natural, como a heroína (obtida da morfina que se retira da papoila dormideira), a cocaína (das folhas da coca), o LSD (de um fungo que se desenvolve no centeio), as anfetaminas (retiradas de várias plantas), cogumelos alucinogénicos e a cannabis.

Segundo o observatório, os canabinoides naturais (da planta cannabis sativa) e os sintéticos acentuam o efeito psicotrópico das benzodiazepinas, álcool e barbitúricos. Esta droga potencia a acção dos relaxantes musculares, broncodilatadores, antieméticos, fenotiazidas, medicamentos antiglaucoma, antiepiléticos, dissulfiram, varfarina, antidepressivos, como a fluoxetina, e de drogas como a cocaína ou os opiáceos. “Por favorecerem a imunossupressão estão contra-indicados em doentes HIV-positivos”, acrescentou.

Também a pílula contraceptiva pode sofrer interacções com medicamentos ou produtos de origem natural, como alguns antipiréticos (carbamazepina), o hipericão e laxantes. Outro tipo de interacções relaciona-se com o aumento do risco de trombo embolismo venoso, que pode ser potenciado pelo uso crónico de substâncias como a soja e o ginseng.

O OIMP/FFUC tem uma linha de apoio à população (239488484).

 

 

Metade dos jovens detidos acabam por reincidir

Junho 7, 2013 às 2:58 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 7 de Junho de 2013.

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Criançópolis – a cidade dos que são adultos só às vezes

Junho 7, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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SINOPSE:

Criançópolis é uma cidade secreta, num sítio secreto, habitada por gente secreta. Gente que se recusa a deixar de ser criança. Gente que não quer crescer! Bem, pelo menos, não completamente. São adultos só às vezes, não a tempo inteiro, como o chato, aborrecido e irritante Sr. “Senhor”, que já se esqueceu de ser criança e do que ser uma criança significa. Mas ele vai ser visitado por gente secreta, de um sítio secreto, de uma cidade secreta… e algo vai acontecer.

Estreado no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, esta é a mais recente produção da umbigo – companhia de teatro, Criançópolis aborda a temática dos Direitos das crianças de uma forma lúdica e divertida que pretende mostrar às crianças que têm direitos e que os podem fazer valer.

Classificação M/4

Jovens internados em centros educativos aumentaram 7% desde início do ano

Junho 7, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 4 de Junho de 2013.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Síntese de Dados Estatísticos relativos aos Centros Educativos – abril 2013 / DGRSP

Por Agência Lusa

46 por cento dos jovens que se encontravam internados em centros educativos tinham processos no Tribunal de Família de Menores de Lisboa

Um total de 280 jovens estavam internados nos centros educativos em abril, registando-se um aumento de sete por cento desde o início do ano, segundo a Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

A síntese de dados estatísticos relativos aos centros educativos, de abril de 2013, indica que os jovens internados aumentaram sete por cento em relação a dezembro de 2012, “contrariando a tendência de diminuição verificada no decorrer do segundo semestre de 2012”.

De acordo com a DGRSP, o número total de jovens internados em centros educativos era de 280 em abril, dos quais 10 estavam em ausência não autorizada.

A maioria dos jovens internados (67 por cento) cometeu crimes contra o património, destacando-se os 110 por roubos e 39 por furtos.

A DGRSP adianta que quase um terço dos jovens praticou crimes contra pessoas, estando 31 internados por ofensa à integridade física, 10 por terem abusado sexualmente de crianças e adolescentes e oito por violação.

Dos 280 jovens internados em abril, 27 eram raparigas e 254 eram rapazes, tendo a maioria entre 16 e 18 anos.

O regime semiaberto continua a ser o predominante, representando 68 por cento dos casos, estando em regime fechado 14 por cento dos jovens.

A síntese da DGRSP indica também que 93 por cento dos jovens encontrava-se, em abril, em cumprimento de medida tutelar de internamento e sete por cento com medida cautelar de guarda, que pressupõe perigo de fuga ou a prática de outros crimes.

O documento refere ainda que 46 por cento dos jovens que se encontravam internados em centros educativos tinham processos no Tribunal de Família de Menores de Lisboa e na Comarca da Grande Lisboa Noroeste (Sintra).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

 

 

Food for Thought : tackling child malnutrition to unlock potential and boost prosperity – Relatório da Save the Children

Junho 7, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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food

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infografia

 

Crianças sem-abrigo difíceis de encontrar

Junho 7, 2013 às 10:06 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 6 de Junho de 2013.

Ouvir a reportagem Aqui

O provedor de Justiça deixou o alerta, mas quem está no terreno não confirma a existência de crianças sem-abrigo.

Foi uma situação denunciada ao provedor de Justiça mas que as equipas que andam na rua têm dificuldade em encontrar. Depois do alerta feito por Alfredo José de Sousa, a TSF acompanhou a equipa de rua da AMI em Lisboa, mas Manuela Ferrão, directora-adjunta do Centro Porta Amiga, das Olaias, garantiu-nos que é muito difícil encontrar crianças sem-abrigo.

Trata-se de uma situação difícil, que os pais tentam esconder.

Nos últimos tempos, no entanto, Sérgio Condez, investigador social que integra a equipa de rua, diz que a população sem-abrigo mudou um pouco.

Margarida Serra

Um quarto das crianças do mundo falha na escola por sofrer de malnutrição

Junho 7, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de Maio de 2013.

estudo

Relatório da organização internacional Save the Children aponta danos irreversíveis para o desenvolvimento infantil.

Um quarto das crianças do mundo têm o seu desempenho escolar em risco por causa de malnutrição, denunciou hoje a organização internacional Save the Children, que apresentou um relatório sobre o impacto negativo de uma dieta deficiente na aprendizagem infantil.

No seu relatório Food for Thought, divulgado nesta terça-feira, a Save the Children aponta para os “danos irreversíveis” da malnutrição crónica em milhões de crianças de países em desenvolvimento, que não só faz o risco de morte infantil disparar, bem como põe em causa a sua aprendizagem – e o seu acesso a um emprego mais qualificado e uma vida melhor por efeito da educação.

Um estudo levado a cabo com mais de 7300 crianças, na Etiópia, Índia, Vietname e Peru, demonstrou que as crianças mal alimentadas tinham maiores dificuldades para aprender a ler e escrever. Aos oito anos de idade, 19% das crianças subnutridas exibiam uma maior propensão para se enganar na leitura de frases simples como, por exemplo, “o sol está quente”; 12,5% revelavam maior tendência para o erro na escrita e 7% tinham um desempenho pior na execução de operações simples de aritmética do que os colegas sem défices nutricionais.

O relatório cita, por exemplo, um menino de 12 anos da Etiópia, Shambel, que diz que “as crianças que tomam pequeno-almoço antes de vir para a escola aprendem bem a lição, mas para mim é mais difícil porque não como o suficiente”. De acordo com estimativas avançadas pela Save the Children, uma em cada quatro crianças do mundo sofrem de atrofia ou tem o seu desenvolvimento tolhido por deficiências na alimentação.

Os danos da malnutrição infantil não são apenas físicos. “Nos países em desenvolvimento, a subnutrição é um dos factores que explica a crise de iliteracia”, alertou a directora executiva da Save the Children International, Jasmine Whitbread, na apresentação do relatório. “São milhões de crianças, um quarto da população infantil, que tem o seu desenvolvimento cognitivo e educativo em risco”, sublinha, referindo que o estudo mostra, também, que as crianças mal alimentadas ganham em média menos 20% quando chegam à idade adulta.

“As conclusões deste relatório confirmam os nossos piores receios: de que a malnutrição prejudica irreversivelmente as hipóteses de futuro de uma criança mesmo antes de ela pôr os pés numa sala de aula. É verdade que foram feitos enormes progressos no combate à mortalidade infantil, mas o facto de 25% das crianças do mundo terem à partida o seu desempenho escolar comprometido tem graves consequências em termos dos esforços para pôr fim à pobreza global”, referiu.

As consequências económicas da malnutrição infantil em termos de crescimento económico podem ascender aos 125 mil milhões de dólares em 2030, projecta a Save the Children.

Desde 1999, o número de crianças que passou a frequentar o ensino básico aumentou em mais de 40 milhões. “Mas isso não resolve a crise global na educação, uma vez que, por causa das carências alimentares, temos 130 milhões de crianças na escola sem conseguir aprender. Ou seja, continuam sem ter as competências básicas e, por isso, sem ter a oportunidade de cumprir o seu potencial e levar uma vida produtiva”, lamenta.

A apresentação do relatório da Save The Children coincide com a realização de uma cimeira dos líderes do G8 (grupo dos oito países mais industrializados do mundo), na Irlanda do Norte, nos dias 17 e 18 de Junho. Aproveitando o “embalo”, o Governo britânico organiza uma sessão especial dedicada às questões da alimentação, no início de Junho, em Londres: a organização de defesa das crianças apelou aos seus participantes para incluir o combate à malnutrição infantil na sua lista de prioridades.

“Pedimos aos líderes mundiais que usem esta oportunidade para se comprometer com medidas que permitam acabar com o flagelo da malnutrição. O aumento no financiamento dos programas de nutrição dos países mais afectados por este problema pode transformar a vida de milhões de crianças”, frisou Whitbread.

Um grupo de escritores de livros infantis do Reino Unido – entre os quais o criador do urso Paddington, Michael Bond, e a autora da popular série The Gruffalo, Julia Donaldson – associou-se ao apelo da Save the Children, e lançou uma campanha de sensibilização da opinião pública e dos governos internacionais.

“O impacto da malnutrição infantil pode ser devastador e não deve ser subestimado. Este é um flagelo que impede as crianças de desenvolver os seus corpos e os seus espíritos. É uma fome global de literacia”, considerou Julia Donaldson.

 


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