Brincar com os filhos em idade pré-escolar reduz distúrbios de comportamento

Abril 24, 2013 às 8:03 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 16 de Abril de 2013.

Por Agência Lusa

Um estudo da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra comprovou que brincar 10 minutos diários com os filhos em idade pré-escolar, de forma cooperativa, contribui para reduzir distúrbios de comportamento nas crianças.

O projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo programa FEDER-COMPETE, explica que estas brincadeiras, se feitas em exclusivo, contribuem para a redução da hiperatividade, défice de atenção, oposição (a criança opõe-se a qualquer ordem do adulto) e desafio e agressividade.

A ideia do estudo era testar, em Portugal, diz a Universidade de Coimbra, “o impacto e eficácia do programa americano ‘Anos Incríveis’ (http://www.incredibleyears.com), em figuras parentais de crianças dos três aos seis anos de idade, com problemas de comportamento diagnosticados e envolveu 125 mães e pais e outros cuidadores (avós), de Coimbra e do Porto, indicados por pediatras, psicólogos e jardins-de-infância”.

“Os primeiros resultados do estudo, que incluiu 14 semanas de trabalho intensivo com cada um dos grupos de pais, revelaram que o programa é eficaz em Portugal, tendo-se registado a redução de sintomatologias de hiperatividade, défice de atenção e oposição e desafio, agressividade e impulsividade, assim como um aumento das competências parentais”, diz também a Universidade de Coimbra.

O programa “Anos Incríveis”, desenvolvido há várias décadas nos Estados Unidos e aplicado em vários países do mundo – no Reino Unido, na grande maioria dos países nórdicos e até na China, na Palestina e na Nova Zelândia -não tem “fórmulas mágicas para uma família feliz, mas ajuda muito”.

“É um guia que oferece aos pais um conjunto alargado de competências para cuidar melhor das crianças com características que se podem tornar desadaptativas”, diz Maria Filomena Gaspar, uma das coordenadoras do estudo iniciado em 2010, na sequência de outros estudos desenvolvidos entre 2003 e 2009, que abrangeu a tradução e adaptação do programa americano à realidade portuguesa e aplicações voluntárias na comunidade, incluindo a grupos em vulnerabilidade social.

Os pais, apostando na técnica do jornalismo pirâmide invertida, ao invés de darem ordem e imporem castigos às crianças que se portam mal, optam por estratégias positivas: “Colocam óculos cor-de-rosa e assumem-se como ‘detetives do bom comportamento’, treinando competências como elogiar os filhos, brincar alguns minutos com eles, recompensar a criança, estabelecer regras e limites com calma e mesmo ignorar alguns dos comportamentos negativos porque uma birra não faz mal a ninguém”, explica ainda a especialista em Psicologia da Educação.

A Universidade de Coimbra diz também que seis a 15% das crianças apresentem sintomas clínicos de perturbações de comportamento, mas em contexto de risco social a percentagem aumenta, podendo atingir os 35%.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

 

Magistrados dos tribunais de menores devem ter «formação específica» Defende Joana Marques Vidal

Abril 24, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 11 de Abril de 2013.

A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, defendeu esta quinta-feira que os magistrados que exercem nos tribunais de Família e Menores deveriam ter formação especializada nas matérias relacionadas com crianças e jovens.

A procuradora-geral da República (PGR) falava no encerramento da conferência internacional «O superior interesse da criança no processo de adoção: realidades, desafios e mudanças», que terminou hoje, na reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

Na sua intervenção, Joana Marques Vidal alertou para a importância de os tribunais de Família e Menores serem mais do que apenas os tribunais onde se juntam e julgam os processos relativos a matérias sobre crianças ou jovens.

«Isso por si só não basta porque, apesar de já ser um bom princípio, também é importante que naqueles tribunais, que apreciam as matérias relacionados com as crianças e os jovens, haja profissionais especializados», defendeu a PGR.

Na opinião de Joana Marques Vidal, essa especialização é «fundamental», admitindo, no entanto, que esse processo «tem sido complicado».

«O novo modelo de organização judiciária, que está em discussão na Assembleia da República, já prevê um alargamento deste tipo de tribunais, mas o preenchimento dos quadros dos magistrados que desempenham funções nestes tribunais não exige especialização prévia», lamentou.

Referiu, por outro lado, que apesar de já haver orientações nos estatutos do Ministério Público e nos estatutos dos tribunais judiciais para que haja uma preferência pelos magistrados com alguma especialização prévia, essa preferência não é feita «de uma forma sistemática e organizada».

Em relação à definição de superior interesse da criança, a PGR referiu ter «muito receio» que cada pessoa ligue essa questão aos seus interesses pessoais e defendeu que o «grande desafio» está em continuar «a por um ponto de interrogação à frente de todas as certezas».

Igualmente presente na sessão de encerramento, o responsável pelo Observatório Permanente da Adoção referiu que o número de crianças adotadas sofreu um ligeiro aumento de cerca de 15% a 20% e está numa média de cerca de 400 crianças por ano.

«Outro número que pode ser importante é que se é verdade que são adotadas 450 crianças por ano, em média, também é verdade que em 2010 nasceram 2.300 crianças através da medicina da reprodução», apontou Guilherme de Oliveira.

Para o responsável, estes números levam-no a questionar se «esta maneira de satisfazer o desejo dos pais» vai trazer alguma alteração na forma como se encara a adoção.

A conferência internacional terminou hoje depois de três dias de trabalhos, que trouxeram a Portugal alguns especialistas estrangeiros, com o objetivo de discutir todas as questões relacionadas com a adoção.

Conduct disorders in children and young people: NICE guideline

Abril 24, 2013 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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