Relatório indica que crianças migrantes têm maior probabilidade de vir a frequentar escolas pobres

Abril 18, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Relatório, Uncategorized | Deixe um comentário
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Study on educational support for newly arrived migrant children : Final report

Comunicado de Imprensa da Comissão Europeia de 11 de Abril de 2013

Relatório indica que crianças migrantes têm maior probabilidade de vir a frequentar escolas pobres

Segundo um novo estudo realizado para a Comissão Europeia, as crianças migrantes recém-chegadas têm maior probabilidade de ser alvo de segregação e de vir a frequentar escolas com menos recursos. Esta situação conduz a um desempenho deficiente e a uma elevada probabilidade de estas crianças virem a abandonar a escola. O estudo sugere que os Estados-Membros deveriam prestar um apoio educativo específico às crianças migrantes, nomeadamente através de professores especializados e de um envolvimento sistemático dos pais e das comunidades tendo em vista uma melhor integração.

O estudo analisa as políticas nacionais destinadas a apoiar as crianças migrantes recém‑chegadas em 15 países, que conheceram fluxos recentes significativos de imigração: Alemanha, Áustria, Bélgica (Comunidade Flamenga), Chipre, Dinamarca, França, Grécia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido, República Checa e Suécia. Considera-se que a Dinamarca e a Suécia dispõem do melhor modelo, assente na prestação de apoio específico e num nível razoável de autonomia das escolas. Os outros países tendem a centrar-se apenas num destes aspetos, o que os impede de obter melhores resultados na inclusão das crianças migrantes.

Androulla Vassiliou, Comissária Europeia para a Educação, a Cultura, o Multilinguismo e a Juventude, declarou: «Todas as crianças, independentemente da sua origem, merecem as mesmas oportunidades na educação, para poderem adquirir as competências de que necessitam para a sua vida pessoal e para reforçar as suas perspetivas de emprego. É preciso melhorar os resultados alcançados na Europa neste domínio e prestar mais apoio aos grupos vulneráveis. É preciso mudar a mentalidade que ainda subsiste em muitas escolas. Os estudantes que cresceram no país são os primeiros a ter de se adaptar às crianças migrantes. Devem ser encorajados a acolhê-los e, para isso, é também necessário o apoio dos pais. Se não agirmos, corremos o risco de criar um círculo vicioso em que a falta de oportunidades se traduzirá num insuficiente desempenho na escola e numa maior probabilidade de desemprego e pobreza.»

O estudo sublinha a importância da autonomia das escolas e de uma abordagem holística do apoio educativo dirigido às novas crianças migrantes, incluindo um apoio linguístico e académico, a participação dos pais e das comunidades e a educação intercultural. Salienta-se que as escolas devem evitar a segregação, bem como uma seleção precoce dos alunos em termos de aptidões, já que esta prática pode prejudicar as crianças migrantes que estão a adaptar-se a uma nova língua. O estudo realça, igualmente, a necessidade de melhorar o processo de acompanhamento e a recolha de dados estatísticos sobre o acesso, a participação e o desempenho educativo dos alunos e estudantes migrantes.

Os resultados do estudo refletem as estatísticas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) da OCDE, que avalia as competências e os conhecimentos dos alunos com 15 anos de idade. A OCDE verificou que, em 2010, 25,9 % dos alunos estrangeiros na Europa abandonaram prematuramente os programas de ensino ou formação, face a 13 % dos alunos nascidos no país.

Contexto

O estudo da Comissão considera que, na maioria dos países, as escolas têm de aplicar sozinhas as orientações nacionais gerais adotadas em matéria de afetação de fundos ou, pelo contrário, não dispõem de autonomia suficiente para ajustar os apoios às necessidades individuais e adequar as políticas nacionais às circunstâncias locais.

O estudo distingue 5 modelos de apoio educativo:

O modelo de apoio geral (exemplos: Dinamarca e Suécia)

Este modelo garante um apoio contínuo nas áreas mais relevantes para a inclusão das crianças migrantes recém-chegadas: apoio linguístico, apoio académico, participação dos pais, educação intercultural e ambiente de aprendizagem favorável.

O modelo de apoio não sistemático (exemplos: Itália, Chipre e Grécia)

Caracterizando-se por uma abordagem casuística em termos dos apoios prestados, neste modelo as políticas nem sempre se encontram claramente articuladas nem são eficazmente financiadas ou aplicadas. Os professores, os pais e as comunidades locais carecem largamente de orientações claras.

O modelo de apoio compensatório (exemplos: Bélgica e Áustria)

Este modelo inclui todos os tipos de políticas de apoio, garantindo uma aprendizagem contínua da língua do país de acolhimento, mas caracteriza-se por um fraco apoio académico, uma seleção precoce das crianças com base nas suas aptidões e consequente separação em diferentes grupos. Este modelo é «compensatório» na medida em que tenta corrigir as diferenças, em vez procurar eliminar a desvantagem inicial.

O modelo de integração (exemplo: Irlanda)

Este modelo caracteriza-se por uma cooperação bem desenvolvida e por políticas de educação intercultural. A ligação entre a escola, os pais e a comunidade local é sistemática, e a aprendizagem intercultural está bem integrada nos programas escolares e é incentivada na vida quotidiana da escola. Não privilegia o apoio linguístico.

O modelo de apoio centralizado à chegada (exemplos: França e Luxemburgo)

Este modelo baseia-se num acolhimento centralizado das crianças migrantes e na oferta de apoio académico. Inclui programas bem desenvolvidos de apoio específico para alunos com desempenho mais fraco, bem como apoio linguístico e ações destinadas a envolver os pais.

O estudo independente foi realizado para a Comissão pelo Public Policy and Management Institute, na Lituânia.

No âmbito da sua estratégia para o crescimento e o emprego, a União Europeia insta os Estados-Membros a investir mais na educação, a fim de reforçar as suas economias e dotar os jovens com as competências exigidas pelo mercado de trabalho. Os países da UE comprometeram-se a reduzir a percentagem de jovens com fraco desempenho nas competências básicas (leitura, matemática e ciências) e dos jovens que abandonam prematuramente a educação até 2020. Fixaram para 2020 uma redução da percentagem de jovens com 15 anos de idade com desempenho insuficiente nessas competências para menos de 15 %, a diminuição da percentagem de alunos que abandonam os programas de ensino e formação para menos de 10 % e o aumento da percentagem de adultos entre 30 e 34 anos de idade que concluem o ensino superior para, pelo menos, 40 %.

A migração líquida para a Europa triplicou desde 1960. Ensinar as crianças imigrantes está a tornar-se uma questão crítica: nomeadamente, no ano académico de 2009/2010, a primeira língua de 17,6 % dos alunos inscritos nas escolas austríacas não era o alemão. Na Grécia, a percentagem de alunos não nativos nas escolas primárias e secundárias aumentou de 7,3 % para 12 % nos últimos cinco anos.

Para mais informações:

Relatório Final

Comissão Europeia: Educação e formação

Sítio Web de Androulla Vassiliou

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Contactos :

Dennis Abbott  (+32 2 295 92 58); Twitter: @DennisAbbott

Dina Avraam  (+32 2 295 96 67)

Instituto de Apoio à Criança realça situação de pobreza «envergonhada»

Abril 18, 2013 às 2:28 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF do dia 11 de Abril de 2013.

A notícia contém comentários do Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador
do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

Declarações à TSF do  Dr. Manuel Coutinho Aqui

O PCP leva hoje a debate na Assembleia da República um projeto de lei para combater a pobreza infantil. A comunista Rita Rato diz que é preciso mais informação sobre o assunto em Portugal. Manuel Coutinho, secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança, realça que «estamos a viver uma situação de pobreza envergonhada»

Esta realidade no fim de 2010 (segundo os últimos dados sistematizados pelo Eurostat) afetava mais de 22 por cento das crianças e adolescentes portugueses, quase 440 mil estavam nessa altura em situação de pobreza.

O PCP nota precisamente a falta de informação sobre a pobreza infantil. A deputada Rita Rato diz que essa é uma lacuna que a proposta pretende resolver, sublinhando que é fundamental saber como é que a crise está a afetar as crianças.

A proposta dos comunistas pretende que se faça um relatório anual sobre a pobreza infantil em território português e se crie uma comissão nacional dos direitos das criança e jovens.

«Somos confrontados com uma inexistência de informação» sobre esta problemática, adianta Rita Rato.

As propostas do PCP são bem acolhidas pelo Instituto de Apoio à Criança, onde chegam cada vez mais relatos de pobreza infantil, mas Manuel Coutinho, o secretário-geral, estima que a situação seja bem mais grave.

«Estamos a viver uma situação de pobreza envergonhada. Há pais que estão com dificuldades quanto se divorciam têm dificuldade em pagar as pensões, pais e mães com dificuldades em pagar as senhas de refeição e preocupações em como alimentar as crianças nas férias escolares», adianta.

 

18/04 Terceira sessão do Ciclo de Cinema no âmbito da Campanha do Mês de Prevenção dos Maus-tratos na Infância

Abril 18, 2013 às 1:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Relembramos que é já hoje, dia 18/04,  a terceira sessão do Ciclo de Cinema no âmbito da Campanha do Mês de Prevenção dos Maus-tratos na Infância, que terá lugar na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, pelas 20h30. ENTRADA LIVRE

Será exibido o filmeO Laço Brancode Michael Haneke. Este filme foi vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2009 e eleito o Melhor Filme, Melhor Argumento e Melhor Realizador nos European Film Awards de 2009.

Sinopse: Uma aldeia protestante da Alemanha do Norte. 1913/1914. Em vésperas da primeira guerra mundial. Uma história de crianças e adolescentes pertencentes a um coro liderado pelo professor da aldeia, e suas famílias: o Barão, o gerente, o pastor, o médico, a parteira, camponeses. Acidentes estranhos acontecem e, gradualmente, assumem o carácter de uma punição ritual. Quem está por detrás de tudo isso?

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Workshop As crianças e os adolescentes perante a separação dos pais: Compreender para melhor intervir

Abril 18, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Seminário – Caminhos De Igualdade

Abril 18, 2013 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Programa e inscrições Aqui

A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia até ao próximo dia 22 de Abril de 2013 (via fax ou via e-mail).

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2013 – Património+Educação=Identidade

Abril 18, 2013 às 9:22 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

O programa contém várias actividades para crianças e escolas.

Workshop Contadores de Histórias com Rui Ramos

Abril 18, 2013 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Só o Coração Pode Bater – Campanha de Prevenção dos Maus Tratos nas Crianças

Abril 18, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O “EntrEscolhas – Geração D’Ouro” apresenta-se como um projeto ambicioso com conhecimento aprofundado sobre os destinatários. Associa-se a uma rede de parceiros com experiência de terreno consolidada, com estratégias inovadoras e com capacidade de equacionar e adequar as respostas às necessidades da população a que se dirige. Constituiu-se um novo consórcio composto por: Câmara Municipal de Gondomar Gondomar Cultural Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Gondomar Agrupamento de Escolas de Gondomar 1 Instituto Português de Desporto e Juventude – Porto Junta de Freguesia de Jovim Gondomar Social ARTES ACES Comando Metropolitano da PSP do Porto Agrupamento de Escolas de Pedrouços Cliduca Junta de Freguesia de Rio Tinto FPCEUP A intervenção abrangerá um total de vinte e três ações nas cinco medidas propostas pelo Programa Escolhas: Medida I – Inclusão Escolar e Educação Não-Formal; Medida II – Formação Profissional e Empregabilidade; Medida III – Dinamização Comunitária e Cidadania; Medida IV – Inclusão Digital; Medida V – Empreendedorismo e Capacitação. Em cada medida, definiram-se estratégias e atividades específicas na área da inovação social de forma a proporcionar oportunidades para a aquisição de novos e diferentes conhecimentos individuais e criar impacto social com os recursos finais obtidos. Pretende-se que estes possam vir a ser partilhados e disseminados junto da comunidade, do consórcio do EntrEscolhas e no âmbito do Programa Escolhas. É de salientar, a aposta na capacitação dos jovens, promovendo a participação ativa dos mesmos nas decisões e dinâmicas do projeto; a aposta num horário alargado; a criação de respostas alternativas de ensino; uma intervenção de qualidade; a contratação de formadores especializados na área das expressões; e a implementação de uma mini incubadora, que potenciará a criação de pequenos negócios auto-sustentáveis. Porque se acredita que as crianças e os jovens são uma geração de ouro, com fortes capacidades de resiliência, é nosso objetivo contribuir para o desenvolvimento das suas competências pessoais, sociais e educativas, para que tenham a possibilidade de “EntrEscolhas” selecionar a escolha mais ajustada, consciente e emancipadora para as suas vidas. Estes fatores serão fundamentais para criar condições de igualdade de oportunidades, inclusão e coesão social, que permitam às crianças e jovens mover-se nos contextos locais, nacionais e europeus.


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