Cerca de 40 mil crianças sobredotadas em Portugal, maioria não está identificada

Abril 17, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de Abril de 2013.

Lusa

Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas alerta para falta de estrutura nas escolas para apoiar os professores dos alunos sobredotados.

Cerca de 40 mil crianças até aos 12 anos em Portugal serão sobredotadas, mas a maioria não está identificada, segundo especialistas que apontam como principal lacuna a falta de formação para detectar estes meninos e encaminhá-los de forma adequada.

“A lacuna principal é a falta de conhecimento do fenómeno. Há muito tipo de crianças sobredotadas e temos poucos especialistas para as detectar. Devia haver formação específica entre professores e psicólogos que fizessem destrinça entre os diferentes tipos de sobredotados”, afirma o presidente do Instituto da Inteligência, Nelson Lima.

Para Nelson Lima, além da falta de informação e formação, há ainda muitos mitos, como o de que a criança sobredotada “tem de ser boa em tudo” e, caso não seja, já não se considera sobredotada.

Contudo, há crianças sobredotadas que manifestam uma inteligência geral, ampla, diversificada, enquanto outras dirigem o seu talento apenas para uma área específica, sobretudo para as artes, como a pintura, a dança ou a escrita.

“Geralmente, estes sobredotados talentosos definem uma área de vida e uma trajectória à qual se dedicam inteiramente. Apaixonam-se por uma área e dedicam-se a ela”, explica o mesmo responsável.

Para o presidente do Instituto de Inteligência, o problema existe no grande número de crianças sobredotadas que, finda a adolescência, “ficam sem saber o que fazer”.

“É importante ajudar a definir o projecto de vida, apelando à sua imaginação e à descoberta de quem são. E a forma como a inteligência se manifesta, se é mais analítica, mais prática”, disse.

Aliás, diversos estudos revelam que, apesar da grande expectativa gerada na infância, muitos dos sobredotados apresentam, mais tarde, um grau de insucesso igual ou maior do que o das outras pessoas.

Nelson Lima, que hoje dá uma conferência na Universidade Lusíada, em Lisboa, sobre o futuro dos sobredotados no fim da adolescência, garante que é a escola que tem o papel mais importante na trajectória das crianças sobredotadas, preparando um caminho para as orientar no futuro.

“Quando se fala de sobredotados, a atenção é centrada nas crianças. À medida que entram na adolescência, deixa-se de falar no assunto, mesmo que estejam detectadas. A partir de uma certa idade há um certo abandono, estão um pouco por conta própria. E não se potenciam as suas capacidades e inteligência”, adiantou à Lusa.

Em 1998, o Ministério da Educação produziu um manual com instruções para os professores com indicações para detectar crianças sobredotadas.

“Ainda não encontrei um único professor que diga que o conhece. É altamente provável que os exemplares deste manual tenham ficado numa gaveta do Ministério da Educação”, lamentou Nelson Lima, defendendo que seja criado um novo manual actualizado, dirigido sobretudo aos professores do primeiro ciclo.

Também a Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas considera que falta nas escolas uma estrutura que tenha como função central apoiar os professores dos alunos sobredotados.

Helena Serra, presidente da associação, admitiu que há em Portugal uma baixa cobertura de “respostas de qualidade” ao nível da formação de professores e de apoios nas escolas para detectar e acompanhar os meninos sobredotados.

Mas, para esta associação, é também importante apoiar os pais destas crianças, que enfrentam várias dificuldades.

“São crianças cansativas, que fazem perguntas dificílimas e têm constante necessidade de respostas. E muito cedo afirmam a sua vontade própria e independência. É preciso ensinar os pais a gerir isso”, explicou à Lusa.

A associação organiza, no Porto, a iniciativa “Sábados Diferentes”, que serve para que as crianças sobredotadas estejam com os seus pares numa perspectiva de “desenvolvimento pessoal e social”. Ao mesmo tempo, os pais também podem usufruir, recebendo formação e orientação.

O projecto deverá alargar-se a Lisboa, mas, por enquanto, no resto do país escasseiam iniciativas que dêem este tipo de apoio a crianças e aos seus educadores.

 

 

 

Prémio de Jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia” : alargamento do prazo de candidaturas

Abril 17, 2013 às 3:07 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Informa-se que o prazo de apresentação e envio de candidaturas dos trabalhos jornalísticos foi alargado até ao dia 25 de Abril.

Formulário de Candidatura

Formulário de Candidatura para Alunos

Bem-estar infantil: progressos em perigo?

Abril 17, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de Imprensa da Unicef Portugal de 10 de Abril de 2013.

Florença/Dublin, 10 de Abril de 2013 – O Gabinete de Estudos Innocenti da UNICEF lançou hoje um novo estudo da série Report Card sobre o bem-estar das crianças nos países ricos.

Este relatório revela que os Países Baixos e quatro países nórdicos – Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia – childsurgem uma vez mais nos lugares cimeiros de uma tabela sobre o bem-estar das crianças, enquanto quatro países do sul da Europa – Espanha, Grécia, Itália e Portugal – se encontram na metade inferior da mesma tabela.

Num momento em que o debate sobre as medidas de austeridade e os cortes nos gastos sociais dominam a ordem do dia, o Report Card 11 compara os resultados alcançados nas 29 economias mais avançadas do mundo em resultado das políticas e medidas tomadas para garantir o bem-estar das suas crianças ao longo da primeira década deste século.

Segundo o relatório, esta comparação internacional demonstra que a pobreza infantil nestes países não é inevitável, mas antes sensível às políticas, e que alguns países protegem muito melhor as crianças mais vulneráveis do que outros.

«Tanto em tempo de crise económica, como o que vivemos actualmente, como em períodos mais favoráveis em termos financeiros, a UNICEF apela aos governos e parceiros sociais para que coloquem as crianças e os jovens no centro dos seus processos de decisão», declarou Gordon Alexander, director do Gabinete de Estudos da UNICEF. «Cada vez que consideram ou adoptam uma nova medida política, os governos devem analisar as suas consequências concretas para as crianças, para as famílias com filhos, os adolescentes e os jovens. Estes grupos não participam nos processos políticos e a sua voz raramente é escutada».

O Report Card 11: O bem-estar das crianças nos países ricos mede o os progressos conseguidos em cinco dimensões da vida das crianças: bem-estar material, saúde e segurança, educação, comportamentos e riscos, habitação e meio ambiente.

Segundo o estudo, não existe uma relação directa entre o PIB per capita e o bem-estar geral das crianças. Por exemplo, a Eslovénia está melhor classificada do que o Canadá; a República Checa, melhor do que a Áustria; e Portugal, melhor do que os Estados Unidos.

Apesar de alguns retrocessos em determinados países e em indicadores concretos, nesta primeira década verifica-se uma melhoria generalizada e constante dos diversos aspectos do bem-estar infantil no mundo industrializado. Em todos os países sobre os quais se dispõem de dados, reduziu-se a mortalidade infantil e a percentagem de famílias com baixo poder de compra, ao mesmo tempo que a taxa de matrícula em graus de ensino secundário aumentou.

Contudo, devido à persistente falta de dados actualizados e comparáveis à escala internacional sobre a vida das crianças – a maior parte dos dados do relatório é de 2010, pois é a informação comparativa disponível mais recente – reportando-se portanto a um período anterior à crise. Isto significa que não estão reflectidas neste estudo as consequências da austeridade que, especialmente em países do sul da Europa, como Portugal, tem marcado fortemente os últimos três anos. (ver nota sobre os dados)

Não obstante, os dados reflectem maioritariamente tendências resultantes de investimentos a longo prazo na vida das crianças. Por exemplo, é pouco provável que o nível médio dos resultados educativos, as taxas de imunização ou a prevalência de comportamentos de risco mudem de forma significativa a curto prazo devido à recessão dos últimos três anos.

Por outro lado, a dimensão «comportamentos e riscos» apresenta algumas boas notícias.

Por exemplo, entre as crianças de 11 a 15 anos nos 29 países abrangidos pelo estudo, apenas 8% declara fumar cigarros pelo menos uma vez por semana; 15% confessa ter-se embriagado pelo menos duas vezes na vida; 99% das raparigas não engravidam durante adolescência; e cerca de dois terços das crianças não foram vítimas de bullying escolar nem participaram em brigas.

Pelo lado negativo, o nível de actividade física continua baixo; os Estados Unidos e a Irlanda são os únicos países onde mais de 25% das crianças praticam exercício físico pelo menos uma hora por dia.

O Report Card 11 inclui também as opiniões das crianças sobre o seu nível de satisfação com a sua própria vida. As suas conclusões reflectem-se na tabela respectiva e, em termos genéricos estão em linha com as medidas do bem-estar com base nos dados, embora haja excepções a notar: as crianças em Espanha, Estónia e Grécia concederam aos seus países uma classificação muito mais alta, enquanto as da Alemanha, do Luxemburgo e da Polónia pontuaram pior os seus.

«Precisamos de conhecer melhor o modo como as crianças percepcionam e avaliam as suas vidas, devemos perceber o que é importante para elas e fazê-lo de forma mais sistemática», declarou Gordon Alexander, da UNICEF.«A voz das crianças, mesmo das mais pequenas, é fundamental. Neste relatório, as crianças e adolescentes reiteram as suas mensagens incluídas em relatórios anteriores sobre o bem-estar da infância: os governos devem orientar as suas políticas de maneira a proteger o futuro a longo prazo das suas crianças e das suas economias. Hoje, mais do que nunca, esta é uma questão premente».

NOTA SOBRE OS DADOS

A medição do bem-estar das crianças é uma área de trabalho relativamente recente, pelo que a visão apresentada neste estudo continua a ser um trabalho em evolução que deve ser aperfeiçoado.

A sua principal limitação resulta do facto de os dados internacionalmente comparáveis sobre o bem-estar das crianças não serem suficientemente actualizados. Entre a recolha, a partir de diversas fontes dispersas, a sua verificação em termos qualitativos e a comparação internacional, decorrem habitualmente cerca de 3 anos, o que significa que a maior parte das estatísticas sobre o bem-estar das crianças neste trabalho diz respeito ao período 2009-2010.

Um atraso destes, que seria frustrante no melhor dos períodos, tem agora um peso maior pois não reflecte o agravamento da situação económica e social dos últimos 3 anos, com o aumento exponencial do desemprego, os cortes em gastos governamentais que afectam a vida de milhões de crianças.

Apesar de reconhecer a importância das comparações ao nível internacional, a UNICEF considera fundamental o acompanhamento da situação ao nível nacional. Neste sentido, a UNICEF Portugal promoveu a realização de um estudo sobre o impacto da crise nas crianças portuguesas.

Para além da análise dos principais indicadores relativos à situação das crianças na sociedade portuguesa, analisará também as políticas públicas e o seu impacto nas crianças e famílias com filhos, o estudo inclui também a opinião das crianças recolhida através de uma amostra significativa de entrevistas com crianças e adolescentes de todas as regiões do país.

Este trabalho de investigação, que está a ser realizado por um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, será divulgado no início do Outono.

Para mais informação, queira contactar:

UNICEF Portugal, Carmen Serejo, 21 317 75 12/00 cserejo@unicef.pt , tm 91 051 29 28

Acerca da UNICEF

A UNICEF está no terreno em 190 países e territórios para ajudar as crianças a sobreviver e a desenvolver-se, desde os primeiros anos de vida e ao longo da adolescência. A UNICEF, que é o maior fornecedor de vacinas nos países em desenvolvimento, apoia a saúde e nutrição infantil, o acesso a água potável e saneamento, uma educação básica de qualidade para todos, rapazes e raparigas, e a protecção das crianças contra a violência, a exploração e a SIDA. A UNICEF é inteiramente financiada por contribuições voluntárias de particulares, empresas, fundações e governos. Para mais informações sobre a UNICEF e o seu trabalho por favor visite: www.unicef.pt

XI Encontro de Literatura Infantojuvenil – Caminhos de Leitura

Abril 17, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Jornadas de Psicologia da Educação

Abril 17, 2013 às 9:13 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Faculdade de Filosofia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa (FacFil-UCP) promove, no próximo dia 24 de Abril, as ‘Jornadas de Psicologia da Educação’. Esta iniciativa, organizada pelos docentes do Mestrado em Psicologia da Educação, com o apoio do Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Facfil-UCP, surge com o propósito de dar a conhecer, a estudantes e profissionais ligados às áreas da Psicologia e da Educação, investigações recentes e boas práticas em âmbitos como a Orientação para a Carreira, Aprendizagem e fatores associados, Dificuldades de Aprendizagem e Necessidades Educativas Especiais.

Com efeito, os tempos difíceis fazem apelo ao envolvimento de todos os educadores. A escola e os sucessivos sistemas educativos, tantas vezes criticados, reflectem os sonhos e as utopias da sociedade. Importa então explorar o papel dos profissionais da Psicologia na promoção da inovação e da melhoria.

Neste sentido, com a intenção de promover a inclusão e a aprendizagem de todos os alunos na escola, e alicerçado num paradigma desenvolvimental, este evento dará lugar à apresentação e discussão de trabalhos, investigações e programas realizados por especialistas convidados e por docentes e alunos graduados da FacFil-UCP. Estas jornadas pretendem, pois, ser o palco para um diálogo reflexivo no âmbito da Psicologia e da Educação, que conta com a participação de Helena Rebelo Pinto, Luís Miranda Correia, e Luísa Faria, enquanto conferencistas convidados.

A presença destes especialistas que muito têm contribuído com a produção de trabalhos de relevo formativo e científico, no âmbito da Orientação para a Carreira, Aprendizagem e factores associados, Dificuldades de Aprendizagem e Necessidades Educativas Especiais, constituirá, por certo, uma mais-valia neste encontro de saber(es), aberto a todos aqueles que se interessam por estas temáticas.

 

 

Abril 2013 Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância e Juventude na Amadora

Abril 17, 2013 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Manual for Empowering Young People in Preventing Gender-based Violence through Peer Education

Abril 17, 2013 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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The Youth4Youth Training Manual provides teachers, education practitioners, and youth workers, with the knowledge and the tools needed to plan and implement Youth4Youth training workshops for young people. It contains comprehensive information on the theoretical and practical framework of the programme alongside session plans, activity resources and evaluation tools.

Through the Youth4Youth programme, young people explore their knowledge and attitudes towards gender roles and gender-based violence and are empowered to create an environment free from violence for themselves as well as for their peers.


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