Histórias em quadrinhos conscientizam crianças sobre distúrbios do sono

Janeiro 28, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Revista Época de 26 de Janeiro de 2013.

 

quadradinhos

Desenhos criados por pesquisadores da UNIFESP ajudam na identificação de sintomas e consequentemente evitam atrasos no tratamento.

Agência Brasil

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utilizou histórias em quadrinhos para ajudar crianças em idade de pré-alfabetização a identificarem a presença de distúrbios do sono nelas mesmas ou em membros de suas famílias. Os desenhos ajudam no reconhecimento do ronco, insônia, síndrome da apneia obstrutiva do sono (uma espécie de parada respiratória durante o sono) e síndrome das pernas inquietas.

O objetivo do estudo foi evitar o agravamento desses problemas, além de trazer o reconhecimento de que roncar não é normal e pode significar problemas de saúde mais sérios. Foram submetidas a uma avaliação 548 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, estudantes do Ensino Fundamental em escolas públicas e privadas.

Segundo a autora da pesquisa, Eleida Camargo, doutora em ciências da saúde, foram distribuídos questionários às crianças com questões referentes aos temas de distúrbios do sono. A maioria delas respondeu que acredita que roncar seja algo normal (57,9%) e apenas 39,6% reconheceram que o ronco possa representar sintoma de alguma doença.

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Após a leitura das histórias em quadrinhos, que trazem esclarecimentos sobre os temas ligados aos distúrbios do sono de forma lúdica, o percentual de alunos que avaliaram o ronco como algo normal caiu para 37,3%. A maioria das crianças (61,4%) passou a identificar o ronco como um sintoma. Outro dado interessante da pesquisa foi a percepção de que o ronco é visto principalmente como um incômodo social. “A gente percebe que o hábito do ronco acaba sendo considerado negativo mais pelos seus aspectos culturais do que pelo reconhecimento de que pode ser uma doença”, disse.

O foco na faixa etária infantil, explica a pesquisadora, foi importante porque as crianças representam o futuro, além de terem papel fundamental ao despertar a atenção dos pais. “A população pediátrica é interessante porque ela é multiplicadora, as crianças são muito comunicativas, chegam em casa e falam para os pais. Estamos trabalhando preventivamente com uma geração, que vai se tornar adulta. Esse conhecimento vai se perpetuar ao longo do tempo”, afirma.

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Segundo Eleida, o diagnóstico dessas doenças de maneira precoce torna seus tratamentos mais eficazes. O ronco primário infantil, por exemplo, quando não tratado, pode desencadear a apineia obstrutiva. “A longo prazo, quem tem essa apineia obstrutiva do sono está muito mais sujeito a ter problemas cardiovasculares ao despertar. Inclusive o AVC (Acidente Vascular Cerebral) chega a ser 40% mais propenso em homens adultos”.

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Existem, além disso, casos de pacientes que se tratam durante anos contra a insônia, com medicação muitas vezes prejudicial, mas descobrem que o verdadeiro problema que possuem é a síndrome das pernas inquietas. De acordo com a pesquisadora, a insônia pode ser apenas uma consequência dessa síndrome, que se caracteriza pela necessidade de movimentação das pernas quando a pessoa entra em estado de relaxamento.

“Ela vai se deitar e começa a sentir formigamento na perna, que só melhora quando a movimenta. Então, a pessoa está com muito sono, mas começa a sentir aquilo. Ela começa a mover as pernas, o sono passa e ela vai dormir só de madrugada”, explica.

A síndrome das pernas inquietas tem difícil diagnóstico, muitas vezes em razão do próprio desconhecimento dos médicos. Entre as crianças, a detecção do problema é ainda mais complexa, uma vez que elas apresentam sintomas diferentes dos adultos. Eleida afirma que os pacientes infantis conseguem superar o formigamento no momento de dormir, mas, ao acordar, o problema se manifesta de forma muito mais intensa. “Quando a criança está na escola, não consegue ficar parada e é diagnosticada equivocadamente com hiperatividade”, disse.

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De acordo com a pesquisadora, o tratamento para a síndrome pode ser muito simples, apenas pela reposição de ferro. Por isso, essa doença é mais comum entre mulheres, justamente porque as pacientes femininas perdem ferro por meio da menstruação. Outra causa da síndrome, por sua vez, é o fator hereditário, que pode afetar famílias inteiras, esclarece a pesquisadora.

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O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Camargo, Eleida Pereira de. Histórias em quadrinhos para educação em saúde – Desenvolvimento e avaliação aplicados aos distúrbios do sono. [Comics for health education – Development and assessment, applied to the sleep disorders].  São Paulo: s.n., 2012. [254]. Tese(Doutorado em Ciências)-Universidade Federal de São Paulo. Escola Paulista de Medicina. Programa de Pós-graduação em Medicina Translacional.

Resumo:
Objetivos: Desenvolver e avaliar histórias em quadrinhos (HQ) sobre distúrbios do sono, aplicadas à educação em saúde pediátrica (crianças de 6 a 10 anos).Métodos: Foram adotadas as etapas metodológicas preconizadas pelo marketing social e o design da informação: Levantamento do perfil sociodemográfico e epidemiológico da população atendida no ambulatório da Neuro-Sono (artigo 1); Dimensionamento do conhecimento desta população sobre os distúrbios de sono (artigo 2); Definição de estratégias comunicacionais e concepção de protagonistas (artigo 3); Desenvolvimento de HQs (artigo 4); Estudo piloto do modelo de ensaio clínico idealizado para a avaliação das HQs elaboradas(artigo 5); Avaliação da HQ “Ronco Dorme em Casa”, por meio de ensaio clínico randomizado (artigo 6). Resultados: O perfil sociodemográfico da amostra foi predominantemente masculino (59,6%); entre a população pediátrica (44,23%), 65,59% eram meninos; o nível de escolaridade correspondeu ao ensino fundamental e a renda familiar foi de até três salários mínimos. Os diagnósticos prevalentes foram: ronco (57,2%), síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS; 44,2%) e insônia (19,7%) (artigo1); As concordâncias aferidas entre queixa e hipótese diagnóstica foram: acentuadas para o bruxismo; moderadas para ronco, insônia, pesadelo, sonilóquio e síndrome das pernas inquietas (SPI); e regulares para a movimentação excessiva durante o sono (MEDS) e a SAOS. Os resultados sugeriram insatisfatório nível de informação da população sobre doenças importantes, como SAOS (artigo 2). Definidas as estratégias comunicacionais, foram concebidos 4 protagonistas: 1) Soninha, com sono normal; 2) Baba, apneica; 3) Ronco, roncador e 4) Formiga, portador da SPI. Para cada personagem foram elaboradas duas concepções visuais (V1 e V2) submetidas à votação. Os selecionados foram: Soninha e Formiga V1 (70,7%; 76%); Baba e Ronco V2 (65,3%; 51,3%). Não havendo prevalências, desenvolveu-se a “Turma do Sono” personagens que comtemplam características das duas versões (artigo 3); Foram elaboradas três HQs, protagonizadas pela “Turma do Sono”: “Ronco Dorme em Casa”, “Aula de hoje: Formiga”, “Baba, não, Alexandrinha!” que versam sobre sono normal, ronco, higiene do sono, SAOS e SPI, temas que se revelaram prevalentes e/ou pouco conhecidos da população pesquisada (artigo 4); No estudo piloto, as crianças compreenderam a HQ e o questionário-teste com facilidade, contudo foi sugerida a supressão de uma das alternativas do teste e a adoção de letras maiúsculas, na HQ. Estes resultados indicaram a viabilidade de aplicação do modelo de ensaio clínico delineado (artigo 5). Na avaliação final constatou-se que houve diferença significante entre as respostas corretas, antes e depois da leitura da HQ. (Questão 1 p<0,000001; Questão 2 p<0,000001 e Questão 3 p<0,000001). Os resultados apontaram a eficácia da HQ “Ronco Dorme em Casa” frente a seus propósitos (artigo 6).Conclusão: Os procedimentos adotados possibilitaram que os objetivos desta pesquisa fossem alcançados. Foram desenvolvidas três HQs: “Aula de hoje: Formiga”, “Baba, não, Alexandrinha!” e “Ronco Dorme em Casa”, tendo sido esta última testada e positivamente avaliada, sugerindo a efetividade de sua utilização em ações de educação em saúde, dirigidas à crianças de 6 a 10 anos.

 

 

Participação de Ana Perdigão no Programa 70×7 sobre Os Direitos das Crianças

Janeiro 28, 2013 às 4:09 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, participou no Programa 70×7 sobre Os Direitos das Crianças do dia 27 de Janeiro de 2013.

Clicar no link

http://www.rtp.pt/programa/tv/p1250/c106276

 

 

UNICEF Humanitarian Action for Children 2013

Janeiro 28, 2013 às 3:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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unicef

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UNICEF’s Humanitarian Action for Children 2013 highlights the humanitarian situationfaced by millions of children and women and the support required to help their families, communities and national institutions meet their basic needs, promote their well-being and provide them with protection.

UNICEF is appealing for almost US$1.4 billion to assist millions of children, women and men by providing them with nutritional support, health care, water, sanitation, learning spaces and materials, protection services, shelter and information. This support is not only to provide lifesaving emergency interventions, but also to strengthen national preparedness systems and build resilience at community, subregional and national levels, so that avoidable illnesses and deaths are prevented and those affected are able to recover. In partnership with national governments, civil society organizations and other United Nations agencies, UNICEF works in some of the most challenging environments in the world to deliver results for millions of children and women threatened by natural disasters or complex emergencies. Despite challenges and constraints, sustained advocacy, political and financial commitment, and collaboration in 2012 resulted in achievements that need to be built upon and continued into 2013.

São precisos 1.4 mil milhões de dólares agora para as crianças afectadas pelas crises humanitárias, afirma a UNICEF

Janeiro 28, 2013 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da Unicef.pt de 25 de Janeiro de 2013.

Mais informações no site da Unicef.org

Acção Humanitária para as Crianças 2013

São precisos 1.4 mil milhões de dólares agora para as crianças afectadas pelas crises humanitárias, afirma a UNICEF

GENEBRA, 25 de Janeiro de 2013 – A UNICEF lançou hoje um apelo no montante de cerca de 1.4 mil milhões de dólares para satisfazer as necessidades cruciais imediatas das crianças em 45 países e regiões afectadas por conflitos, catástrofes naturais e outras emergências complexas durante o corrente ano.

Os fundos angariados no âmbito deste apelo anual destinar-se-ão também à melhoria da preparação para catástrofes, e ao reforço da resiliência das comunidades para enfrentar ou minimizar o impacte de novas crises

“Estamos ainda no primeiro mês de 2013, que já se revelou duro para milhões de crianças que sofrem na Síria e para os inúmeros refugiados que tiveram de fugir para os países vizinhos. No Mali e na República Centro-Africana o conflito tem vindo a agravar-se, ameaçando a vida das crianças e das mulheres”, afirmou Ted Chaiban, Director dos Programas de Emergência da UNICEF. “As crianças são extremamente vulneráveis em situações de emergência que, na maior parte dos casos, as deixam em condições de insegurança, em risco de contraírem doenças, expostas à violência, exploração e negligência.

O apelo da UNICEF Acção Humanitária para as Crianças 2013 inclui países que actualmente ocupam lugar de destaque nas notícias e também muitos outros que têm uma cobertura mediática muito menor, tais como Chade, Colômbia, Etiópia, Filipinas, Somália e Iémen, mas que também precisam de atenção e assistência urgentes.

“A complexa emergência na Síria representa um enfoque importante da resposta global da UNICEF em matéria de ajuda humanitária” afirmou Chaiban. “Mas estamos também a conseguir resultados para as crianças em contextos de emergência muito difíceis e amplamente esquecidos em várias partes do mundo.”

Mais de 85 por cento do financiamento necessário destina-se a situações humanitárias para além da que se vive hoje na Síria e da crise de refugiados associada ao conflito naquele país.

Os 45 países e regiões incluídos neste apelo são prioritários devido à dimensão da crise, à urgência do seu impacte nas crianças e mulheres, à complexidade da resposta e à capacidade para a concretizar.
As contribuições para este apelo da UNICEF para 2013 irão permitir à organização levar por diante o trabalho realizado em 2012.

Alguns dos resultados alcançados entre Janeiro e Outubro de 2012 incluem:

• Saúde: 38.3 milhões de crianças imunizadas • Água e Saneamento e Higiene: 12.4 milhões de pessoas passaram a ter acesso a água em condições para beber, cozinhar e se lavarem.
• Educação: 3 milhões de crianças passaram a ter acesso a um ensino em melhores condições.
• Protecção Infantil: 2.4 milhões de crianças beneficiaram de serviços de protecção.
• Nutrição: 2 milhões de crianças receberam tratamento para a má nutrição grave e aguda.
• HIV/SIDA: 1 milhão de pessoas teve acesso a testes para o despiste do vírus, aconselhamento e tratamento.

Em 2012, a falta de financiamento em vários países como Madagáscar e Colômbia deixou muitas necessidades por satisfazer.

Em muitos países, o acesso, a segurança e a capacidade dos parceiros no terreno são também alguns dos principais constrangimentos para a prestação de ajuda humanitária.

“As contribuições para este apelo são investimentos efectivos nas crianças e no seu futuro”, acrescentou Ted Chaiban.

“A UNICEF pretende obter financiamento que permita à organização responder de um modo consistente às emergências subfinanciadas ou àquelas que apresentam maiores carências, aplicar soluções inovadoras a situações complexas e integrar o processo de recuperação na resposta às emergências de grande escala – muitas das quais abrangem vários países ao mesmo tempo.”

Uso Responsável da Internet

Janeiro 28, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Semana da Internet Mais Segura

Janeiro 28, 2013 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da SeguraNet de 7 de Janeiro de 2013.

dia

A Semana da Internet Mais Segura irá decorrer de 4 a 8 de fevereiro, associada ao tema ”Os Direitos e os Deveres na Internet”. Encontra-se disponível a página de apoio e de divulgação das atividades que as Escolas/Agrupamentos se proponham realizar durante esta Semana.

Os responsáveis por estas atividades devem começar por preencher o formulário de registo. A partir daqui, e depois de os seus dados terem sido validados pela coordenação do SeguraNet, poderão começar a registar as atividades. A qualquer momento, podem efetuar alterações. Uma vez terminadas as atividades, poderão proceder a acertos finais e enviar fotografias, vídeos, clips de som, desenhos, etc.

Ainda na página de apoio, poderão encontrar sugestões de atividades e recursos úteis e variados.

 


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