KIDSCREEN – Qualidade de Vida e Saúde em Crianças e Adolescentes 2010

Janeiro 4, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Projecto Aventura Social

PREFÁCIO

As crianças e os adolescentes são hoje em dia reconhecidos como importantes facetas da saúde pública global nomeadamente na qualidade de vida. Como é que as crianças e os jovens Portugueses avaliam a sua qualidade de vida relacionada com a saúde? Há diferenças entre rapazes e raparigas? E entre as crianças e os adolescentes?

Numa perspetiva de saúde pública e tendo por base uma abordagem ecológica do desenvolvimento psicológico e social das crianças e dos adolescentes, a relevância destas questões é inquestionável. No entanto, a obtenção de respostas, cientificamente válidas, exige um instrumento de medida rigoroso, empiricamente validado. A este desafio procurou responder a equipa do Aventura Social em Portugal, em 2006, no âmbito do Projecto Europeu Kidscreen, no sentido da adaptação e validação de um instrumento para medir a qualidade de vida relacionada com a saúde em crianças e adolescentes.

Em 2010, em simultâneo com o estudo Health Behaviour School aged-children (HBSC), foi aplicado o questionário do Kidscreen (versão reduzida constituida por 10 itens), bem como questões incluídas no estudo HBSC (aplicado aos 6º, 8º e 10º anos de escolaridade) para uma posterior comparação ao longo da idade. Este questionário de auto-preenchimento foi aplicado a uma amostra nacional e representativa de alunos do 5º e do 7º anos de escolaridade.

O Relatório Português do Projecto Europeu Kidscreen 2010 dá conta dos principais resultados deste estudo conduzido de um modo rigoroso, claro e muito bem sistematizado. O Kidscreen apresenta boas qualidades do ponto de vista psicométrico e permitiu identificar diferenças significativas entre crianças e adolescentes, em função do género e ano de escolaridade.

Se estes resultados nos permitem ter, agora, uma caracterização cientificamente fundamentada sobre a qualidade de vida relacionada com a saúde das crianças e adolescentes Portugueses, por outro lado, com base nestes resultados e em outros estudos de aprofundamento construídos a partir daqui, será possível, no futuro, identificar, com mais rigor e precisão, as características específicas e desenhar programas de intervenção ajustados às necessidades do grupo-alvo, numa perspectiva desenvolvimental e ecológica empiricamente baseada.

Este estudo é um excelente exemplo do modo como se deve articular a investigação científica e a intervenção psicossocial, como se pode construir com rigor instrumentos para auscultar e captar os sinais e indicadores do terreno onde se quer intervir e como, a partir desse conhecimento empírico, se podem desenvolver boas práticas no sentido da promoção da saúde e do desenvolvimento.

Isabel Soares

Escola de Psicologia | Universidade do Minho

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