Alunos em Ação – Estratégias de Pedagogia ativa

Dezembro 11, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Crianças ligam para o SOS Criança preocupadas com a situação dos pais

Dezembro 11, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 7 de Dezembro de 2012.

coutinho

O serviço SOS Criança está a receber telefonemas de crianças preocupadas com a “instabilidade do mundo laboral dos pais” devido à crise, disse o coordenador do serviço, Manuel Coutinho.

“As crianças têm noção da realidade e vão começando a ver que os pais dos colegas estão desempregados, que as situações começam a chegar a um limite” e temem que o mesmo aconteça à sua família, adiantou o psicólogo e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança (IAC), citado pela Agência Lusa.

Manuel Coutinho adiantou que estes relatos estão a chegar com “mais expressão” ao serviço do Instituto de Apoio à Criança, que ao longo de 24 anos atendeu mais de 77 mil chamadas telefónicas, a maioria de apelos de crianças em risco, maltratadas, abusadas sexualmente e desaparecidas.

“Eu gostava que a crise fosse mais um problema dos adultos e não um problema que chegasse às crianças”, disse o responsável pelo serviço, desejando ainda que “todos os adultos do país contribuíssem para que as crianças não fossem novamente vitimizadas por esta situação de carência”.

À frente do serviço há mais de duas décadas, Manuel Coutinho disse que não esperava “nos tempos breves” assistir ao “síndroma do mundo mau, que aflige hoje as crianças.

“Era algo que eu achava que nos tempos breves nunca iria acontecer, mas infelizmente aconteceu porque o mundo está muito difícil de gerir e as pessoas estão muito aflitas e muitas delas em sofrimento grave”, adiantou.

Para ultrapassar esta situação, o responsável disse que os portugueses devem estar todos solidários e perceber como podem “ajudar e tranquilizar o mais possível estas crianças”.

O telefone do SOS Criança é hoje considerado “pela maioria das pessoas um serviço de primeira necessidade”. Ao serviço têm chegado chamadas de utentes a perguntar para onde podem orientar os seus bens para ajudar instituições de solidariedade.

Contudo, lamentou, não têm aparecido casos concretos de adultos a apresentarem casos de famílias em situação de maior de vulnerabilidade e fragilidade que possam colocar em risco as crianças.

Para o psicólogo, era desejável que os portugueses começassem a apresentar estes casos às instituições de forma a ajudar as crianças e evitar que passem por situações de risco e negligência.

“É bom que a sociedade esteja alerta para que possamos chegar mais rápido aos que mais necessitam”, acrescentou.

O serviço telefónico SOS-Criança (116111) recebeu este ano 2.554 chamadas, a maioria relacionada com crianças em risco, negligência, maus tratos e abusos sexuais, além de muitos jovens que ligam para o SOS-Criança para desabafar e apresentar os seus problemas.

Criada em 1988, o SOS-Criança é um serviço anónimo e confidencial, de apoio às crianças e familiares, que pretende dar voz aos mais jovens, promovendo e defendendo os seus direitos.

É um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.

 

Dois pedófilos detidos por semana

Dezembro 11, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 6 de Dezembro de 2012.

por Joana Ferreira da Costa*

Disparou o número de abusadores apanhados pela PJ, tornando a pedofilia no 3.º crime com mais detenções, depois do roubo e do tráfico de droga. Formação dada aos agentes aumentou eficácia.

Todas as semanas, dois pedófilos são detidos pela Polícia Judiciária (PJ). Desde Janeiro e até final de Outubro, os inspectores prenderam 80 agressores sexuais, mais oito do que em todo o ano passado (72) e mais 16 do que em 2010 (64). A pedofilia está, assim, na lista dos crimes que geram mais detenções, logo a seguir aos roubos e ao tráfico de droga.

De acordo com o director-adjunto da PJ, o aumento das detenções não resulta de um crescimento das denúncias nem dos casos em investigação. «Há uma maior eficácia da actuação dos investigadores, tendo em conta que usam métodos e técnicas mais apurados», sublinha ao SOL Pedro do Carmo.

Em causa estão crimes de abuso sexual de crianças, de menores dependentes e actos sexuais com adolescentes (dos 14 aos 16 anos).

Segundo Pedro do Carmo, as equipas que combatem estes crimes têm cada vez mais formação: «Estamos em permanente actualização e damos formação constante aos inspectores».

Cristina Soeiro, psicóloga criminal, é uma das responsáveis por esta formação. Neste momento, prepara-se para ir para o terreno falar com os investigadores e verificar as dificuldades em aplicar as técnicas aprendidas. «Vamos iniciar um levantamento das necessidades de formação para actualizar os manuais que são distribuídos aos agentes que lidam com os crimes sexuais de menores», explica Soeiro, que nos últimos anos estudou com detalhe o perfil dos abusadores portugueses. E hoje não tem dúvidas: «Em 92% dos casos os abusadores são familiares da vítima ou seus conhecidos».

Avô e tio abusadores
Um dos mais recentes pedófilos a ser detido foi um avô, de 69 anos, que abusava da neta de dez. Foi denunciado pela própria família e preso a 28 de Novembro, depois de os agentes terem ouvido a versão da criança. O abusador está em prisão domiciliária, com pulseira electrónica.

Na passada sexta-feira, em Arouca, um homem de 37 anos foi condenado a nove anos de prisão efectiva por ter abusado da sobrinha, de 13 anos. Quatro dias antes, também outra menina, em Bragança, com a mesma idade, viu o pesadelo terminar quando a Polícia apanhou o ex-namorado da mãe, de 62 anos – que a molestou frequentemente nos últimos dois anos.

Além de serem geralmente próximos da vítimas, os agressores são homens mais velhos. «A esmagadora maioria são homens (95%), das mais variadas idades, mas sobretudo acima dos 50 anos», diz Cristina Soeiro, acrescentando: «Só 8% dos abusadores sofrem de parafilias (transtorno da sexualidade), como a pedofilia».

Neste perfil encaixa-se um electricista, de 53 anos, acusado de 7.219 crimes de abuso sexual de criança. Atraiu a sua casa os filhos de alguns vizinhos com quem tinha confiança e, entre 2007 e 2011, manteve relações sexuais com seis crianças, de idade inferior a 14 anos – quase todas a viver no mesmo bairro, em Benfica. Foi descoberto depois de um dos miúdos ter contado ao psicólogo da escola o que se passava.

Uma das dificuldades na investigação destes casos é precisamente a resistência das crianças em falar. Mas a formação dada aos investigadores tem permitido que os menores denunciem mais facilmente as agressões. É que a Polícia passou a usar novas técnicas de entrevista, em salas com brinquedos para dar às crianças maior segurança (conhecidas na polícia como as ‘salas amigáveis’), com recurso a livros ou a bonecos, onde podem apontar as zonas do corpo onde foram tocadas.

Casos difíceis de identificar
O facto de descreverem os casos mais rapidamente tem permitido um maior sucesso na recolha de provas. «Tem aumentado a eficácia nas provas recolhidas, ou seja, os vestígios biológicos deixados pelo agressor», refere ao SOL fonte da Judiciária.

Mas se as autoridades têm mais formação, quem lida com estas situações no dia-a-dia garante que os agressores sexuais estão também mais elaborados.

«Somos cada vez mais confrontados com situações de crianças abusadas subtilmente», alerta a presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Sintra Ocidental, Teresa Villas, que recebe pelo menos uma denúncia de abusos por semana, todos no seio da família.

«Gostam de ver a criança tomar banho, fazem-lhe xixi em cima», exemplifica. Os agressores sabem que, como não há penetração ou violação, provar os abusos através de exames médicos torna-se mais difícil. «Os abusadores evitam deixar marcas da sua acção», alerta.

A maioria das denúncias de abusos que chegam à comissão envolve crianças entre oito e os 12 anos, das mais diversas origens sociais. «Muitas vezes as situações são-nos relatadas pelas próprias crianças que não sentem estes abusos como agressão», explica a responsável. Outras das situações preocupantes são os abusos feitos por mulheres (5% do total de casos). «Culturalmente não aceitamos que uma mãe seja agressora», diz. «Recordo uma denúncia de uma mãe que à noite abusava do filho de sete anos. Quando foi chamada, riu-se: disse que não conseguíamos provar as acusações».

Europa reforça medidas
O aumento da pedofilia em todo o mundo tem levado muitos países a aplicar medidas mais drásticas de combate ao crime. É o caso da castração química de condenados por Abuso sexual de menores, recentemente aprovada na Moldávia e na Polónia (ver info).

Por outro lado, a própria União Europeia impôs uma série de regras aos Estados-membros que têm de ser adoptadas até 2013. Em Portugal, a ministra da Justiça já confirmou que está para breve a transposição da directiva que prevê a possibilidade de as autoridades divulgarem a identidade de pedófilos a escolas e vizinhos onde aqueles residem, como forma de evitar novos abusos.

joana.f.costa@sol.pt

*com Sónia Graça

 

 

 

Crianças portuguesas são as mais pobres

Dezembro 11, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 4 de Dezembro de 2012.

Nuno Miguel Ropio

De 24 países analisados pela UNICEF, Portugal é o que apresenta maior taxa de pobreza das crianças, mesmo após a atribuição de subsídios. Significa isto que os apoios sociais são demasiado pequenos ou o esforço do Estado não será transversal à família dos menores.

Os subsídios estatais de apoio aos menores e às suas famílias, destinados a combater a pobreza infantil em Portugal, não são os suficientes, nem os mais indicados, para inverter a dimensão deste flagelo social. A conclusão consta no estudo da UNICEF “As crianças que ficam para trás”, que analisou as desigualdades entre 24 países que integram a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o relatório, que se reporta a dados de 2008, Reino Unido, Irlanda e Hungria até têm a taxa de pobreza infantil mais alta antes da atribuição de apoios sociais. Aí, Portugal surge em quarto lugar. Porém, nesse campo de análise, compara-se o que acontece a esse grau de indigência após a atribuição de subsídios estatais aos menores (abonos) ou às suas famílias (Rendimento Social de Inserção). E o cenário é negro para Portugal: enquanto nos outros três países a pobreza diminui acentuadamente – no caso da Hungria desce mais de dois terços -, por cá, mesmo com apoios, a pobreza infantil baixa apenas um quinto (de 22% para 18%).

Elaborado pelo Centro de Estudos Innocenti, o documento coloca nos lugares cimeiros a Finlândia, os Países Baixos (Holanda) e a Suécia. Aliás, a Finlândia (em 1º lugar) ou a França (em 7º) apresentam uma taxa de pobreza infantil, antes de apoios, tão alta quanto a de Portugal. Mas a eficácia das políticas sociais é substancialmente diferente da de Lisboa.

“As crianças que ficam para trás” – o nome deve-se ao método estatístico usado – aponta a importância de as medidas de protecção social se moldarem à pobreza em geral, ao desemprego e à crise económica. Isto é: para uma família com crianças o apoio tem de ser transversal e não se circunscrever ao menor.

A UNICEF frisa o aumento da percentagem do PIB (Produto Interno Bruto) que os países investem neste combate. Mas, até nesse campo, Portugal sai mal no retrato. Vejamos: cerca de 1,4% no gasto público com as famílias – abaixo deste valor só o Reino Unido. Depois, o Reino Unido é o que mais gasta em subsídios familiares e Portugal ainda desce mais na escala, com 0,8% do PIB.

Algo positivo? Sim. Os meninos portugueses foram os que se queixaram menos de problemas de saúde e os que comeram mais legumes e fruta. Resultado: na área da Saúde, Portugal alcançou o 3º lugar nessa área. No geral, ficou situado no terceiro grupo de países, entre os cinco existentes.

 

 

 


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