Instituição algarvia desenvolve projeto para deficientes inspirado em fato usado pela NASA

Novembro 28, 2012 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 16 de Novembro de 2012.

Foto retirada daqui

Uma instituição algarvia está a desenvolver um projeto que visa capacitar crianças com paralisia cerebral através de um fato inspirado em tecnologia usada por astronautas da agência espacial americana NASA, disse hoje à Lusa a promotora do projeto.

Segundo a diretora da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Faro, o projeto “Vamos ser astronautas” destina-se a crianças com paralisia cerebral e outros distúrbios neurológicos.

O projeto consiste na utilização de um fato originalmente usado por astronautas em voos espaciais e posteriormente adaptado à reabilitação de pessoas com paralisia cerebral.

Este fato ajuda a neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade, tais como, a atrofia muscular, a perda de densidade óssea ou alterações do controlo motor.

De acordo com Graciete Campos, o impacto da ausência de gravidade nos astronautas é semelhante às alterações neuromotoras nos pacientes com paralisia cerebral, o que levou uma equipa de reabilitação do Brasil a criar o fato ortopédico dinâmico “Pediasuit“.

A utilização do fato em exercícios ajuda a normalizar o tónus muscular, diminuindo os movimentos descontrolados e melhorando a postura e simetria corporais, entre outros benefícios.

O tratamento consiste em colocar as crianças ou jovens vestidas com os fatos – compostos por chapéu, colete, calção, joelheiras e calçado, interligados por elásticos -, dentro de estruturas metálicas de suporte específicas, onde são desenvolvidas as atividades terapêuticas.

“O objetivo é criar uma unidade de suporte para alinhar o corpo o mais próximo do normal possível, restabelecendo o correto alinhamento postural”, explicou à Lusa Cristina Sobral, uma das terapeutas da APPC/Faro que vai receber formação para ministrar o tratamento.

O tratamento é intensivo e especialmente indicado dos zero aos dez anos, idade em que há uma maior plasticidade cerebral, o que permite às crianças integrarem melhor a informação, explicou a terapeuta.

Graciete Campos sublinhou que a implementação do projeto só é possível graças a um prémio a que a instituição se candidatou, no valor de 50 mil euros, que será atribuído por uma instituição bancária até ao final do ano.

Este dinheiro contempla a formação dos técnicos da instituição e a aquisição de todo o material necessário para a implementação do projeto.

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