SOS-Criança recebeu mais de 77 mil pedidos em 24 anos

Novembro 26, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 22 de Novembro de 2012.

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão

Mais de 77 mil chamadas telefónicas chegaram em 24 anos ao serviço SOS-Criança, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), sendo a maioria de apelos de crianças em risco, maltratadas, abusadas sexualmente e desaparecidas.

O SOS-Criança, que hoje completa 24 anos de existência, recebeu, através do telefone 116111, 77.054 chamadas, das quais 2.554 foram este ano, segundo dados divulgados à agência Lusa.

As principais chamadas estão relacionadas com crianças em risco, negligência, maus tratos e abusos sexuais, além de muitos jovens que ligam para o SOS-Criança para desabafar e apresentar os seus problemas.

Manuel Coutinho, psicólogo clínico e secretário-geral do IAC, disse à Lusa que há muitos jovens que atualmente ligam para o serviço “preocupados com o futuro” e “com medo de os pais perderem o emprego” devido à crise.

Em 1988, quando o IAC criou o SOS-Criança apenas existia o serviço de atendimento telefónico especializado, hoje conta também com uma linha dedicada às crianças desaparecidas, um endereço eletrónico, um atendimento personalizado ao nível do apoio social, jurídico e psicológico e um gabinete de mediação escolar.

No total, ao SOS-Criança chegaram, até hoje, cerca de 119.130 situações de perigo ou problemas, sendo a maioria pelo atendimento telefónico (77.054), seguindo-se a mediação escolar (20.873), o atendimento psicológico (1.045), o endereço eletrónico (5.102) e a linha das crianças desaparecida (404).

Criada em 1988, o SOS-Criança é um serviço anónimo e confidencial, de apoio às crianças e familiares, que pretende dar voz aos mais jovens, promovendo e defendendo os seus direitos.

O SOS-Criança é um serviço de prevenção que pretende atuar antes que a situação de risco se concretize.

Manuel Coutinho faz um “balanço muito positivo” dos 24 anos de existência do serviço, considerando que hoje as pessoas “são mais atentas e menos permissivas aos maus tratos e riscos” das crianças.

O secretário-geral do IAC adiantou que o SOS-Criança conseguiu “mudar mentalidades”, ajudar que as crianças sejam mais respeitadas e criou um modelo de “mais compreensão” para com os mais jovens.

“A sociedade passou a não ser tão tolerante com os infratores e passou a denunciar”, disse.

 

 

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