Uma em cada três jovens obrigada a casar antes dos 15

Outubro 11, 2012 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 9 de Outubro de 2012.

Uma em cada três jovens hoje com 20 a 24 anos foi obrigada a casar-se antes de cumprir 15 anos, denunciou hoje a Unicef.

Em vésperas do primeiro Dia Mundial das Meninas, que se celebra a 11 de Outubro, a agência das Nações Unidas para a infância quis lançar um alerta sobre um fenómeno que, estando em diminuição, continua a ser amplamente praticado em todas as regiões do mundo.

O alerta foi acompanhado por uma dezena de comités e relatores especiais da ONU, que distribuíram hoje um comunicado em que consideram o casamento infantil uma forma de escravatura e uma clara violação dos direitos humanos da criança, nomeadamente das meninas.

Segundo dados da Unicef, anualmente, dez milhões de meninas são obrigadas a casar-se antes de cumprirem 18 anos e chegam a fazê-lo com apenas oito, três ou quatro vezes mais novas do que os maridos impostos.

Cerca de 23 milhões de jovens hoje com 20 a 24 anos foram obrigadas a casar-se antes de cumprirem 15 anos e 400 milhões de mulheres com idades entre os 20 e os 49 anos foram obrigadas a casar-se quando ainda eram menores (menos de 18 anos).

Embora nenhuma região escape ilesa, este fenómeno tem maior incidência no sul da Ásia (46 por cento), seguindo-se África Subsariana (37%), América Latina e Caribe (29%), Sudeste Asiático (18%), Médio Oriente e Norte de África (17%) e União Europeia e Comunidade de Estados Independentes (11%).

Nem todos os países proíbem o casamento antes da maioridade – apenas 113 dos 193 que formam as Nações Unidas o fazem.

Por isso, as Nações Unidas realçam que, «como todas as formas de escravatura, os casamentos forçados deviam ser criminalizados».

Rejeitando «argumentos de tradição, religião, cultura ou economia» como justificação para a prática, a Unicef recorda que o casamento precoce retira o direito das meninas à infância, interrompe a sua educação, limita as suas oportunidades, aumenta o risco de violência e abusos e coloca em perigo a sua saúde (a maternidade precoce aumenta o risco de mortalidade materna e de graves lesões físicas e psicológicas).

Lusa/SOL

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