Estilo de vida coloca crianças em risco de sofrerem doenças cardiovasculares

Outubro 9, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Saúde Sapo de 28 de de Setembro de 2012.

Dia Mundial do Coração celebra-se a 29 de setembro

Os cardiologistas estão preocupados com o estilo de vida das crianças, lembrando que a vida sedentária e má alimentação coloca os mais novos em risco de sofrerem doenças cardiovasculares.

Todos os anos morrem em Portugal 20 mil mulheres e 16 mil homens vítimas de doenças cardiovasculares, um número que no futuro poderá disparar devido ao estilo de vida das crianças, alertou o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Manuel Carrageta.

As crianças estão agora no centro das preocupações dos cardiologistas, que lamentam que as brincadeiras de rua tenham sido substituídas pela televisão e jogos de computador e a alimentação saudável por restaurantes “fast-food”.

Para os especialistas, o resultado desta mudança – a obesidade infantil – é inquietante. “A evolução das doenças cardiovasculares começa com os fatores de risco. As crianças têm um estilo de vida moderno que leva à obesidade infantil, têm o colesterol mais elevado que se vai depositar nas paredes das artérias e leva ao seu entupimento, havendo mais risco de enfarte de miocárdio e de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, explicou o cardiologista, lembrando que as crianças deviam fazer uma hora de exercício físico intenso por dia.

Manuel Carrageta lembra que, habitualmente, quem tem excesso de peso tem tensão arterial e colesterol mais altos assim como tem mais tendência para se tornar diabético.

Em Portugal, quatro em cada dez óbitos têm como causa doenças cardiovasculares mas bastava controlar os principais fatores de risco para evitar a maioria destas mortes.

A fundação celebra no sábado o Dia Mundial do Coração com diversas iniciativas em Odivelas que pretendem alertar para a importância da prevenção mas também desconstruir a ideia de que “as mulheres sofrem de coração mas não morrem”.

“Existe um mito de que as doenças do coração atingem os homens e os idosos”, contou à Lusa o presidente da fundação, lembrando que em Portugal a principal causa de morte das mulheres são precisamente as doenças cardiovasculares.

Segundo Manuel Carrageta, “o coração das mulheres é frágil e vulnerável”, mas “elas têm uma falsa sensação de segurança”.

As doenças cardiovasculares são altamente evitáveis através do estilo de vida e controle dos fatores de risco, que passam por uma alimentação saudável, exercício físico e não fumar.

No entanto, “enquanto os homens estão a diminuir o consumo de tabaco, as mulheres estão a aumentar. Além disso, as mulheres estão um pouco condicionadas a realizar atividade física, porque têm uma vida mais complicada”, lamentou o cardiologista.

A partir de uma determinada idade – 50 anos para as mulheres e 40 anos para os homens – é aconselhável a realização de exames periódicos de saúde. “Costumamos dizer às pessoas que é preciso conhecer os seus números. Devem medir a pressão arterial, os níveis de colesterol e glicose, assim como saber qual o seu peso e massa corporal. Através destes dados é possível calcular os riscos de vir a sofrer um acidente cardiovascular”, alertou o presidente da FPC.

Lusa

2012-09-28

 

 

O IAC felicita a Drª Joana Marques Vidal pela sua nomeação como PGR

Outubro 9, 2012 às 1:01 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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O IAC felicita a Drª Joana Marques Vidal pela sua nomeação como PGR.

Magistrada experiente e comprometida com a defesa dos Direitos Humanos, exerceu funções de grande responsabilidade no Ministério Público, designadamente de coordenação no Tribunal de Família e Menores de Lisboa . Foi Diretora-Adjunta no Centro de Estudos judiciários e participou nas comissões de revisão de legislação que conduziram à Lei de Proteção de Crianças e Jovens e à Lei Tutelar Educativa.

Tem exercido nos últimos anos a presidência da APAV, e nesse cargo tem continuado a revelar especial sensibilidade com os direitos das crianças.

O IAC deseja as maiores felicidades à Drª Joana Marques Vidal  no desempenho deste novo cargo tão exigente, certo de que a sua visão humanista contribuirá para os valores do Direito e da Justiça!

Crianças portuguesas estão a ‘trabalhar’ mais que os adultos

Outubro 9, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 1 de Outubro de 2012.

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Crise inverte papéis e agora filhos preocupam-se com problemas dos pais

Outubro 9, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 24 de Setembro de 2012.

A terapeuta familiar autora do livro ‘Psicologia de Família’, que será lançado terça-feira, defendeu hoje que a crise económica está a inverter os papéis na família, com os filhos a preocuparem-se com os pais e os seus problemas.

«Nota-se uma maior preocupação das crianças em relação aos pais. Há uma espécie de inversão de papéis», alerta Sofia Nunes da Silva, especialista da Unidade de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Departamento de Pediatria do Hospital Santa Maria Hospital Santa Maria.

De acordo com Sofia Nunes da Silva, «a actual situação está a obrigar a mudanças de hábitos e, para muitas famílias, esta é a primeira crise económica que estão a viver. As pessoas andam mais tensas, mais deprimidas e preocupadas».

Muitos pais optam por não falar dos problemas com os filhos, numa tentativa de os proteger. Mas, para a terapeuta, esta decisão é prejudicial para as crianças, que são «esponjas que absorvem tudo».

Sem perceber bem o que se passa à sua volta, as crianças «ressentem-se».

«Os não ditos são prejudiciais», alerta a especialista, lembrando que os filhos podem mesmo sentir-se culpados pelo ambiente familiar e pelas alterações de rotina.

«Os miúdos têm direito a ser esclarecidos dos tempos diferentes que estão a viver e das mudanças que têm de fazer. Para as crianças é bom sentirem-se úteis e até pensarem o que poderão fazer para ajudar os pais», defende a psicóloga clínica, que entende que a partir dos cinco ou seis anos é benéfico falar com os filhos sobre o que se passa, «sem colocar um ar dramático».

Às suas consultas chegam cada vez mais casos associados à crise económica. E depois de anos a apoiar as famílias que frequentam as suas consultas no Santa Maria e no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, Sofia Nunes da Silva sentiu «necessidade de chegar a mais pais». A solução encontrada foi escrever um livro que abordasse alguns dos problemas que afectam a maioria das famílias.

Defensora de que «não existe uma única forma de educar», a autora de “Psicóloga de Família” dá conselhos, exemplos práticos e pistas para ajudar a pensar sobre questões como o «nascimento dos filhos, a educação, as birras, a escolaridade ou a crise conjugal».

«Há fases mais exigentes que são comuns às famílias e, por vezes, os pais sentem-se perdidos e questionam-se muito. É bom saber que essas não são dificuldades exclusivas de um pai ou de uma mãe, porque ajuda a relativizar as coisas», explica a autora do livro que será lançado terça-feira.

A psicóloga clínica lembra que ninguém nasce ensinado para ser mãe, pai ou filho, mas acredita que «os pais são os maiores especialistas dos seus filhos».

«Este livro não é mais um manual de auto-ajuda», defende Daniel Sampaio no prefácio da obra, que considera apresentar «uma nova forma de viver para as crianças e suas famílias».

Lusa/SOL

 

 


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