Ciclo de Cinema “Direitos das Crianças: Uma Missão de Todos!

Outubro 4, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá comentar no dia 13 de Outubro o filme Um tempo para cavalos bêbedos , Realização: Bahman Ghobadi na Sociedade Recreativa União Pragalense pelas 21h | Entrada livre.

Lançamento do livro Ministério Público: Que Futuro? com apresentação de Manuela Eanes

Outubro 4, 2012 às 2:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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A Dra. Manuela Eanes, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá apresentar o livro.

Notícia da INCM de 2 de Outubro de 2012.

A cerimónia de lançamento do livro Ministério Público: Que Futuro?, editado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em colaboração com a INCM, vai ter lugar no Palácio Palmela (sede da PGR) no dia 4 de outubro, pelas 17 horas, onde, após a apresentação do livro pela Dr.ª Manuela Eanes, irá decorrer uma conferência pelo Dr. Júlio Castro Caldas.

Pensar o futuro do Ministério Público a partir da realidade atual, quer em termos de organização e funcionamento no contexto das instituições nacionais, quer em termos de comparação com outros modelos de sistemas judiciários de países culturalmente mais próximos de Portugal, é o desafio e o tema que se lança para debate neste livro.

Colaboram na referida obra várias personalidades que, no exercício de altos cargos em órgãos de soberania, desempenharam relevantes funções relacionadas com o Ministério Público, ex-Procuradores-Gerais da República, professores universitários, antigos magistrados, ex-membros do Conselho Superior do Ministério Público e, ainda, Procuradores-Gerais de países lusófonos.

Mais informações sobre o livro Aqui ou Aqui

 

Crianças portuguesas são das que aprendem mais cedo uma língua estrangeira

Outubro 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de Setembro de 2012.

O relatório mencionado na notícia é o seguinte:

Key Data on Teaching Languages at School in Europe 2012

Por Bárbara Wong

Portugal é dos países da União Europeia onde se aprende mais cedo uma língua estrangeira. Uma tendência que se verifica em toda a Europa, onde, na maior parte dos países se diminuiu a idade mínima obrigatória para aprender uma língua.

Em Portugal, o ensino do Inglês começa logo no 1.º ciclo, a partir dos seis anos. O mesmo acontece em Espanha, Itália, Luxemburgo, Noruega ou na Croácia. Em Malta, o ensino de uma língua estrangeira começa aos cinco anos. A idade limite para começar a aprender um novo idioma são os nove anos. A excepção é a comunidade germanófona da Bélgica onde aos três anos, as crianças começam a aprender uma segunda língua, o Francês e, aos 13 anos, é introduzida uma terceira língua.

Segundo o relatório Dados-chave sobre o ensino de línguas nas escolas europeias – 2012, Portugal está entre os países onde se começa a aprender mais cedo. A segunda língua é introduzida aos 12 anos. Tradicionalmente é o Francês o segundo idioma escolhido mas tem-se verificado um aumento dos alunos que, no 7.º ano, escolhem o Espanhol.

No entanto, ao contrário do que se verifica em muitos países, em Portugal entre 2005 e 2010 diminuiu a percentagem dos que aprendem línguas. No 3.º ciclo, em 2005 98,3% dos alunos portugueses aprendiam Inglês, mas cinco anos depois eram 74,6%. O Francês também caiu de 88,1 para 52,8% no 3.º ciclo e 22,3% para 6,4% no secundário.

O relatório revela que em 2009/2010, 60,8% dos estudantes do 3.º ciclo do ensino básico encontravam-se a aprender duas ou mais línguas estrangeiras – um aumento de 14,1% em relação a 2004/2005.

O Inglês é a língua estrangeira mais ensinada em quase todos os 32 países abrangidos pelo inquérito (os 27 estados, a que se juntam a Croácia, a Islândia, o Liechtenstein, a Noruega e a Turquia) – uma tendência que tem aumentado significativamente desde 2004/2005. Segue-se o Francês e o Alemão.

Portugal faz parte de uma lista de países em que em casa se fala um único idioma, apenas 2% dos alunos de 15 anos respondem que se expressam noutra língua fora da escola. Uma percentagem que não fica longe da média europeia: 2,7%. No entanto, há 6,9% de alunos que frequentam escolas onde existe entre 20 e 50% de alunos que falam outra língua em casa. O Luxembrugo e a Bélgica são dois desses países onde há maior diversidade linguística. No caso do Luxemburgo, 14,7% dos alunos de 15 anos inquiridos afirmam que falam Português em casa, enquanto na escola aprendem Francês ou Alemão.

Um quarto das meninas com quatro anos tem peso a mais

Outubro 4, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Setembro de 2012.

Por Catarina Gomes

Já se sabia que os dados da obesidade infantil em Portugal eram altos, mas uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto encontrou pelo menos 17% de meninos e 26% de meninas, com quatro anos, com excesso de peso e obesidade. Estes também já tinham associados níveis de colesterol e pressão arterial mais altos.

Um estudo da Childhood Obesity Surveillance Initiative, em 2008, apontava para 32,2% de crianças portuguesas, dos seis aos oito anos, com excesso de peso, o que incluía a obesidade. O que agora este estudo revela é que o problema é detectável “muito mais cedo”, nota a coordenadora executiva do projecto Geração XXI, Ana Cristina Santos.

Avaliada uma amostra de cerca de 8500 crianças, nascidas entre Abril de 2005 e Agosto de 2006, no Porto, constata-se que a prevalência de excesso de peso e obesidade aos quatro anos era muito alta, mas variava caso se usasse critérios da International Obesity Task Force (IOTF) ou do norte-americano Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Usando a metodologia do IOTF, na alçada da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, no Reino Unido, o cenário é, apesar de tudo, mais optimista: há 10,8% de meninos de quatro anos com excesso de peso, a par de 17,6% de meninas; neles a obesidade é calculada em 6%, nelas em 8,6%. Mas, se forem utilizados os critérios do CDC, o cenário é pior: há 13,9% de meninos com excesso de peso e 11,9% de obesos; nas meninas, estes valores atingem os 18,5% e 15,6%, respectivamente.

Contas feitas, mesmo no cenário mais optimista, um total de 16,8% dos rapazes tem peso a mais – somando excesso de peso e obesidade -, algo que acontece com mais de um quarto (26,2%) das raparigas. No retrato mais pessimista, serão 25,8% de meninos e 34,1% de meninas com peso a mais.

A equipa de investigadores fez um outro achado: na população que já tem peso excessivo em idades tão precoces, também foi possível encontrar níveis mais altos de colesterol alto e de pressão arterial, dois factores de risco cardiovascular. “A diabetes 2 também era uma doença de velho”, alerta a investigadora.

Note-se que no novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, da Direcção-Geral da Saúde, se refere que “a hipertensão arterial na idade pediátrica é um problema que está a adquirir uma dimensão crescente devido, em grande parte, à modificação dos estilos de vida e ao aumento da prevalência da obesidade”. Recomenda-se, assim, que a tensão arterial seja avaliada nas consultas de vigilância a todas as crianças a partir dos três anos de idade.

Epidemia da obesidade

Na segunda fase deste projecto, que pretende seguir as crianças até à idade adulta, o objectivo é tentar relacionar as características encontradas nos mais pequenos com as das suas mães. Embora estes dados tenham começado a ser tratados, é possível concluir que “a obesidade aos quatro anos estava associada a características maternas e da gravidez, como o índice de massa corporal antes da gravidez”. “Acreditamos que haja um efeito intergeracional na obesidade”, diz a investigadora.

Ana Cristina Santos afirma que estes dados devem reforçar os sinais de alerta em torno da chamada “epidemia da obesidade”. A avaliar pelo estudo, nesta geração haverá mais adultos com peso a mais do que agora, o que a investigadora considera “preocupante”, uma vez que, na população adulta portuguesa, o excesso de peso e a obesidade já estão estimados em metade da população. Ao que acresce a probabilidade de virem a ser adultos com hipertensão, colesterol e glicose elevados, todos factores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolverem doenças cardiovasculares.

Em Portugal, este tipo de problema “não estava descrito numa população tão nova, é algo que esperaríamos que acontecesse mais tarde”, avalia a investigadora, sublinhando que “a prevenção tem mesmo de ser prevenção” e notando que as estratégias a desenvolver “têm de abranger as grávidas, idealmente antes da concepção”. “O peso das mães antes e durante a gravidez é determinante no peso que os filhos terão aos quatro anos”, conclui.


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