Crianças sedentárias têm pior coordenação motora

Setembro 11, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 16 de Agosto de 2012.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Associations between sedentary behavior and motor coordination in children

por Texto da Agência Lusa, publicado por Joana Capucho

Crianças que passam mais de três quartos do seu tempo em atividades sedentárias, como ver televisão e jogar computador, chegam a ter nove vezes pior coordenação motora do que as ativas, revela um estudo português divulgado numa publicação norte-americana.

A investigação, publicada no site da American Journal of Human Biology esta semana, foi desenvolvida pela Universidade do Minho e envolveu crianças portuguesas entre os nove e os 13 anos.

“A infância é um período crítico para o desenvolvimento das competências da coordenação motora que é essencial para a saúde e bem-estar”, afirma Luís Lopes, um dos autores do estudo.

Este estudo demonstra ainda que a atividade física por si só não reverte os efeitos negativos que o elevado nível de sedentarismo provoca na coordenação motora.

“Os resultados mostram a importância de estabelecer um tempo máximo para comportamentos sedentários, enquanto se encorajam as crianças a aumentar os níveis de atividade física”, concluem os autores.

A equipa da Universidade do Minho analisou 110 raparigas e 103 rapazes de 9 e 10 anos de 13 escolas básicas em zonas urbanas, tendo medido objetivamente os comportamentos sedentários e a atividade física. A coordenação motora foi avaliada com vários testes físicos, que incluíram avaliação de equilíbrio, saltos de obstáculos ou deslocação de plataformas.

Os testes foram complementados com um inquérito aos pais para aferir variáveis de saúde.

Em média, as crianças passam 75,6% do seu tempo a serem sedentárias, com o impacto na coordenação motora a ser maior nos rapazes do que nas raparigas.

As meninas que passam mais de 77% do tempo dedicando-se a atividades sedentárias apresentam quatro ou cinco vezes pior coordenação motora do que as raparigas ativas.

Já em relação aos rapazes, aqueles que em 76% do seu tempo são sedentários chegam têm entre cinco a nove vezes pior coordenação motora do que os seus pares ativos.

“O elevado sedentarismo tem um impacto significativo na coordenação motora das crianças, influenciando de modo mais desfavorável os rapazes”, refere Luís Lopes

 

 

 

Filhos únicos poderão atingir recorde na geração dos que têm 35-40 anos

Setembro 11, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do Público de 26 de Agosto de 2012.

Por Catarina Gomes

Pela primeira vez em três gerações, as famílias de filho único poderão tornar-se maioritárias na geração dos que estão entre os 35 e 40 anos, atingindo mais de um terço do total e superando assim as que têm dois filhos. São conclusões de um inquérito nacional feito no âmbito do estudo Trajectórias Familiares e Redes Sociais: Percursos de Vida numa Perspectiva Intergeracional, realizado por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

O estudo perguntou a homens e mulheres de três gerações de portugueses o número de filhos que têm. Escolheram primeiro os que nasceram entre 1935 e 1940 – que tinham à data do inquérito (2010) entre 70 e 75 anos -, viveram as suas vidas em ditadura, antes de haver contracepção fiável. Aqui, a maioria das famílias (37%) teve proles de três ou mais filhos, seguidos dos que tiveram dois (34%), e com um peso muito menor das famílias de filho único (22%) e ainda menos das sem filhos (7%).

Os nascidos entre 1950 e 1955 – que tinham entre 55 e 60 anos quando foram inquiridos – viveram as suas vidas já com o acesso à pílula e numa época em que uma das autoras do estudo, a socióloga Vanessa Cunha, chama de “glorificação da era do casamento”. Neste grupo estão claramente na dianteira as famílias de dois filhos (43%), seguido por 25% com três ou mais filhos e mantém-se quase o mesmo valor da geração anterior no que diz respeito aos filhos únicos (23%) e sem filhos (9%).

Por fim, tentaram ter o retrato de uma geração nascida já em democracia e que está na recta final do seu período reprodutivo (nascidos entre 1970 e 1975), numa época caracterizada pelo declínio da fertilidade. E neste retrato, que ainda não está fechado (uma vez que se considera que as mulheres podem ter filhos até à menopausa), as mudanças são claras: pela primeira vez em três gerações, as famílias de filho único poderão ficar em maioria (35%), seguidas das de dois filhos (31%). Como grande mudança surge também a duplicação dos que não têm filhos, com mais de um quinto do total (22%), distantes ficam os que têm famílias numerosas de três ou mais rebentos (13%).

Mas a socióloga Vanessa Cunha realça que uma coisa é a realidade, outra são os desejos. É que questionados quanto ao número de filhos que gostariam de ainda vir a ter, esta geração quer ter bastante mais descendência do que a que têm: a maioria (44%) responde que quer chegar aos dois, desce em 10% (para 25%) os que querem mesmo ficar-se pelo filho único, valor que também é mais baixo nos que não querem mesmo ter filhos (11%). Caso levem adiante os seus sonhos, 20% gostariam de ter três ou mais filhos.

Mas será que a realidade vai ficar mais próxima da dimensão actual das famílias ou os que o desejam conseguirão ampliar a sua família para o tamanho desejado? Vanessa Cunha nota que em demografia é sabido que “os ideais ficam sempre aquém das práticas”. A juntar a esta constatação teme que, face à conjuntura actual, a crise faça com que esta geração não chegue a ter os filhos que deseja e aumente o peso das famílias de filho único e das sem filho, uma vez que “adiar mais, já no final do ciclo reprodutivo, pode levar a que não cumpram os seus objectivos. Esta é uma geração que já adiou muito e em que todas as condições para ter filhos estão deterioradas”.

Questionados sobre as razões que os levam a adiar a vinda de um segundo filho escolhem “as preocupações financeiras”, seguindo-se a “vida profissional demasiado exigente (falta de tempo ou vontade)” e a “falta de suporte familiar”; no grupo dos que se recusam mesmo a ter um segundo filho surge “o custo demasiado elevado da educação”, “a instabilidade laboral” e “a falta de apoios públicos (creches e infantários, benefícios sociais)”. “O desemprego fecha a porta a segundo filho, 82% dos inquiridos sem emprego não querem ter segundo filho”.

Vanessa Cunha acrescenta ainda que são vários os estudos que constatam que a instabilidade de políticas na área faz com que as famílias recuem. “Quando o Estado recua, não se pode esperar milagres.” Refere-se, por exemplo, à retirada de abonos de família, não pelos valores em causa, mas pela mensagem que passa. “O que é importante é a estabilidade ao nível das políticas públicas para que quando as pessoas fazem escolhas saibam que as regras do jogo não vão mudar a meio, apesar da economia.”

Na sua opinião, a crise deverá assim aumentar o peso das famílias de filho único, que já era mais alto do que a maioria dos países europeus. Num estudo demográfico realizado em 2008, desta feita analisando o tamanho da prole dos nascidos em 1963 (à data com 45 anos), Portugal já era, dos 19 países analisados, o segundo com maior proporção de filhos únicos (31,9%), apenas superado pela Federação Russa (37%). A tendência é ir adiando tanto a chegada do primeiro filho como a vinda de um segundo, mas o estudo encontrou diferenças sociais: são as classes mais escolarizadas que mais adiam a vinda do primeiro filho, mas depois têm o segundo com pouco tempo de diferença (com dois a quatro anos), no caso de grupos mais desfavorecidos a vinda do primeiro filho acontece mais cedo, mas depois adia-se a vinda do segundo filho por razões financeiras, com maiores intervalos entre irmãos (mais de cinco anos). Já “ter um terceiro filho é um sinal de distinção social, é um factor em crescimento em classes médias altas”.

Criminosos internados no privado custam menos ao Estado Centros Educativos

Setembro 11, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 17 de Agosto de 2012.

Cada jovem que tenha sido condenado por crimes a internamento num dos seis centros educativos (CE) geridos diretamente pela Direção-Geral de Reinserção Social (DGRS) custa 153 euros por dia ao Estado. Um custo 20 euros superior ao verificado nos que estão a ser geridos por entidades privadas. Segundo os valores apurados pelo DN, nos CE da Madeira e de Vila de Conde, cuja gestão foi entregue à União Meridianos, de origem espanhola, cada jovem custa por dia 133 euros.

A experiência da gestão privada de centros que acolhem jovens acusados da prática de crimes começou em Portugal em 2010. Neste momento existe apenas em dois, na Madeira e em Vila de Conde, mas tudo indica que deverá alargar-se.

O facto de os centros do Estado serem mais caros tem que ver “com a realidade própria do que é a gestão da administração pública”, explicou ao DN Luís Couto, subdiretor-geral da reinserção social. No caso, lançou-se um concurso público internacional, em 2009, e estabeleceu-se um caderno de encargos para aqueles dois centros. “Agora, o que se exige à entidade ganhadora do concurso é que cumpra o estipulado. Se um par de sapatilhas tem de durar um mês, é esse o tempo que dura Nos centros do Estado nunca é certo que seja só um mês. Sendo prestadores de serviços, eles têm de cumprir. Nós funcionamos muito na lógica do orçamentado”, acrescentou.

De todos os modos, embora a gestão operativa na Madeira e em Vila de Conde sejam da responsabilidade da União Meridianos, a direção é da DGRS, tendo nomeado para ambos os centros um diretor e um subdiretor. A este cabe controlar o cumprimento das penas e medidas impostas pelo tribunal a cada uns dos jovens ali internados.

Mas para além das vantagens económicas, a gestão dos centros por entidades privadas tem outras mais-valias. “Permite a aplicação de novas técnicas, de novas rotinas, novas formas de agir”, explicou ao DN o representante da União Meridianos Portugal, Luís Fábrica. “As instituições do Estado têm uma atuação mais burocratizada e mais lenta, que leva a que haja mais constrangimentos”, acrescentou, frisando: “Com uma estrutura mais leve, e forma de intervir mais ágeis, é possível fazer a mesma coisa, ou melhor, com melhores preços. É um bom negócio para o Estado.”

Segundo este responsável, o contrato é feito por “cabeça”, ou seja, o Ministério da Justiça (MJ) paga 133 euros/dia por cada pessoa e esse dinheiro tem de dar para tudo: alimentação, formação, atividades. Tudo, menos a segurança das instalações que está entregue a uma empresa privada contratada pelo MJ.

Luís Fábrica destaca ainda a vertente pedagógico-científica como vantagem neste tipo de gestão. Conforme explicou, o modelo educativo aplicado pode ser aperfeiçoado constantemente com base na análise de técnicos especializados. No caso, todo o trabalho naqueles dois centros tem sido acompanhado por uma comissão técnica da Universidade Católica Portuguesa, de que faz parte o antigo ministro da Educação Roberto Carneiro.

No último relatório de auditoria, a que o DN teve acesso, a comissão refere: “Um dos pontos mais positivos apontados à gestão privada de centros é precisamente a gestão de recursos humanos (quer na sua contratação quer na possibilidade de não renovar vínculos de funcionários que não se adaptem à função). É possível procurar os técnicos com o perfil mais adequado.” E, por outro lado, acrescenta-se: “Para além disso, a gestão privada permite a celebração de protocolos e candidaturas a projetos úteis, o que num centro estatal é mais difícil.”

Neste campo, Luís Fábrica salienta que, no caso da Madeira, quase todos os jovens saíram do centro com contrato de trabalho, e apenas um não correu da melhor forma.

“Há um conjunto de protocolos com várias entidades para que acolham os menores quando saem. Os menores na Madeira trabalham nos campos de golfe das redondezas. Em Vila do Conde há um protocolo com a Sonae que abre oportunidades aos jovens para poderem aí realizar estágios”, explicou o responsável.

O contrato entre a União Meridianos e o Estado termina a meio do próximo ano.

ACOLHIMENTO

Tutela Os centros educativos sucederam ao colégios de acolhimento, educação e formação, os antigos reformatórios, e destinam-se a acolher os jovens entre os 12 e 16 anos, que praticaram atos considerados crimes.

Centros Existem em Portugal oito centros educativos, sete no Continente e um na Madeira, onde, em maio, estavam internados 286 jovens, 253 rapazes e 33 raparigas, sendo que, do total, 10 encontravam-se fugidos.

Regimes Os centros educativos acolhem jovens em três regime diferentes: regime aberto (38), em que podem frequentar o ensino no exterior; o regime semiaberto (213), em que frequentam as atividades formativas no interior do centro, podendo passar as férias com os pais; e o regime fechado (35) em que os jovens frequentam as atividades formativas no interior do cento sem nunca poderem sair, a não ser para o cumprimento de obrigações judiciais.

Comissão A falta de vagas atrasa a entrada dos jovens nos centros. O ministério promete obras para aumentar a capacidade Entre a data em que o menor pratica o crime e o início efetivo da medida de internamento em Centro Educativo (CE) existe uma variação que se situa entre os 2,5 meses e os 35 meses, sendo o desfasamento médio de 13 meses.

Este dado é revelado pela Comissão de Acompanhamento e Fiscalização dos Centros Educativos no seu último relatório apresentado em maio. Os valores resultam de uma amostra aleatória de 50 casos, tendo-se concluído que, em 46% das situações, o desfasamento temporal é igual ou superior a 12 meses. Ao que o DN apurou, isto deve-se, sobretudo, à falta de vagas para internamento dos jovens, obrigando-os a ficar em “fila de espera”. Uma falta admitida pelo próprio Ministério da Justiça, que já anunciou obras em pelo menos dois dos oito centros para ficarem disponíveis mais cem vagas.

A comissão de acompanhamento chama também a atenção para a necessidade de os responsáveis conhecerem melhor os jovens que acolhem. Segundo o relatório, “não existe informação sistemática, rigorosa” sobre as origens dos menores, o que é “condicionante de uma intervenção adequada a cada um”.

Além disso, recomenda a prevenção de situações relacionadas com a saúde mental: “Alguns jovens têm quadros clínicos muito pesados, determinados por severos percursos de abandono e/ou predisposições congénitas que exigem intervenções especializadas e os cuidados e acompanhamento não reúnem as melhores condições para o tratamento dos jovens em questão e a sua integração no grupo.”

Lei deixa menores ao abandono após cumprirem a pena

Legislação Não há uma lei que preveja a possibilidade de a reinserção social acompanhar os jovens depois de saírem do centro educativo Depois de o jovem delinquente cumprir a pena nos centros educativos (CE), o vínculo à Direção-Geral da Reinserção Social termina imediatamente. Nenhuma lei prevê um acompanhamento posterior que o ajude a regressar à comunidade. Ficam completamente abandonados a si próprios. “Imagine-se que um jovem termina a 31 de agosto o tempo de pena estipulado pelo tribunal. Mas falta-lhe ainda um mês para terminar o curso de, por exemplo, mecânica-auto que havia iniciado quando chegou ao centro. Segundo a lei, tem mesmo de se ir embora. Em nenhum lado está previsto que possa ficar mais algum tempo até acabar o curso”, explicou ao DN Luís Couto, subdiretor-geral da reinserção social.

Esta é a realidade que se pode dividir em dois cenários, explicou. Há aqueles jovens que, mesmo estando a cinco dias de acabar o curso, o que querem é desaparecer. E há os outros que se questionam sobre a possibilidade de terminar a formação para mais facilmente entrarem no mercado de trabalho. São estes jovens preocupados com o futuro que a DGRS não pode abandonar. Para contornar a lei, segundo Luís Couto, a reinserção social recorre a instituições de voluntariado da sociedade civil que se prontifiquem para receber o menor nas suas instalações até, pelo menos, terminar o curso, assegurando-lhe dormida e alimentação. Por outro lado, “nós permitimos, informando o tribunal, que esse jovem durante o tempo necessário, continue a entrar e sair do CE para acabar formação profissional ou escolar. Mas já não está connosco”, explicou Luís Couto.

Esta mesma questão levantou Luís Fábrica, da União Meridianos, Conforme explicou, a entidade tem um projeto chamado “Casa da Autonomia”, que visa acompanhar os jovens na adaptação ao mundo exterior depois de cumprida a pena. “É um projeto definido, com custos suportados pela União Meridianos. Mas estamos à espera da melhor formulação jurídica para que possa ser executado”, explicou. Isto é, não há uma lei que preveja o apoio aos jovens após a passagem pelos CE. Além disto, também não há um follow- up recente acerca dos que regressaram às famílias, ou seja, ninguém sabe qual é a taxa de reincidência naqueles jovens que estiveram detidos nos CE por terem cometido crimes.

O último estudo de follow-up é referente aos anos 2006-2008, revelando que, num universo de 358, a percentagem de reincidência dos jovens internados é de 43,5%. Mas, sem que se saiba o contexto e as circunstâncias em que voltaram a cometer crimes. No que se refere ao nível de integração, o estudo só conseguiu obter informação de 53 dos 201 jovens que não reincidiram Neste sentido, a comissão de acompanhamento e fiscalização dos CE apelou para que se faça um estudo de follow-up rigoroso para se possa avaliar o funcionamento dos CE.

Parceria com Misericórdia do Porto em prisão feminina

Gestão A primeira experiência de parceria para a gestão privada de uma prisão aconteceu em 2005 na prisão feminina Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, Porto. Tratou-se de uma parceria entre a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) e a Santa Casa da Misericórdia do Porto. A esta entidade de solidariedade social, com mais de 500 anos de experiência no apoio aos mais desfavorecidos, cabia toda a gestão dos serviços básicos da cadeia, alimentação, tratamento de roupas e outras, e também a gestão da formação para promover a ressocialização das reclusas. A DGSP, por seu lado, responsabilizava-se pelo cumprimento das penas, garantindo também a segurança.

Tratando-se de uma prisão feminina, a Santa Casa da Misericórdia do Porto apostou, sobretudo, em projetos dirigidos aos filhos das reclusas, sabendo-se que, ao atingirem os três anos, têm de abandonar os estabelecimentos prisionais. A Santa Casa propunha-se encaminhar e acolher as crianças que não tivessem uma retaguarda familiar.

Esta experiência não foi alargada a outros estabelecimentos prisionais para adultos. Porém, foi aplicada nos centros educativos para jovens em 2010.

4 PERGUNTAS A…

“Já não há lugar para toda a gente”

LUÍS FÁBRICA

União Meridianos

– O que é a União Meridianos?

– É uma associação sem fins lucrativos, constituída para tratar das matérias ligadas à reinserção social, quer de ponto de vista da investigação quer do ponto de vista da aplicação prática dos métodos educativos, e em particular da gestão de centros educativos (CE). Mas a gestão dos CE é apenas um dos objetivos.

– Como é que sai mais barata a gestão dos centros entregues à União Meridianos?

– A gestão privada tem uma estrutura mais leve, menos burocratizada. Espanha tem passado a grande maioria dos centros para a gestão de privados.

– A criminalidade juvenil está aliada a dificuldades económicas das famílias?

– Começamos a ter menores que já não vêm de classes economicamente mais vulneráveis, nem o universo é só de rapazes. O número de raparigas tem aumentado. A realidade sociológica vai- se alterando. A imagem estereotipada que temos dos miúdos se calhar já não é a real. Nem todos obedecem ao mesmo padrão.

– Os oito centros educativos existentes em Portugal respondem às necessidades?

– Na situação atual, os centros estão subdimensionados, se calhar em valores preocupantes. Os centros estão cheios. Não há lugar para toda a gente.

279 ataques de cães em cinco anos Cães vêem as crianças como bichos

Setembro 11, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Sol de 17 de Agosto de 2012.

279 ataques de cães em cinco anos Cães vêem as crianças como bichos


Entries e comentários feeds.