Linha Ajuda Internet recebeu cerca de 200 chamadas

Junho 14, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 2 de Junho de 2012.

por Lusa

Durante o primeiro ano de funcionamento a Linha Ajuda Internet Segura recebeu quase 200 telefonemas, 16 por cento das quais sobre matérias sensíveis como roubo de identidade, ‘cyberbulliyng’ ou conteúdos ilegais.

A Linha Ajuda Internet Segura é uma iniciativa da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI), no âmbito do consórcio Internet Segura, e co-financiada pela Comissão Europeia, com o objetivo de promover a utilização segura das tecnologias em linha.

De acordo com a coordenadora operacional da Linha, entre 01 de junho de 2011 e 01 de junho de 2012, a Linha Ajuda Internet Segura recebeu 196 chamadas, a maioria (58 por cento) de natureza meramente informativa.

Dentro das chamadas informativas, 22% diziam respeito a temáticas de educação para os média/informação técnica, 20% sobre segurança de dados pessoais e nove por cento sobre conteúdo nocivo.

“Foi de facto um primeiro ano bastante intensivo em termos de atividade. A Linha arrancou precisamente para cumprir a implementação de uma das vertentes dos centros Internet Segura, que ainda não existia em Portugal”, adiantou Esmeralda Gonçalinho à Lusa.

Segundo a responsável, do total de chamadas recebidas, cerca de 16% diziam respeito a matérias sensíveis, envolvendo situações de denúncia ou de apresentação de problemas relacionados com eventuais ilícitos criminais.

Os dados estatísticos da Linha revelam que foram encaminhados para a Polícia Judiciária 12 casos de roubo de identidade, sete casos de ‘cyberbullying’, dois de utilização não autorizada de dados pessoais e um caso de aliciamento.

“Temos contactos sensíveis em todas as faixas etárias, desde o roubo de identidade, muitas vezes com situações de ‘phishing’ [ação em que alguém ou entidade tenta obter informações pessoais através de falsos pretextos] associadas, ‘cyberbullying’ e assédio ou as fraudes online”, revelou.

Além dos contactos encaminhados para a PJ, houve também cinco casos de violência encaminhados para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), quatro casos de conteúdos ilegais direcionados para a Linha Alerta Internet Segura, quatro casos de relações comerciais fraudulentas enviadas para a Defesa do Consumidor e um caso de uma criança em situação de risco encaminhada para a SOS Criança.

Entre os que contactam a Linha Ajuda Internet Segura, a maioria (61 por cento) são mulheres, com idade entre os 25 e os 49 anos (63%).

“É curioso registar que os seniores já têm uma presença interessante e que os jovens são os que menos nos contactam”, apontou a responsável.

Os dados estatísticos da Linha revelam que a faixa etária acima dos 49 anos é responsável por 21% dos contactos, enquanto os mais jovens (até aos 25 anos) rondam apenas os 16%.

No que diz respeito a projetos para o futuro, Esmeralda Gonçalinho adiantou que haverá uma diversificação dos canais oferecidos para o contacto, seja por ‘chat’ ou por ‘internet call’.

Em matéria de ações de informação, a responsável disse que irão repetir durante este ano o que já foi feito, nomeadamente as ações realizadas por todo o país nas Lojas Ponto Já, escolas, autarquias ou bibliotecas e que chegaram a perto de cinco mil crianças e jovens, bem como pais e encarregados de educação ou professores.

 

Governo pede a PGR que apure se houve “ilícito criminal” no tratamento dentário de crianças

Junho 14, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Junho de 2012.

Por Lusa

O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social solicitou ao Procurador-Geral da República (PGR) que apure se existiu “algum ilícito criminal” na execução de um protocolo que levou ao tratamento dentário de 507 crianças da Casa Pia de Lisboa.

Numa participação enviada ao PGR, Marco António Costa requereu a Pinto Monteiro que empreenda “todas as diligências necessárias ao apuramento de eventuais ilícitos criminais subjacentes à execução do Estudo dos Efeitos da Amálgama Dentário na Saúde das Crianças”, desenvolvido ao abrigo de um protocolo celebrado em 1997.

Para o efeito, Marco António Costa, em quem o ministro da Solidariedade e Segurança Social delegou competências relativas à Casa Pia, dispõe-se “desde já a fornecer quaisquer elementos tidos como relevantes para a investigação” que agora solicita.

Na participação, o governante refere que o estudo em causa foi objecto de uma reportagem pela RTP, no passado dia 28 de Maio, denominada As Cobaias e que nela é referido que as substâncias utilizadas nos tratamentos eram “muito tóxicas”.

Refere ainda que a reportagem menciona que “os testes em causa nunca tinham sido feitos sequer em animais e que tudo teria sido efectuado com o conhecimento das autoridades”, pelo que, enquanto responsável tutelar da casa Pia de Lisboa, pretende indagar, através do Ministério Público, sobre a existência de “algum ilícito criminal” na execução do protocolo.

Ao justificar o pedido de investigação, Marco António Costa sublinha ainda que estão em causa um número elevado de crianças com necessidades e carências especiais entregues aos cuidados de uma instituição do Estado, o que se, “só por si, se reveste da maior importância e melindre”.

Marco António Costa alega ainda não poder permitir que seja posta em causa, ainda que sob a forma de suspeita, sob pena de ser criada uma nova situação de alarme social, geradora de mal-estar das crianças e jovens que se encontram sob a sua alçada.

Na participação a Pinto Monteiro, recorda ter sido, em 1997, que foi celebrado um protocolo entre a Casa Pia De Lisboa, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e a University of Washington, visando a elaboração de um estudo dos efeitos do amálgama dentário na saúde das crianças.

Tal estudo, lembra Marco António Costa, tinha como objectivos implementar um “projecto de investigação científica na área da medicina oral”, para estabelecer “conclusões sobre os efeitos na saúde, do mercúrio existente no amálgama dentário, material de restauração dentária mais utilizado no mundo”.

Observa que o projecto foi acompanhado pelas equipas científicas designadas pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e pela University of Washington, fornecendo a lista dos membros daquelas equipas.

O responsável governamental refere ainda que as 507 crianças foram objecto de tratamento, com autorização dos pais e encarregados de educação, bem como das próprias crianças.

 

As férias estão à porta. O que fazer com os filhos mais velhos?

Junho 14, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Junho de 2012.

A oferta de actividades de tempos livres é cada vez maior, mas muito centrada nas crianças e adolescentes até aos 12 anos. E depois?
A pensar nos mais velhos, há universidades e politécnicos que fazem propostas que procuram não só ocupar os tempos livres, mas também promover o gosto pelo conhecimento. Paralelamente, os jovens ficam a conhecer as instituições por dentro e, quem sabe, regressarão mais tarde, como caloiros. Essa é a expectativa de muitas escolas.
Com componentes formativas mais ou menos cientificas, as ofertas são muitas e variadas. O PÚBLICO dá alguns exemplos das propostas para este Verão, para alunos do 5.º ao 12.º ano.
“Universidade Júnior” – uma oferta multidisciplinar
A decorrer no mês de Julho, com cinco mil vagas, a “Universidade Júnior”, promovida pela Universidade do Porto (UP), dirige-se a jovens, do 5.º ao 11.º ano, que procurem dinamismo, competição e que gostem de assumir desafios.
O pacote de uma semana custa 75 euros mas, para quem não viver no Porto, a universidade oferece alojamento por mais 105 euros semanais.
Com seis anos de existência, a “Universidade Júnior” é descrita pela organização como “o maior programa nacional de iniciação ao ambiente universitário” que apresenta uma oferta específica para distintos anos lectivos. O ano passado a taxa de ocupação foi de 93%.
Esta terça-feira e pelo quinto ano consecutivo, a universidade e a autarquia de Gaia assinaram um protocolo que atribui bolsas a 200 alunos do concelho para integrar a “Universidade Júnior”. O vice-reitor António Teixeira Marques defendeu que este é, “talvez, o maior programa nacional de intrusão ao mundo universitário” e “seguramente o maior desta natureza a nível europeu”, acrescentando que não só a UP, como também outras universidades do país com programas semelhantes, “mais não estão a fazer que a sua obrigação”.
Verão construtivo – “Verão na Técnica”
Economia, Arquitectura, Agronomia, Desporto, Ciências… São a forte aposta da Universidade Técnica de Lisboa, para a edição do “Verão na Técnica”.
Com carácter lúdico e educativo, a universidade oferece 11 programas a que chamou “Verão na Técnica”, sete dos quais direccionados aos alunos do secundário (2 a 6 de Julho) e os restantes para os estudantes do 8.º e 9.º anos (9 a 13 de Julho).
Das experiências laboratoriais aos projectos arquitectónicos, a Técnica proporciona um contacto directo com professores e alunos, de forma a proporcionar uma plena integração no espírito académico, conforme poderá consultar
Arte e Pedagogia – “Academia de Verão”
Despertar os jovens, dos 13 aos 16 anos de idade, para o teatro é um dos propósitos do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Com a coordenação de Silvina Pereira, actriz, dramaturga e encenadora, o curso “Academia de Verão”  pretende sensibilizar os alunos para o teatro renascentista português.
A oficina realiza-se na primeira quinzena de Julho, no Anfiteatro I da Faculdade de Letras de Lisboa, com um valor de propinas de 200 euros, para duas semanas, com almoço incluído.
Ser empresário por quatro dias – “Verão na Católica”
Conhecer o mundo dos negócios e desfrutar de uma oferta curricular diversificada e rica é o convite que a Católica do Porto faz aos alunos do secundário através do programa “Verão na Católica”.
A iniciativa, a decorrer nos dias 2 a 6 de Julho, destina-se a jovens que vibrem com o desafio, com a competição e que gostem da adrenalina que está por detrás de uma grande empresa. Como funciona, como se cria uma marca e se obtêm lucros serão os principais objectivos a atingir por parte dos participantes. “Politécnico Júnior” – Um olhar académico, para os mais novos
O projecto do politécnico de Portalegre, destinado a jovens com idades compreendidas entre os 15 e 17 anos, visa divulgar os recursos e potencialidades da região do Norte alentejano, ao mesmo tempo que promove “um conjunto de actividades de carácter lúdico e educativo”.
A frequência das várias oficinas do “Politécnico Júnior” terá um custo entre 60 (sem alojamento) a 90 euros (alojamento incluído).


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