Measurig child poverty : New league tables of child poverty in the world’s rich countries

Junho 4, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Press Release da Unicef de 29 de Maio de 2012.

Dezenas de milhões de crianças vivem na pobreza nos países ricos

Bruxelas, 29 de Maio de 2012 – Num momento em que as medidas de austeridade e de redução de gastos sociais estão no centro dos debates, um novo relatório revela a extensão da pobreza infantil e das privações sentidas pelas crianças nas economias mais avançadas. Cerca de 13 milhões de crianças que vivem na União Europeia (e também na Noruega e Islândia ) não têm acesso a elementos básicos necessários para o seu desenvolvimento. Paralelamente, 30 milhões de crianças vivem na pobreza em 35 países economicamente desenvolvidos.

O Report Card 10, produzido pelo Gabinete de Investigação da UNICEF, debruça-se sobre a pobreza e privação infantis no mundo industrializado, comparando e alinhando os países de acordo com o seu desempenho.

Esta comparação internacional mostra que a pobreza infantil nestes países não é inevitável, mas antes susceptível a políticas postas em prática – e que alguns países estão a conseguir melhores resultados do que outros na protecção das suas crianças mais vulneráveis.

“Os dados disponíveis provam que um número demasiado elevado de crianças continua a não ter acesso a variáveis de base em países que têm meios para as proporcionar, “ declarou Gordon Alexander, Director do Gabinete de Investigação da UNICEF. ”O relatório mostra igualmente, segundo dados recolhidos maioritariamente antes da crise actual, que alguns países registaram bons resultados graças a sistemas de protecção social que estavam a funcionar. O risco é que no contexto da actual crise sejam tomadas decisões erradas, cujas consequências só serão visíveis muito mais tarde.”

O Report Card 10 analisa a pobreza e privação infantis sob dois ângulos diferentes. Examinando estes dois tipos de pobreza, o Report Card 10 reúne os últimos dados disponíveis relativos a esta matéria no conjunto dos países industrialmente mais avançados.

A primeira avaliação utiliza o Índice de Privação Infantil, que se baseia em dados das Estatísticas da União Europeia sobre Rendimento e Condições de Vida (Eurpean Union’s Statistics on Income and Living conditions) de 29 países europeus, que incluem pela primeira vez uma secção consagrada às crianças.

O Report Card 10 designa como “carenciada” uma criança que não tem acesso a duas ou mais das 14 variáveis de base, tais como três refeições por dia, um local tranquilo para fazer trabalhos de casa, livros educativos em casa, ou uma ligação à internet. A Roménia, A Bulgária são os países que apresentam as taxas de privação mais elevadas (70%, 50% respectivamente) seguidos por Portugal com uma taxa de 27%. No entanto, mesmo alguns países mais ricos como a França e a Itália tenham taxas de privação superiores a 10%. Os países nórdicos são os que apresentam níveis de privação mais baixos, todos eles inferiores a 3%.

A segunda medida analisada no Report Card 10 diz respeito à pobreza relativa e calcula a percentagem de crianças que vivem abaixo do “limiar de pobreza” – definido como 50% do da mediana do rendimento disponível por família.

Assim, o Gabinete de Pesquisa da UNICEF procura determinar a percentagem de crianças que se encontram significativamente abaixo do que pode ser considerado normal para as respectivas sociedades.

Os países nórdicos e a Holanda têm as mais baixas taxas de pobreza infantil relativa – próximas dos 7%. A Austrália, o Canadá a Nova Zelândia e o Reino Unido têm taxas entre os 10% e os 15%, enquanto que mais de 20% das crianças na Roménia e nos Estados Unidos vivem em situação de pobreza relativa.

A comparação entre países economicamente semelhantes é particularmente notória no Report Card 10, o que revela até que ponto as medidas adoptadas pelos governos podem mudar a vida das crianças. Por exemplo, a Dinamarca e a Suécia registam taxas de privação nas crianças bem mais baixas do que a Bélgica ou a Alemanha, ainda que estes quatro países tenham níveis de desenvolvimento económico e rendimentos per capita

“O relatório torna claro que alguns governos conseguem muito melhores resultados do que outros no combate ao problema da privação das crianças”, afirmou Gordon Alexander. “Estes países mostram que a pobreza não é inelutável apesar do contexto económico actual. Em contrapartida, não proteger as crianças dos efeitos da crise económica e financeira dos dias de hoje é um dos erros mais caros que uma sociedade pode cometer.”

Crianças portuguesas são das mais carenciadas da OCDE

Junho 4, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 29 de Maio de 2012.

Por Natália Faria

Mais de 27% das crianças portuguesas vivem em situação de carência económica. O retrato é traçado no relatório “Medir a Pobreza Infantil”, que é nesta terça-feira apresentado pela Unicef e que coloca Portugal em 25.º lugar numa lista de 29 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Já longe de ser cor-de-rosa, o cenário promete piorar. As conclusões baseiam-se em dados de 2009, logo não reflectem o impacto da crise nas crianças. E, por outro lado, “o risco é que no contexto da actual crise sejam tomadas decisões erradas cujas consequências só serão visíveis muito mais tarde”, alerta o relatório.

Por carenciada a Unicef considera qualquer criança até aos 16 anos que não tenha acesso a duas ou mais de 14 variáveis consideradas “normais e necessárias” num país desenvolvido. Exemplos? Três refeições por dia, um local tranquilo para fazer trabalhos de casa, ligação à Internet, pelo menos dois pares de calçado e possibilidade de celebrar ocasiões como o aniversário. Na tabela classificativa que daí resulta, Portugal surge nos últimos lugares. Piores apenas a Letónia, Hungria, Bulgária e Roménia.

Se a amostra incluir apenas as famílias monoparentais, a percentagem dispara para cerca do dobro: 46,5% das crianças portuguesas que vivem só com o pai ou só com a mãe estão em situação de privação material. Em Espanha, por comparação, esta taxa não ultrapassa os 15,3%. Mas as crianças que estão em piores lençóis ainda são aquelas cujos pais estão desempregados: aqui o índice de carência atinge os 73,6% entre as crianças portuguesas, enquanto em Espanha não passa dos 33,5%.

“Mais com menos”

A Unicef concluiu ainda que 14,7% das crianças portuguesas até aos 16 anos vivem abaixo do limiar de pobreza, ou seja, em lares cujos rendimentos anuais por adulto estão 50% abaixo da mediana da distribuição dos rendimentos (cerca de 400 euros por mês). Aqui Portugal também não sai muito bem na fotografia. Está em 26.º lugar numa lista composta por 35 países, sendo que abaixo surgem países como a Itália, Grécia e Espanha.

Numa análise mais minuciosa a cada um dos países, a Unicef conclui que há alguns “que conseguem fazer mais com menos”. Tome-se Portugal e a República Checa como exemplos. Ambos os países apresentam rendimentos per capita de aproximadamente 25 mil euros. Porém, “a taxa de privação infantil é três vezes maior em Portugal”. Que ilação se retira aqui? “Que as medidas de apoio social em Portugal não são tão eficazes ou, pelo menos, não estão a conseguir chegar às crianças” responde Madalena Marçal Grilo, directora executiva da Unicef em Portugal, para insistir na importância de as medidas de austeridade terem em atenção o impacto da crise nas crianças. Afinal, como argumentam os autores do relatório, “ninguém pode alegar que é culpa das crianças que a economia tenha entrado em recessão ou que os pais tenham caído no desemprego”.

“O pior está para vir”

Construída a partir de indicadores de 2009 – e que remontam a dois ou mesmo três anos antes dessa data – esta tabela peca por defeito, como faz questão de sublinhar a própria Unicef. “Não há estatísticas internacionais comparáveis que permitam medir o que está a acontecer em termos de pobreza infantil na sequência da crise social e económica dos últimos três anos”. Isto também porque, apesar de sujeitas a fortes medidas de austeridade que se repercutem no corte de apoios sociais, as famílias “mesmo as de mais baixos rendimentos, dispõem de uma almofada – em forma de poupanças, bens ou ajudas de outros membros da família – que lhes tem permitido mitigar o impacto da crise. Quando esta almofada se esvaziar, “a pobreza infantil vai voltar a disparar”, avisam os autores do relatório, apontando 2013 como ano de ruptura na relativa estabilização da pobreza infantil nos últimos anos. Dito de modo mais contundente, “o pior ainda está para vir”.

As críticas da Unicef visam os governos de cada país, nomeadamente porque têm negligenciado a simples monitorização do fenómeno, mas também a própria Comissão Europeia. “Desde que a crise económica começou, a pobreza infantil parece ter-se eclipsado da agenda europeia”, rematam os autores do relatório que contam 13 milhões de crianças da União Europeia que vivem sem acesso a elementos básicos necessários para o seu desenvolvimento.

 

Primeiras Férias Terapêuticas no Centro ABCReal Portugal

Junho 4, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Na sua continuada tentativa de chegar a cada vez mais crianças, o Centro ABCReal Portugal tem a alegria em anunciar a sua

Primeiras Férias Terapêuticas

para crianças dos 4 aos 14 anos com Perturbações Gerais de Desenvolvimento no Espectro do Autismo e Atraso Global de Desenvolvimento

O tempo de férias escolares pode ser uma oportunidade para a sua criança ou o seu adolescente poder beneficiar de uma Intervenção especializada.
As Férias Terapêuticas pretendem também ajudar as famílias possibilitando-lhes um espaço de “respiro” onde as suas crianças e adolescentes possam estar devidamente acompanhados e trabalhados.

– É traçado um Plano de Intervenção individual onde se focam as competências em défice
e os comportamentos que são barreiras à aprendizagem, criando-se objectivos muito específicos

– Terapia feita em pequeno grupo

-Grupo organizado de forma a que as crianças aprendam umas com as outras fomentando a imitação e a generalização

As férias terapêuticas irão decorrer em todo o período escolar mas organizam-se semanalmente ( das 9.30 às 17.30hs. ).
As inscrições podem ser feitas para uma só semana ou pelas que desejar.
Há número limite de vagas e a inscrição implica uma entrevista.
Os custos variam conforme as necessidades da criança.
Para mais detalhes contactar o geral@centroabcreal.com

Fazemos a Diferença na Diferença!
www.centroabcreal.com
T.: 964042747


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