Manuela Eanes e Maria Barroso lançam movimento solidário

Maio 31, 2012 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 30 de Maio de 2012.

Foto Sol

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Vídeo do lançamento do Movimento Sociedade Civil Solidário Aqui

por Margarida Davim

Há uma nova forma de ajudar a combater os efeitos da crise: o Movimento Sociedade Civil Solidário organizou-se para recolher donativos que serão entregues ao Fundo Social, gerido pela Caritas. A ideia partiu de um grupo liderado por Manuela Eanes e Alfredo Bruto da Costa.

A partir de hoje, todos os que quiserem ajudar quem mais precisa podem fazê-lo através do site ou do facebook do Movimento Sociedade Civil Solidária. É lá que se encontram todas as instruções para realizar donativos que hão-de chegar à equipa da Caritas de Portugal que gere o Fundo Social.

A ideia surgiu entre um grupo, liderado por Manuela Eanes, que se reuniu em 2009 para participar no Movimento Portugal Solidário, organizado pela Fundação Gulbenkian e pela EDP.

Esse movimento acabou nesse mesmo ano, mas Manuela Eanes achou que «fazia todo o sentido recuperar a ideia em 2012».

Ao projecto juntaram-se algumas das mais importantes personalidades portuguesas como Leonor Beleza, António Guterres, Maria Barroso, Adriano Moreira, o Padre Lino Maia, Catalina Pestana, o pintor José Guimarães e a escritora Lídia Jorge.

Em comum, o grupo tem a preocupação com os efeitos que a crise tem na sociedade portuguesa e a percepção de que o Estado não consegue dar respostas a todos os problemas: «Estamos muito preocupados com a situação das famílias que se tem vindo a agravar», comenta Manuela Eanes, sublinhando que esta é uma iniciativa da sociedade civil à qual todos se podem associar.

Todo o dinheiro que chegar à conta criada pelo Movimento Sociedade Civil Solidária será gerido pela equipa da Caritas que coordena o Fundo Social, mas terá uma contabilidade independente, para que os que contribuem possam saber exactamente o que está a ser feito com os seus donativos.

Eugénio Fonseca, do Fundo Social, explica que «a habitação, a saúde e a educação» são as áreas onde há mais carências e para as quais têm sido encaminhada a maior parte das verbas que chega à conta criada pela Conferência Episcopal há quase dois anos.

«O problema da habitação é um flagelo. Muito do dinheiro do Fundo tem sido para pagar rendas de casa em atraso e mensalidades de crédito à habitação aos bancos. Muita gente estaria sem casa se não fosse o fundo», sublinha Eugénio Fonseca, explicando que muitos dos donativos estão também a ser usados para pagar «propinas de Universidade».

As necessidades serão avaliadas localmente, em cada comunidade, pelas paróquias, que as comunicarão às equipas diocesanas que, por sua vez, farão chegar os pedidos e as propostas à equipa da Caritas que reúne quinzenalmente – à semelhança do que já acontece com o Fundo Social.

Veja aqui o site: www.scsolidaria.org

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