Acção de sensibilização Em defesa dos interesses da criança no divórcio : A Importância da mediação familiar

Maio 22, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Atendendo a que a ruptura do casal não implica necessariamente o fim da família, nem o deixar de ser pai ou mãe, pretende-se neste encontro abordar qual o papel da Mediação Familiar na manutenção dos interesses da criança no divórcio, enquanto forma alternativa de resolução dos conflitos familiares.

A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória (inscrições limitadas aos lugares existentes).

Inscrições:

info.lisboa@red-apple.pt e info.porto@red-apple.pt

Locais de Realização:

LISBOA: Rua Nova da Trindade nº22 1º Chiado 1200-303 Lisboa

PORTO: Travessa Álvaro Castelões nº79 1º Sala 3 4450-044 Matosinhos

25 de maio – VI Conferência sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente

Maio 22, 2012 às 1:58 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No próximo dia 25 de maio, Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, mais uma vez, o Instituto de Apoio à Criança irá lembrar todas as crianças desaparecidas, através da realização de uma Conferência que terá lugar no Novo Auditório da Assembleia da República, entre as 9h30 e as 18h00.

Na sessão de abertura, a Drª Manuela Eanes fará uma comunicação e contaremos com a Ministra da Justiça e o Ministro da Administração Interna, o Procurador -Geral da República, o  Provedor de Justiça, e a Presidente da Assembleia da República.

Em Portugal assinalou-se, pela primeira vez, em 25 de Maio de 2004, o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, por iniciativa do Instituto de Apoio à Criança.

A origem desta data funda-se no facto de no dia 25 de Maio de 1979 ter desaparecido uma criança de 6 anos, Ethan Patz, em Nova Iorque. Nos anos seguintes, pais, familiares e amigos reuniram-se para assinalar o dia do seu desaparecimento e, em 1986, o dia 25 de Maio ganha uma dimensão inter-nacional quando o Presidente Reagan o dedicou a todas as crianças desaparecidas.

Esta data tem vindo a ser assinalada em diversos Países da Europa, à semelhança do que sucede na Bélgica, desde 2002, em que a Child Focus, associação belga criada pelo pai de uma das crianças assassinadas pelo pedófilo Dutroux, decidiu adotar este dia associando-se assim ao movimento iniciado nos Estados Unidos.

A Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, a Missing Children Europe, criada em 2001, e que o IAC integra desde a sua fundação, também todos os anos assinala o 25 de Maio e recomenda iniciativas nesse dia às ONG nacionais.

As organizações que intervêm nesta área adotaram como símbolo a flor de miosótis, em inglês “forget me not.

ENTRADA LIVRE

Bullying: Linha de apoio fechou há mais de três anos mas ainda é necessária

Maio 22, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site Jornalismo Porto Net de 15 de Maio de 2012.

Por Liliana Pinho

A Linha de Apoio a Alunos e Famílias – Bullying, um projeto da Associação Nacional de Professores, faria quatro anos este ano, mas só funcionou por seis meses. Três anos e meio depois de cessar o serviço, esta continua a ser necessária.

Em maio de 2008 nasce a Linha de Apoio a Pais e Vítimas de Bullying (808 968 888), sob a alçada de Ana Paula Granjo, da Associação Nacional de Professores (ANP). Recebiam chamadas recorrentes de professores que não sabiam lidar com este tipo de situações e não sabiam como ajudar. A funcionar duas horas por dia (das 18h00 às 20h00), todos os dias, recebeu cerca de seis chamadas em apenas um mês, de jovens com idades entre os 11 e os 21 anos. Só funcionou durante seis meses, não por falta de chamadas mas pelo surgimento de outras linhas de apoio e formas de ajuda às crianças e jovens.

“A nossa intenção foi mais a de divulgar este fenómenos”, afirma Ana Paula. “Não deixámos, no entanto, de dar apoio. O apoio deixou de existir enquanto linha telefónica, mas existe sempre o telefone da associação, para onde as pessoas ainda continuam a ligar e, sempre que preciso, fazemos uma intervenção”, conta.

O bullying não é, de todo, uma situação nova e revela-se quase inevitável. “Vamos ter sempre crianças que vão tentar humilhar outras e crianças mais tímidas, que se deixam intimidar pelos mais crescidos ou mais fortes, faz parte das relações de convivência”, explica Ana Paula. Assim, este fenómeno gera grande preocupação entre pais e professores, já que uma situação sem acompanhamento pode não ter um desfecho feliz. O relatório da UNICEF Innocenti Card 7 (United Nations Children’s Fund, 2007) afirma que o bullying é um problema mundial que afeta, mensalmente, cerca de um terço das crianças.

Os primeiros estudos realizados em Portugal, em 1996, no 1º. e 2º. ciclo do ensino básico, apontaram para uma incidência de 21% no fenómeno. Já em 2009, um estudo da Universidade do Minho diz que 13,5% dos jovens do 3.º ciclo e secundário são vítimas de bullying, enquanto uma em cada duas vítimas não faz queixa. “Uma das características do bullying é o facto de as vítimas permanecerem em silêncio, ao contrário das outras vítimas de violência”, explica Ana Paula.

Gozar, humilhar, ofender ou insultar são só algumas das formas de agressão verbal registadas

Durante o período em que esteve ativa, diz o relatório, 80% das crianças e jovens que recorreram à linha de apoio eram do sexo masculino e maioritariamente para fazerem queixa de situações com mais do que um agressor: três, quatro e até mais do que seis empatam no primeiro lugar.

Do primeiro ano ao ensino superior, as situações reportadas foram transversais à idade, à geografia e ao tipo de ensino, tendo sido maioritariamente de origem verbal, desde “gozar”, a “humilhar”, “ofender” ou “insultar”. As agressões físicas foram maioritariamente empurrões e ferimentos. Do recreio às salas de aula ou aos corredores, todos os espaços pareceram passíveis de serem utilizados para agressões, sendo que nenhuma situação aconteceu fora do recinto escolar.

Em todas as situações, as agressões foram continuadas e aconteceram mais do que uma vez, tendo provocado nas vítimas frequentes sintomas psicológicos como tristeza, apatia, perda de apetite ou perturbações de sono, isolamento social, baixa do rendimento escolar e recusa em ir para a escola. No Porto foram dois os casos registados. A roupa, a orientação sexual, a postura retraída ou a aparência física são apenas algumas das razões que motivam os agressores.

Bullying homofóbico também é frequente

O bullying homofóbico é também cada vez mais notório. Mas nem só os gays, lésbicas ou bissexuais sofrem este tipo de ataques. Este flagelo afeta qualquer jovem que quebre estereótipos de género, mesmo que seja heterossexual.

A Rede Ex-aequo, uma associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos, disponibiliza, na sua página, um formulário onde se pode denunciar casos de bullying, de modo a obter números deste fenómeno nas escolas portuguesas. Posteriormente, elaboram relatórios bianuais que enviam para o ministério da Educação. O mais recente, de 2009 a 2010, recolheu cerca de 100 testemunhos.

“Entrei numa enorme depressão porque alguém se lembrou de escrever na porta de uma casa de banho “Lésbicas do ******”, com o nome de duas colegas minhas que namoravam, o meu, e o de uma amiga minha só porque estávamos sempre juntas”, diz Joana (nome fictício), de 17 anos.

Segundo o estudo “Bullying Homofóbico nas Escolas em Portugal” (2010), que levaram a cabo em parceria com o ISCTE-IUL, 42% da juventude lésbica, gay ou bissexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico, enquanto 85% dos jovens diz já ter ouvido comentários homofóbicos na sua escola. Apesar da legislação existente, menos de um sexto (15%) das situações culmina com algum tipo de repreensão à pessoa agressora.

Mesmo com o fim da linha de apoio, é através destas iniciativas que é possível traçar um perfil da realidade portuguesa (mesmo que num período algo experimental e de amostra). A ANP, por sua vez, não deixou de combater este flagelo. “A associação agora é mais pró-ativa, trabalha muito ao nível da formação dos professores e na implementação de projetos nas escolas”, para ajudar a prevenir conflitos, indisciplina e violência. Até porque, como remata Ana Paula Granjo, “uma criança, quando é vitima de bullying sozinha, dificilmente consegue ultrapassar a situação sozinha”.

 

Os filhos fazem com que os pais sejam pessoas mais felizes?

Maio 22, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 15 de Maio de 2012.

Dois novos estudos quebram a linha de investigações anteriores que concluíam que as famílias com filhos eram menos felizes, mais deprimidas e tinham casamentos menos satisfatórios do que os casais sem filhos. Esta terça-feira é o dia internacional da família.

Dois estudos que analisaram um total de 130 mil adultos apontam para a conclusão de que, actualmente, as pessoas que têm filhos podem ser mais felizes do que os casais sem filhos. Uma das investigações foi realizada com casais a viver na Alemanha e no Reino Unido e outra com feita com base nas respostas das famílias norte-americanas a dois inquéritos nacionais. Os trabalhos foram apresentados no encontro anual da Population Association of America, uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de questões populacionais, e divulgados pelo jornal USAToday.

“Não encontrámos nenhuma prova que indique que o bem-estar parental diminua depois do nascimento de uma criança. Encontramos dados que confirmam que o bem-estar aumenta enquanto as pessoas estão a planear e a esperar o nascimento de uma criança e também no primeiro ano de vida do filho”, assinala o estudo realizado por investigadores do Max Planck Institute, na Alemanha. Os cientistas que analisaram “os níveis de felicidade” de casais britânicos e alemães, durante cinco anos antes de ter um filho e nos cinco anos seguintes ao nascimento, concluiram que o impacto de um filho é, de forma geral, positivo. Os níveis de felicidade dos pais foram comparados com os níveis que estas mesmas pessoas tinham quando não tinham filhos.

O estudo europeu considera que há factores, como a idade, que podem ter uma importante influência no bem-estar. Segundo explicam, as pessoas que se tornam pais em idades mais jovens têm uma maior tendência para uma redução da sua felicidade enquanto que os que têm os filhos mais tarde conseguem níveis mais altos de felicidade após o nascimento da criança. Por outro lado, os investigadores notaram ainda outro dado interessante: a felicidade vai mudando com o número de filhos. “O primeiro filho aumenta significativamente a felicidade. O segundo aumenta um pouco, e o terceiro já não aumenta de todo”, nota Mikko Myrskylä, co-autor da investigação

Felicidade dos que não têm filhos

Um outro estudo analisou os dados de dois inquéritos realizados nos EUA entre 1972 e 2008 e concluiu algo diferente. As respostas mostram que os pais eram menos felizes do que as pessoas sem filhos na década entre 1985-95 mas daí para a frente (até 2008) revelam que os pais são mais felizes.

Chris Herbst, investigador da Arizona State University e co-autor do estudo, avança com uma explicação sugerindo que o nível de felicidade dos pais não aumentou de facto. O que diminuiu, defende, foi a felicidade das pessoas sem filhos o que faz com que os pais pareçam mais felizes por comparação. Segundo este investigador, não é possível afirmar com certeza se a generalidade dos pais é menos feliz do que alguém sem filhos. Mas, adianta, “é inegável, no entanto, que ao longo das últimas décadas os pais se tornaram mais felizes do que as pessoas que não têm filhos”.

Os estudos divulgados no encontro da Population Association of America tocam um tema polémico e sugerem alguns problemas em investigações anteriores – que concluíam que as famílias com filhos eram menos felizes, mais deprimidas e tinham casamentos menos satisfatórios do que os casais sem filhos – criticando métodos de análise da informação disponível. Até agora, a maioria dos estudos indicava que a felicidade dos casais podia ser lida como um gráfico em forma de U, em que existe um pico na altura do casamento e enquanto não existem filhos, uma quebra quando eles nascem e depois uma recuperação para os níveis anteriores, à medida que os filhos vão ganhando a sua autonomia.

A notícia do USAToday foi alvo de muitos comentários e mostra como o assunto é delicado e discutível. Entre os leitores que fizeram questão de dar a sua opinião sobre o assunto há quem defenda que não seria nada sem os seus preciosos filhos e também quem festeje o facto de nunca os ter tido. Depois há ainda muitos comentadores que questionam os resultados do estudo alegando, entre outros argumentos, que a noção de felicidade inclui muitas variáveis difíceis de analisar. Por fim, há quem simplesmente conclua que esta felicidade depende acima de tudo de um ponto fulcral: ter um filho ou não o ter foi resultado de uma escolha? Se a resposta é afirmativa, provavelmente as duas partes tem motivos para estar felizes.

 


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