Obesidade infantil. Susto pôs açorianos na linha

Maio 18, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 10 de Maio de 2012.

Por Marta F. Reis,

Prevalência de excesso de peso nas crianças portuguesas parece estar a estabilizar. Mas nos Açores, em 2008 a pior região, caiu a pique

Pode ser só uma das explicações do sucesso, mas os centros de Saúde dos Açores, que são 16, têm mais nutricionistas a trabalhar que as unidades da região de Lisboa e Vale do Tejo. E cada centro de saúde açoriano tem um profissional, portanto cobertura total, e em Lisboa há apenas cinco para 87 centros – um nutricionista para cada 566 mil habitantes. Mas há mais: consultas próprias para combater a obesidade, um programa de saúde escolar que encaminha os alunos com excesso de peso para cuidados de saúde, conversas entre professores, pais e profissionais de saúde. Ontem foram apresentados os resultados da segunda fase do projecto de monitorização do excesso e obesidade infantil “Childhood Obesity Surveillance Iniative” (COSI), uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde na região europeia que em Portugal avaliou 4064 crianças em 2010. Os Açores destacam-se: são a região em que a prevalência do excesso de peso infantil mais baixou entre 2008 e 2010, na obesidade quase para metade.

A nível nacional, a incidência do excesso de peso nas crianças entre os seis e os oito anos – a faixa etária monitorizada em Portugal – caiu dois pontos percentuais, para 30,2%. Os Açores, que em 2008 tinham uma em cada quatro crianças com excesso de peso e 22,7% de crianças obesas, conseguiram aproximar-se da média nacional (ver gráficos). Na prevalência da obesidade estão agora apenas pior que o Algarve, a região que continua a ter os melhores indicadores. “Ficámos muito assustados”, lembrou ao i Rita Carvalho, nutricionista da Direcção Regional da Saúde dos Açores. Quando os resultados da primeira monitorização do COSI em Portugal foram apresentados, a região era camisola amarela no excesso de peso das crianças, dez pontos acima da média nacional. “Já tínhamos uma ideia da enorme prevalência da obesidade. Mais de metade da população açoriana tem excesso de peso, mas, se considerarmos apenas adultos com mais de 40 anos, os pais destas crianças, quase 80% têm excesso de peso.”

Depois dos resultados nacionais, decidiram partir para um rastreio a nível regional – nos Açores, como as amostras do COSI são representativas da população nacional, tinham sido avaliadas apenas 113 crianças. Escolheram o 5.o ano e convocaram todos os alunos. Dois terços, cerca de 3 mil crianças, foram medidas e avaliadas em tempo recorde: um trimestre. Se há 20 anos os Açores tinham 60% das crianças com peso e estatura baixa, hoje é claro que o problema é outro. A sensibilização, explica Rita Carvalho, passa sobretudo por intervir na família, mas também por coisas pequenas como reconhecer a obesidade infantil. “Quando entrámos a primeira vez na escola com maior prevalência de excesso de peso, no Pico, os professores diziam que não tinham o problema. Uma criança é um ser muito magro. Basta ter um ou dois quilos a mais e já é excesso de peso. Às vezes mais três quilos é obesidade, com riscos associados.”

Sedentarismo e alimentação parecem as grandes explicações. Embora os resultados do COSI 2010 ainda não sejam totalmente conhecidos, o relatório de 2008 concluiu que mais de metade das crianças vai para a escola de carro e passa quase quatro horas à frente da televisão mesmo ao fim-de-semana. Alimentos com pouco interesse nutricional, como pizzas ou refrigerantes, têm um consumo mais frequente que sopas e hortaliças.

Teresa Sancho, coordenadora do programa de combate à obesidade infantil da Administração Regional da Saúde do Algarve, reconhece que estas são as causas a combater, algo que o Algarve começou a fazer em 2007, com um programa de combate à obesidade infantil com duas vertentes: a de promoção do estilo de vida saudável e o tratamento, onde entra o aumento de nutricionistas na rede pública. Reúne 24 parceiros, das universidades aos hospitais. Um dos sinais de sucesso no Algarve é a transformação nas cantinas. Os resultados de um programa de sensibilização e avaliação da qualidade das ementas escolares, iniciado em 2005, revelam que em 2010 houve uma melhoria de 60% no cumprimento de critérios de saúde, como todos os pratos terem vegetais ou tantos pratos de peixe como de carne. “As sobremesas doces, que antes apareciam todas as semanas, por vezes mais de uma vez, agora surgem em muitas escolas só duas vezes por mês.”

Também no desporto escolar o salto é grande. O programa Escola Activa arrancou em 2008 e hoje 32 mil alunos algarvios têm cadernetas especiais onde registam a actividade física. Há actividades para pais e filhos e um sistema de autocolantes e prémios para distinguir os melhores resultados. Se podia pensar-se que os resultados se devem à praia e ao bom tempo para desporto ao ar livre, Teresa Sancho lembra que a região é a mais pobre e com mais desemprego do continente. “Queremos acreditar que tem sido esta máquina a compensar a desvantagem dos níveis de pobreza.”

Rumo à Terra Incógnita com Clare Murphy

Maio 18, 2012 às 5:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto e imagem retirados daqui

Está confirmado um serão Rumo à Terra Incógnita para sábado, 19 de Maio, às 22h com a cativante contadora de histórias irlandesa, Clare Murphy. E o local não podia ser mais estranho e mais apropriado: a loja/espaço Storytailors na Calçada do Ferragial, ao Chiado. Não percam!

It’s set: Clare Murphy will be telling stories at the Storytailors‘ Store in Lisbon on saturday, May 19th at 10 p.m.
Be sure not to miss a spellbinding evening under the charm of Clare’s bewitching voice and presence!
This is an event included in the Towards Terra Incógnita series, in preparation for Lisbon’s first International Storytelling Festival – TERRA INCÓGNITA – 7th to 9th September 2012.

Mais:
www.claremurphy.org
www.storytailors.pt

http://www.facebook.com/pages/contabandistas

Contos dos irmãos GRIMM na TSF

Maio 18, 2012 às 2:54 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Nos 200 anos da publicação da primeira coletânea de histórias tradicionais recolhidas pelos irmãos Grimm, a TSF traz à antena uma história por dia contada por quem sabe contar um conto.

Os contadores de histórias são: Maria Morais (2º feira), Rodolfo Castro (3ª feira), Cristina Taquelim (4ª feira), António Fontinha (5ª feira) e Thomas Bakk (6ª feira).

Contos Grimm

Passam na antena da TSF de segunda a sexta, depois das 15h00, com repetição depois das 20h30. Ao sábado, compacto semanal depois das 13h00.

Uma rubrica TSF, com produção da editora editora Boca – palavras que alimentam em parceria com o IELT – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, responsável pelo simpósio internacional «The Grimm Brothers Today», que se realiza em Lisboa, nos dias 21, 22 e 23 de Junho.

A partir de 14 de Maio, e durante cerca de 2 meses, irão passar diariamente na rádio as versões condensadas dos contos dos irmãos Grimm pela voz de 5 contadores.

O Direito da Criança e do Jovem a serem ouvidos Crónica de Dulce Rocha na revista Visão

Maio 18, 2012 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica quinzenal da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na revista Visão de 14 de Maio de 2012.

Numa recente Conferência sobre a delinquência juvenil, todos os membros da mesa defenderam que vale a pena investir na recuperação dos adolescentes que iniciaram um percurso marginal. Sei que não há sistemas perfeitos, mas creio que em Portugal se têm perdido oportunidades no sistema de justiça de menores, umas vezes por ignorância, mas muitas vezes por preconceito. E enquanto não for abordado este problema sob o ponto de vista dos direitos, o nosso sistema continuará a permitir o exagero da impunidade ou a injustiça da punição excessiva traduzida na decisão de internamento em regime fechado, por vezes por factos ilícitos muito semelhantes.

Felizmente, sei que nos últimos anos tem sido feito um esforço no sentido da responsabilização destes jovens, procurando ajudá-los a encontrar o seu caminho de dignidade e de respeito por eles próprios e pelos outros, sem os encarcerar.

Na minha intervenção, achei oportuno divulgar a metodologia do “Projeto Rua”, que visa a recuperação de jovens em situação de marginalidade ou em abandono escolar, privilegiando a prevenção e cujo sucesso revela que cada vez mais há a consciência de que não basta a aplicação de medidas de uma forma impessoal, que importa sobretudo um acompanhamento personalizado, destinado a compreendê-los e a motivá-los, quer para o estudo, quer para a formação profissional, através do treino de competências pessoais e sociais.

Eles são, quase sempre, produto do meio muito desfavorável em que viveram. Sem relações afetivas de qualidade, sem condições básicas a nível de habitação, oriundos de meios sociais muito humildes e desfavorecidos, estes adolescentes precisam de sentir-se investidos. Mas tudo isto só terá sucesso se ouvirmos as crianças e os jovens. Como poderemos compreendê-las, se não lhes facultarmos o exercício desse direito fundamental a expressar os seus anseios, emoções e expectativas?

Lembro-me de um livro que foi publicado nos anos oitenta em Portugal, em que os autores, ambos franceses, reproduziram os discursos dos jovens marginais que entrevistaram, em que eles manifestavam essa mágoa, de não serem ouvidos. Nessa altura, a Convenção sobre os direitos da Criança ainda não tinha sido aprovada, mas havia já um grande movimento no sentido de inscrever o direito da criança a ser ouvida nas normas nacionais e internacionais.

Exemplo disso, aliás, é a disposição contida no artº 1878º do nosso Código Civil, na redação introduzida em 1977, logo a seguir à Constituição de 1976, que estatui que os pais devem ter em conta a opinião dos filhos nos assuntos familiares importantes e reconhecer-lhes autonomia na organização da própria vida.

O Instituto de Apoio à Criança aposta muito nesta norma, procurando pô-la em prática, porque ela é afinal a pedra de toque que os faz sentir cidadãos de pleno direito, que lhes incute sentimentos de pertença e de auto estima e lhes determina a vontade de participação.

Ao favorecer as competências pessoais apela-se a uma metodologia positiva, que muito gostaríamos de ver replicada, porque acredita na educação como instrumento privilegiado para a construção de personalidades bem formadas e honrando o lema de trabalhar os sentimentos para chegar aos comportamentos, tudo devendo ser feito para evitar a medida privativa de liberdade.

Como dizia Pitágoras: “Eduquemos os Jovens para que não tenhamos de punir os Adultos”.

É com este espírito que vai ser assinado no dia 25 de Maio um Protocolo de Cooperação entre o IAC e a Direção-Geral da Reinserção Social, justamente no que respeita à formação específica que se tem revelado tão ajustada para os jovens com medida de acompanhamento educativo.

Ana Oliveira, investigadora que fez uma apresentação baseada na sua tese de Doutoramento nessa área, falou das pesquisas que têm sido efetuadas e da importância da aquisição de competências sociais e pessoais.

Também a recente visita do Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa ao nosso país, que durou três dias veio fortalecer a ideia de que estamos no caminho certo.O Comissário ouviu um conjunto de Organizações não Governamentais, encontrou-se com o Provedor de Justiça e com alguns Ministros e visitou os dois Centros de Inclusão e Desenvolvimento Juvenil do Projeto Rua.

Quer em Chelas, quer na Almirante Reis, o Comissário fez questão de ouvir os nossos jovens, que ficaram orgulhosíssimos e decerto não mais esquecerão esse momento.

Adorei ouvir a mensagem unânime destes jovens, que nos fazem continuar a acreditar que o nosso trabalho não é em vão: “Gostávamos que dissesse aos Ministros que estes Centros não podem acabar”.

São estes testemunhos que nos dão ânimo para prosseguir.

IAC participa na II Conferência sobre Crianças Desaparecidas organizada pela Comissão Europeia com o apoio da Missing Children Europe – Bruxelas

Maio 18, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 30 de maio, realiza-se em Bruxelas a II Conferência sobre Crianças Desaparecidas organizada pela Comissão Europeia com o apoio da Missing Children Europe, a Federação Europeia para as Crianças Desaparecidas e Sexualmente Exploradas, a qual contará com a presença da Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, Dra. Dulce Rocha.

A conferência terá lugar no Edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia em Bruxelas e o seu objetivo é partilhar boas práticas e identificar ferramentas que ajudem a remover os obstáculos à implementação da Linha 116 000 en todos os Estados-Membros.

Dar-se-á particular atenção ao ponto da situação e à evolução das boas práticas das instituições da União Europeia, ONG’s, autoridades nacionais e os setores telefónicos. Serão discutidas as formas de melhorar a qualidade das linhas 116 000 já em funcionamento, assim como os esforços para implementar mecanismos de Alerta Rapto nos Estados-Membros.

Há largos anos que número de telefone europeu para as Crianças Desaparecidas, 116 000, e os sistemas de alerta para raptos de crianças têm sido uma prioridade na Agenda europeia. Para mais informações sobre esses temas CLIQUE AQUI.

 PROGRAMA


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