Inclusão Social pelo Cinema no Festin 2012

Maio 9, 2012 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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À semelhança das edições anteriores mantém-se a Mostra Inclusão Social pelo Cinema que, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da EDP, reúne um conjunto de 12 curtas-metragens de âmbito social, com destaque para a apresentação do filme A Balada do Mocho e do primeiro filme da Turma do Bem realizado em Portugal – Lá e Cá. A Turma do Bem é composta por um conjunto de dentistas do Brasil, de dez países da América Latina e de Portugal que se juntaram para dar tratamentos de estomatologia gratuitos a crianças carenciadas. A sua missão é mudar a perceção da sociedade na questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental da sua atividade.

 

Alguns destaques:

A BALADA DO MOCHO
Portugal, 2012, 10′
Realização: Francisco Baptista e jovens da Quinta do Mocho

Ficção escrita e realizada por jovens moradores do bairro da Quinta do Mocho, com idades compreendidas entre os 9 e 15 anos. Olhares e vivências transportados para a tela, pela linguagem cinematográfica, onde entre outros temas se abordam as relações afetivas. Apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação EDP, este filme é uma parceria entre o FESTin e o projeto Olhares em Foco.

HORÁRIO: 12 Maio, 11h30 (Sala 3)

 

DE DENTRO DESSA CASA
Brasil, 2011, 9,20′

O vídeo mostra o quotidiano dos adolescentes internos na Fundação Casa Rio Piracicaba a partir do ponto de vista dos próprios adolescentes. A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) é uma instituição vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania no Brasil e foi criada com o objetivo de aplicar medidas socioeducativas de acordo com as diretrizes e normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Os adolescentes que produziram esse vídeo participaram das oficinas de audiovisual ministradas em parceria com o CEDAP – Centro de Educação e Assessoria Popular – que realizada projetos de arte-educação nas unidades. Dentro do contexto em que estão inseridos dentro da instituição, os adolescentes envolvidos nesse projeto buscaram apresentar um possível da sua própria realidade.”

HORÁRIO: 12 Maio, 11h30 (Sala 3)

LÁ E CÁ
Brasil, 2011, 19′
Realização: Lígia Feliciano

Lá e Cá é o primeiro documentário da Turma do Bem em Portugal. Produzido em 2011, com o apoio da Fundação EDP, este documentário relata a história de Alícia, uma jovem de 12 anos que sofria com problemas dentários gravíssimos e necessitava de uma intervenção profunda e imediata.

Este documentário vem provar que a triste realidade da saúde oral em Portugal não é diferente do que se passa no Brasil. Porque “lá e cá” a realidade é a mesma!

HORÁRIO: 12 Maio, 11h30 (Sala 3)

NADA FAZI
Portugal, 2011, 20′
Realização: Filipa Reis e João Miller Guerra

Três investigadores iniciam a tese “10 Anos de Reinserção Social no Bairro Casal da Boba”. A câmara de filmar usada na pesquisa é roubada e ao deambular de mão em mão regista um crime. Nada Fazi (É inevitável em crioulo) é um olhar partilhado de fragmentos do dia-a-dia de um bairro. Uma visão externa que se transforma numa viagem íntima pelas vivências de um grupo de jovens.
Este filme foi realizado no âmbito do projeto de sensibilização artística e formação em cinema KÊ LI KÊ LÁ. Financiado por Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação EDP.
Premiado no Fantasporto 2012.

HORÁRIO: 13 Maio, 11h30 (Sala 3)

RETROVISOR
Brasil, 2010, 14,52′ minutos
Realização: Eliane Coster

Um garoto lava vidros de carros no farol para ajudar o pai, catador de lixo. Quando encontra um rolinho de filme fotográfico na rua, começa a fantasiar sobre o conteúdo das imagens ao mesmo tempo em que tenta revelar o filme.

HORÁRIO: 13 Maio, 11h30 (Sala 3)

 

Maurice Sendak: o coração que vivia na infância

Maio 9, 2012 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 9 de Maio de 2012.

D.R.

D.R.

Por Diana Garrido

Morreu o autor de “Onde Vivem os Monstros” e de mais de duas dezenas de livros para crianças. Sendak tinha 83 anos e muitos milhões de livros vendidos

Não foi o amor às crianças que levou Maurice Sendak a dedicar mais de 50 anos de trabalho aos mais novos. Nem em criança ele gostava delas: “Não tive muitos amigos em criança. Basicamente observava-os. Punha-me à janela e desenhava-os.”

Não é por admiração que começa a escrever e a ilustrar livros. A razão é outra: “Escrevo livros para crianças, mas não é porque tenha uma adoração por elas – não tenho. É uma peculiaridade minha. É um mau funcionamento, está bem? É peculiar, mas é a única coisa que sei fazer”, confessou Sendak ao realizador Spike Jonze no documentário da HBO “Tell Them Anything You Want: a Portrait of Maurice Sendak”.

Então que diabo leva um homem a criar alguns dos mais populares livros infantis? “Tenho pensamentos e experiências de adulto na minha cabeça, mas nunca falarei sobre eles. Estarei preso na infância? Bom, acho que é lá que está o meu coração.”

E foi esse mesmo coração que o traiu, aos 83 anos. O autor de “Onde Vivem os Monstros”, adaptado ao cinema por Spike Jonze como “Sítio das Coisas Selvagens”, morreu ontem, de ataque cardíaco. Para trás ficam ilustrações para mais de 100 livros e 20 escritos e ilustrados por ele.

“Onde Vivem os Monstros”, que vendeu 17 milhões de cópias, é o livro mais popular do autor. Mas foram precisos dois anos “para as bibliotecas percebe- rem que era aquele o livro que os miúdos levavam vezes sem conta”, explica Sendak no documentário. Antes disso, a história foi alvo de duras críticas. “A controvérsia girou à volta da mãe incapaz de disciplinar o filho, uma mãe que se baixou ao nível de zanga da criança quando ela diz que não quer comer e atira com a comida. Nenhuma mãe deve fazer isso. E eu concordo. Mas também sei que mães e filhos são seres humanos e que por isso às vezes falham”, diz Sendak.

Foi Ursula Nordstrom, editora de Sendak, que insistiu na publicação do livro. “Eu sabia que o livro ia provocar controvérsia. Mas a Ursula encorajou-me e disse-me que não ligasse ao que diziam. Se não fosse ela eu não teria conseguido. Ela fez de mim o que sou hoje. Dava-me um livro para fazer todos os anos. Nunca andei numa escola de arte, mas ela via para lá disso e sabia que eu podia ser um ilustrador importante.”

Conhecido pelo seu sarcasmo e até pelo ódio ao mundo no geral, Sendak não hesita na resposta quando Jonze lhe pede um conselho para os jovens, “desistam desta vida o mais cedo que conseguirem”, ou quando uma jornalista do “The Guardian” lhe pergunta a opinião acerca dos ebooks: “Odeio-os. É como tentarem dizer que existe outra espécie de sexo. Não existe outra espécie de sexo e não existe outra forma de livro. Um livro é um livro!”

Maurice era filho de um casal de judeus emigrados da Polónia, e era o mais novo de dois irmãos. “Fui um acidente. O meu pai foi à farmácia e comprou tudo o que lá havia para a minha mãe abortar. Forçou-a a engolir uma série de coisas tóxicas. Até comprou uma escada para ela poder cair lá de cima caso as drogas não funcionassem. O resultado foi transformar-me num miúdo doente. Foram eles que me contaram isto. Contavam isto muitas vezes, tornou-se uma espécie de boa história”, confessa no documentário.

A salvação foram os irmãos, Natalie e Jack: “Eram pessoas maravilhosas. Tive muita sorte em ser o mais novo. A minha irmã levava-me ao cinema, a passear. Eu amava-a ferozmente. Ela foi a mãe que eu escolhi. Foram os meu professores. Eu copiava as fotografias do meu irmão e inventava cartoons e escrevíamos histórias. Com ele tudo tinha um sabor artístico. Esses foram os melhores tempos.”

Começou a carreira com Ruth Krauss, escritora de livros infantis, que se apaixonou pelos desenhos de Sendak. Após alguns livros em colaboração com Ruth, Maurice decidiu começar a escrever as suas próprias histórias. Com “Onde Vivem os Monstros” a vida do autor mudou para sempre.

Apesar de ter vivido uma relação estável durante 50 anos com o seu companheiro Eugene Glynn, que morreu em 2007, altura em que Sendak começou a ter problemas de coração, o autor lamenta não ter aproveitado a vida. “A diversão passou-me toda ao lado. Fui um miúdo muito aborrecido. E agora é triste porque acabou.”

 

Ação “Criar com Desperdício”

Maio 9, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Actividade Lúdica, Divulgação | Deixe um comentário
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Desenvolver o prazer de criar e transformar, de dar nova vida a algo que deixou de ter utilidade, estimulando práticas de carácter participativo, criativo e construtivo são alguns dos objetivos da ação “Criar com Desperdício”, que o Sector da Actividade Lúdica vai realizar em formato oficina (3 horas) no dia 24 de Maio de 2012 e em formato workshop (6 horas) no dia 25 de Maio de 2012.

Criar brinquedos e brincadeiras é uma tarefa interessante e divertida. Cada brinquedo pode ter uma forma, um tamanho, uma cor diferente, de acordo com a imaginação de quem o cria e o constrói.

A utilização de materiais de desperdício, além de transmitir e fomentar valores de defesa do meio ambiente, contribuindo para o desenvolvimento de competências e atitudes ecológicas, sociais, culturais e económicas, desperta a sensibilidade, estimula a imaginação e é um convite à vontade de criar e transformar.

A ação será orientada por Elisabete Santiago, Professora de 1º Ciclo. Em baixo encontra o desdobrável e a ficha de inscrição, que nos deverá ser remetida com a maior brevidade, atendendo a que o número de inscrições é limitado.

Para algum esclarecimento adicional poderá contactar-nos através do telefone 21 380 7300 ou e-mail iac-ludica@iacrianca.pt .

Desdobrável

Ficha de Inscrição

Atividades para Crianças na Rede Municipal Bibliotecas de Almada

Maio 9, 2012 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Workshop “A Aplicação da CIF: Avaliação das NEE e Programação em Educação Especial”

Maio 9, 2012 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Relatório sobre as Interrupções da Gravidez em 2011

Maio 9, 2012 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Relatório | Deixe um comentário
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No ano de 2011, em Portugal, cerca de 11,7% dos casos de interrupção de gravidez foram em mulheres com menos de 19 anos (0,41% em adolescentes <15 anos e 11,28% em jovens dos 15 aos 19 anos). Mantem-se uma tendência decrescente em relação a 2010 (12,1%), à custa da diminuição dos casos observados no grupo das menores de 15 anos.

Texto publicado no site da Sociedade Portuguesa de Pediatria     

Descarregar o relatório Aqui ou Aqui

 


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