Literacia social: os valores também se aprendem

Abril 19, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do Portal Educare de 4 de Abril de 2012.

Sara R. Oliveira

Programa Europeu de Literacia Social – LED on Values está em mais de 200 escolas com jogos e exercícios para alunos, pais e professores. Desafios em nome da promoção das competências do século XXI.

Os 12 anos de coordenação e participação em vários projetos nacionais e internacionais de investigação e desenvolvimento, de consultadoria a organismos públicos e privados nas áreas de educação, emprego, formação e gestão de conhecimento, deram-lhe bagagem suficiente para alargar o âmbito de intervenção. Em janeiro de 2009, o Instituto Luso-Ilírio para o Desenvolvimento Humano começou a planear e a desenvolver recursos pedagógicos para colocar no terreno um novo projeto. Um ano depois, o Programa Europeu de Literacia Social – LED on Values era apresentado publicamente. Neste momento, o Led on Values está em mais de 200 escolas de todo o país. A ideia é chegar ao dobro dos estabelecimentos de ensino ainda este ano.

O LED on Values abraça a comunidade educativa: alunos do pré-escolar ao secundário, pais e encarregados de educação, professores e dirigentes escolares. Com vários objetivos. É um programa que, segundo os responsáveis, “pretende revalorizar a escola como espaço de aprendizagem social, inclusivo dos atores educativos e da comunidade; promover uma cultura de carácter, valores e cidadania nos territórios onde é implementado; generalizar um programa que forma, treina, monitoriza e avalia competências pessoais, sociais e cívicas; formar educadores com base num referencial de competências da educação para valores; e medir o impacto do programa na aquisição de competências, comportamento pró-social e no desempenho escolar dos beneficiários”.

O LED é um programa que se movimenta em várias frentes e que quer ser um porto seguro. Roberto Carneiro, ex-ministro da Educação, descreve-o como uma “viagem”. “A viagem segura e que leva a bom porto necessita de bússola. Na desorientação, dificilmente a navegação poderá ser devidamente levada a cabo. (…) O LED on Values visa proporcionar esta bússola gratuita que muitos procuram e poucos encontram para orientar sabiamente a sua viagem de aprendizagem.”

O programa de literacia social tem várias ferramentas para concretizar a sua missão, desenhadas a pensar no público a quem se dirige. Neste momento, há três módulos disponíveis, ou seja, Valores em Ação, Valores da Sexualidade e Valores Europeus, constantemente atualizados com novos exercícios pedagógicos. E há mais três em preparação: Valores de Igualdade, Valores do Desporto e LEDinn – Diversidade Interior. Há um LED para as escolas, um para os professores e outro para as famílias com diversas modalidades de adesão. A divulgação desses recursos pedagógicos é feita em conferências e seminários e conta com a parceria do Ministério da Educação e Ciência, através das direções regionais.

A partilha de testemunhos é fundamental para a literacia social. “Ao professor, o programa fornece uma nova valência pedagógica, de rigor científico validado, que lhe permite diversificar as estratégias educativas, criando aulas com a adesão dos alunos e uma gestão pedagógica diferenciada, mais articulada e potenciadora do enriquecimento e valorização curricular”. “Ao aluno, o LED mostra-lhe ‘por onde vai’ e estimula, através da experiência, a interiorização de valores para a formação do seu carácter, através de metodologias inovadoras”. Atividades interativas e resolução de dilemas éticos são disso um exemplo.

As famílias também entram no processo para que reflitam sobre os grandes desafios que a sociedade coloca e se debrucem nos mecanismos que envolvem a aprendizagem. Para isso, foram desenvolvidos recursos de apoio à ação parental. O LED dedicado às famílias organiza um torneio para que todos participem em jogos e exercícios. Os valores pessoais, sociais e cívicos são assim abordados de uma forma pedagógica e recreativa. E os professores têm ações de formação certificadas em várias áreas, nomeadamente em educação sexual em contexto escolar e literacia social.

O programa desafia os alunos em várias vertentes. Neste momento, os estudantes do 3.º ciclo e secundário podem participar no Desafio Personalidades que Fizeram Histórias de Valor, elaborando uma biografia de uma figura importante da História e que sirva de exemplo na educação dos valores. O Facebook tem também atividades para executar na escola ou em casa. E este ano, pela primeira vez, o LED realiza a Aldeia dos Valores, onde os alunos terão pela frente exercícios e jogos. Será em maio em Mafra.

A aprendizagem experiencial é a metodologia privilegiada porque acredita-se que não existe aprendizagem sem ação e ação sem aprendizagem. A aprendizagem autêntica é, portanto, valorizada. “O LED procura contribuir para a promoção das competências do século XXI – as competências pessoais, sociais e cívicas das crianças e jovens, importantes para a construção de um carácter forte, autoestima e autoconfiança – para o reconhecimento do papel nos grupos sociais criando laços de pertença e confiança”. “A estratégia para desenvolver estas competências assenta numa abordagem holística e envolve todos os agentes educativos – escola, família, comunidade -, em que o LED assume claramente o compromisso com o rigor dos conceitos, com a eficiência dos processos e com a criação de impactos reais nos processos de ensino e aprendizagem e no clima social da comunidade escolar”. Para as escolas, o LED desenvolveu três modalidades de adesão: Modular, Global e Premium. As duas primeiras opções significam uma presença significativa na escola, apoiando os professores com materiais, acompanhamento online incluído. Premium implica um compromisso que abranja toda a comunidade escolar e que garante as componentes de uma intervenção completa. O LED on Values tem vários parceiros nacionais e internacionais e os recursos pedagógicos são desenhados em parceria com o Centro de Informação Europeia Jacques Delors. A Universal Education Foundation e a Secretaria de Estado do Desporto e Juventude são também parceiros deste projeto. E com a vontade de internacionalização, o LED estabeleceu uma representação oficial em Praga e tem um escritório em Bruxelas.

Informações:
www.ledonvalues.org

Workshop – Adolescência e conflitos: uma abordagem positiva

Abril 19, 2012 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações Aqui

Número de crianças em acolhimento desceu 27%

Abril 19, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Abril de 2012.

por Lusa

O número de crianças e jovens em instituições de acolhimento reduziu 27 por cento nos últimos seis anos, mas ainda assim o Estado tem ao seu cuidado perto de nove mil menores, a maioria adolescentes.

Segundo o Relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens, um total de 8.938 crianças e jovens estavam em acolhimento em 2011 e destas 6.826 já tinham entrado nas instituições em anos anteriores, enquanto 2.112 iniciaram o acolhimento em 2011.

De 2006 a 2011 tem-se registado uma descida gradual na entrada de crianças e jovens nas instituições de acolhimento.

Em 2006 estavam em instituições de acolhimento 12.245 crianças e jovens, em 2007 o número desceu para os 11.362, em 2008 para 9.956, em 2009 para 9.563, em 2010 para 9.136 e em 2011 para 8.938.

O documento entregue na quarta-feira na Assembleia da República refere ainda que saíram do sistema de acolhimento em 2011 um total de 2.634 crianças e jovens, o que comparativamente com o ano anterior indica um decréscimo de saídas de 8,8 por cento.

Em relação à distribuição das crianças e jovens em acolhimento, por distrito e região autónoma, o relatório revela que são os distritos do Porto, de Lisboa e de Braga que registam números absolutos mais elevados, respetivamente, 1.805, 1.591 e 680 (em 2010, 1.708, 1.655 e 756, respetivamente).

Em contrapartida continuam também a ser os distritos de Beja, Portalegre e Évora a apresentar números absolutos de crianças e jovens em acolhimento mais reduzidos (101, 108 e 162, respetivamente).

No que diz respeito às saídas do sistema de acolhimento, são também os distritos do Porto, Lisboa e Braga que mais contribuíram para estas saídas com, respetivamente, 468, 544 e 239 crianças e jovens, seguindo a mesma tendência do ano anterior, com respetivamente 551, 618 e 196 de crianças e jovens cujos acolhimentos cessaram.

Por outro lado, os distritos de Portalegre, Beja, Castelo Branco e Guarda são os que apresentam o menor número absoluto de crianças e jovens com cessação do acolhimento (21, 26, 37 e 38, respetivamente).

Relativamente às idades, o relatório do Instituto de Segurança Social revela uma tendência que se tem vindo a afirmar ao longo dos anos, no sentido de a população acolhida ser cada vez mais velha e se concentrar tendencialmente na fase correspondente à adolescência (12-17 anos).

Os segmentos etários entre os 0 e cinco anos correspondem a 13,7% das situações (1.228), o grupo entre os seis e os onze anos representa 21,9%, (1.960) e entre os 12 e os 21 anos 64,3 por cento das situações ou seja 5.750 casos.

Quanto à distribuição por sexo, o relatório constata que pela primeira vez, em 2011, uma tendência de ligeiro predomínio do sexo masculino no universo das crianças e jovens em situação de acolhimento – 4.486 rapazes (51%) e 4.452 raparigas (49%).

 

 

Professores precisam de centrar-se mais nos alunos, diz OCDE

Abril 19, 2012 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de Abril de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

OECD Reviews of Evaluation and Assessment in Education: Portugal 2012

Por Bárbara Wong

Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) não é claro que os alunos estejam no centro do ensino. Este continua a ser feito com o professor à frente da sala de aula e o aluno pouco envolvido no planeamento e organização das aulas; e a sua avaliação continua a ser sumativa.

A OCDE lançou hoje um estudo sobre avaliação, centrado em Portugal, que analisa as políticas de avaliação no sistema de ensino português e faz recomendações para melhorar a eficácia dessas políticas. Além dos alunos e dos professores, as escolas e o sistema de ensino no seu todo também são avaliadas. O estudo relembra que foram feitas várias reformas, nos últimos anos e com apostas para serem cumpridas até 2015, como assegurar que todos os jovens permanecem no sistema escolar até aos 18 anos.

“A oportunidada dada aos pais e aos estudantes de influenciar as aprendizagens é mais limitada do que noutros países da OCDE”, diz o sumário com as principais conclusões do estudo. A equipa de observadores da OCDE ficou com a percepção que é dado pouco ênfase a que os alunos desenvolvam capacidades para regular a sua aprendizagem quer através de auto-avaliação, quer de avaliação entre pares.

Para a OCDE é “óbvio” que o aluno não está no centro da aprendizagem porque existem elevados níveis de repetência, acima da média da OCDE. Portugal tem o quarto nível mais alto de repetências, entre os 34 países, de acordo com dados do PISA de 2009, já conhecidos, sobre os resultados dos alunos de 15 anos a língua materna, a matemática e a ciências. Em média, dez em cada 100 alunos repetem um ano, apontam os directores das escolas portuguesas.

A reprovação é “uma prática que permite aos professores reduzir a sua expectativa em relação ao desempenho dos alunos”, defende Paulo Santiago, coordenador do relatório e analista principal na direcção da Educação da OCDE, ao PÚBLICO. A investigação sobre o assunto mostra que a reprovação “é uma medida ineficaz, custosa e quem certamente, não está centrada no objectivo de fazer progredir o aluno na sua aprendizagem”, acrescenta.

Por isso, a OCDE recomenda que o aluno seja o centro. Apesar de reconhecer que foram feitas melhorias como o apoio individual que é dado, em alguns casos, e as diferentes vias de ensino opcionais, é preciso que os professores abandonem abordagens mais “tradicionais” e motivem os alunos para a aprendizagem. Ao mesmo tempo que é importante que os pais e a comunidade sejam mais envolvidos. Os professores devem compreender que ensinar é uma “responsabilidade partilhada”, propõe a organização.

Uma das prioridades discutida no relatório consiste na necessidade de transformar as práticas docentes, ainda muito tradicionais, e de encorajar, na aprendizagem diária na aula, a uma maior interacção e um retorno individualizado sobre o desempenho, revela a OCDE, em comunicado.

“Apesar dos progressos que tem havido em desenvolver práticas docentes menos ‘tradicionais’, o conceito de feedback ainda tende a ser limitado às notas dos testes e o feedback ‘imediato’ na aula com uma função formativa está ainda pouco desenvolvido”, revela Paulo Santiago.

O coordenador do relatório defende que é necessário assegurar uma maior participação dos alunos na sua própria aprendizagem, com um forte investimento na avaliação contínua formativa, apoio individualizado, oportunidades para auto-avaliação e envolvimento no conteúdo da sua aprendizagem. “Uma prioridade deverá ser a redução do ‘chumbo’ como prática pedagógica porque não se centra no objectivo de melhorar a aprendizagem do aluno e pode ter efeitos muito negativos para o aluno (auto-estima, estigmatização, maior probabilidade de abandono do sistema de ensino, etc.)”, sugere.

Uma das prioridades é a necessidade de colocar maior ênfase na função de melhoria das práticas avaliativas, por exemplo reduzindo a excessiva atenção dada à avaliação sumativa dos alunos (as “notas”). Os professores ouvidos reconhecem a “obsessiva atenção” dada aos resultados dos alunos, nomeadamente nos exames. Esta revela-se na construção de rankings pela comunicação social; na prática na sala de aula dominada pela preparação para as provas escritas; e na qualidade do ensino estar equiparada à qualidade dos resultados dos estudantes.O maior problema na educação em Portugal é o abandono escolar, são os alunos que abandonam com poucas competências. Entre os países da OCDE, Portugal é o país onde a população activa, entre os 25 e os 64 anos, é a que tem menos formação académica, apenas 30% que concluiram o ensino secundário, dizem dados de 2009. Apesar disso, os estudantes têm revelado melhorias, conforme dados, também de há três anos, dos resultados no PISA, os alunos têm um desempenho dentro da média da OCDE em leitura mas estão abaixo dessa média em matemática e ciências.

Apesar da equipa da OCDE não ter avaliado o programa Novas Oportunidades – não tinha competências para tal –, observou a forma como são feitas as avaliações dos alunos e considera que o programa prevê conceitos que “são necessários introduzir no ensino regular. Exemplos incluem avaliações focadas em dar motivação, ênfase na avaliação formativa dando retorno contínuo aos alunos sobre o andamento da sua aprendizagem, retorno imediato na sequência de actividades de aprendizagem e participação activa dos alunos na sua própria avaliação. Estas práticas põem o aluno no centro da avaliação em vez de o ver como um agente passivo”, explica Paulo Santiago.

Mais poder para os directores

Apesar de existir avaliação dos professores, a equipa da OCDE defende a sua melhoria. Afinal, ficou com a impressão de que existe ainda uma grande tensão na relação entre a avaliação do trabalho docente e a progressão na carreira, neste caso, limitada. As discussões nas escolas, em torno da avaliação, centram-se no desenvolvimento profissional e não sobre como ensinar de modo mais eficaz ou na prática do ensino, testemunhou a equipa.

“O objectivo essencial de qualquer modelo de avaliação de professores é melhorar as práticas docentes. Acontece que até hoje, no desenvolvimento dos modelos de avaliação de professores, houve pouca reflexão de como relacionar os resultados da avaliação ao desenvolvimento profissional dos professores, que deveria ser uma prioridade”, contextualiza o coordenador do relatório. “Acontece que quando se utiliza um modelo com tão fortes consequências para o professor, a função de melhoria é afectada porque o professor não estará tão aberto para falar das suas fraquezas e discutir abertamente as suas necessidades de formação com o avaliador ou o director. Por isso, no relatório recomendámos o desenvolvimento de um outro processo, interno à escola e puramente formativo em que os resultados da avaliação levariam à preparação de um plano de desenvolvimento profissional para o docente. O processo em cada escola seria validado por uma entidade externa”, diz ao PÚBLICO.

Esta também ouviu os directores de escola queixarem-se de não ter autonomia para escolher as suas equipas. A introdução da avaliação dos professores poderia ter sido uma oportunidade para os directores terem um papel mais activo, defende a OCDE. Portugal deve ter nos directores “líderes educativos”, concentrados na qualidade do ensino e da aprendizagem e com uma palavra a dizer na configuração do ambiente de trabalho, que deve ser colaborativo e de confiança. A OCDE recomenda ainda que seja dado mais poder às equipas de liderança pedagógica na avaliação dos professores, estas não se cingem ao director, mas a liderança e responsabilidade deve ser distribuída por directores-adjuntos e outros líderes com funções especializadas.

Os directores estão numa “posição privilegiada” para assegurar que as políticas educativas tenham impacto na sala de aula, sublinha Paulo Santiago. “Os directores são essenciais para fomentar melhorias no sistema de ensino português” porque “têm uma proximidade grande com os professores e podem exercer liderança pedagógica”, continua. Por isso, a OCDE defende “maior autonomia e poder de decisão” para os directores. “São os responsáveis por qualquer plano de melhoria na escola, lideram a auto-avaliação de escolas, decidem as acções a realizar no seguimento de uma inspecção, podem influenciar o desenvolvimento profissional dos docentes, têm legitimidade para pôr em prática novas práticas de aprendizagem. Todos estes aspectos afectam os resultados dos alunos. Mas, claro, essa autonomia deve ser acompanhada de prestação de contas e de uma avaliação própria para os directores, que está muito pouco desenvolvida em Portugal”, aponta Paulo Santiago.Os diretores das escolas também precisam de estar preparados para utilizar os resultados da avaliação para a sua formação profissional, acrescenta o relatório.

A actual crise económica está a ter impacto na educação, aponta o estudo. Enquanto o investimento em educação atingia os 5% do PIB, em 2010, prevê-se que tenha descido para 4,7%, no ano passado, e, para este ano, a previsão é que seja de 3,8% do PIB. A austeridade vai traduzir-se em cortes nos docentes e não docentes, na administração regional e na maior racionalização dos serviços do ministério.

Notícia actualizada às 14h58 (foram introduzidos dados sobre a repetência) e às 17h05 (declarações de Paulo Santiago, coordenador do relatório e analista principal na direcção da Educação da OCDE)

 


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